domingo, 27 de dezembro de 2009

Renata Vasconcellos: Quanta diferença, diante da Priscila Pires


Oh, isso dói. Isso dói. Isso dói.

"Oh, dia, oh, céus", dizia em 1961 a hiena Hardy Ha Ha, no famoso desenho animado.

Pois quanta diferença faz uma mulher classuda, geralmente comprometida, com uma mulher vulgar, que está "solteira" à procura de um "cara bem legal".

Fiquei vendo, enquanto fazia minha refeição noturna, a Renata Vasconcellos sendo entrevistada por Fausto Silva - sim, meus pais veem o Domingão do Faustão - e, em que pese algumas posturas dela quanto, por exemplo, as Olimpíadas de 2016 no Rio, ela é de uma inteligência indiscutível, de uma voz lindíssima, tal como ela é no conjunto da obra, belissimamente bela, e como ela sabe falar de diversos assuntos com segurança, desenvoltura e charme. E ela ainda mostrava um vestido lindo, que mostrava as pernas sem apelar para o vulgar.

Fui comparar, logo depois, com a entrevista de Priscila Pires no mesmo programa, em uma gravação de arquivo publicada no YouTube. Nossa, que horror! Priscila tem até uma fala articulada, mas tem fala de dondoca e voz de fanha, e sabemos que ela não é charmosa e, mesmo sendo jornalista, não demonstrou a inteligência necessária para sua profissão.

Pior: como vemos uns tópicos abaixo, ela ainda veste roupas vulgares, compensando com o corpo o que lhe falta na mente, e tudo que ela fez conforme os sites de celebridades noticiaram se limitou apenas a noitadas com DJs famosos ou ensaios de escola de samba (atividade que nada tem de vulgar, mas tornou-se o "refúgio" de boazudas contra sua natural efemeridade na fama).

Não se viu Priscila Pires falando de política, nem lendo livros de ensaios de Umberto Eco, nem indo a eventos de artes plásticas, nem falando de movimentos culturais bacanas e nem sequer mostrando a vida das cidades sem se lembrar das impagáveis "noitadas".

E a ex-BBB ainda fez coisas tenebrosas, de causar mal-estar, como ir a "bailes funk", assistir aos horripilantes Aviões do Forró, ir a apresentações de axé-music (ou melhor, arghxé music) e vestir roupas vulgares.

Renata Vasconcellos é casada. Priscila Pires, não.

Snif!

PREVISÃO: UNIFORMIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS VAI ACABAR!!







TODAS ESSAS FOTOS PODEM SER COISA DO PASSADO, EM RELAÇÃO À UNIFORMIZAÇÃO VISUAL DOS ÔNIBUS NAS CIDADES BRASILEIRAS.

Acredite se quiser. Dentro de pelo menos cinco anos, essas fotos corresponderão ao passado.

E não é por causa dos ônibus em si, que serão vendidos para a renovação das frotas.

É porque a uniformização visual dos ônibus simplesmente será uma medida em extinção.

Essa previsão vai contra os interesses de tecnocratas do transporte coletivo, de governantes e até de determinados empresários de ônibus, e mesmo por busólogos simpatizantes.

Todos me dirão que estou louco, equivocado, burro, entre outros adjetivos nada agradáveis.

Mas, vendo a rejeição maciça que o projeto de uniformização visual dos ônibus cariocas, dá para perceber que a tendência de pintar os ônibus com as cores unificadas quanto a trajeto ou tipo de ônibus, provou ser ineficaz, não resolvendo concretamente os problemas do transporte coletivo, sendo apenas uma propaganda das autoridades municipais.

Por isso, dentro de no mínimo cinco anos (dependendo da pressão popular, talvez até menos), a diferenciação visual voltará a ter como critério a empresa de ônibus operante, uma medida que sempre deu certo e que, por si só, ajuda pra caramba a atenção dos passageiros, principalmente o povo pobre.

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA (Ingênuo Raggi Parte 4)


Agora, a última parte. Abaixo vocês verão como foi a resposta do sr. Eugênio Raggi.

É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou predominantemente de classe média, universitária etc..

Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".

