segunda-feira, 29 de março de 2010

CRÍTICOS DA MÍDIA BAIANOS TÊM QUE PARAR DE SER BURROS



Diz um ditado popular sobre quem se preocupa com os problemas de longe não presta atenção aos problemas à sua volta.

Pois a chamada mídia baiana, salvo exceções, e digo a chamada mídia semi-nanica, de blogueiros considerados importantes e prestigiados, ou de blogs com alguma projeção razoável, digna dos chamados "líderes de opinião", anda muito, muito burra.

Em nome da visibilidade, se comportam feito patos recém-nascidos, que quando veem um objeto à sua frente, logo o adotam como mãe.

Os críticos da mídia na Bahia, mais preocupados em ser um coro frágil e monocórdico dos críticos da mídia em São Paulo, praticamente macaqueando o que estes falam da Rede Globo, da Folha de São Paulo e da Veja, dentro dos padrões da Carta Capital e Caros Amigos, não olham a corrupção que há sobretudo no rádio baiano.

Viciados no paulistocentrismo, eles se preocupam demais com o papel de bala jogado pela grande imprensa paulista numa calçada da Avenida Paulista, mas não preocupam com o entulho que uma rádio próxima joga pelos arredores do Pernambués, bairro de Salvador.

Estufam o peito dizendo que odeiam a Rede Bahia, que acham o falecido senador ACM a encarnação do mal em terras baianas, mas, em compensação, se rendem aos cantos-de-sereia da outra mídia baiana, não menos corrupta, não menos carlista, mas que tentou dissociar suas imagens à do "painho" quando as circunstâncias exigiram.

Por isso, falam maravilhas de Mário Kertèsz, Zé Eduardo (Bocão), Raimundo Varela, Marcos Medrado, Pedro Irujo e outros, sem perceber a ratoeira que prenderam esses críticos. Como quem procura agulha num palheiro, tentam ver mídia de esquerda onde ela não existe, sobretudo quando endeusam a Rádio Metrópole, do mafioso Kertèsz, que, para quem não sabe, é uma espécie de Paulo Maluf temperado com dendê, um Bóris Casoy de borracharia.

Ficam deslumbrados com o queijo que está na ratoeira, e endeusam felizes a mídia "menos carlista" como se ela fosse a mídia libertária, e quando os barões da mídia baiana são envolvidos em escândalos de corrupção, vão esses blogueiros matutos se solidarizarem ao barão processado. Aí fazem clamores pela "liberdade de expressão", como se o barão da mídia tivesse direito de caluniar seus desafetos, pois, como pseudo-jornalista e pseudo-radialista, ele não sabe a diferença entre comentário jornalístico e opinionismo barato.

Esses blogueiros cumprem sua missão de jagunços virtuais, sem saber. Viram pelegos digitais, e, quando querem aplausos, certamente não merecem. Por isso mesmo é que tem muito blog baiano que não ganha destaque na busca do Google. Tudo por conta do apoio dado à mídia tendenciosa, só porque ela aparentemente derruba antigos "dinossauros" políticos da Bahia.

Mas é mera coincidência que essa mídia baiana e os críticos da mídia brasileiras da Bahia - que não são críticos da mídia baiana, são críticos da mídia nacional que vivem na Bahia - tenham desafetos em comum. Mas o fato de uma rádio baiana derrubar o antigo chefe político de uma cidade do interior, corrupto de carteirinha, não significa luz no fim do túnel. Não. Significa apenas a derrubada de um inimigo político de um barão da mídia baiana. No entanto, os blogueiros baianos acreditam no poder messiânico dessa grande mídia regional e se dão mal. Porque depois o barão da mídia espinafra esses blogueiros em rede estadual de rádio e TV ou nas altas tiragens de seu jornal, que os blogueiros não têm mais o que falar. Desacreditados, seus blogs acabam perdendo o poder mobilizador que deveriam ter, e seus autores, medrosos, se apagam diante de outros blogueiros mais críticos e céticos que chegam por aí.

Um comentário:

Marcelo Delfino disse...

Aguardemos os elogios dos críticos de mídia baianos à CBN FM 100,7 de Salvador. Que, por sinal, pertence à Rede Bahia.