terça-feira, 26 de janeiro de 2010

EMPRESÁRIOS, EXECUTIVOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS SÃO OS HOMENS MAIS CHATOS DO MUNDO


Falamos da realidade da nova mulher mundial, em que as chamadas boazudas - mulheres que se limitam a desempenhar o papel de "gostosas" - começam a ficar em baixa, enquanto outras mulheres, mais intelectualizadas, unem beleza e formosura física com charme e inteligência.

Em contrapartida, os homens sofrem um processo diferente, mas também dão conta à transformação de valores. Isso porque os homens que começam a ter problemas de reputação e carisma são justamente aqueles supostamente associados a um universo de charme e inteligência.

São os empresários, executivos e profissionais liberais (médicos, engenheiros, advogados etc). Aparentemente, eles poderiam até estar ligado ao universo das chamadas mulheres-alfa - justamente as que são hoje mais valorizadas, e que combinam beleza e inteligência - , e muitos são até casados com várias delas.

Mas por que os homens que carregam na elegância e no espírito de racionalidade andam decaindo, enquanto as mulheres aparentemente do mesmo universo andam em ascensão?

Simples. Isso porque a supremacia masculina do machismo, que há anos reservava para o homem que exerce liderança econômica e profissional um papel de prestígio e poder, começa a se esgotar. E a maioria esmagadora dos homens que exercem atividades como empresário ou executivo, ou que assumem profissões liberais, já começa a decair por sua personalidade sucumbir a um estado lastimável de superficialidade, sobretudo na hora do lazer.

Profissionalmente, são homens dotados de experiência, liderança, iniciativa, com uma visão objetiva de sua área. São empresários que exercem seu trabalho de liderança e empreendimento. Executivos que administram projetos em suas empresas. Médicos que conhecem as mais novas técnicas de tratamento de doenças de sua especialidade. Engenheiros que estabelecem projetos divulgados em seminários bem-sucedidos. Advogados que se sobressaem com as vitórias judiciais de seus clientes.

No lazer, no entanto, eles falham, e muito. Quando passeiam com suas esposas e filhos, ficam mais preocupados com o molho de chaves que está em sua mão, é a chave de casa, do carro, da caixa postal, etc. Ou então com a coleção de cartões, principalmente de crédito. Mas, não só nessas saídas como em outros eventos de lazer, eles agem com muita superficialidade, tornando-se verdadeiros chatos, da forma de vestir até a conversa com os amigos, onde o pedantismo se torna evidente.

Afinal, eles concentram tanto suas vidas em suas profissões que, em compensação, passam a falhar na hora do lazer. Nas conversas, tentam dar a impressão de que sabem mais de Política, Economia e Negócios. Na hora de vestir, só calçam bermuda e tênis quase que por obrigação, para caminhadas na orla e passeios turísticos. Mas, até num passeio informal num shopping center, eles recorrem aos sisudíssimos sapatos de verniz. E usam camisas pólo em situações em que uma camiseta simples cairia melhor.

Por isso mesmo é que, apesar do mesmo universo social, uma jornalista que se destaca por sua inteligência e desenvoltura, soa bem mais interessante que seu marido empresário, que já começa a ser visto como uma incômoda sombra da atraente mulher, tanto que simplesmente aparece pouco nos eventos sociais. Discrição? Talvez. Mas a verdade também é que há também um pouco de arrogância, por parte do empresário, de não dar satisfações à sociedade. Preferem se isolar no seu mundinho de ternos e gravatas, smokings, uísques e champanhes e "bate-papos" sobre Política, Economia e Negócios, com direito a comentários pedantes sobre Teatro e Música.

Quando elegante, a mulher torna-se criativa, alegre, expressa vida, encanto, simpatia. Mas, quando o homem, salvo honrosas exceções, prioriza a elegância, até com certo exagero, mostra-se monótono, sisudo, quase triste, expressando mesmice e até mesmo arrogância, antipatia ou anacronismo. Pior: os homens obsessivamente elegantes - certamente não estamos falando daqueles realmente elegantes - falam em "moderação" na forma de se comportar e se vestir, quando moderação é a última coisa que eles pensam em adotar. São capazes de usar terno e gravata só para lançar um livrinho que escreveram, num programa de entrevistas da TV.

SISUDOS E BOAZUDAS - Daí que, ironicamente, os empresários, executivos e profissionais liberais, apesar de casados com atrizes, jornalistas e modelos muito atraentes e inteligentes, nivelam sua personalidade com as ex-dançarinas de pagode, dançarinas de "funk", boazudas de reality show e atrizes calipígias. Isso pode causar horror a eles, mas é essa a realidade.

A superficialidade dos homens sisudos, de um lado, e das mulheres boazudas, de outro, se assemelha perfeitamente. Na verdade, eles e elas assumem seus respectivos e diferentes papéis dentro da ideologia machista. Eles evitam elas, por medo, e elas evitam eles, também por medo. Mas num evento teatral tanto eles quanto elas expressam o mesmo pedantismo. O médico que cita Guimarães Rosa no seu livrinho não difere da ex-dançarina de pagode que tenta ler Clarice Lispector.

No machismo, os homens "importantes" se envolvem em negócios, profissões liberais, finanças. Neste caso o homem é reconhecido por sua "racionalidade", por suas "atividades". E as mulheres, quando não viram escravas do lar, fazem o papel de "gostosonas" para o recreio sexual dos homens. Em outras palavras, o machismo determina que o homem seja valorizado pelo seu "intelecto", e a mulher, pelos seus "dotes físicos".

Por isso o medo recíproco dos homens sisudos de encarar mulheres boazudas é o medo de encararem o espelho de suas existências. É o medo de duas faces da mesma moeda machista se encontrem. O homem sisudo prefere fazer o papel do marido poderoso, mas "banana", da sofisticada esposa, e a mulher boazuda prefere viver sua "infância feliz" medrosa de seus pretendentes.

Mas, no fundo, no fundo, Donald Trump e Pamela Anderson vivem no mesmo mundo. Como os empresários, executivos e profissionais liberais mais sisudos vivem no mesmo universo das mulheres-frutas, ex-dançarinas de pagode, e boazudas de reality show. A mesma falta de visão de mundo, a mesma inclinação para a mesmice, o mesmo sub-intelectualismo de última hora, para enganar os amigos nas festas cerimoniais.

Um comentário:

Marcelo Pereira disse...

Esses homens são assim porque usam suas profissões como auto-afirmação e as transformam em suas identidades, substituindo a personalidade que não conseguem ter.

São homens frustrados por terem perdido suas juventudes apenas estudando e quando atingem a maturidade não sabem o que fazer na hora do lazer.

Muitas mulheres preferem esse tipo de homem por puro interesse financeiro, prestígio social e pelo fato de que eles, na hora certa, não ficarão "enchendo o saco delas" com atitudes de romantismo.

Nota: apalavra chave dada para eu aprovar este cometário é "bride" coincidência, não?