Primeiro, isso é uma visão elitista, que ganha facilmente o apoio dos veículos da grande mídia, que é associar a idéia de "cultura popular" ao grosseiro, ao pitoresco, ao aberrante. A história de nossa cultura comprova, em dados concretos, que a cultura popular nunca esteve associada ao grotesco. O sambe de roda que os escravos faziam tinha inteligência, espontaneidade, arte, dignidade, mesmo quando fazia brincadeiras maliciosas. Já o "pagodão" pós-Tchan, que tenta se vincular à falsa idéia de um "novo samba de roda", é milimetricamente calculado pelos seus empresários.

Muito dessa música brega-popularesca que está aí, associada à "verdadeira cultura popular" de que falam Hermano Vianna, Paulo César Araújo, Milton Moura (UFBA), Regina Casé, Patrícia Pillar e outros entre ingênuos ou oportunistas, na verdade pouco têm a ver com a verdadeira cultura popular. Sejam os bregas "de raiz" tipo Waldick Soriano e Odair José, sejam os grotescos explícitos tipo Banda Calypso
e Tati Quebra-Barraco, sejam os pedantes pseudo-MPB e altamente canastrões tipo Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano e Grupo Revelação, todos eles não passam de pupilos dos executivos da grande mídia, símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..

Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois, nos anos 80. Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís. Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.

EUGÊNIO RAGGI: Nenhum comentário foi feito por ele.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Droga. Tremo de medo. Não é que o cara argumenta bem? Meus argumentos tão frágeis perderam a força de continuar a réplica. #$%#$%!!

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA (Ingênuo Raggi Parte 3)


Tivemos a primeira parte, depois a segunda, e agora temos a terceira parte de nossas mensagens subliminares do reacionário Eugênio Raggi, um mineiro que se acha "juiz maior" da cultura brasileira.

AF: símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..

EUGÊNIO RAGGI: Essa linhagem reacionária comanda o Brasil há 500 anos. São os mesmo
que abrigaram, no costado da mídia então estatal, gente como Radamés, Noel, Orlando Silva, Assis Valente, Ary Barroso, Carmen, Emilinha, Marlene, Ataulfo Alves...Pesquise um pouco e vá ver como essa gente (talentosíssima, diga-se) valeu-se de um projeto de cultura de Estado.
Vá ver como Chico, Jobim, Caetano, Pixinguinha (teve até uma novela daGlobo com o nome de sua música) emplacavm seus grandes sucessos nas novelas globais. Leia o levantamento feito por Paulo César Araújo sobre as trilhas das novelas globais e veja o quanto os medalhões da MPB foram beneficiados por este padrão global, apoiado por toda essa gente...Collor, ACM, Sarney...Todos donos de retransmissoras da Globo, que nos anos 60, 70 e 80, no horário nobre, executavam "Luiza"(Jobim), "Carinhoso"(Pixinguinha) ou "Alegria, Alegria" (Caetano).

Para não dizer que isso mudou recentemente, veja quais músicas abrem as 4 principais telenovelas da Globo atualmente: "Desejo Proibido", das 18:00, tem "Desenredo" (Dori e Paulo César Pinheiro) como tema de abertura. "Beleza Pura", às 19:00, tem a canção homônima de Gilberto Gil como tema. "Duas Caras" tem Gonzaguinha pra começar. "Queridos Amigos" tem Milton Nascimento.

Tua teoria conspiratória é uma farsa.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Coitada da grande mídia, que eu finjo odiar mas adoro (eu vejo Domingão do Faustão, vejo SBT, mandei até e-mail para o 'Vrum'), que quer destruir a rica cultura brasileira que faz o povo usufruir dos mesmos valores que nós, a elite sofisticada que vive em Belo Horizonte mas brinca de viver em Ipanema, outrora apreciamos.

Como a gente consumiu Bossa Nova, marchinhas, sambas, serestas etc, comemos muito desse banquete cultural e agora queremos defecar. E você vem associar meus queridos ídolos bregas e pós-bregas a ACM, Sarney e Collor?

