quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PiG APOIA O "FUNK CARIOCA"


GILBERTO DIMENSTEIN - Jornalista da Folha de São Paulo e da rede CBN faz artigo elogioso ao "funk carioca". Sinal de que o PiG dança com entusiasmo o ritmo do "pancadão".

Da mesma forma que Alexandre Garcia desconhece totalmente o amplo debate nacional acerca do Plano Nacional de Direitos Humanos, os defensores do "funk carioca" (FAVELA BASS) desconhecem que a mídia gorda apoia completamente o estilo. Pensam que o "funk carioca" só existe na "mídia magra", quando o ritmo predomina muito mais na "mídia gorda" do que na mídia alternativa. Afinal, mídia alternativa de verdade não cai nessa lorota "cultural" do "funk carioca". "Funk carioca" sempre foi establishment. Desde que surgiu.

O Partido da Imprensa Golpista apoia completamente o "funk carioca". Não só completamente como de maneira devota e entusiasmada. O PiG também poderia ser o Pancadão da Imprensa Golpista. Pancadão também daria um bom apelido para as torturas da ditadura militar.

Pois Gilberto Dimenstein, o astro do PiG que trabalha tanto na Folha de São Paulo - que lançou o termo "ditabranda" e apoiou a repressão militar nos anos de chumbo - quanto na CBN - que é das Organizações Globo e adota uma postura direitista mais enérgica que Veja - , escreveu em sua coluna de hoje sobre o projeto do site Catraca Livre em juntar "funk carioca" e educação, duas coisas completamente antagônicas.

O pretensiosismo de Gilberto Dimenstein, que prova que o PiG também encampa o mesmo discurso "socializante" dos funqueiros e seus defensores, chega ao cúmulo de comparar a adaptação para o ritmo da música "Sampa", de Caetano Veloso - que num passado recente havia sido gravada brilhantemente por João Gilberto, um dos mestres da Bossa Nova - como uma "antropofagia". A adaptação teria sido feita por estudantes da cidade de Tiradentes, no interior paulista.

Sabe-se que "antropofagia" foi um termo lançado pelo escritor modernista Oswald de Andrade (1890-1954) para definir uma produção artística que absorve tendências estrangeiras para adaptá-las à linguagem nacional, enriquecendo a arte. Foi um termo "ressuscitado" pelos tropicalistas em 1967.

Mas o "funk" nada tem de "antropofágico", como os funqueiros nem têm ideia de quem foi Oswald de Andrade. Trata-se tão somente de uma "chupação literal" do miami bass estadunidense que só passou a adotar sons mais "brasileiros", através do "tamborzão", para atrair turistas estrangeiros e parecer convincente para os cientistas sociais em geral.

Portanto, nada de brasilidade, nada de cultura, nada de arte. E o texto de Gilberto Dimenstein mostra o quanto nada tem de coincidência a Folha de São Paulo que ajudou torturadores na ditadura militar é a mesma Folha de São Paulo que encampa o mesmo discurso "social" que os defensores do "funk" fazem e que eles pensam só existir na mídia alternativa ou de esquerda. Aliás, é na mídia alternativa e de esquerda - a que não se corrompe, é claro - que NÃO EXISTE qualquer campanha favorável ao grotesco "funk carioca".

2 comentários:

Marcelo Pereira disse...

O "funk" carioca não é antropofágico em nenhum sentido da palavra.

Ele é autofágico e suicida. Vai morrer na hora certa.

E o direitista Dimenstein (ahá! pensaram que só a "esquerda" gostava de "funk"?!) vai morrer junto.

Lucas Rocha disse...

Porque, até agora, a revista "Veja" não publicou quase nada sobre as "mulheres frutas" (menos a Mulher Melancia, é claro)?
É porque Reinaldo Azevedo publicou, na edição nº 2.037 da revista, uma crítica ao programa "Central da Periferia"...