domingo, 31 de janeiro de 2010

SÁBIAS PALAVRAS DE UM CRÍTICO CONTRA O "FUNK"


Deu no YouTube. O crítico musical Régis Tadeu deu uma lição de sabedoria e coerência ao reprovar o trabalho da funqueira Tati Quebra-Barraco e de seus congêneres no depoimento gravado para o programa Super Pop, da Rede TV!, programa apresentado pela primeira-dama da emissora televisiva, Luciana Gimenez.

Ele deu todo seu depoimento, que, com algumas edições, foi ao ar com duras palavras à funqueira, que alguns covardes classificam ela como "genial" (houve quem se atreviesse a comparar a Tati à cantora Elza Soares, o que nada tem a ver) e que, depois daqueles trabalhos horrorosos ("Siririca", "Sou Feia Mas Tô Na Moda", etc) não conseguiu se segurar e foi gastar só a fortuna que ganhou, sobretudo com muita plástica e lipos, até depois virar evangélica.

Depois do depoimento, Tati, que faz aquele estereótipo da "mocréia raivosa" que o mercado hipócrita do "funk" reserva para as jovens faveladas, despejou toda sua arrogância e tentou, irritada, fazer defesa de si mesma, já temendo entrar no caminho do ostracismo.

Reproduzimos o texto de Régis Tadeu e abaixo tem o vídeo da gravação, até para vocês notarem a arrogância raivosa da funqueira.

COMENTÁRIO DE RÉGIS TADEU SOBRE TATI-QUEBRA BARRACO

O que que eu acho da Tati Quebra-Barraco?

Olha, eu não conheço a Tati pessoalmente, mas ninguém tem um nome desse por ser uma pessoa gentil, uma pessoa diplomata, uma princesa, né?

Eu não conheço a Tati pessoalmente, mas, artisticamente, para mim, ela significa nada. Um zero, completamente. Não tem o menor conteúdo artístico, não tem o menor conteúdo musical, as músicas da Tati, para mim, elas têm a mesma utilidade que um cinzeiro numa motocicleta. Ou seja, nenhuma.

Que que eu acho da música da Tati Quebra-Barraco? Bom, para mim isso nem é música. E tudo é absolutamente ruim. Os arranjos são ruins, a batida é ruim, a gravação é ruim, as letras são ruins... A Tati nem se pode dizer que canta, o que ela fala, ela declama, aquelas barbaridades que nem são engraçadas, você está entendendo? Eu não tenho qualquer tipo de problema moralista com relação às letras. O problema é que o que a Tati fala é baixaria pura e simples, sem qualquer tipo de graça, sem qualquer tipo de intenção que não seja chocar os mais moralistas. Enfim, artisticamente falando, para mim é um lixo total.

E tem uma outra coisa, também. Você chamar o que a Tati e outras pessoas lá do Rio de Janeiro fazem de "funk", isso é absolutamente uma vergonha, porque funk não é isso. O que a Tati e seus colegas lá fazem, na verdade, é o que a gente chama aqui de "pancadão", que é uma coisa derivada do miami bass de grupos como o 2-Live Crew dos Estados Unidos, então de funk isso não tem absolutamente nada. E tanto o que a Tati faz como esse pessoal do "Créu", essas "mulheres-frutas" obesas que andam por aí, tudo que elas fazem, na verdade, é um tipo de música da pior qualidade.

Eu acho engraçado você falar que eu não sei o tempo que se leva para gravar um disco, porque, primeiro, eu sei, sim, quando tempo se leva para gravar um disco. Segundo, isso não é desculpa para fazer um trabalho ruim, você está entendendo? Quer dizer, eu sou um arquiteto, eu demoro sete anos para construir uma ponte, e aí quando eu vou inaugurar a ponte, a ponte cai, mata todo mundo, e eu sou obrigado a pedir que as pessoas que respeitem o trabalho que eu tive? Não, negativo. Isso não é desculpa. Não é desculpa você levar quinze dias, vinte meses, quarenta anos para fazer o tipo de som que você (Tati) faz, que é muito ruim. Isso não é desculpa.

Essa coisa de ser ético ou anti-ético, o que na verdade eu não sou é corporativista. Caso você (Tati) não saiba o que isso signifique, eu não tenho rabo preso com ninguém. Eu falo o que eu bem entendo. A coisa que a gente mais vê no meio artístico hoje são as pessoas se elogiando umas às outras, com medo de falar o que realmente pensam, fica aquele pensamento assim: "Ah, eu vou elogiar o seu disco porque aí, quando eu lançar o meu, você vai elogiar também". Você está entendendo? Eu não tenho este tipo de postura. Eu falo o que eu bem entendo e todo mundo que me conhece sabe disso. Então, essa coisa de anti-ético, caso você não saiba, acho melhor você procurar no dicionário que, assim, ser anti-ético é uma outra coisa, falar o que se pensa também é uma outra coisa.

Eu acho muito engraçado a Tati vir falar de respeito fazendo o tipo de música que ela faz. E realmente eu tenho respeito pelas pessoas, mas não sou obrigado a ter respeito pelo trabalho dessas pessoas, principalmente o seu trabalho, Tati, que é realmente uma vergonha, é muito ruim, e eu não vou fazer como todo mundo faz, que é aquela coisa de ficar elogiando e metendo o pau pelas costas. Eu sou um cara sincero, eu sou um cara franco, e eu falo o que eu bem entendo, e eu estou dizendo aqui exatamente o que você e os telespectadores do Super Pop estão ouvindo, que sua música é muito ruim.

Olha só, Tati, eu fiquei sabendo que você virou evangélica. Então, quem sabe agora você destina o seu tempo para fazer coisas mais bacanas tipo fazer trabalho voluntário nas creches, ajudar as pessoas, e largue esse negócio de música, que esse negócio não é para você, não.


OS CAPANGAS E SEUS CAPANGAS

Antônio Arles - Do blog Arlesophia

Eles querem passar a imagem de modernos, um setor que emprega tecnologia de ponta e seria responsável pelo sucesso das exportações brasileiras. No entanto, não sabem viver sem as práticas arcaicas da ameaça, da perseguição política, do escravismo, do patrimonialismo... Para criar e manter essa imagem modernosa eles mudaram de nome, mudaram o nome da instituição que os representa, mudaram o nome do partido que agrega a maioria dos seus representantes, mas não mudaram sua essência reacionária, que faz o país viver preso a um passado de desigualdades, servilismo e opressão. Eles são os ruralistas (que hoje se dizem representantes do “agronegócio”), monopolistas de gentes e terras, que se utilizam de capangas para manter sua sobrevivência anacrônica. E quem são os capangas? O Latuff os revela na seguinte charge.



COMENTÁRIO DESTE BLOG: Mas, no meio "cultural" brasileiro, os capangas seguramente também podem ser estes:


MPB FM VIROU "CASA DA MÃE JOANA" E DESRESPEITA OUVINTES


O que se previa aconteceu. Não bastasse Odair José e Benito di Paula aparecerem no programa "Classicos MPB" da MPB FM, ou incluir Alexandre Pires e Péricles (Exaltasamba) no projeto Samba Social Clube, agora é a vez do programa Noite Preta, apresentado por Preta Gil, mostrar que o buraco é mais embaixo.

No priemiro programa, nada menos que Fábio Jr., Claudinho & Buchecha e, pior, Harmonia do Samba, apareceram sujando o toca-CD da emissora.

Fábio Jr. é defendido como "MPB" por certos lobistas porque segue aquele estereótipo "chique" atribuído à "MPB pasteurizada". Ou seja, um mero "cumpridor de normas" da dita "boa MPB". Depois vem Bia Abramo ou similares dizendo que nós é que defendemos qualquer normatização da música brasileira.

Claudinho & Buchecha são defendidos como "MPB" por certos lobistas por conta de uma versão de um sucesso deles - que nem foi composto pelos funqueiros, dos quais só sobrou o segundo - gravada por Adriana Calcanhoto sob a alcunha de Adriana Partimpim. Kid Abelha, ícone do Rock Brasil adotado pela nova MPB, também gravou uma outra música da dupla, "Quero Te Mostrar".

Já Harmonia do Samba apresenta problemas, porque só é considerado "MPB" por intelectualóides arrogantes tipo o baiano Milton Moura e o mineiro Eugênio Raggi. O grupo começou fazendo porno-pagode mas depois, radicado em São Paulo, passou a fazer sambrega.

O maior problema disso tudo é que, no horário de Noite Preta, não existe uma outra opção para ouvir MPB autêntica nas rádios. Mas para ouvir Fábio Jr., já existe a Nativa FM e FM O Dia. Para ouvir Claudinho & Buchecha, tem as FMs O Dia e Beat 98. E Harmonia do Samba se ouve nas três rádios popularescas.

Só que não tem opção para o ouvinte escutar, sem escalas ou interrupções, Wilson Simonal, Wilson Simoninha, Jackson do Pandeiro, Nação Zumbi, Elza Soares, Jorge Veiga, Orlandivo e outras coisas musicalmente íntegras. As outras rádios, de adulto contemporâneo, quando muito só tocam a MPB moderna que é trabalhada nas paradas de sucesso, e mesmo assim intercaladas com muita música estrangeira.

Por isso mesmo é que o ouvinte da MPB FM acaba sendo tratado com desrespeito. Por favor, não venham os defensores do brega-popularesco falarem em "democracia", "ruptura de preconceitos" e outros chavões, porque isso não convence. A realidade é que a MPB FM virou a Casa da Mãe Joana, onde agora pode entrar qualquer um. Para o empresário do MC Créu, por exemplo, vai ser uma maravilha, porque quando passar a onda é só Preta Gil socorrer e ela despeja logo no programa dela e, talvez, no cardápio geral da (ex-)MPB FM, que, francamente, aderiu à "peemedebização". Infelizmente, há quem veja a sigla MPB como uma espécie de "fisiologismo" cultural.

"BALADA" É A GÍRIA DO PiG


FAUSTO SILVA - O ANIMADOR QUASE MAGRO DA MÍDIA GORDA, QUER SALVAR UMA GÍRIA CRIADA POR EMPRESÁRIOS DA "NÁITE".

Entendo a boa intenção de muitos críticos da mídia golpista, que tiram na ponta da língua o golpismo dos grandes líderes reunidos em Davos (Suíça), no Fórum Econômico Mundial. Sabem ver golpismo até nas tosses dos grandes comandantes do G-7. Enxergam neoliberalismo até nos espirros dados pelos empresários das mega-corporações transnacionais.

