segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Eduardo Paes desistiu da padronização visual dos ônibus?


Na entrevista de ontem para o jornal O Globo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, falou de seus planos para o sistema de ônibus na cidade. Fora a novidade do Transcarioca, Paes apenas se limitou a afirmar que vai licitar as linhas de ônibus do município.

Sabemos que essa licitação não vai alterar muito o panorama, a não ser para determinadas linhas de ônibus, como as da Zona Oeste, com serviço predominantemente irregular. Mas a maior parte das empresas vai apenas regularizar burocraticamente a situação. Por exemplo, a Real Auto Ônibus vai continuar servindo suas linhas para a Zona Sul, como 126, 127, 128, 170 e 172, além da família 179 para a Alvorada (inclui variantes).

A princípio, Eduardo Paes não falou sobre a padronização visual dos ônibus (cujo prazo para estudo termina este mês), medida que causa ampla rejeição da maioria esmagadora de busólogos e que vai prejudicar os passageiros de ônibus do Grande Rio, que correrão mais risco de pegar ônibus errado (coisa que o bilhete único não vai resolver, até porque tem o outro aspecto da perda de tempo).

Paes, no entanto, deixou inferir que a "curitibanização" - modelo de gestão de transporte que está por trás da padronização visual, que envolve uma empresa estatal que irá controlar o serviço de ônibus, enquanto as empresas se limitariam aos aspectos técnicos e financeiros dos ônibus - do sistema de ônibus é uma tarefa complicada, através da afirmação que o transporte é um setor muito difícil de ser administrado pela Prefeitura.

Sabe-se no entanto que, em cidades como São Paulo, Curitiba, São Carlos e São Luís o padrão "curitibano" de transporte não evita o colapso do sistema. E que vários busólogos já começam a admitir, de forma bastante objetiva, que a padronização visual traz mais prejuízo do que benefícios, até mesmo a "camuflagem" de empresas de ônibus ruins, além da inevitável confusão dos passageiros sobre qual ônibus pegar.

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