domingo, 20 de dezembro de 2009

CNT/Sensus aponta queda na diferença entre Serra e Dilma


Comentário deste blog: Depois do "mico" de Dilma Rousseff ter dito que o meio-ambiente é "prejudicial ao desenvolvimento sustentável do planeta", não dá para entender o por quê da provável sucessora de Lula na chapa petista para o Planalto crescer nas pesquisas eleitorais.

Leonardo Goy, da Agência Estado

BRASÍLIA - Os diferentes cenários de primeiro turno elaborados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus, mostram tendência de crescimento da potencial candidata do governo à Presidência da República, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Isso ocorre ao mesmo tempo em que o principal candidato da oposição, o governador de São Paulo, José Serra, tem um comportamento entre estagnação e queda, principalmente quando se compara a pesquisa divulgada hoje com as de dezembro do ano passado.

Na primeira lista apresentada pela CNT/Sensus aos entrevistados, Serra aparece na frente de Dilma para primeiro turno, com 31,8% de intenções de voto, seguido pela ministra, com 21,7%. Em terceiro lugar, aparece o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), com 17,5%. A senadora Marina Silva (PV-AC) tem 5,9% e vem em quarto lugar.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, observou que, mesmo sendo essa lista inédita, é possível notar que Serra perdeu cerca de 15 pontos porcentuais em intenções de voto em primeiro turno, quando se compara esta lista com cenários elaborados em dezembro do ano passado. Segundo Guedes, em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% de intenções de voto, enquanto Dilma tinha 10,4% e a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) - que na época era uma potencial candidata - tinha 12,5%.

Num segundo cenário elaborado pela CNT/Sensus, Ciro Gomes venceria o primeiro turno numa disputa sem Serra. Ciro teria 25% das intenções de voto, contra 21,3% de Dilma, e 14,7% do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que neste caso seria o presidenciável tucano. A senador Marina Silva aparece em quarto lugar, com 7,3%.

Em terceira lista, sem Ciro, Serra aparece com 40,5% de intenções de voto, porcentual praticamente idêntico aos 40,1% da pesquisa feita em setembro deste ano. Já Dilma subiria de 19,9% em setembro para 23,5% agora. Marina, que tinha 9,5% em setembro, recuou para 8,1%.

Num quarto cenário, com Aécio no lugar de Serra, e sem Ciro na disputa, Dilma Rousseff fica na frente em primeiro turno, com 27,9%, ante 25,6% registrados em setembro. Aécio, por sua vez, subiria de 19,5% para 20,7% e Marina Silva cairia de 11,2% para 10,4%.

A INGENUIDADE DE ARTO LINDSAY


Há pouco mais de um ano, em uma entrevista para a revista Muito, suplemento dominical do jornal baiano A Tarde, Arto Lindsay afirmou que o grupo de porno-pagode baiano Psirico é "sofisticado".

Reconhece-se que Arto, músico norte-americano que viveu no Brasil e fala português fluentemente, tem respeitáveis contribuições musicais, tocou com David Byrne, Ryuichi Sakamoto, com brasileiros como Vinícius Cantuária (mais conhecido por ter seus sucessos "roubados" por Fábio Jr.), Caetano Veloso e Marisa Monte. Ouvi uma música de um dos projetos de Arto, Ambitious Lovers, chamada "Copy Me", e achei legal.

O problema, no entanto, é que Arto Lindsay se contagiou da mesma ingenuidade que corrompeu o antropólogo Hermano Vianna. Em nome de uma etnografia musical supostamente completa e abrangente, Vianna sucumbiu abertamente ao brega-popularesco. E Arto, no seu bom etnocentrismo, acabou achando o ridículo som do Psirico "sofisticado".

Pois o porno-pagode baiano - a rotulação não é culpa minha - se define assim pelos discípulos do É O Tchan e dos primórdios do Harmonia do Samba, que se resumem ao rebolado barato de seus cantores, nas letras patéticas e no ritmo malfeito que desencontra um vocal apressado e uma batida desacelerada. As letras dos cantores, com jeito de "engraçadinhas", não variam de clichês como "o bicho vai pegar", "o palco vai tremer" etc. Isso quando não fazem neologismos patéticos e claramente barbaristas como "uisminoufay", "Guig Guetto", "Saiddy Bamba" e outras calamidades.

O aspecto pornô fica por conta do rebolado andrógino de muitos cantores que, mesmo sendo homens, tentam dançar do mesmo jeito da Carla Perez. Os defensores desses grupos, como o antropólogo baiano Milton Moura (intelectual frustrado, que escreve textos meio jocosos, meio provocativos), tentam comparar esses rebolados aos de Elvis Presley e Mick Jagger. Nada a ver uma coisa com outra. Elvis e os Rolling Stones têm uma história a zelar e nunca colocaram o rebolado acima da música. Até porque os pagodeiros baianos dessa leva do Psirico, Parangolé, Guig Guetto, Saiddy Bamba, Uisminoufay, Nossa Juventude, Os Sungas, Os Toalhas e outros, são todos iguais e sua qualidade musical é sofrível.

Tais grupos investem numa percussão que mais parece aquele coelhinho da Duracel, automatizada e pretensamente "ritmada". Os mais recentes inserem um som de teclado que se resume ao som irritante do "uiiiii-uiiiii-uooooo-uooooo" que até o Psirico tem. E o Psirico ainda tem aquela irritante sirene do auto-falante.

Outro pecado desses grupos é confundir samba-de-roda com samba-de-gafieira. Fazem samba-de-gafieira malfeito e dizem que fazem "samba-de-roda". É tirar sarro de um patrimônio cultural, sem saber direito do que se trata.