Mas ignorar as armadilhas do Partido da Imprensa Golpista no ramo da cultura é inadmissível. Pois se até nos primórdios da Guerra Fria se compunham canções com letras anti-comunistas e mesmo o nazismo usava a mídia para manipular culturalmente os alemães, dizer que o Brasil é um paraíso na "cultura de massa" é no mínimo uma tolice.

Pois o animador-mor da mídia gorda, o apresentador Fausto Silva, ex-ícone cult dos anos 80 e futuramente ex-gordo, está prestes a dar o derradeiro socorro à decadente, cafona, ridícula e alienada (algum problema com essa palavrinha, pessoal?) gíria "BALADA", que sabemos ser propriedade intelectual de DJs de clubes noturnos paulistas e de radialistas ligados às também paulistas Jovem Pan 2 e Energia 97.

Pois Fausto Silva lança hoje uma competição de DJs que tem o "sugestivo" nome de "Baladão do Faustão". Tudo para salvar essa gíria inútil, gíria de proveta, criada em "laboratório" (ou escritório, melhor dizendo).

Mas o que se usa da gíria "BALADA" nos vocabulários e até em reportagens sérias da grande mídia significa que, se for cobrado direitos autorais, pessoas como o empresário Tutinha, da Jovem Pan 2, e o apresentador Luciano Huck seriam mil vezes mais ricos do que Bill Gates e Rupert Murdoch juntos.

Alguém ainda duvida que essa gíria "balada", sem pé nem cabeça e sem qualquer significado social, é a gíria do PiG?

sábado, 30 de janeiro de 2010

GOLPISMO CULTURAL: BREGA-POPULARESCO FAZ REVIVAL DE SI MESMO


FESTIVAL DE VERÃO - Evento de Salvador (Bahia) serve de "arena" para os ídolos da axé-music, ritmo do brega-popularesco famoso pelo seu caráter marqueteiro.

prevenimos aos leitores de que a Música de Cabresto Brasileira - a suposta "música popular" que faz sucesso nas rádios e na grande mídia - está decadente. Pois, por trás de todo este aparato de "música em alta", de um suposto grande prestígio e de uma popularidade supostamente espontânea, há todo um esquema de marketing que mascara a mediocridade musical reinante.

Afinal, os ídolos popularescos já não lançam uma grande música de sucesso. E mesmo os ídolos mais novos só conseguem passar uma sensação de novidade - mesmo dentro de sua mediocridade artística - em no máximo três LPs.

O que se vê, por trás de uma aura de "sucesso permanente e inesgotável", é um monte de enrolação por parte dos ídolos de axé-music, breganejo, sambrega, "funk carioca", forró-calcinha e o que vier por aí, sem excluir os tais "universitários".

Afinal, os ídolos popularescos nada produzem de novo depois de seus momentâneos sucessos musicais. Ficam gravando uma sequência suspeita de discos ao vivo, alguns deles precoces. Gravam versões de músicas estrangeiras e covers que variam de clássicos manjados da MPB autêntica a até mesmo antigos sucessos da música brega. Pior: essas covers chegam mesmo a ocupar metade dos "novos CDs" desses artistas.

Fora isso, haja duetos, aparições frequentes na televisão, tributos oportunistas dos mais diversos. É Prêmio TIM de Música aqui, Festival de Verão ali, programa de auditório acolá. Sobretudo quando há a menor ameaça de ostracismo ou desgaste. Aí, haja notas pagas do tipo "Banda de axé tal incendeia verão em Cabrobró de Pirijipe", "Dupla breganeja comove multidões em Nhemnhemnhém do Sul", "Cantor de sambrega empolga platéia em Piramboca do Oeste".

Tudo é feito para manter esses ídolos - sim, os "grandes ídolos" de nossa música - em cartaz na grande mídia. Da aparição de qualquer um deles numa reportagem "entusiasmada" de Caras até a defesa tendenciosa de um etnólogo aos funqueiros ou pagodeiros da temporada.

A época dos ídolos popularescos foi na década de 90. Ou antes, nos anos 70 e 80, ou pouco depois, até 2002. Depois de 2002 o brega-popularesco se repete como uma farsa, sob novos rótulos e até novas estratégias de mídia, mas sempre a mesma mediocridade musical travestida das diversas formas.

O esgotamento musical é evidente, apesar das aparências procurarem sempre negar o contrário. A música brega dos anos 60 e 70 praticamente não consegue criar novas grandes músicas. Se elas surgem, são sempre a sombra pálida dos sucessos do passado. O brega-popularesco dos anos 80 também não cria novos grandes sucessos.

Pois mesmo os breganejos e sambregas de 1990 não conseguem criar algo novo. Os vocalistas solo tornam-se praticamente crooners, gravando discos de canções alheias ou versões de músicas estrangeiras, e, quando lançam material novo, são apenas rotineiras faixas de trabalho que anos depois caem no esquecimento.

É ESSA A MÚSICA POPULAR QUE QUEREMOS? - A grande queixa é essa. Será que vamos ficar 55 anos com essa mediocridade musical dominante? Será que temos que ser reféns desses ídolos popularescos só porque eles supostamente representam a "alegria" e a "simpatia" do povo brasileiro?

Onde está a música popular autêntica, de gente realmente do povo, música há muito transformada em peça de museu, cuja força estava na própria música em si? Onde está aquela linhagem que os Centros Populares de Cultura, num amplo debate público, queria resgatar e que a ditadura militar abortou? Existir a música autêntica até existe, mas não tem o menor espaço na mídia.

Enquanto isso, temos que aguentar ídolos domesticados que só servem para lotar rodeios, micaretas, "bailes funk", vaquejadas, exposições de agro-negócios e programas de auditório. Meros lotadores de plateias, que disfarçar suas músicas medíocres com sorrisos arreganhados, com beijinhos e abraços aos fãs, e com todo um esquema de marketing defensivo e até ofensivo, pois no meio do caminho sempre aparecem uns Olavo Bruno ou Eugênio Raggi, fora tantos "orkuteiros" do mal, com o mesmo apetite reacionário do Comando de Caça aos Comunistas em combater abordagens críticas e realistas.

A luz dos ídolos popularescos é imensa, mas é artificial, é falsa e cega quem dela se servir. O bom-mocismo dos ídolos popularescos camufla a péssima música que fazem. Esses "artistas" nunca têm grandes clássicos, nem trabalhos definitivos, nunca têm discos conceituais que fossem guardados na memória, mas aí tanto faz, porque esses álbuns têm os mesmos sucessos de trabalho que aparecerão várias vezes nos próximos CDs/DVDs que lançarão ao longo do tempo.

Sem saber, eles fazem revival de si mesmos. Eles parecem estar em alta e passam uma falsa aura de "novidade" ou "atualidade", mas eles já estão passados, dos breganejos veteranos que enganam até historiadores de MPB à banda de axé-music cujas músicas só falam dela mesma, da funqueira feiosa que "quebrava barracos" ao cantor de sambrega que conquistou até um antigo presidente dos EUA.

Até quando eles vão nos enganar gravando discos quase todos de covers, duetos, tributos, discos ao vivo para disfarçar sua impotência criativa, não se sabe. Mas o marketing maciço dos referentes ídolos só faz sentido quando existe uma mídia que os protege e que domina o povo. O golpismo cultural está aí, desafiando a indiferença dos que pensam que o golpismo se limita à esfera política-econômica-midiática. Até porque é a própria mídia golpista que trabalha esses ídolos.

A cultura brasileira está em perigo, e não adianta salvar a política brasileira se temos uma cultura brasileira tão doente e enfraquecida.

DOIS VERÕES


Pois é, continuando nas comparações, vemos a primeira foto com Priscila Pires, ex-BBB, pelo jeito parecendo feliz ficando pra titia, nadando junto a seu sobrinho, enquanto espera se vai ficar com seu "eleito" para, quem sabe, uma linda história de amor de apenas 25 dias, ou vai ficar caçando os pobres nerds que nunca iriam perder tempo com as tolices do Big Brother.

Na segunda foto, vemos a excelente atriz Maria Flor, estrela do brilhante e engraçadíssimo seriado Aline - baseada na divertida história do cartunista Adão Iturrusgarai - e também ótima atriz dramática, junto ao seu namorado de um bom tempo (ou seja, bem mais do que "apenas 25 dias"), Felipe Continentino.

Tudo bem que garotas legais podem ficar comprometidas, casadas, etc etc etc. Mas existem dois problemas: enquanto moças cafonas, sejam as marias-coitadas que ficam só rezando ou escutando CDs de Fábio Jr., Alexandre Pires e Bruno & Marrone, sejam as boazudas cuja razão existencial está nos glúteos polpudos (quiçá siliconados, talvez com celulite), têm o maior medo de assumir novas relações ou perturbam o sossego de homens inocentes só porque eles moram com as mães ou lancham suco com biscoitos em casa nas noites de sábado, por outro lado quase não sobram garotas legais disponíveis em nosso país.

Definitivamente, Brasil não é França.

DOIS CARNAVAIS


Vejam como são as coisas.

Na primeira foto, vemos a modelo Nana Gouveia usando pouca roupa e rebolando quase feito uma dançarina de pagode num ensaio de uma escola de samba de Nova Friburgo.

Então eu pergunto: é esse o tipo de mulher que procura "caras legais" para namorar? Nana só fica fazendo isso: saias curtinhas, exercícios de ginástica, biquíni sumário na praia, tops curtos até em dia de inverno (só houve uma exceção), rebolados grosseiros e mais do mesmo. Sempre as mesmas coisas. Ela procura um cara legal, mas ela não está sendo legal co mtudo isso.

Na segunda foto, à direita, vemos a atriz Leandra Leal - com a ressalva de que é casada com um cara admirável, o grande músico Lirinha, a honrar a música pernambucana com seu Cordel do Fogo Encantado - sendo madrinha do bloco carnavalesco Cordão da Bola Preta. Sim, porque muita gente incompetente na mídia disse que era o Cordão do Bola Preta, quando o gênero é feminino, "da" Bola Preta. Esses incompetentes devem ter visto muito programa humorístico com turistas caricatos na TV.

Voltando à Leandra, ela não iria "rebolar até o chão". Faria seu bailado discretamente, como uma moça legal deveria fazer. De forma simples e bela.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SER NOAM CHOMSKY NÃO É FÁCIL


Ser um grande estudioso de Linguística, um eminente professor universitário do Massachusetts Institute of Tecnology, um intelectual de esquerda dos EUA e um cientista político por vocação, como é o mestre Noam Chomsky, não é fácil.

