sábado, 27 de fevereiro de 2010

A PAULEIRA DA IMPRENSA GOLPISTA


VINCE NEIL, DO MÖTLEY CRÜE, E BRET MICHAELS, DO POISON: DOIS ÍCONES DO "METAL FAROFA", ESTILO LEVADO A SÉRIO DEMAIS PELOS JOVENS BRASILEIROS.

Enquanto, no Brasil, os grupos de sambrega tentam vender a imagem de "samba de verdade", substituindo a antiga coreografia de "mexer os pezinhos" com todo mundo sentado simulando uma roda de samba, os grupos de poser metal, ou "metal farofa", tentam vender a imagem de "rock'n'roll de verdade", embarcando até no revival dos anos 80 e tentando atrair a confiança de atrizes novatas. Certa vez, a darling Megan Fox apareceu vestindo camiseta do Mötley Crüe, e, recentemente, Bret Michaels, do Poison, gravou dueto com Miley Cyrus.

No Brasil, no entanto, terreno aberto e receptivo para a queda de estrelas cadentes (ou decadentes), não bastasse a vinda dos Guns N'Roses, com ex-cantor do Skid Row abrindo, e a banda de Axl Rose tão paparicada pela juventude riquinha dos Jardins (mas que jura ser juventude proleta de Diadema) ou da Barra da Tijuca (mas que jura ser juventude proleta de Belford Roxo) depois da Beyoncè Knowles e a "alta reputação" do Bon Jovi entre os roqueiros de mentirinha (que no entanto juram ser os sábios entendedores de rock autêntico), agora é o vocalista do Mötley Crüe, Vince Neil, que fará apresentações em São Paulo.

A essas alturas, a "galera" - prestem atenção às aspas, porque não uso essa gíria - deve estar extasiada com essa onda de "metal farofa" que, para quem não chegou ainda aos 35 anos de idade, tem status de "rock clássico". Existem exceções como no caso do amigo Bruno Melo, do blog Cultura Alternativa, que, mesmo muito jovem, não engole essa lorota em torno dos farofeiros do rock.

Mas, como o mundo da mídia golpista é uma beleza, vamos ver os jovens riquinhos de todo o país (mas que juram ser pobres, pobres, pobres, de marré, marré, marré) endeusando o metal farofa, com toda a arrogância a que tem direito. E o portal Ego, espécie de PiG social das Organizações Globo, deve jogar muito ex-BBB e atores globais emergentes (que, a troco de um bom papel de novela, dançam até o "créu" e o "rebolation") para ver os farofeiros no palco. Sobretudo o Chatxl Rose e seus Tapas e Beijos (Leonardo e Zezé Di Camargo n' Luciano que o digam).

Deve estar também pipocando nas rádios o dueto de Bret Michaels com a Miley. Um detalhe: enquanto Guns N'Roses e Bon Jovi são bastante populares entre a moçada ávida por roquinho-farofa (mas que jura ser roqueira de cara e coragem), Mötley Crüe e Poison ainda tentam vender a imagem de "alternativos". Dá para acreditar?

Com a palavra, o outrora prestigiado portal de rock Whiplash (não seria melhor chamá-lo de Splish Splash, com base naquela música do Bobby Darin, o "Vince Neil" da turma de 1958 coverizada por Roberto Carlos cinco anos depois?). Aliás, quanto a Bobby Darin, a geração de "roqueirinhos" bonitinhos de 1958 teve um cantor chamado Ricky Nelson, que morreu em 1985 sem poder ver seus dois filhos montarem um grupo da linha do Bon Jovi, o grupo Nelson. Família unida...

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