sábado, 27 de fevereiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL TENTA FAZER FALSO ENGAJAMENTO SOCIAL



O que é o desespero de manter uma inutilidade como o Big Brother Brasil no ar. Nos últimos dias o programa tentou fazer um falso engajamento social, através dos casos da lésbica Angélica e do brutamontes Dourado. O machismo de Dourado, aparentemente, chamou a atenção até do cantor Boy George - que fez sucesso nos anos 80 com sua banda Culture Club - , que manifestou protesto contra o bofe. Talvez a produção do BBB achasse que o caso chamasse a atenção também da rainha Elizabeth e, quiçá, do Conselho de Segurança da ONU.

Embora o homossexualismo e o machismo rendam calorosos debates, não serão eles que transformarão o Big Brother Brasil num programa fundamental para a audiência brasileira. Pelo contrário, são recursos desesperados de um programa decadente, que já passou do seu auge apesar de toda a insistência da mídia gorda, querendo se manter no ar a todo custo e tentar passar alguma motivação para a opinião pública.

Não vejo o BBB, nunca vi, e o que eu sei do programa é através dos portais sobre celebridades na Internet. O caráter supérfluo do programa é uma das coisas mais estarrecedoras da televisão brasileira, e isso não é moralismo, não é paranóia, não é preconceito, nem inveja do sucesso de um programa. Isso é uma constatação objetiva.

Compare o que era a televisão brasileira de 45 anos atrás com a de hoje. Quanta diferença. Mas não dá para comparar rigorosamente, porque boa parte do acervo das emissoras de TV daquela época se perdeu, e as pessoas não estão muito dispostas a ler livros sobre história da televisão, que pelo menos fazem relatos textuais sobre o que eram tais programas, contando até mesmo alguns casos curiosos, e que por vezes há fotos relacionadas a tais programas.

Por mais ridículas que possam parecer as delirantes novelas de Glória Magadan, a novelista cubana exilada no Brasil, pelo menos tinham alguma dramaturgia e os atores eram realmente muito bons. Pelo menos havia história, havia produção, havia direção e encenação, havia profissionalismo e expressividade.

E os "riélites"? Eles não têm roteiro, mal conseguem ter uma direção - o "diretor" é apenas um vigia que dá pitacos nos "atores" quando necessário - , sua produção é tosca, e é tudo de um amadorismo doloroso, porque é amador não no melhor, mas no pior sentido da palavra.

Assim como ficamos perplexos diante do risco de termos de aguentar popularescos como Alexandre Pires, Chitãozinho & Xororó, Ivete Sangalo e outros por pelo menos 50 ou 55 anos, todos gravando os mesmos discos de covers ou DVD's revisionistas ao vivo, também ficamos estarrecidos com o risco do Big Brother Brasil se arrastar por mais e mais anos.

O programa já deu o que tinha que dizer, que era quase nada. Agora não adianta fazer falso engajamento para criar factóide. Até porque não se sabe se Angélica e Dourado são pessoas autênticas ou se eles, na verdade, estão fazendo tipo. Tudo é ficção nesse "espetáculo da realidade". Tudo é falso, chato, e extremamente descartável. Não deixará grande marca na história de nossa TV.

3 comentários:

Lucas Rocha disse...

Se, em janeiro de 2011, a undécima edição do PIG BROTHER BRASIL perder audiência para um programa humorístico do trintão SBT apresentado por Tiago Abravanel (neto do "patrão" Sílvio Santos que é ator teatral), será que vão voltar os programas noventistas VOCÊ DECIDE e A COMÉDIA DA VIDA PRIVADA? E os estudantes secundaristas de Tanguá (interior fluminense), será que, no dia 21 de abril do citado ano "doismilonzista", vão fazer uma passeata com outros moradores da "cidade-satélite fluminense" (lá, fica a estação receptora da Embratel) contra o "riélite xou" pigbrotheriano?

Marcelo Delfino disse...

Pra piorar a situação, o pseudo-ativismo gay das estrelas do PiG Brother Brasil pode, no máximo, comover a comunidade gay e os simpatizantes. Todos muito distantes do universo da maioria da população brasileira e mesmo da maioria dos expectadores da Globo. Não é à toa que até sorteio de carros da Fiat os caras estão fazendo para tentar levantar a audiência do Big Bosta Brasil.

Edilson Trekking disse...

Senhores o BBB prá uma coisa serve . É um termômetro que mede o nivel de burrice do povo brasileiro. Hehe!