Sobretudo quando a mídia direitista classifica ele como "pseudo-esquerdista", "metido" e "analista político medíocre". Sobretudo quando a mídia estadunidense mais reacionária considera ele um "lunático". Sobretudo quando pseudo-esquerdistas bajulam ele sem ler um parágrafo sequer de suas obras.

E sobretudo quando ele é citado num antigo anúncio da TV Bandeirantes com Bóris Casoy e num comunicado recente de Osama Bin Laden.

E olha que Chomsky é um remanescente de uma linhagem de intelectuais que corre o risco de desaparecer.

CHARGE SUGERE QUE TRÁFICO CARIOCA VAI PARA A BAHIA



Charge do cartunista Carias, publicada no Jornal de Icaraí, de Niterói (RJ), edição deste mês

Desculpe a péssima ressolução, mas creio que minha máquina digital ainda não fotografa imagens no papel com nitidez.

Em todo caso, a charge mostra bandidos do Rio de Janeiro sendo expulsos das favelas ocupadas pela Unidade de Polícia Pacificadora. O carro dos bandidos se dirige justamente para a cidade de Salvador, Bahia, onde, de fato, alguns traficantes cariocas já começam a se instalar nas favelas e invasões. O carro tem dois bandidos na caçamba e outro bandido dirige o veículo armado de um revólver.

Na charge, um dos bandidos na caçamba pergunta a outro ao lado:

- Temos certeza que estamos indo para Niterói?

O outro responde:

- Claro! Não mandaram a gente atravessar a Baía?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Regiane Alves é diferente


Com musa de verdade, a coisa é diferente. E, como sabemos, já é percebida por muitos internautas, como aqueles que votaram nas musas do AskMen.

A atriz Regiane Alves, no ar em Tempos Modernos, novela da Rede Globo, e cujo nome da primeira novela em que participou, Fascinação, tem tudo a ver (ela é fascinante), nasceu um mês e uma semana depois de Sheila Mello e se casou três vezes (a terceira é a atual), sem qualquer dependência de avaliação de mamãezinha nem de irmãozinho.

Pois a maravilhosa Regiane, em vez de ficar explorando o corpo em notícias sem importância, nos brindou com a dica de leitura de um livro, em entrevista a Caras.

Trata-se de Meu Último Suspiro, livro do polêmico cineasta espanhol Luís Buñuel. Um livro de memórias, do cineasta famoso pelas críticas aos absurdos da vida (Sheila Mello teria sofrido nas mãos dele se ela fosse sua personagem). É o livro de cabeceira de Regiane, que comentou sobre a obra:

"Eu estou lendo 'Meu Último Suspiro', do Luis Buñuel. É bom primeiro porque é a história dele, do cineasta, são memórias da vida que ele vai contando no livro todo. Eu adoro essa obra porque eu gosto da língua espanhola e gosto das referências que ele usa".

Pamela Anderson


Determinado site de celebridades escreveu, recentemente, uma nota dizendo que a atriz Pamela Anderson está "actually hot", algo como dizer que está "uma verdadeira gatona".

Alguma coisa deve ter acontecido com o responsável por essa nota. Das três, uma:

1) Ele deve ter bebido muito na noite anterior do seu trabalho.

2) Ele deve ter passado muito tempo no Iraque, sem ver qualquer rosto feminino na sua frente.

3) Ele deve ter mau gosto mesmo.

PESQUISA AVALIA TRANSPORTE PÚBLICO DE SP COMO "POSITIVO"


SÓ MESMO MUITO MONDEGO PARA FAZER OS PAULISTANOS FICAREM FELIZES COM O INSOSSO SISTEMA DE ÔNIBUS PAULISTANO.

A Associação Nacional de Transportes Públicos realizou uma pesquisa com 2352 pessoas e constatou que o sistema de transporte público da cidade de São Paulo tem 50% de aprovação.

Embora, aparentemente, a pesquisa favoreça ao padrão "curitibano" dos ônibus paulistanos, cujo visual uniformizado camufla as empresas, só reconhecíveis por pessoas muito atentas, como muitos busólogos que visitam garagens de ônibus, deve-se levar em conta o seguinte:

1) O Metrô levou a melhor na avaliação dos pesquisados.

2) 2.352 entrevistados é um número muito pequeno.

3) Certamente a maior parte dos entrevistados é de classe média ou média alta.

4) Boa parte dos entrevistados não precisa ser usuária dos transportes avaliados.

A pesquisa, apesar de bem-intencionada, acaba resultando, mesmo sem querer, num tendenciosismo, uma vez que os políticos paulistas e os tecnocratas do transporte público inevitavelmente vão se autopromover às custas dos resultados da pesquisa.

Além disso, a pesquisa pode abafar toda a revolta que o povo paulistano - certamente muito mais do que os "dois mil e tantos" pesquisados, mas que não foram consultados da mesma forma - teve em relação aos reajustes dos preços dos ônibus na capital paulista.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

MÍDIA GOLPISTA QUER EMPASTELAR A CULTURA BRASILEIRA


Mais uma vez advertimos aos críticos da mídia golpista que prestem atenção também às armadilhas que se montam relacionadas à cultura.

Ninguém está prestando atenção devidamente ao universo brega-popularesco, que é a arma que a mídia golpista usa para enfraquecer socialmente o povo brasileiro.

Lamentavelmente, até mesmo parte da mídia alternativa, por ingenuidade, ou parte da mídia que se opõe diretamente à mídia golpista, por questões de concorrência, acabam por defender o universo brega-popularesco, numa malo-disfarçada visão etnocêntrica de contemplação da cultura popular.

Há desde tablóides pseudo-esquerdistas como Piauí - que ainda tentou negar que os jornais policialescos Expresso e Meia-Hora são grotescos - até revistas "intelectuais" da mídia gorda, como Bravo, que fez um texto sobre o "funk carioca" que a intelligentzia burgo-marxista gostaria de escrever.

Há desde pessoas crédulas como a turma que faz eventos culturais cariocas (Fundição Progresso, Circo Voador e o festival Humaitá Pra Peixe) até fascistas como o professor mineiro Eugênio Raggi. Há desde intelectuais acreditando que o brega-popularesco é a "autêntica rebelião do povo" até outros intelectuais que, canastrões, fazem verdadeiras propagandas de ídolos popularescos travestidos em textos científicos ou em teses de pós-graduação.

Enquanto isso, os barões da mídia golpista riem em gargalhada ruidosa, riem como ninguém riria mesmo da mais engraçada anedota. Acham que a esquerda e seus teóricos e mensageiros são totalmente ingênuos, porque seu combate se resume a uma única trincheira: as armadilhas do cenário político, econômico e midiático.

Quando se pensa em cultura, se pensa em sistema de valores, crenças, papéis sociais, arte, rituais e outras atividades sociais, caraterísticos de um povo. Por isso a cultura de um povo fortalecido é algo que incomoda seriamente as autoridades neoliberais e todos aqueles que se comprometem em manter a causa das classes dominantes.

Por isso mesmo é que, com todo o apoio que o mainstream do pensamento esquerdista brasileiro dá ao "funk carioca" e a outras tendências do brega-popularesco - aqui não esquecemos dos pseudo-sofisticados Alexandre Pires, Chitãozinho & Xororó e Chiclete Com Banana, por exemplo - é um bom gancho para a reação esnobe de direitistas como Olavo de Carvalho ou mesmo os vejistas Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi.

No caso particular do "funk carioca" (FAVELA BASS), é constrangedor que a esquerda produza uma retórica tão bela para o estilo, cheia de mil artifícios discursivos para promover o estilo como se fosse algo sofisticado, engajado e vanguardista, quando a realidade do universo funqueiro, seja nos tais "bailes funk" e na "música" em si, mostra que o estilo não passa de um grande lixo que a grande mídia explora com prazer para manipular o povo pobre.

Isso acaba transformando o "funk" numa camisa-de-força do povo pobre, que se torna refém do ritmo, forçadamente associado às favelas, impondo determinados papéis para os pobres assumirem, seja como patéticos MC's seja como idiotizadas "cachorras" ou "mocréias raivosas". O "funk" defende os mais baixos valores sócio-culturais e esta ideia nada tem de moralista.

Por essas e outras, a mídia golpista está tranquila. Podem haver mil blogs falando mal do comentarista político tal, do governador tucano qual, do economista reacionário acolá, que os barões da mídia golpista estão tranquilos. Eles sabem que seus porta-vozes dão oferecem suas caras a tapa. Até nos bastidores da mídia golpista seus profissionais sabem o quanto são odiados.

Enquanto os críticos da mídia golpista se deslumbram com um Alexandre Pires cantando no Faustão, com os remelexos das mulheres-frutas, com a cafonice careta de Waldick Soriano, com as grosserias dos "bailes funk" ou mesmo com o country enrustido de Chitãozinho & Xororó, os barões da mídia golpista estão tranquilos.

Isso porque o brega-popularesco é a degradação cultural do povo brasileiro, é a "cultura da mediocridade". E o povo, enfraquecido culturalmente, torna-se mais fácil para ser dominado pelas classes detentoras do poder.

EMPRESÁRIOS, EXECUTIVOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS SÃO OS HOMENS MAIS CHATOS DO MUNDO


Falamos da realidade da nova mulher mundial, em que as chamadas boazudas - mulheres que se limitam a desempenhar o papel de "gostosas" - começam a ficar em baixa, enquanto outras mulheres, mais intelectualizadas, unem beleza e formosura física com charme e inteligência.

Em contrapartida, os homens sofrem um processo diferente, mas também dão conta à transformação de valores. Isso porque os homens que começam a ter problemas de reputação e carisma são justamente aqueles supostamente associados a um universo de charme e inteligência.

São os empresários, executivos e profissionais liberais (médicos, engenheiros, advogados etc). Aparentemente, eles poderiam até estar ligado ao universo das chamadas mulheres-alfa - justamente as que são hoje mais valorizadas, e que combinam beleza e inteligência - , e muitos são até casados com várias delas.

Mas por que os homens que carregam na elegância e no espírito de racionalidade andam decaindo, enquanto as mulheres aparentemente do mesmo universo andam em ascensão?

