quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

ANA PAULA ARAÚJO EQUILIBRA CHARME E SENSUALIDADE




A bela jornalista da Rede Globo, Ana Paula Araújo, que, para "variar", é casada, é também sócia do clube das mulheres que vestem camisa abotoada para dentro da calça, coisa que vemos até nas musas juvenis estrangeiras, mas que as brasileiras "normais" e, sobretudo, solteiras, se recusam a vestir.

Principalmente a Priscila Pires, que se diz jornalista, e no entanto não apela para esse equilíbrio de charme e sensualidade que vemos em mulheres como Ana Paula Araújo. As boazudas, infelizmente, apelam para mostrar as formas físicas de maneira exagerada, aliás elas são tão exageradas que perdem a graça.

Mas também elas perdem a oportunidade de se vestirem bem, apelando para o uso sem contexto de blusas do tipo "top", até mesmo em dias de inverno bem frio.

NÃO SOMOS MORALISTAS


A AVENIDA RIO BRANCO, EM 1905, NO RIO DE JANEIRO, QUANDO ERA CHAMADA AVENIDA CENTRAL. A SOCIEDADE DA ÉPOCA ERA DIFERENTE DA SOCIEDADE ATUAL.

Os defensores do "funk carioca" (FAVELA BASS) e do porno-pagode baiano sempre acusam as pessoas que reprovam estes ritmos da Música de Cabresto Brasileira de "moralistas".

Rodrigo Faour, Fernanda Abreu e Bia Abramo, entre outros, escreveram que a rejeição do "funk carioca" é a mesma que o samba e o maxixe sofreram há mais de 100 anos e que esta rejeição é fruto de um sentimento brutalmente moralista, como se via nas altas sociedades do Brasil da República Velha.

Essa argumentação também foi feita pelo sociólogo baiano Milton Moura diante da rejeição sofrida pelo porno-pagode puxado por grupos como É O Tchan, Companhia do Pagode, Gang do Samba, Harmonia do Samba e, mais tarde, por Psirico, Parangolé, Guig Guetto, Saiddy Bamba etc.

Só que essa argumentação é pura desculpa para que ritmos gratuitamente grotescos prevaleçam no sucesso popular e mesmo na invasão de redutos da MPB autêntica.

É evidente que nós não rejeitamos o "funk" e o "porno-pagode" por moralismo. Moralmente, somos muito mais abertos que a alta sociedade dos idos do século XIX e começo do século XX. Mas como rejeitamos a imbecilização e a pornografia gratuita e grotesca - em muitos aspectos, típica de sociedades pré-históricas - manifesta nestes ritmos, somos xingados de tudo: "preconceituosos", "elitistas", "moralistas" e outros adjetivos lamentáveis.

Em primeiro lugar, a alta sociedade do passado remoto tinha tanto preconceito moral que bastava uma jovem moça sair à noite sozinha para ela ser considerada "promíscua". Ou bastasse ela tirar os sapatos e meias e mergulhar os pezinhos na água do mar para ela ser considerada pornográfica.

Em segundo lugar, o horror que a alta sociedade tinha do samba, do maxixe, do maracatu e outros ritmos não deve ser comparada com a rejeição que temos hoje de nomes como Psirico, É O Tchan, MC Créu e Gaiola das Popozudas. Até porque as insinuações sexuais do samba, maxixe e similares não se sobressaíam à música, que era inteligente e de qualidade, e não eram tão explícitas nem grossas como nos dias de hoje.

Se observarmos o "funk carioca" (FAVELA BASS) e o porno-pagode, vemos que o aspecto musical é o de menos. O pagodeiro baiano está mais preocupado em enrolar a plateia e rebolar feito um andrógino, e, quando mostra suas "músicas", a temática não vai além de bobagens do tipo "o bicho vai pegar", "a cobra vai fumar", "a casa vai cair", isso quando não faz balbuciações idiotas como "uisminoufay, bonks bonks bom". O funqueiro já é uma aberração de uns MC's, com ou sem dançarinas, vociferando qualquer bobagem num "canto" que parodia cantiga de roda. Isso apoiado por uma batida, seja a do "pum", seja o "tamborzão", e uns efeitos sonoros tolos, que em nada indicam musicalidade.

Por isso não dá para comparar uma coisa ou outra. A sociedade mudou. Os defensores do brega-popularesco é que mais parecem os velhos barões da República Velha, horrorizados quando o povo rompe os limites de sua burrice, de sua estupidez sorridente.

As elites querem que o povo faça sempre o papel alegre dos macaquinhos de realejo, dóceis e servis. Os velhos barões da República Velha, revoltados com o fim da escravidão, não queriam que o povo virasse gente e buscasse educação, emprego digno e qualidade de vida. A burguesia "moderninha" de hoje, alimentada pelos conchavos da grande mídia e do fisiologismo político, tem medo que o povo volte a fazer música de qualidade com altivez e energia, tem medo que um novo Ataulfo Alves, um novo João do Vale, assuste as elites confortadas nos ricos condomínios. Como tem muito medo de agricultores sem-terra autenticamente pacíficos e necessitados, como tem medo do operariado consciente, como tem medo de ver pobres questionando a miséria da vida.

Por isso é que tem tanta defesa a esses ritmos da bunda music carioca ou baiana. É porque esses defensores, protegendo o moralismo privativo deles, querem que o papel do povo pobre seja sempre a de idiotas sorridentes rebolando demais por coisa nenhuma.

Quanta pretensão, Belo!!!!


Quanta cara-de-pau. Quanto pretensiosismo.

Belo, em entrevista recente, disse que além de gravar covers de Roberto Carlos - até aí nada de mais - , pedirá para Caetano Veloso e Gilberto Gil escreverem músicas inéditas para o sambrega cantar.

É muita pretensão para um cantor brega no auge do sucesso comercial. O que não irá acrescentar coisa alguma à música brasileira. Pelo contrário, só vai fazê-la afundar cada vez mais.