terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

COMO SERIA O INSTITUTO TROPICALIUM?



Como seria o Instituto Millenium se ele fosse uma entidade cultural?

Provavelmente se chamaria INSTITUTO TROPICALIUM e se tornaria o órgão máximo dos defensores da Música de Cabresto Brasileira, dentro do mesmo enfoque do acima citado "instituto".

Seria um órgão politiqueiro que se autodefine "sem vínculos político-partidários". E, assim como os órgãos golpistas falam em defesa da "democracia", o Tropicalium falaria em defesa da "cultura popular". E, assim como as apologias da direita militante do Millenium são bem conhecidas entre nós (em defesa, sobretudo, da "livre iniciativa" e da "cidadania"), as apologias dos defensores do brega-popularesco também não nos são estranhas, principalmente no que diz respeito à "popularidade natural dos grandes ídolos" através também de êxitos econômicos (o sucesso na mídia corresponde, para os ídolos popularescos, como o poderio econômico está para os grandes empresários).

Imagino que muita gente "boa" participaria ativamente do Instituto, seja na forma de colaboradores, seja na forma do conselho editorial. Imaginemos a seguinte estrutura básica: presidente, conselho editorial e colaboradores.

PRESIDENTE: PAULO CÉSAR ARAÚJO (escritor e historiador)
Vice-Presidente: HERMANO VIANNA (antropólogo).

CONSELHO EDITORIAL:
Paulo César Araújo
Hermano Vianna
Milton Moura (sociólogo - Bahia)
Roberto Albergaria (antropólogo - Bahia)
Rodrigo Faour (historiador e radialista)
Pedro Bial (jornalista e apresentador - integrante do Instituto Millenium)
Pedro Alexandre Sanches (jornalista)
Eugênio Arantes Raggi (professor - Belo Horizonte)
MC Leonardo (APAFUNK)
Fernanda Abreu (cantora)
DJ Marlboro
DJ Rômulo Costa
Fausto Silva (apresentador)
Wagner Montes (apresentador)
Patrícia Pillar (atriz)
Regina Casé (atriz)
Carlos Massa, o Ratinho (apresentador)
Bia Abramo (ex-Folha e ex-Bizz, atual Fundação Perseu Abramo)
André Forastieri (ex-Bizz, atual portal R7)
Zezé Di Camargo (cantor)
Ivete Sangalo (cantora)
Preta Gil (cantora)
Álvaro Pereira Júnior (jornalista, Folhateen e Fantástico).

Membro de honra: Marcelo Fromer (músico dos Titãs - in memoriam)

Colaboradores e Articulistas:

Paulo César Araújo
Hermano Vianna
Bell Marques
Luiz Caldas
Zezé Di Camargo
Fernanda Abreu
MC Leonardo
Rodrigo Faour
Pedro Alexandre Sanches
Marco Aurélio Canônico (Folha de São Paulo)
Ana Maria Braga
Gugu Liberato
Eugênio Arantes Raggi
DJ Marlboro
Luciano Huck
Milton Moura
Roberto Albergaria
Netinho de Paula (apresentador, ex-Negritude Júnior)
Patrícia Pillar
Álvaro Pereira Júnior
Bia Abramo
André Forastieri.

OBJETIVOS DECLARADOS (POR ELE DEFENDIDOS):

- Estabelecer uma cultura popular voltada para os princípios puramente de entretenimento, com temática despolitizada e integrada aos sistemas de comunicação internacionais e nacionais.

- Definir o mérito de um artista popular através do aspecto quantitativo de seu sucesso, como plateias lotadas e grande repercussão nos veículos da grande mídia.

- Sustentar e manter o sucesso dos ídolos envolvidos, ainda que eles se limitem a produzir apenas material que evoque antigos sucessos e covers de antigos clássicos da Música Popular Brasileira.

- Estabelecer uma aliança entre os ídolos envolvidos e todos os setores influentes da sociedade organizada, de forma a garantir a manutenção deste sucesso.

OBJETIVOS NÃO-DECLARADOS (OCULTOS POR ELES):

- Desqualificar a música brasileira, tal qual a cultura popular como um todo, subordinando-a à mediocridade artística aliada à assimilação submissa das influências da música estrangeira (dos países do G-7) que tocam nas rádios de maior audiência.

- Impedir que a antiga música popular, hoje considerada folclórica, renasça no Brasil, evitando repetir o renascimento da música regional autêntica pela ação dos Centros Populares de Cultura da UNE no período 1961-1964.

- Impedir que a música popular autêntica, com força artística maior, possa trazer conhecimentos artísticos e temáticos para o povo pobre, o que traria em risco a hegemonia das elites detentoras do poder.

- Tornar o povo submisso e resignado, através da devoção aos ídolos do brega-popularesco, de forma que haja um faz-de-conta de que a cultura popular vai bem, quando na verdade se percebe a gritante degradação cultural, sobretudo através da música.

- Afastar do apreço popular as grandes obras da literatura e artes plásticas, sem que, aparentemente, se impeça o povo de apreciá-las, mas estimulando neles o maior distanciamento emocional possível destas obras, através da compreensão superficial e acrítica.

- Domesticar as classes populares através dos meios de comunicação, de modo a dar aos pobres a falsa impressão de autosuficiência sócio-econômica e de felicidade extrema através do circo de ilusão e fantasia das emissoras de TV aberta, das rádios FM e de jornais e revistas popularescos.

- Procurar exercer o controle social da forma mais sutil, procurando desmentir seu processo quando este for denunciado. Não se deve levar a conhecimento, por exemplo, que os ídolos popularescos são apoiados por determinados veículos da grande mídia, procurando, através de falácia, convencer as pessoas de que tais ídolos fizeram sucesso sem apoio algum da mídia.

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