Simples. Isso porque a supremacia masculina do machismo, que há anos reservava para o homem que exerce liderança econômica e profissional um papel de prestígio e poder, começa a se esgotar. E a maioria esmagadora dos homens que exercem atividades como empresário ou executivo, ou que assumem profissões liberais, já começa a decair por sua personalidade sucumbir a um estado lastimável de superficialidade, sobretudo na hora do lazer.

Profissionalmente, são homens dotados de experiência, liderança, iniciativa, com uma visão objetiva de sua área. São empresários que exercem seu trabalho de liderança e empreendimento. Executivos que administram projetos em suas empresas. Médicos que conhecem as mais novas técnicas de tratamento de doenças de sua especialidade. Engenheiros que estabelecem projetos divulgados em seminários bem-sucedidos. Advogados que se sobressaem com as vitórias judiciais de seus clientes.

No lazer, no entanto, eles falham, e muito. Quando passeiam com suas esposas e filhos, ficam mais preocupados com o molho de chaves que está em sua mão, é a chave de casa, do carro, da caixa postal, etc. Ou então com a coleção de cartões, principalmente de crédito. Mas, não só nessas saídas como em outros eventos de lazer, eles agem com muita superficialidade, tornando-se verdadeiros chatos, da forma de vestir até a conversa com os amigos, onde o pedantismo se torna evidente.

Afinal, eles concentram tanto suas vidas em suas profissões que, em compensação, passam a falhar na hora do lazer. Nas conversas, tentam dar a impressão de que sabem mais de Política, Economia e Negócios. Na hora de vestir, só calçam bermuda e tênis quase que por obrigação, para caminhadas na orla e passeios turísticos. Mas, até num passeio informal num shopping center, eles recorrem aos sisudíssimos sapatos de verniz. E usam camisas pólo em situações em que uma camiseta simples cairia melhor.

Por isso mesmo é que, apesar do mesmo universo social, uma jornalista que se destaca por sua inteligência e desenvoltura, soa bem mais interessante que seu marido empresário, que já começa a ser visto como uma incômoda sombra da atraente mulher, tanto que simplesmente aparece pouco nos eventos sociais. Discrição? Talvez. Mas a verdade também é que há também um pouco de arrogância, por parte do empresário, de não dar satisfações à sociedade. Preferem se isolar no seu mundinho de ternos e gravatas, smokings, uísques e champanhes e "bate-papos" sobre Política, Economia e Negócios, com direito a comentários pedantes sobre Teatro e Música.

Quando elegante, a mulher torna-se criativa, alegre, expressa vida, encanto, simpatia. Mas, quando o homem, salvo honrosas exceções, prioriza a elegância, até com certo exagero, mostra-se monótono, sisudo, quase triste, expressando mesmice e até mesmo arrogância, antipatia ou anacronismo. Pior: os homens obsessivamente elegantes - certamente não estamos falando daqueles realmente elegantes - falam em "moderação" na forma de se comportar e se vestir, quando moderação é a última coisa que eles pensam em adotar. São capazes de usar terno e gravata só para lançar um livrinho que escreveram, num programa de entrevistas da TV.

SISUDOS E BOAZUDAS - Daí que, ironicamente, os empresários, executivos e profissionais liberais, apesar de casados com atrizes, jornalistas e modelos muito atraentes e inteligentes, nivelam sua personalidade com as ex-dançarinas de pagode, dançarinas de "funk", boazudas de reality show e atrizes calipígias. Isso pode causar horror a eles, mas é essa a realidade.

A superficialidade dos homens sisudos, de um lado, e das mulheres boazudas, de outro, se assemelha perfeitamente. Na verdade, eles e elas assumem seus respectivos e diferentes papéis dentro da ideologia machista. Eles evitam elas, por medo, e elas evitam eles, também por medo. Mas num evento teatral tanto eles quanto elas expressam o mesmo pedantismo. O médico que cita Guimarães Rosa no seu livrinho não difere da ex-dançarina de pagode que tenta ler Clarice Lispector.

No machismo, os homens "importantes" se envolvem em negócios, profissões liberais, finanças. Neste caso o homem é reconhecido por sua "racionalidade", por suas "atividades". E as mulheres, quando não viram escravas do lar, fazem o papel de "gostosonas" para o recreio sexual dos homens. Em outras palavras, o machismo determina que o homem seja valorizado pelo seu "intelecto", e a mulher, pelos seus "dotes físicos".

Por isso o medo recíproco dos homens sisudos de encarar mulheres boazudas é o medo de encararem o espelho de suas existências. É o medo de duas faces da mesma moeda machista se encontrem. O homem sisudo prefere fazer o papel do marido poderoso, mas "banana", da sofisticada esposa, e a mulher boazuda prefere viver sua "infância feliz" medrosa de seus pretendentes.

Mas, no fundo, no fundo, Donald Trump e Pamela Anderson vivem no mesmo mundo. Como os empresários, executivos e profissionais liberais mais sisudos vivem no mesmo universo das mulheres-frutas, ex-dançarinas de pagode, e boazudas de reality show. A mesma falta de visão de mundo, a mesma inclinação para a mesmice, o mesmo sub-intelectualismo de última hora, para enganar os amigos nas festas cerimoniais.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DEVERIAM MELHORAR O SISTEMA DE ESCOAMENTO DE ÁGUA


Se as autoridades contam com tecnologia para construir estações de metrô em várias cidades do país, por que não usam a tecnologia para a contrução de um sistema moderno de escoamento de água, evitando assim as enchentes que tanto castigam muitos moradores, comerciantes, motoristas e transeuntes?

SÃO PAULO - ANIVERSARIANTE DE 456 FAZ SEU PEDIDO


A CAPITAL PAULISTA PEDE MAIS ÁREAS VERDES, COMO A DO PARQUE DO IBIRAPUERA

A cidade de São Paulo, maior cidade da América Latina, faz 456 anos.

Longe de se priorizar o ambiente de festa, apesar dos eventos comemorativos, afinal, a cidade andou sofrendo muito por causa de temporais que arrasaram muitas casas, causaram diversos transtornos e mataram muitos moradores, São Paulo pede socorro e, como aniversariante, faz seu pedido sobre os presentes que mais gostaria de receber de aniversário.

Os presentes, sem dúvida alguma, seriam:

1. FIM DA POLUIÇÃO DO AR ATMOSFÉRICO.

2. PLANTIO DE MAIS ÁREAS VERDES EM SUA REGIÃO METROPOLITANA.

3. NADA DE LIXO JOGADO NAS RUAS, RIOS E CÓRREGOS.

4. CHEGA DE CONSTRUÇÕES IRREGULARES NOS MORROS.

5. CHEGA DE QUEIMADAS NOS MATAGAIS E OUTRAS ÁREAS VERDES.

São Paulo quer mais respeito e carinho de todos. Quer se livrar do duro fardo da poluição, do castigo ambiental que faz a Mãe Natureza compensar o quadro poluente com chuvas e trovoadas para tentar amenizar os efeitos dessa poluição.

A tolice de Hugo Chavez


Hugo Chavez, o "vitalício" presidente venezuelano que andou lacrando emissoras de televisão que não exibiram seu pronunciamento, andou dizendo um asneirol.

Acusou os EUA de terem causado o terremoto no Haiti, sob o pretexto de que havia treinamentos militares na região.

Sim, reconhecemos que os EUA são prepotentes e que a nação norte-americana - que se autoproclama "a América" - tem uma obsessão de criar bases militares em outros países e em intervir em conflitos bélicos ou tensões políticas de outros países. Em 1964, por exemplo, ameaçou intervir diretamente até no Brasil, com a Operação Brother Sam. E as intervenções do governo George W. Bush no Iraque foram apenas constrangedoras e trágicas (para os pobres jovens que foram atuar no país do Oriente Médio).

Mas culpar os EUA por um fenômeno da natureza é o cúmulo da insensatez, o que mostra que Hugo Chavez é menos um tirano do que um trapalhão. Parece um comediante no poder, com seu marxismo caricato, meio leninista, meio castrista, meio Irmãos Marx (aquele trio de comediantes dos EUA).

É insensato, porque os próprios EUA tiveram uma tragédia semelhante à do Haiti, que foi a do furacão Katrina que destruiu a cidade de Nova Orleans, em 2005. Essa insensatez seria a mesma do que a sujíssima revista Veja culpar o presidente Lula pela tragédia do reveillon de Angra dos Reis.

Hugo Chavez culpar os EUA pelo terremoto do Haiti é muito diferente do que reconhecer que a corrupção política do país agravou o sofrimento dos haitianos. As autoridades podem até ser em parte responsáveis pelos problemas que as vítimas de catástrofes naturais enfrentam, mas daí para dizer que são culpados por essas catástrofes soa algo delirante.

O que pode se dizer também é que as ações de longo prazo de destruição ambiental provocadas pelo homem podem ter ajudado a agravar as catástrofes. A destruição ambiental, a poluição e a exploração clandestina e abusiva de madeira, borracha ou outros materiais, criaram uma situação de desequilíbrio que , através da ruptura estrutural do ecossistema, fez o clima tornar-se caótico. Daí, por exemplo, dias sucessivos de trovoadas no eixo Rio-São Paulo, quando uma mera manhã de muito calor já causa medo, porque no final de tarde o céu se fecha e os subúrbios e morros ficam em alerta. Porque a fúria da natureza, infelizmente, age normalmente sobre os mais fracos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

POR QUE A INTELECTUALIDADE DEU PARA GOSTAR DE MÚSICA BREGA?


Por que intelectuais, jornalistas e até ativistas sociais no Brasil passaram a gostar da música brega e de todos os seus derivados, mesmo as tendências "modernas" do neo-brega (sambrega, breganejo, axé-music, forró-calcinha e "funk")?

Porque "redescobriram" a "verdadeira cultura popular"?

Não. É por puro paternalismo etnocêntrico para com o povo.

Primeiro, porque o brega-popularesco, que reúne bregas e neo-bregas, não é a autêntica cultura popular. É apenas o equivalente brasileiro ao hit-parade mais comercial e artisticamente fajuto que faz sucesso na mídia dos EUA.

Segundo, porque essa intelectualidade sempre viveu no seu autismo social, vendo o povo de longe. Essa intelectualidade e seus similares só viam o povo pelo binóculo, sentados em seus confortáveis sofás, nos seus condomínios de luxo, fazendo etnografia de butique que, como retórica, é uma das coisas mais lindas que se ouve e se lê hoje em dia, mas que, no sentido prático, não passa de um monte de mentiras misturadas com meias-verdades.

