quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

BANDA CALYPSO INICIARÁ "CARREIRA" DE DISCOS REVISIONISTAS


Iniciando o mesmo destino dos ídolos do brega-popularesco, seja na axé-music, breganejo, sambrega etc., a Banda Calypso - numeroso grupo em que apenas o casal prinicpal aparece nas fotos - passará a viver de DVD's e da eterna revisita do seu repertório. O grupo lança CD e DVD ao vivo, comemorativo dos dez anos de carreira.

O grupo, sabemos, tornou-se sucesso dentro de uma manobra que enganou muita gente direitinho, até o professor neo-golpista Eugênio Raggi. Enquanto a mídia golpista vendia o fenômeno paraense como se fosse underground, com direito a gravadora (pseudo) independente e tudo, o grupo na verdade se valeu por três estratégias:

1) O jabaculê (no sentido de propinoduto, não merchandising) nas rádios FM em geral.
2) O contrato com uma gravadora dita "independente" (mas, sem dúvida alguma, sem qualquer relação com a filosofia indie, que no Brasil tem a Baratos Afins como símbolo maior), ligada a grupos empresariais poderosos do Pará.
3) A venda de discos a preços baratinhos, para atrair a curiosidade dos leigos.

Com isso e o som calcado na música de Odair José de forma mais acelerada, somado a uma atitude pseudo-regional, o grupo tornou-se hype e ganhou o apoio imediato das Organizações Globo, eminência parda do Partido da Imprensa Golpista.

Mas, passados alguns anos, incluindo até mesmo rumores de separação do casal Joelma e Chimbinha (creio que deve ser para plantar notícia e chamar a atenção dos fãs), o grupo iniciará a mesma carreira que os popularescos veteranos, de Chitãozinho & Xororó ao Grupo Molejo, de Alexandre Pires a MC Leozinho e de Chiclete Com Banana a Latino, fazem para se manter na mídia: gravar sucessivos álbuns ao vivo, muitos covers, um monte de enrolação que não passa de revival mal-disfarçado dos tempos áureos de sucesso na mídia.

É bom lembrar que a Banda Calypso já lançou um disco de versões acústicas de seus sucessos, além de outro em dueto com os Paralamas do Sucesso (!), talvez por lobby de Hermano Vianna, que pelo jeito prefere o Chimbinha ao hermano Herbert.

A Banda Calypso, repito, já dá amostra de que, como os demais ídolos popularescos, irá disfarçar o natural desgaste artístico de sua mediocridade musical com muitos discos ao vivo, acústicos, duetos, covers, tributos e outros recursos oportunistas.

Afinal, o tempo deles já passou mas eles insistem em tapear a esterilidade musical deles. E tem gente que acha que eles representam o "novo" na nossa música. Quanto cinismo! Assim, a música brasileira será condenada à eterna enrolação dos ídolos popularescos, que ainda por cima farão rodízio entre si no Domingão do Faustão (a Banda Calypso vai aparecer no programa dia 14 próximo). E haja Caras, Quem Acontece, Multishow, Noite Preta FM tentando relançar esses mofados popularescos como sendo "sempre novidade".

Sal de frutas, por favor!!

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