Adoro meus ídolos bregas e adoro Collor, ACM e Sarney, mas você vai deixar vasar tudo isso para estragar a festa? Vai vasar uma coisa dessas, para provocar a demissão de quem investe muito dinheiro no sucesso desses ídolos? Vai confundir a mente do povo, quando eu e minha elite já estávamos felizes com o conformismo popular com tudo que está aí?

Tua "teoria conspiratória" é uma "farsa", ou seja, não é nada conspiratória, e por isso eu tenho pavor de sua tese. Eu quis chamar esse pessoal da cultura popular de reacionário só para provocar, mas o reacionário mesmo sou eu.


AF: Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois, nos anos 80.

EUGÊNIO RAGGI: Para manipular o povo com músicas ruins e impostas, né? Só falta agora
o megafone com a Internacional Socialista ao fundo pra denunciar pro mundo inteiro esse descalabro.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Para manipular o povo com músicas ruins e impostas, né? Você não sabe que eu sou direitista, reacionário, e o meu anti-comunismo (saudade das passeatas Deus e Liberdade) só falta comparar Waldick Soriano a Deus para comprovar minha tese possuidora da verdade absoluta.

AF: Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís.

EUGÊNIO RAGGI: Se não fosse a democracia, conquistada com muito suor, sangue e lágrimas por essa gente, não teríamos essa diversidade cultural, onde cada um ouve o que quer. Mas gente obtusa feito você acha que o sucesso de belo e Alexandre Pires é um produto de mídia.

Nada disso, meu caro. "É o povo quem comanda o show e assina a direção", não é mesmo Jorge?

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Se não fosse a Revolução de 1964, que restaurou a democracia de nossa gente, conquistada pelas relações entre um povo submisso e trabalhador (gerando a riqueza que minha elite usufrui), não teríamos esse pop comercial brasileiro, onde cada um ouve o que rola no rádio. Mas gente com senso crítico afiado como você acha que o sucesso de Belo e Alexandre Pires é um produto de mídia. Na verdade, é, a Globo não deixa mentir, mas você tinha que espalhar isso, seu covarde?

Pois então, seu pensamento não vale, meu caro. É a mídia que comanda o show, o povo só assina a direção com uma rúbrica qualquer, não é mesmo Jorge Bornhausen?

AF: Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.

EUGÊNIO RAGGI: Roberta Sá é aquela mesma que foi lançada ao público de massa pelo"Fama", aquele programeco da "Globo"? Aquela empresa dos Marinho, dos Sarney, dos Magalhães, dos Collor?

Você é patético.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Roberta Sá não é uma cantora alternativa que entrou num reality show para devolver as melodias perdidas da memória do povo? E olha que eu, pedante e reacionário, quis associar a Roberta Sá à máquina da Globo, quando sabemos que aquela empresa dos Marinho, dos Sarney, dos Magalhães, dos Collor (todos meus mestres) na verdade promovem mesmo é o sucesso de Ivete Sangalo e Cláudia Leitte.

Você me horroriza com seu senso crítico que estraga o equilíbrio do "sistema".

Criminosos passionais: tragédia anunciada?


"HEY JOE", SUCESSO DA BANDA JIMI HENDRIX EXPERIENCE (FOTO), É UM RECADO A UM CRIMINOSO PASSIONAL. TOCADA DE TRÁS PARA FRENTE, A FRASE "HEY JOE" SE TRANSFORMA EM "YOU'RE DEAD".

Ser criminoso passional, no Brasil, é moleza. Sob pretextos supostamente moralistas, em prol da "legítima honra masculina", transforma-se as própria mulher em cadáver, por motivos muito tolos ou fúteis. Depois, o algoz se comporta que nem um carneirinho quando é preso, faz toda uma choradeira de crocodilo nos tribunais e se livra da cadeia numa boa, como se nada tivesse acontecido. Pode circular em qualquer lugar, até sair do país, mas deve evitar lugares onde familiares e amigos da vítima residem ou frequentam, para evitar incidentes desagradáveis. São beneficiários de uma impunidade que tornou-se rotina em todo o país.

Mas o que a turma das mensagens subliminares parece refletir é com relação a certos episódios que podem sugerir um futuro sombrio (ou melhor, nenhum futuro) para essa facção inútil da humanidade, de homens que, sabendo do erro, cometeram crimes cruéis contra pessoas inocentes, e saíram impunes e gozam futilmente dessa impunidade (apesar deles dizerem que sofrem muito).