Essa intelectualidade e seus similares só ouviam MPB autêntica dentro de suas festas. Acham que a música de Tom Jobim alcançava até mesmo o pobretão ribeirinho do interior do Amazonas. Os pobres amazonenses, coitados, mal tinham condições de conhecer, mesmo vagamente, os nortistas Billy Blanco e João Donato, quanto mais o Antônio Brasileiro que nos brindou com quase quarenta anos de música.

Por isso só essa intelectualidade, seus similares e um monte de gente desinformada e bitolada em seus julgamentos (equivocados) de valor, é que a música brega é a novidade e a MPB autêntica - eles esnobam a autenticidade artística - é que se esgotou. Estão felizes quando veem Djavan, Milton Nascimento, Gal Costa e João Bosco (o verdadeiro, o da MPB, não o integrante do sertanojo universotário) desaparecendo da programação das rádios.

Hipócritas - tão hipócritas que, com alarde suspeito, dizem condenar toda hipocrisia - , eles falam em "verdadeiros valores culturais", "ruptura de preconceitos", "recepção ao novo" (?!), quando o assunto é música brega ou neo-brega.

Criam toda uma retórica linda para seduzir a opinião pública, arrancar aplausos, louvores etc. De Paulo César Araújo ao dirigente funqueiro, passando por Hermano Vianna, Bia Abramo, Milton Moura, Eugênio Raggi e outros, é a demagoga defesa da mediocridade cultural, tudo a pretexto de que "é o que o povo sabe fazer", que seduz e fascina as pessoas desprevenidas da armadilha que está por trás desse discurso.

Para essas elites, bom é ver o povo reduzido a uma massa passiva, patética, tola, que não sabe fazer arte e que apenas temos que fingir que sua arte medíocre é "superior". "É o que o povo sabe fazer". Faz-de-conta que essa mediocridade cultural é igualzinha à grandiosa canção popular de até 50 anos atrás. Tudo para sustentar uma ideia de "povo" que pode parecer generosa, solidária e imparcial, mas que na verdade não é mais do que o mais puro paternalismo etnocêntrico que as elites cansadas de tanto pensar no nosso país expressam em torno da situação da nossa canção popular.

O CARÁTER GOLPISTA DA MÚSICA BREGA


Enquanto os defensores da música brega e todos os seus derivados - não devemos nos esquecer que até a axé-music e o "funk carioca" (FAVELA BASS) são derivados da música brega - classificam esse universo como se fosse "a verdadeira rebelião popular da História do Brasil", a máscara cai quando vamos analisar a fundo o que realmente é a música brega, que durante tempos foi chamada apenas de música cafona.

A música cafona tem suas origens no interior do país. Seus artistas, evidentemente, precisavam de espaço de divulgação e de tutela para suas carreiras. Quem é que tutelava eles, pobres mendigos? Gente que não tinha dinheiro para criar um armazém e instalava serviços de auto-falantes, relativamente caros naqueles idos de 1958-1964?

Não, os primeiros ídolos bregas eram respaldados por empresários ligados ao poder econômico dessas cidades - os latifundiários - e a rádios que respaldavam esse mesmo poder dominante. Não é preciso ter a "paranóia" de uma Luciana Genro para pensar assim, porque os fatos mostram a realidade dura e crua.

A música brega, em si, é a forma com que o poder dominante trabalha para controlar socialmente o povo pobre. Isso não é teoria conspiratória. Basta fazer uma associação entre o poder político econômico, o poder midiático e os cantores e grupos envolvidos para chegar a essa conclusão.

Note o que era o "cenário" da ideologia brega, com base nas suas letras, no seu lazer, e o papel que a mesma ideologia reservava ao povo pobre:

- A prostituição permanente das mulheres;

- O alcoolismo dos trabalhadores e também dos idosos, como forma passiva de lamentação dos problemas pessoais;

- A música expressa por vozes frouxas, por músicas muito mal compostas, influenciadas sempre em modismos já passados;

- O comércio clandestino de produtos contrabandeados;

- O sub-emprego, sem qualquer garantias trabalhistas;

- Serviços de Educação e Saúde totalmente deficitários.

Esse é o cenário do povo observado na "tão saudável" ideologia brega. A mesma ideologia tão defendida, nos últimos anos, por parte da intelectualidade e até mesmo de algumas personalidades progressistas, que acabaram traindo com seus antigos papéis históricos.

É essa "cultura popular" que as elites golpistas, sob o consentimento de outras elites, até mesmo aquelas que em tese criticariam o golpismo, que deixa o povo na sua eterna miséria. É uma "cultura" que se baseia não na visão de povo vista pelo grande pesquisador Mário de Andrade, mas pelo esnobismo fascista de um Justo Veríssimo (sátira de um fascista tropical criada pelo genial Chico Anysio).

Essa "cultura" do brega, tão louvada, tão exaltada, tão endeusada! Tão vangloriada pelos intelectuais que, no seu autismo, parece que cansaram de ouvir MPB autêntica! Tão estimulada pela mídia gorda, sem que qualquer pessoa, salvo exceções, perceba.

O cinismo é tamanho que, enquanto as prostitutas cientes de seus problemas sociais querem sair desse sub-emprego para irem à escola, para depois virarem professoras, costureiras, cozinheiras, comerciantes, médicas, cabeleireiras, garis, e outros empregos mais dignos, o "sistema" se limita a transformar a prostituição num emprego permanente, com carteira assinada e tudo, tudo para garantir o recreio sexual dos demagogos "Cientistas $ociai$" há muito divorciados.

A ideologia brega funcionou como um verdadeiro complemento interiorano, rural ou suburbano, do Golpe de 1964 e do AI-5. Enfraqueceu culturalmente o povo. Criou-se uma "cultura da mediocridade" que a visão etnocêntrica de intelectuais paternalistas cinicamente classifica de "verdadeira cultura do povo".

Não é preciso identificar esse etnocentrismo enrustido da intelligentzia. Quando nós criticamos a mediocridade gritante de bregas e neo-bregas, esses intelectuais tendenciosos, com total arrogância e esnobismo, nos aconselham a desprezar a estética artística e ainda afirmam que "é isso que o povo sabe fazer".

Isso é puro sentimento de cinismo, o dos defensores da música brega. Claro, esses defensores vivem em condomínios de luxo, para eles o sertão e os subúrbios são apenas paraísos em cenário de pedreiras ou aterros sanitários. Eles ficam felizes quando o mendigo se embriaga e balbucia um bolero malfeito que ouviu no rádio. Ficam felizes quando o menino pobre rodopia seus glúteos agachado ao chão. Mas expressam um sentimento de desdém quando famílias pobres perdem seus parentes num deslizamento de terra, ou um sentimento de pavor quando pobres põem barricadas nas rodovias em protesto contra a falta de uma passarela ou sinalização de trânsito.

A ideologia brega é a ideologia do golpismo cultural. Como tínhamos que descer de Ataulfo Alves, João do Vale, Luiz Gonzaga e Cartola para cantores de falsos boleros de vozes muito fracas e letras resignadas? A intelectualidade que apoia o brega deveria lavar suas bocas com sabão, de tanta demagogia que promovem. Dizem serem solidários com o povo, mas o desprezo deles não é lá muito diferente do de Bóris Casoy.

Tirem suas máscaras de bonzinhos. Se querem que o povo se exploda, defensores do brega, parem de falar meias palavras. Assumam seu golpismo de vez, antes que alguém lhes pegue falando mal de empregadas domésticas, agricultores, analfabetos e desempregados.

sábado, 23 de janeiro de 2010

JB FM E MPB FM DECEPCIONAM OUVINTES CARIOCAS


Definitivamente, segmentação não é o forte dos gerentes de rádio no Brasil. Aliás, os próprios interesses financeiros das rádios sempre fizeram com que seus diretores, gerentes e proprietários fossem sempre contrários à segmentação. Mas como a publicidade abraçou a causa da segmentação de público-alvo de seus produtos, o rádio tornou-se apenas "Amigo da Onça" da segmentação, criando uma fragmentação caricata e superficial de estilos. As rádios de rock, por exemplo, na prática eram apenas rádios de pop adolescente com vitrolão roqueiro. Mas a realidade mostrou que não havia diferença fundamental entre uma Jovem Pan 2 que tocava La Bouche entre Skank e Alanis Morissette e uma 89 FM que tocava Marilyn Manson entre Skank e Alanis Morissette.

Pois o segmento adulto contemporâneo tornou-se a banda podre desse fenômeno da pseudo-segmentação. Até porque, na prática, como para a grande mídia os anos da Era Geisel (1974-1979) foram os verdadeiros Anos Dourados (democracia controlada), as rádios adultas, sob a capa, rasgada, de "sofisticadas", na verdade são uma volta às pálidas clones de antigas rádios respeitáveis como Tamoio AM (rádio carioca que chegou a ser a equivalente da Antena Um nos anos 50/60) e Plenimúsica FM (paulista). Clones que confundiam locução comportada com leitor de bula de remédio, de tão fria e insensível.

Pois o adulto contemporâneo voltou praticamente a esses tempos. Às vezes com uma locução um pouco mais informal, mas isso em nada ajuda. Virou o fenômeno que nosso amigo Marcelo Delfino, que vocês conhecem no blog Brasil Um País de Tolos, já definiu como gagá contemporâneo.

São rádios que, em nome de um repertório mais "comportado", fazem um repertório qualquer nota. A pose de "sofisticada" e o lero-lero de coordenadores e gerentes artísticos, que afirmam que seu público é exigente, que a linha de suas emissoras é requintada, que eles só tocam o que corresponder ao bom gosto cultural e outras lorotas pomposamente anunciadas.

A JB FM e, no contexto exclusivamente de música brasileira, a MPB FM, tornam-se os piores exemplos, num rádio FM decadente no Rio de Janeiro, sobretudo com o projeto populista da Aemização e das FMs all news que recentemente foram duramente abatidas pelas trapalhadas de seus profissionais, como Bóris Casoy e Lúcia Hippolito.

