segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A tolice de Hugo Chavez


Hugo Chavez, o "vitalício" presidente venezuelano que andou lacrando emissoras de televisão que não exibiram seu pronunciamento, andou dizendo um asneirol.

Acusou os EUA de terem causado o terremoto no Haiti, sob o pretexto de que havia treinamentos militares na região.

Sim, reconhecemos que os EUA são prepotentes e que a nação norte-americana - que se autoproclama "a América" - tem uma obsessão de criar bases militares em outros países e em intervir em conflitos bélicos ou tensões políticas de outros países. Em 1964, por exemplo, ameaçou intervir diretamente até no Brasil, com a Operação Brother Sam. E as intervenções do governo George W. Bush no Iraque foram apenas constrangedoras e trágicas (para os pobres jovens que foram atuar no país do Oriente Médio).

Mas culpar os EUA por um fenômeno da natureza é o cúmulo da insensatez, o que mostra que Hugo Chavez é menos um tirano do que um trapalhão. Parece um comediante no poder, com seu marxismo caricato, meio leninista, meio castrista, meio Irmãos Marx (aquele trio de comediantes dos EUA).

É insensato, porque os próprios EUA tiveram uma tragédia semelhante à do Haiti, que foi a do furacão Katrina que destruiu a cidade de Nova Orleans, em 2005. Essa insensatez seria a mesma do que a sujíssima revista Veja culpar o presidente Lula pela tragédia do reveillon de Angra dos Reis.

Hugo Chavez culpar os EUA pelo terremoto do Haiti é muito diferente do que reconhecer que a corrupção política do país agravou o sofrimento dos haitianos. As autoridades podem até ser em parte responsáveis pelos problemas que as vítimas de catástrofes naturais enfrentam, mas daí para dizer que são culpados por essas catástrofes soa algo delirante.

O que pode se dizer também é que as ações de longo prazo de destruição ambiental provocadas pelo homem podem ter ajudado a agravar as catástrofes. A destruição ambiental, a poluição e a exploração clandestina e abusiva de madeira, borracha ou outros materiais, criaram uma situação de desequilíbrio que , através da ruptura estrutural do ecossistema, fez o clima tornar-se caótico. Daí, por exemplo, dias sucessivos de trovoadas no eixo Rio-São Paulo, quando uma mera manhã de muito calor já causa medo, porque no final de tarde o céu se fecha e os subúrbios e morros ficam em alerta. Porque a fúria da natureza, infelizmente, age normalmente sobre os mais fracos.

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