Esses grupos não fazem sucesso nacional porque seu apelo erótico é semelhante ao do "funk carioca" (FAVELA BASS). A comparação seria inevitável. E a bola da vez é o "funk", que quer porque quer ser considerado "patrimônio cultural", nem que seja com dólar na cueca. O porno-pagode baiano tem que se contentar com o sucesso baiano e com a usurpação do prestígio do samba-de-roda, que é um autêntico patrimônio cultural.

Portanto, essa diluição baiana do samba nada tem de sofisticada. É chula, sem imaginação, sem qualidade alguma. E ainda têm que comer as migalhas dadas pelos megalomaníacos imperialistas da axé-music.

Corrompida pelo brega, Alcione recomenda cantor de sambrega


Alcione faz parte daqueles nomes de inegável talento que, no entanto, acabam sucumbindo a certas roubadas. Não se nega a contribuição dessa maranhense radicada no Rio de Janeiro ao samba, como não se nega sua voz possante e seu carisma.

No entanto, não temos que apoiar a fase brega da cantora, quando ela, cooptada pelo esquema mercantilista de Sullivan & Massadas, passou a gravar sambas-canções pasteurizados, que fizeram a escola de uma geração de pseudo-sambistas que tornou-se conhecida como "pagode mauricinho" ou sambrega.

Agora, parte dessa geração é tratada como se fosse "sambista de verdade" sem que seu talento medíocre tivesse um salto qualitativo sequer razoável. É o caso de Alexandre Pires e Péricles, vocalista do Exaltasamba (um dos ícones do sambrega que hoje tenta parecer sambista de verdade; assim como o Bon Jovi, lá nos EUA, tenta parecer roqueiro de verdade - uma imitação barata que tenta imitar no máximo a original).

Ambos, infelizmente, acabaram apadrinhados por Alcione, que gravou um sucesso do Só Pra Contrariar, antiga banda de Alexandre Pires (hoje tendo à frente o irmão dele, Fernando Pires), e, numa reportagem de hoje do Segundo Caderno de O Globo, sobre os cantores brasileiros, recomendou o Péricles como "novo grande cantor brasileiro".

Numa época em que o lobby da música brega e neo-brega (esta juntando elementos da MPB pasteurizada dos anos 80) tenta aliciar a MPB na marra, como uma verdadeira tradução do clientelismo político na música brasileira, não podemos sucumbir à fúria de reacionários que acusam nossa rejeição ao brega-popularesco de "preconceito". Pelo contrário, esses reacionários é que são preconceituosos, porque eles mesmos têm medo de saber o que realmente esses cantores, sejam sambregas, breganejos, axezeiros, funqueiros etc, estão cantando. Falam bem de Exaltasamba, Zezé Di Camargo & Luciano, Banda Calypso, Chiclete Com Banana, Odair José e DJ Marlboro, mas quando estão em casa morrem de medo de ouvi-los sobriamente. Com o medo maior de reconhecer a ruindade gritante de suas músicas.

Para esses reacionários, não tem altos e baixos para Alcione nem para Roupa Nova ou Roberto Carlos. Pior, também não veem defeitos em Alexandre Pires, Ivete Sangalo, Zezé Di Camargo & Luciano, DJ Marlboro, entre outros ídolos popularescos. Eles vivem na ilusão da idolatria absoluta, que cega seus olhos e envenena seu coração.

E, quando a menor crítica construtiva se faz a um nome como Zezé Di Camargo & Luciano, esses reacionários partem para a fúria, e, nervosos, disparam mensagens grotescas contra nós, xingando, fazendo ironias, desaforos, na maior arrogância. Coitados aqueles que reagem assim, porque pelo temperamento violento acabam por contribuir para o fracasso ainda maior de seus ídolos.

Quanto a Alcione, é melhor não levar a sério a recomendação a Péricles que, como o outro apadrinhado por ela, Alexandre Pires, pega carona em tributos à MPB para disfarçar sua mediocridade e tentar justificar o sucesso comercial com algo mais "convincente". Porque é a Alcione manipulada por Michael Sullivan & Paulo Massadas que está falando, não a Alcione que cantou "Não Deixe o Samba Morrer". Pois a Alcione que apoia o sambrega está mais para alguém que deixa o samba morrer nas mãos de falsos sambistas.

Dakota Fanning: Quanta diferença!!


Até pouco tempo atrás, ela era uma atriz mirim, de aparência bastante sapeca. Mas ela já demonstrava inteligência e desenvoltura e agora, aos 15 anos, já mostra até sua sensualidade, sem apelar para o vulgar nem para o pornográfico, até porque ela ainda é menor.

Mesmo assim, Dakota Fanning dá até uma rasteira em certas "musas populares" do Brasil que, na faixa dos 30, se comportam feito menininhas imaturas, seja indo para apresentação de ídolo brega, seja recusando pretendente com medo da mamãezinha.

Dakota é classuda, é lindésima, equilibra sensualidade e graciosidade com charme, e além disso já faz papel de vampirinha sexy e roqueira sexy (o filme sobre as Runaways, que tem Kristen Stewart no papel de Joan Jett, enquanto Dakota faz Cherrie Curry) e ainda por cima participa de uma turma de cheerleaders na sua escola.

Ou seja, se as boazudas daqui já são ultrapassadas por uma multidão de atrizes - essas boazudas só são "deusas" para a mídia casca-grossa tipo o jornal Meia Hora, o moribundo Geraldo Brasil e o portal globo-populista Ego - , elas que se preparem se um dia vierem a encarar Dakota Fanning.

Dizem que todo o rebuliço em torno de 2012 não será por causa de um hipotético fim do mundo, mas porque Dakota completará 18 anos. E, se ela surpreende como adolescente, surpreenderá quando entrar na vida adulta.