A JB FM sofre dos mesmos cacoetes que, em Salvador, sofre a Globo FM (franquia baiana dos herdeiros de Antônio Carlos Magalhães). Repertório qualquer nota, como se, por si só, o hit-parade norte-americano fosse sinônimo de "música de qualidade", o que na verdade não é. Para uma rádio que, nos anos 80, tocava somente música erudita, a queda livre é difícil de disfarçar, quando a rádio é capaz de tocar até Lady Gaga, um ícone do pop dançante juvenil, sob o pretexto falsíssimo de "música de qualidade". O pior é que, como toda rádio de gagá contemporâneo, a direção da emissora é totalmente indiferente a reclamações, muitas vezes vista pelos diretores de rádios assim como "coisa de pessoas que não têm o que fazer" ou então pela visão preconceituosa de que quem não gosta de ouvir "irrit-pareide" em rádios adultas é "roqueiro".

A MPB FM anunciou o novo programa, apresentado por Preta Gil que, apesar de ser filha de Gilberto Gil (que, com toda a condescendência ao brega e afins, pelo menos é um prestigiado artista de MPB, ainda que com altos e baixos), é, abertamente, defensora do mais explícito brega-popularesco, sendo inclusive amiga da funqueira Tati Quebra-Barraco e do pagodeiro baiano Márcio Victor, do Psirico.

Com o programa dela, já dá para arrancar os cabelos sobre o que poderá rolar no programa dela e, talvez, na programação da MPB FM daqui a alguns anos. Há um lobby de intelectuais, jornalistas e celebridades que quer empurrar o brega-popularesco para a MPB no mole ou na marra, de Waldick Soriano a MC Créu, de Chitãozinho & Xororó ao Grupo Molejo, de José Augusto ao É O Tchan. Se isso influir na mudança da MPB FM, esse repertório supostamente democrático transformará a rádio num mero mix entre a Beat 98 e a Nativa FM, jogando a MPB autêntica para os finais de noite e madrugada.

A MPB FM e a JB FM, valendo-se da memória curta da população, quer empurrar como "sofisticado" tudo aquilo que, há 25 anos atrás, era considerado cafona e risível. Falam em "ruptura de preconceitos", mas essa desculpa não cola jamais de tão ridícula.

O que as duas rádios, e tantas outras similares, fazem só vai desmoralizar o radialismo de qualidade, e hoje em dia a Frequência Modulada, ainda que caia na gargalhada ao passar a perna nas AMs, também está decaindo, até de forma mais dramática possível, derrubada tanto pela televisão, por um lado, quanto pela Internet, por outro.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

BRASIL TEM QUE PRESTAR SOCORRO A SI PRÓPRIO


FOTO DO BAIRRO DE BARRA-FUNDA, DURANTE ALAGAMENTO (JÚLIA CHEQUER - PORTAL R7). HÁ VÁRIOS DIAS, O TEMPORAL ATINGE SÃO PAULO, CAUSANDO ALAGAMENTOS QUE COMPLICAM A VIDA DOS PAULISTANOS E DESLIZAMENTOS QUE CAUSAM TRAGÉDIAS.

É evidente que o Haiti precisa de ajuda, tamanho o sofrimento por causa do terremoto que abalou o país. Isso não se pode negar.

Mas o Brasil precisa ajudar a si mesmo, porque existem catástrofes ambientais dentro do próprio país, e as ajudas não podem priorizar um outro país. Em Angra dos Reis houve o deslizamento de terra que causou mais de 50 mortos. São Paulo vive chuvas rotineiras que matam muitas pessoas. Rio de Janeiro idem. Minas Gerais idem. Santa Catarina idem. Paraná e Rio Grande do Sul também. E no Nordeste, há a seca.

Tudo isso é consequência do desequilíbrio ambiental causada por vários maus tratos ao meio ambiente. Queimadas, poluição das fábricas e dos veículos sobre rodas, derrubadas de árvores, sobretudo para o comércio ilegal de madeira (ilegal, mas defendido por proprietários de terras poderosos em suas regiões), e o descaso de políticos e fazendeiros nordestinos com a seca, até porque garante a manutenção de seus privilégios e sua prepotência.

Aliás, a juventude "rebelde" que se destacava na mídia, nos anos 90, com tanta arrogância esnobava a mobilização ecológica, a preocupação com o meio ambiente, classificada pejorativamente como "politicamente correto", como "frescura de desocupado", que mal podia prever a morte de seus próprios amigos em deslizamentos de terras, enchentes, raios em temporais de longa data. Pior: a indiferença social ao meio ambiente teve o caro preço de dar ao país a ocorrência de terremotos, por causa de solos frágeis, e de furacões, vendavais ou ciclones, por conta do desmatamento e das queimadas que bagunçaram o equilíbrio térmico do país.

Além disso, o pessoal joga lixo no chão e o lixo acumulado se converte num entulho que entope bueiros e canais e transborda rios e córregos, alagando bairros, invadindo casas, destruindo bens das famílias, afogando entes queridos, causando mil problemas. Mas falar disso, para uns, ainda é uma tolice, porque o carinha só joga um papelzinho no lixo. Mas também joga garrafas, latas, vasilhames, panos, tampinhas etc. E tudo isso junto é um entulho perigoso. E, com milhares de pessoas jogando um pouco de lixo no chão, esse pouco de lixo vira um monte. Um entulho que se converte em catástrofe e tragédia para várias famílias.

Quanto as secas, construir cisternas poderia ser uma boa solução para o semi-árido à beira da desertificação. Técnicas eficazes não faltam para isso. Até porque, no Egito, há muitos século antes de Jesus Cristo, seus engenheiros já transformavam uma parte do deserto do Saara em terra fértil graças à utilização racional dos rios. Nada a ver com transposições, que só destroem a natureza, bagunçando o ecossistema. É a utilização racional mesmo, aproveitando os recursos da natureza dentro de sua própria estrutura, sem modificações grotescas e nocivas.

Enfim, o Brasil pede socorro. Cabe a todos ajudarmos o país.

Às vezes o noticiário da mídia gordinha quebra a rotina

São Paulo, 19h15m, horário de verão.


"Boa Noite!! Este é o Jornal da Band e essas são as principais notícias de hoje..."



"E veja a seguir..."



"Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades, no alto de suas vassouras..."



"Ih, ih, ih!"



"Oh dia, oh céus. Sabia que colocar ele como apresentador não iria dar certo."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

PiG APOIA O "FUNK CARIOCA"


GILBERTO DIMENSTEIN - Jornalista da Folha de São Paulo e da rede CBN faz artigo elogioso ao "funk carioca". Sinal de que o PiG dança com entusiasmo o ritmo do "pancadão".

Da mesma forma que Alexandre Garcia desconhece totalmente o amplo debate nacional acerca do Plano Nacional de Direitos Humanos, os defensores do "funk carioca" (FAVELA BASS) desconhecem que a mídia gorda apoia completamente o estilo. Pensam que o "funk carioca" só existe na "mídia magra", quando o ritmo predomina muito mais na "mídia gorda" do que na mídia alternativa. Afinal, mídia alternativa de verdade não cai nessa lorota "cultural" do "funk carioca". "Funk carioca" sempre foi establishment. Desde que surgiu.

O Partido da Imprensa Golpista apoia completamente o "funk carioca". Não só completamente como de maneira devota e entusiasmada. O PiG também poderia ser o Pancadão da Imprensa Golpista. Pancadão também daria um bom apelido para as torturas da ditadura militar.

Pois Gilberto Dimenstein, o astro do PiG que trabalha tanto na Folha de São Paulo - que lançou o termo "ditabranda" e apoiou a repressão militar nos anos de chumbo - quanto na CBN - que é das Organizações Globo e adota uma postura direitista mais enérgica que Veja - , escreveu em sua coluna de hoje sobre o projeto do site Catraca Livre em juntar "funk carioca" e educação, duas coisas completamente antagônicas.

O pretensiosismo de Gilberto Dimenstein, que prova que o PiG também encampa o mesmo discurso "socializante" dos funqueiros e seus defensores, chega ao cúmulo de comparar a adaptação para o ritmo da música "Sampa", de Caetano Veloso - que num passado recente havia sido gravada brilhantemente por João Gilberto, um dos mestres da Bossa Nova - como uma "antropofagia". A adaptação teria sido feita por estudantes da cidade de Tiradentes, no interior paulista.

Sabe-se que "antropofagia" foi um termo lançado pelo escritor modernista Oswald de Andrade (1890-1954) para definir uma produção artística que absorve tendências estrangeiras para adaptá-las à linguagem nacional, enriquecendo a arte. Foi um termo "ressuscitado" pelos tropicalistas em 1967.

Mas o "funk" nada tem de "antropofágico", como os funqueiros nem têm ideia de quem foi Oswald de Andrade. Trata-se tão somente de uma "chupação literal" do miami bass estadunidense que só passou a adotar sons mais "brasileiros", através do "tamborzão", para atrair turistas estrangeiros e parecer convincente para os cientistas sociais em geral.

Portanto, nada de brasilidade, nada de cultura, nada de arte. E o texto de Gilberto Dimenstein mostra o quanto nada tem de coincidência a Folha de São Paulo que ajudou torturadores na ditadura militar é a mesma Folha de São Paulo que encampa o mesmo discurso "social" que os defensores do "funk" fazem e que eles pensam só existir na mídia alternativa ou de esquerda. Aliás, é na mídia alternativa e de esquerda - a que não se corrompe, é claro - que NÃO EXISTE qualquer campanha favorável ao grotesco "funk carioca".

Dois xarás sem qualquer relação musical entre si


É, pessoal, os dois senhores das fotos acima possuem o mesmo nome.

Ambos se chamam Mick Jones, tocam guitarra e compõem músicas.

Só que o cara da foto à esquerda é o nosso prestigiado Mick Jones do Clash, que revezava os vocais com o saudoso Joe Strummer, formando uma dupla tão marcante quanto John Lennon e Paul McCartney.

Já o cara da foto à esquerda é o guitarrista do grupo Foreigner, que, apesar de formalmente parecer uma banda de rock, está mais próxima de um grupo de baladas românticas, sendo que uma das melhores músicas é "Waiting For a Girl Like You", conhecida sobretudo pelos órfãos da Antena 1 FM do Rio de Janeiro, hoje transformada num aterro sanitário radiofônico.

Como vemos, volta e meia aparecem pessoas com o mesmo nome e nenhuma relação entre si.

FESTIVAL DE VERÃO É MAIS DO MESMO


O GRUPO DE PORNO-PAGODE PARANGOLÉ, DE SALVADOR, BAHIA. O ESTILO NÃO TEM UM NOME DE PROJEÇÃO NACIONAL HÁ DEZ ANOS.