Três fatores, um relacionado à música, outro à geografia e outro aos nomes próprios pode fazer a machistada sanguinária se arrepiar, diante do sentido subliminar que envolve tais fatores. O que faz sentido, se verificarmos que o machismo vingativo e medieval de certos homens não encontra respaldo na sociedade evoluída de hoje, e não é a impunidade deles em países como o Brasil que os fará transformarem em gentlemen privilegiados do Terceiro Milenio.

Comecemos pelo primeiro deles, relacionado aos nomes próprios, e depois vamos para os seguintes:

1) Dois criminosos passionais da geração sênior, Doca Street e Pimenta Neves, são na verdade xarás de dois cantores brasileiros já falecidos, respectivamente Raul Seixas e Antônio Marcos. Doca, aliás, tem uma ironia sombria: o prenome Raul de um homem que matou a ex-pantera Ângela Diniz (como ela foi conhecida, a "Pantera de Minas"). Pois a primeira banda de Raul Seixas foi RAULZITO E OS PANTERAS. Uma música desse grupo, "Você Ainda Pode Sonhar", versão de "Lucy In The Sky With Diamonds", dos Beatles, Raul Seixas parece cantar suavemente feito um anjo, pouco depois de trinta segundos da música tocada de trás para frente (e que, no sentido normal, corresponde aos últimos versos antes do refrão final): "Vem-te, Doca, comigo, sua astronave passa". O próprio Raul Seixas, na letra de SOS, de 1975, havia pedido para o "moço" do disco voador (ou astronave) levar o próprio cantor para "onde você (o "moço", ou melhor, o extraterrestre) for".

2) O mais famoso crime passional ocorrido no país nas últimas décadas, o de Doca Street contra a socialite Ângela Diniz, ocorreu no então distrito de Cabo Frio, Armação dos Búzios. Buzios, como o distrito também é conhecido, se avizinhava com o distrito de Casimiro de Abreu, Barra de São João.

Sabemos que José Marques Casimiro de Abreu (1837-1860) foi um dos maiores poetas do movimento ultraromântico brasileiro. E os poetas ultraromânticos eram meio que nerds, no sentido de que viviam uma vida pacata, eram joviais, solitários e tristes. É o perfil extremamente oposto do de Doca Street, que simbolizava o machista vitorioso, garanhão, que não aceita derrotas nem desilusões.

Com a transformação tanto de Búzios quanto de Barra de São João em municípios, nos anos 90, a vizinhança de ambos não terminou. E, por ironia, o corpo de Casimiro de Abreu está enterrado não na cidade deste nome, mas em Barra de São João, que fica a meia-hora de Búzios.

O crime contra Ângela Diniz ocorreu em 28 de dezembro, uma semana antes do aniversário de nascimento do poeta ultraromântico, em 04 de janeiro. No artigo em sua homenagem, Otto Lara Rezende, mineiro como Ângela e falecido em outro 28 de dezembro, em 1992, mesmo dia que outra jovem assassinada, Daniella Perez, foi morta (não por seu marido, que era aliás gente muito boa, mas por um outro ator que dizia admirá-la), evocou aspectos típicos da poesia de Casimiro, como a saudade dos tempos de infância. Está no capítulo "O voo interrompido", do livro O Príncipe e o Sabiá, coletânea de crônicas.

3) HEY JOE - A música "Hey Joe", cuja letra é destinada a um criminoso passional que fugiu para o México, é dotada de muitos aspectos sombrios. Seu compositor, o cantor Billy Roberts, ficou inválido por conta de um grave acidente de carro.

Mas a trágica ironia por conta da música está por conta da banda que tornou a canção famosa, The Jimi Hendrix Experience. Hoje, todos os seus integrantes - o guitarrista Jimi Hendrix, o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell - e o produtor e empresário da banda, o também músico Chaz Chandler (que integrou os Animals), estão mortos.

Numa mensagem subliminar tipo "virundum", uma passagem de "Hey Joe", "Yes I did, I shor her" ("Sim, matei ela") parece dizer "E essa vida chata?", sugerindo a situação de Joe, depois do crime cometido.

