domingo, 28 de março de 2010

GILBERTO DIMENSTEIN CRIMINALIZA GREVE DE PROFESSORES DE SP



Em um artigo na Falha de São Paulo, o articulista Gilberto Dimenstein, naquela costumeira tendência da mídia golpista em criminalizar os movimentos sociais, chamou os professores que faziam greve contra o governo de São Paulo de "baderneiros".

Pior é que Dimenstein coordena uma ONG em tese educacional, Cidade Escola Aprendiz, é especializado em jornalismo comunitário, e até pouco tempo atrás, quando a Folha de São Paulo era considerada "mídia boazinha", era considerado um dos "mestres" do jornalismo, um dos símbolos de "liberdade de opinião" e "defesa da cidadania". Mas, sinceramente, nunca foi para mim. Sempre achei ele meio yuppie, um tanto metido.

E, agora, com ele chamando os professores de "baderneiros" - lembra seu ídolo FHC chamando os aposentados de "vagabundos" - , Gilberto Dimenstein se junta às trapalhadas cometidas pelo colega Bóris Casoy. Péssima lição de jornalismo para quem fica criminalizando os movimentos sociais.

Sim, lugar de professor é na escola, ensinando ou pesquisando. Mas é preciso ter melhor qualidade de vida, não é mesmo?

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Seria a Cidade Escola Aprendiz uma daquelas ONGs que desejam a privatização das escolas públicas?

Se é para condenar alguém da greve de professores de São Paulo, condenem apenas os que queimaram livros em protesto contra o governador. Vide foto no blog Brasil, um País de Tolos. Condenem também aqueles que quiserem dar um viés partidário ao movimento. Mas poupem o movimento grevista como tal.