Quer ir para o Festival de Verão de Salvador? Então vá apenas para a Arena Maurício de Nassau (apesar do nome aludir a uma faculdade privada, é o nome de um antigo conquistador holandês que comandou terras brasileiras). É o único lugar com atrações mais palatáveis.

De resto, o Festival de Verão é quase todo uma bosta. Pouca coisa se salva. E não é o Chicletão, não, filhotes do CCC. De longe, o Chiclete Com Banana é uma espécie de PiG da música baiana. E fala só do próprio umbigo: "Quero Chiclete, Chiclete", "Quando entra o Chiclete", "Chi-cle-teee, Oba! Oba". Um saco!

Mas também tem as sensações do porno-pagode, Psirico e Parangolé. O Parangolé lançou uma "nova dança" chamada de rebolation ou rebolejo (para quem se enrolar no inglês), que na prática é o mesmo rebolado grotesco que se vê desde quando o Harmonia do Samba ainda não havia aderido ao sambrega da linha Só Pra Contrariar.

O porno-pagode, sabemos, desde o Harmonia do Samba não consegue ter um nome de projeção nacional há dez anos. Provavelmente, é devido a um acordo mercadológico com o "funk carioca", que na busca de expansão nacional, adota uma retórica "socializante" para perpetuar-se na mídia. Como têm o mesmo apelo grotesco-calipígio, o "funk" e o porno-pagode, juntos, renderiam inevitáveis comparações que comprometeriam o sucesso de cada estilo.

Bom, para os interessados, é bom também se servir de remédio anti-vômito, porque a chamada "Arena Universitária" é quase toda de bandas de forró-brega, ou forró-calcinha. Os Aviões do Forró, terceiro medalhão do gênero, depois da Calcinha Preta e Banda Calypso, está no palco principal. Os grupos Saia Rodada, Magníficos (ex-Magnificoss - ?!). Limão Com Mel e Cavaleiros do Forró estão lá. Agora tudo virou "universitário". Que o digam os hoje titios da geração de Bóris Casoy, que em 1968 eram universitários e atuavam no Comando de Caça aos Comunistas.

O evento não justifica o amargo preço de R$ 66, com meia R$ 33 (mas nem todo mundo é estudante, viu?). O Camarote Baladas (sim, se refere àquela horrorosa gíria que é sinônimo de "agito" na imaginação dos clubbers e das editorias culturais do PiG) custa R$ 92 reais (deve ser para pagar o royalty pelo uso da gíria "balada", de propriedade de Luciano Huck, Tutinha e alguns DJs brasileiros), e o camarote Vip Pepsi é mais caro, R$ 170. É para ver os famosos de pertinho, ao lado.

Já fui para o Festival de Verão em 2002. Foi até legal, ver bandas australianas como Spy Vs Spy e Gangajang, os Paralamas do Sucesso e O Rappa. Mas no fundo o festival não passa de uma arena para o império da axé-music que usa o evento como aquecimento para o Carnaval.

E ultimamente o evento anda muito, muito decadente, porque em outros tempos havia mais atrações boas no palco principal.

JORNALISMO 24 HORAS DE PLANTÃO?


Sim, a Record News estava no ar esta madrugada, pelo menos entre 4h e 4:30.

Mesmo a forte chuva que aconteceu em São Paulo não serve de desculpa. Além disso, a Record poderia muito bem mudar provisoriamente sua sede para o Rio de Janeiro, já que tem estrutura para isso.

"Jornalismo 24 Horas de Plantão"? Nem sempre.

E a TV Record continuava no ar tranquilamente, com seus programas da Igreja Universal do Reino de Deus.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

ALEXANDRE GARCIA, REACIONARIAMENTE DESINFORMADO


ALEXANDRE GARCIA - Com tanta pose de "sabedoria", o jornalista da Rede Globo ignora que tenha havido debates para o PNDH-3 e esnoba ridiculamente o plano.

"Amplo debate nacional? Eu não ouvi falar...". Foi assim o começo do comentário do comentarista político do Bom Dia Brasil, Alexandre Garcia, numa antipatia cínica semelhante àquela de Bóris Casoy quando falou dos lixeiros.

Seu comentário é todo condenando o Plano Nacional de Direitos Humanos, o PNDH-3, classificando-o de totalitário, inimigo do agronegócio e da liberdade de imprensa. É um comentário parcial, de muito mau gosto, que gratuitamente condena o governo Lula como se o PNDH-3 fosse um subproduto de seu governo. Não é.

O PNDH-3 é a terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos. Embora as outras duas edições tenham sido elaboradas durante os dois governos de Fernando Henrique Cardoso, uma em 1996 e outra em 2002, elas não são iniciativas sectárias dos respectivos governantes, mas projetos de vários segmentos da sociedade que, envolvendo os mais diversos assuntos, visam promover o equilíbrio social necessário para uma democracia autêntica.

Enquanto Alexandre Garcia, com seu tom esnobe e sua voz de tom pseudo-bíblico, de suposto juíz da verdade humana, desconhece que tenha havido amplo debate nacional, age assim de forma contrária à sua profissão jornalística e mesmo contra a liberdade de informação, porque ela não permite mentiras nem omissões, por ser uma liberdade responsável para atender ao interesse público.

Pois só o atual plano de Direitos Humanos teve, desde 2003, nada menos que CINQUENTA debates públicos, conferências que discutiram propostas, com participação da plateia presente, além de outras consultas públicas que contaram com 14 mil participantes e mesmo a Internet correspondia à extensão deste debate, com a versão preliminar do documento tendo sido disponível na página da Secretaria Especial de Direitos Humanos, para ser discutida pelos internautas.

Houve também 137 encontros prévios nas etapas estaduais e distrital, com várias conferências livres e pré-conferências, com participação de diversas entidades representativas, dos ciganos ao movimento negro, das mulheres aos indígenas, dos agricultores sem-terra (que mal há deles participarem, xará?) aos estudantes, enfim, um variado caleidoscópio social, num debate franco, objetivo, que nada tem a ver com a proteção à desordem ou à censura aos meios de comunicação.

Além disso, o documento do PNDH-3 contou com a assinatura de 31 dos 37 ministros do governo Lula, o que mostra o quanto o plano teve de gente debatendo e participando das discussões e da elaboração. Um projeto eminentemente democrático, diga-se de passagem.

Alexandre Garcia, em seu comentário, apenas dá uma ideia brutalmente caricata do Plano Nacional de Direitos Humanos. A impressão, para ele e outros da grande imprensa, é que o projeto só serve para proteger o vandalismo que atribui generalizadamente ao Movimento dos Sem-Terra (MST), ou para reprimir a liberdade de imprensa associada aos mais poderosos veículos da mídia (inclui não só o PiG mais explícito, mas também a "mídia boazinha", ouviram?).

Certamente Alexandre Garcia, tão dado a bancar o sábio da verdade, a dar o seu seguro juízo sobre todas as coisas, não leu ou sente qualquer alergia a planos como o PNDH-3. Seu passado de porta-voz dos generais-presidentes da "ditabranda" (como a Folha de São Paulo carinhosamente apelida seus "Anos Dourados" de 1964-1978, quando o regime militar governava explicitamente com mãos de ferro o país) não nos deixa mentir.

Certamente, se Alexandre Garcia e Bóris Casoy forem para Salvador passar o Carnaval, eles nunca devem se esquecer de procurar o Mário Kertèsz(*) na Rádio Metrópole, para os três, juntos, tomarem água de coco num hotel em Ondina e falarem, saudosos, dos áureos tempos em que os três usufruíram dos benefícios do "Brasil Grande", apoiando abertamente o AI-5, a ARENA e os militares que comandavam ou colaboravam com a ditadura.

(*) NOTA: A nossa ênfase na crítica ao astro-rei da Rádio Metrópole é para que ninguém se esqueça de que sua figura de penetração regional também é perigosa para o país, seduzindo até instituições públicas com seu pseudo-jornalismo e seu tendenciosismo falsamente militante. Kertèsz já se encrencou com políticos devido a seus comentários violentos (e, por isso, anti-jornalísticos), foi processado mas tentou se passar por vítima, num discurso falsamente esquerdista e na imagem não menos falsa de "vítima de censura".

Muita gente se enganou com a atitude do maquiavélico empresário e dublê de radiojornalista, a ponto de um inexpressivo blog montar a foto com o astro-rei da Metrópole FM com o rosto tapado por uma mordaça. O pseudo-radiojornalista é uma figura regional em Salvador, mas nem por isso o Brasil inteiro tenha que menosprezar seu caráter nocivo à mídia baiana e, talvez, à nacional.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Novos tempos: classuda Emmanuelle Chriqui é a mais desejável


Uma pesquisa realizada neste ano pelo site masculino AskMen.Co, sobre as 99 mulheres mais desejáveis pelos homens para ser namorada ou esposa aponta a atriz canadense Emmanuelle Chriqui, essa doçura fascinante na foto, como a primeira colocada.

O critério adotado pelo site é bem diferente, conforme a própria Emmanuelle, estrela do seriado de TV Entourage, respondeu ao ser entrevistada sobre o assunto: "O maior elogio de todos é ouvir no que se baseia a votação, porque se trata de ser uma mulher completa".

Segundo o editor-chefe de AskMen.Com, James Bassil, o comportamento da personagem de Emmanuelle no seriado, que é de uma namorada meiga e graciosa, influiu na votação, mas também o fato da atriz não ser uma celebridade superexposta na mídia nem inclinada a escândalos.

Conta James Bassil, à agência de notícias Reuters: "Ela não é uma pessoa muito pública, então isso deixa alguma margem à imaginação. Ela não fica chamando a atenção para ela mesma na mídia, o que poderia manchar sua imagem. Muitos dos comportamentos que vemos na mídia não são do tipo que gostaríamos em uma namorada ou esposa".

Este é um sinal da mudança dos tempos. Afinal, são tempos novos. Dá pena a imprensa populista, no Brasil, considerar as boazudas vulgares ainda "em alta", quando o homem em geral está se cansando da mulher vulgar, vazia, que só fica mostrando o corpo, que parece "simpática" e "boazinha", mas é difícil de se conviver no namoro e casamento por causa delas serem tão superficiais e vazias, para não dizer infantis e burras.

Dá para perceber que, no Brasil, mulheres como Flávia Alessandra, Grazi Mazzafera, Leandra Leal e Renata Capucci começam a se tornar mais desejáveis como musas do que qualquer mulher-fruta ou ex-dançarina de pagode.