Invertendo a faixa como se tocasse de trás para frente (no vinil seria tocá-lo no sentido anti-horário), por volta de 1 minuto e 15 segundos da música, Jimi Hendrix parece cantar "What've done for you? What you'd for death on your own?" (traduzindo: "O que você fez consigo mesmo? Porque buscou a morte para si mesmo?"). O próprio título da música, "Hey Joe", tocado de trás para frente, diz "You're Dead" ("Você está morto").

Não bastasse isso, o último verso da versão de "Hey Joe" pelo grupo O Rappa, ainda que adotasse um tema diferente do original, diz claramente: "Também morre quem atira".

Uma outra música da época do sucesso do Jimi Hendrix Experience, o derradeiro sucesso do soulman Otis Redding, se intitulou "Dock of The Bay" ("Doca da Baía"), daquele mesmo ano de 1967 em que Otis morreu. Em 1994, o similar baiano de Doca Street (ou seja, o "Doca da Bahia"), o empresário Otto Willy Jordan (que havia matado sua esposa em 1989), morreu em um desastre aéreo, a mesma causa da morte de Otis Redding.

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Não teria sido melhor que os criminosos passionais tivessem sido presos em regime fechado?

Inocentes...ou Ingênuos?


Dizia o nosso saudoso Agenor que os nossos heróis faleceram vítimas de overdose.

Ele tem razão, mas os heróis recentes do nosso país passaram mesmo a frequentar as festas do grand monde.

No especial de bandas da retrospectiva do programa Acesso MTV - cujos destaques são as super-gracinhas Kika Martinez e Sofia Reis - , o grupo punk Inocentes ironizou a atitude de Dinho Ouro Preto em se apresentar com seu Capital Inicial em eventos que envolvem ídolos popularescos. Mas, logo em seguida, o grupo tocou uma música do hoje esquecido grupo carioca Sex Noise, "Franzino Costela". Aparentemente, tudo bem, ninguém se lembra do Sex Noise e o pessoal acha tudo natural.

Só que o Sex Noise fez parte daquela leva de bandas puxadas tanto pelo sucesso dos Raimundos quanto pelo meteórico sucesso dos Mamonas Assassinas e que infestou as paradas da década de 90, sobretudo nas "rádios rock" 89 FM e Rádio Cidade, a primeira no auge da grande mídia, a outra na sua tentativa de nos convencer que era a "rádio mais rock do RJ" (nunca foi, nem estado de espírito roqueiro tinha).

Eram Virgulóides, Osteobaldo, Fincabaute, Sex Noise, Poindexter, Velhas Virgens, Maria do Relento, Baba Cósmica e outras porcarias que queimaram tanto o rock brasileiro que fizeram a juventude mergulhar para o brega-popularesco que os antigos roqueiros dos anos 80 tanto tentaram criticar. Essas bandas, que se autoproclamavam "hardcore com humor" (eu denominava pejorativamente de "rardicór" ou "cocoricore"), eram os embriões das bandas emo. Raimundos, por exemplo, é uma espécie de Stooges para a geração emo.

Pois agora, com João Gordo entrevistando até Chitãozinho & Xororó, que ganhou de graça uma canja do Andreas Kisser, Clemente e sua banda tocarem uma música de banda proto-emo, agora qual será a próxima? Dado Villa-Lobos tocando no novo disco de Vítor & Léo? Este é o país dos dólares na cueca ou na meia.

Aí, ai, tenho que aprimorar meus estudos de inglês.

PRISCILA PIRES DE SHORTINHO - BAH!!!


Mulheres que não tem coisa alguma na cabeça mostram demais o corpo, em vez de guardar as formas físicas para situações mais específicas.

Se bem que essas boazudas têm um corpo exagerado que já nem formoso é. Todas elas acabam virando a forma feminina do "bundão", e dá para se ver que elas nada têm a nos dizer. Não é preconceito (estou cansado dessa palavra), não é moralismo e eu não sou machista.

Pior é que são essas tolas que sobram esperando algum "cara legal" para se casar com elas. Estou fora!!