sexta-feira, 19 de março de 2010

DUPLA PSDB/DEM PRESENTEOU O GRUPO ABRIL COM NOVA SEDE


JOSÉ SERRA (E), ATRAVÉS DE UM TESOUREIRO, TERIA PRESENTEADO O EMPRESÁRIO DO GRUPO ABRIL, ROBERTO CIVITA, COM UM PRÉDIO PARA ABRIGAR A NOVA SEDE DA EDITORA.

Denúncia divulgada pelo blogueiro Altamiro Borges faz voltar à tona um fato que a grande mídia, tão "zelosa" e "guardiã" da liberdade de informação, se esforça tanto em esconder, numa clara traição ao direito de informar, que não permite omissões nem mesmo a ocultação de erros cometidos por quem quer que seja.

Pois no ano de 1997, o diretor do Banco do Brasil e ex-teroureiro do então presidente Fernando Henrique Cardoso e de seu correligionário José Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, fez com o Grupo Abril um contrato de aluguel do Edifício Birmann, localizado na Marginal Pinheiros, na cidade de São Paulo. O prédio era propriedade da Previ, fundo de pensão para os funcionários do Banco do Brasil.

Estranhamente, a Veja não fez o menor alarde sobre a nova sede, porque seria normal que toda vez que uma editora ou veículo de mídia mudam de sede, a notícia seja fartamente divulgada. Mas tem um motivo: a concessão de um prédio pelo Estado para um grupo empresarial privado repercutiria mal ao Grupo Abril, cujo principal veículo e espécie de porta-voz ideológico, a revista Veja, costuma combater quem recebe benefícios extras do Estado.


O PARCEIRO DE SERRA, O "DEMONIADO" GILBERTO KASSAB, DÁ SEU AVAL NUM EVENTO EM HOMENAGEM AO FUNDADOR DA ABRIL, VICTOR CÍVITA, JUNTO AO FILHO DESTE, ROBERTO.

Em todo caso, isso mostra o quanto são excelentes as relações entre o Grupo Abril, uma das corporações que está por trás do Instituto Millenium, e a dupla política PSDB/DEM. Sobretudo nos interesses do mais rasteiro neoliberalismo. A Veja publicou muitos textos elogiosos ao (nefasto) programa de privatizações do governo FHC, e por isso recebeu esse benefício de presente. Houve uma tentativa da grande imprensa em noticiar o escândalo, mas ele foi abafado. Pelo corporativismo, colegas se omitem diante do erro cometido por um deles.

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