Emmanuelle Chriqui , além da beleza graciosa, encantadora e meiga, é charmosa, inteligente, simpática e tem desenvoltura. É a beleza feminina do século XXI.

Ana Paula do vôlei vai se casar com advogado dos EUA


ACREDITE SE QUISER, A INICIATIVA DA JOGADORA ANA PAULA DE CONTRAIR NÚPCIAS COM UM ADVOGADO ESTRANGEIRO FARIA A EX-DANÇARINA SHEILA MELLO TREMER DE MEDO.

Sim, o "mercado" das mulheres interessantes no Brasil se fecha e existem até "investidores" estrangeiros no páreo.

Agora a jogadora de vôlei de praia Ana Paula Connelly, ou Ana Paula Rodrigues, se casará com um advogado estadunidense, Carl Heine. Ele tem 40 anos completos ano passado - idade que o rapagão que escreve este blog só alcançará em 2011 - , mas não se sabe se ele faz o estilo sisudo - ele diz ser fã do U2 - , mas a classe profissional dele, no país do Tio Sam, é conhecida pelo cacoete de usar terno, gravata e os impagáveis sapatos de verniz - scrrriiiiiiiiiiiiiiiiicccchhhhhhhh! Cuidado com o assoalho... - até para ir à feira de ciências do filhinho caçula.

Falando em filho, Ana Paula já tem um filho de um segundo casamento. Ela foi casada com um jogador de vôlei estadunidense, depois foi casada com um treinador de vôlei brasileiro, do qual resultou um filho. E agora é a vez do advogado ianque.

Sim, meus amigos. O "mercado" se fecha e as mulheres mais interessantes, por sua inteligência, charme, elegância e beleza, se tornam as mais comprometidas. É de se constatar que, até 2008, setores lunáticos da imprensa especializada ainda falavam em "multidões de solteiras, lindas e interessantes, dando sopa no Brasil". Havia reportagens em revistas femininas, havia reportagens no Fantástico, havia radialistas alardeando, só que isso não apenas era puro mito - não havia tanta solteira linda e legal dando mole, assim, não - como houve uma onda de casamentos e comprometimentos mil de tantas mulheres lindas e bacanas.

E, como toda liquidação, só sobraram poucas solteiras lindas e legais. A maioria das solteiras, ainda que seja bonita, elegante ou fale bem, embora haja também moças grotescas ou infantis, no entanto não guarda referenciais bons. Afinal, essa maioria peca por gostar de músicas bregas (sobretudo Fábio Jr., Alexandre Pires, Exaltasamba e Bruno & Marrone), adotar sentimentos piegas, sentir fanatismo por religião ou futebol, entre outras ninharias que causam a maior decepção nos homens que procuram moças legais para se conviver.

As musas popularescas, então, nem se fala. Enquanto o "mercado" se fecha, elas continuam insistindo em não ter namorados, recusar pretendentes que toda mulher sonharia ter, fingir modéstia na escolha de seus homens, ou dar a falsa impressão de que ainda são meninas dóceis e recatadas. Realmente lamentável.

A defesa de Fábio Pannunzio e os "donos da opinião e do saber"


Lendo o texto do Altamiro Borges em seu blog, soube da defesa que Fábio Pannunzio fez do colega Bóris Casoy na TV Bandeirantes. O texto foi publicado no site do próprio jornalista, veterano repórter da emissora dos tempos em que Chico Pinheiro trabalhava na emissora.

Tentando inocentar o colega, o qual Pannunzio diz conhecer há apenas dois anos, o repórter e apresentador-suplente do Jornal da Noite - que tem Casoy como titular - classificou de cyberbulling (implicância virtual) a reação de boa parte dos blogs - O Kylocyclo está dentro - contra a ofensa que o âncora fez aos lixeiros.

Altamiro Borges, em seu texto questionando a defesa feita por Pannunzio, nos lembrou o seguinte: "No texto “Em defesa de Boris Casoy”, Fábio Pannunzio comete vários erros. As pessoas sensatas não “crucificam” o âncora “por seu credo, origem ética ou preferência sexual”. Não se combate preconceitos com preconceitos. Casoy, sim, é que nunca escondeu os seus piores preconceitos, principalmente os de classe. Com suas ironias, risadinhas e trejeitos, ele vive desqualificando os trabalhadores, principalmente os que lutam por seus direitos. Seu ódio aos ativistas do MST que lutam pela reforma agrária é visceral, escancarado; todas as greves são motivo de seu veneno".

Eu mesmo pude ver a pose cínica dos comentários de Bóris Casoy, quando assistia ao TJ Brasil. Em 1989, eu tinha 18 anos, puxa. E pensava que o TJ Brasil era um grande avanço na mídia brasileira, e boicotava a tola novela Bebê a Bordo, da Rede Globo (que, além da história sem pé nem cabeça, abusava de "Carmina Burana" na trilha incidental).

De fato, o TJ Brasil do SBT parecia um olha na terra de cego. Mas muita gente foi ingênua de ver revolução em coisas hoje banais, como um telejornal cujo apresentador opinava (e somente Bóris opinava, se havia um suplente, não comentava, como o Heraldo Pereira, há um bom tempo tendo voltado à Globo e, ironicamente, já atuando como comentarista).

Mas a Folha, a tão reacionária Folha de São Paulo, estava travestida de "moderna" e "democrática", como símbolo maior de um jornalismo "moderno e dinâmico" e tivemos que engolir esta postura durante anos. E muita gente que achava a Rede Globo tendenciosa comprava a Folha com gosto e prazer, fazia até pose na cadeira, cruzando as pernas, folheando com cuidado as páginas dos cadernos da Folha, fazendo um sorriso esnobe de puro prazer.

Felizmente os tempos são outros e já se sabe a palidez com que sentem os jornalistas da TV Bandeirantes quando tentam defender Bóris Casoy. Até mesmo jornalistas que não são arrogantes nem presunçosos, como Pannunzio e Ricardo Boechat, mas que em todo caso são colegas de Casoy e com ele convivem constantemente, de uma forma ou de outra, no cotidiano jornalístico da emissora.

A TV Bandeirantes, em reputação, foi também uma espécie de "Folha de São Paulo" em versão audiovisual (com o prestígio estendido para outros veículos do grupo, como a Band News FM), símbolo do "jornalismo moderno e dinâmico" que chegou até a ultrapassar, em prestígio, a própria Folha, até os recentes ataques ao MST pela mídia dos Saad e pelo episódio Casoy.

E muita gente se iludiu com a mídia com muito mais idade que meus 18, 19 anos naquela virada dos anos 80 para os 90. E com muito mais ingenuidade. O que dizer dos experientes Emiliano José e Oldack Miranda, dois jornalistas de esquerda baianos, mais de 30 anos de profissão, diante do tendencioso Mário Kertèsz?

O passado de Kertèsz nos anos de chumbo não é menos sombrio que Bóris Casoy e do dono da Folha Octavio Frias, no que diz ao apoio aos militares, já que todo mundo andou de mãos dadas com a ARENA, com o AI-5 e apoiando todo tipo de aparelho repressivo para afastar qualquer germe "comunista" que surgisse ou tivesse alguma atribuição, ainda que delirante, pelos militares. É bom lembrar que Oldack e Emiliano são autores de um livro sobre o guerrilheiro Carlos Lamarca, um dos inimigos da "revolução" instaurada em 1964 e reafirmada com o quinto ato institucional.

Mas torna-se coisa risível o apoio que Kertèsz recebeu dos dois jornalistas de esquerda, um apoio quase servil, que resultou num grande choque. Foi quando o dono da Rádio Metrópole passou a espinafrar os dois em pleno ar, com uma irritabilidade que antes não se imaginava, porque o ex-prefeito de Salvador convertido em pseudo-jornalista (sem diploma, sem formação, sem talento ou coisa alguma, só com fome e sede de poder). Foi em 2008.

Esse e outros exemplos, seja de gafes ou reacionarismo da grande mídia, seja ela nacional ou regional, têm um aspecto bastante positivo. Faz com que o chamado "quarto poder" da mídia caia de seu pedestal. Faz com que os proclamados donos da opinião pública sejam desmascarados, antes que nossa liberdade de pensamento se torne, na prática, um bem privativo deles.

É bom que Barbeiros, Casoys, Frias, Kertèsz, Garcias, Hippolitos, Mainardis, Petrys, Azevedos que comandam noticiários no rádio, imprensa escrita e TV sejam desmascarados. Melhor assim do que trairmos nossos pontos de vista, nossa formação intelectual espontaneamente desenvolvida, para adaptarmos ao "seguro pensamento" desses astros da grande mídia.

Imagine como seria ridículo abrirmos mão de nosso senso crítico e, de forma crédula, aderirmos ao padrão de pensamento desses "âncoras", só porque eles detêm os segredos das fontes de suas notícias e são pessoas supostamente dotadas de profunda informação e saber. Seria uma atitude similar a do povo diante dos sacerdotes da Idade Média, eles mesmos também "donos da opinião e do saber", pelo mesmo pretexto de detentores dos mais profundos segredos e mistérios da humanidade. Pretexto que se demonstrou muito falso, como o de nossos jornalistinhas de escritório.

Cabe agora não levarmos muito a sério os "sacerdotes" modernos da Idade Mídia, que, com suas gafes ou seu reacionarismo, escorregam feio do mármore liso de seus pedestais.

Solange Gomes irrita enfermeiras


A modelo Solange Gomes, uma das boazudas popularescas da década de 90, posou no seu Twitter numa sessão de fotos em que ela aparecia com o chapéu de enfermeira e fazendo o famoso sinal de pedido de silêncio.

O ato irritou as enfermeiras brasileiras, sobretudo as que estão à frente da Associação Brasileira de Enfermagem, que definiu a atitude como uma degradação à imagem da categoria.

É a terceira vez que uma boazuda faz poses eróticas usando traje de enfermeira. Antes, a ex-dançarina do É O Tchan, Scheila Carvalho, causou semelhante escândalo. Em seguida, os empresários de "funk" chegaram a inventar a "Enfermeira do Funk", que, diante de um processo judicial, teve que deixar o traje e virar a "Proibida do Funk".

Os defensores do brega-popularesco esnobam a atitude da Associação Brasileira de Enfermagem, acusando-a de "moralista". Bia Abramo também reprovou a atitude da ABE contra a "Enfermeira do Funk".

Como se vê, os defensores do brega-popularesco, em nome da libertinagem, sentem total desprezo aos valores éticos de nosso país.