sábado, 12 de dezembro de 2009

O que os universitários curtiam há 50 anos


Em outros tempos, quando se respirava inteligência e senso crítico e autocrítico nas universidades brasileiras - também não havia a onda de universidades particulares que botaram o ensino superior na privada - , esse era um dos nomes curtidos pelo público universitário.

Com vocês, Carlinhos Lyra, ícone da Bossa Nova, hoje um senhor de idade pouco valorizado, mas antes era um estudante como tantos outros. E professor também, porque tinha uma baita escola de violão com Roberto Menescal, outro ídolo dos antigos universitários.

Recordar é viver: Esse é o público do brega "universitário"


No Hospital Universitário de Londrina, os pacientes só falam sobre o assunto. No dia 20 de novembro, formandos comemoravam num bar o fim do treinamento em pronto-socorro. A farra continuou, depois, dentro do hospital da faculdade.
Com o celular, um rapaz que estava no pronto-socorro gravou a bagunça. Os alunos fizeram uma contagem regressiva para o fim do curso e soltaram rojões no pátio do hospital. “Tinha mais gente sendo atendida e gente internada, deitada, com aparelhos. É um desrespeito com as pessoas”, diz o rapaz que fez as imagens.


Esta notícia foi há um ano, no dia 10 de dezembro de 2008, mas mostra o que quer e o que pode o público do brega "universitário", presente nas tais "choppadas" ou nos festivais "universitários" onde tem até ritmos brucutus, como o porno-pagode baiano e o "funk carioca".

Na reportagem, os estudantes de Medicina de Londrina vão para a farra no fim de um exercício de aula, se embriagando e pouco se lixando para a responsabilidade profissional que irão exercer. Gente irresponsável, que não tem noção sequer do que eles são e do que querem na vida, também não podem ter noção do que é cultura.

E haja "sertanejo universitário", "forró-brega universitário", "brega de raiz universitário", "arrocha universitário", "axé universitário", "pancadão universitário", "mensalão universitário" e outras "universalidades" patrocinadas pelo braço cultural do PiG.

AH, NÃO!! ATÉ O ARROCHA GANHOU VERSÃO "UNIVERSITÁRIA"!!


Agora a coisa apelou de vez. O brega "universitário" - que como entidade "estudantil" é filiado a um partido político, o Partido da Imprensa Golpista - , agora tem mais uma modalidade, o arrocha, aquele tecnobrega surgido na Bahia com nome influenciado no projeto político e econômico da "dupla sertaneja" castelista, Roberto Campos e Otávio Bulhões, mais conhecida como Roberto Campos & Bulhões, A Dupla do Arrocha Salarial.

Desta vez a dupla em questão se chama Alex & Ronaldo, mais uma para torturar nossos ouvidos junto a João Bosco & Vinícius, Vítor & Léo, Latifundiário & Jagunço, Ernesto Geisel & Golbery, PC Farias & Collor, José Roberto Arruda & Roriz etc.

Ah, vai ter algum engraçadinho defendendo tais duplas? Se for, são seus pais que militaram no Comando de Caça aos Comunistas e agora assinam carteirinha de filiado do PiG que fazem escola, ou melhor, "universidade". Devem ser as saudades do Mackenzie, 1968...

Estereótipo de loiras e nerds será abordado em programa do SBT


ROBERTO JUSTUS, empresário, publicitário e apresentador, "sintonizado" com a moda Verão 2010 masculina, como vemos nesta foto.

Do Portal Terra

O estereótipo das loiras e nerds será retratado em uma edição do programa Um Contra Cem, apresentado por Roberto Justus no SBT, segundo informações do jornal Agora São Paulo.

Um "nerd" vai duelar com 100 loiras patricinhas no programa de perguntas e respostas, muito semelhante a outros formatos já consagrados, como o Show do Milhão.


COMENTÁRIO DESTE BLOG: Creio que essa tentativa de enfocar minha classe (sou nerd) num programa do SBT apresentado por um pós-yuppie não vai dar certo de jeito algum. Mas a nota vale a critério de informação.

Ex-membros do Velvet Underground se reúnem em Nova Iorque


Da Revista Rolling Stone

Lou Reed, Maureen Tucker e Doug Yule participaram de um "perguntas & respostas" com plateia; Andy Warhol foi um dos temas

Os ex-integrantes do Velvet Underground Lou Reed, Maureen Tucker e Doug Yule se reuniram na Biblioteca Pública de Nova York esta semana, no que foi uma rara aparição pública para os ex-companheiros de banda, desativada desde os anos 90 (quando parte deles voltou para uma turnê especial, após a dissolução em 1973).

No programa batizado The Art and Soul of the Velvet Underground, um dos tópicos de conversa foi a associação do grupo com o artista multimídia Andy Warhol. Conhecido como referência máxima da pop art, Warhol produziu o disco de estreia, The Velvet Underground & Nico, de 1967 - é nele que aparece a famosa banana, ilustração de Warhol que virou marca registrada do Velvet Underground. A participação da cantora alemã Nico, no caso, teria ocorrido menos por desejo do grupo e mais por insistência do artista.

No bate-papo em Nova York, que aconteceu no esquema "perguntas & respostas" com o público, Reed admitiu que, no início, o grupo só recebeu atenção por ser "cria" do artista. "Warhol era uma das pessoas mais brilhantes que já conheci na vida", disse Reed sobre o homem morto em 1987. "Sem ele, [o Velvet Underground] era meio que inconcebível. Quando nos contrataram para fazer um álbum, não era por causa da gente, era por causa dele. Eles não nos conheciam. Achavam que [Warhol] era o guitarrista principal ou algo parecido."

A parceria com o artista não se repetiu no segundo álbum, White Light/White Heat, de 1968.

Outra curiosidade sobre o conjunto: cada vez que eles tocavam um lick de blues, tinham que pagar uma multa de US$ 10, "porque não era legítimo", revelou Reed. A ideia era preservar a originalidade da banda, que, numa sentença atribuída a Brian Eno, não teve mais que 10 mil unidades vendidas do primeiro disco, "mas todo mundo que o comprou, formou uma banda".

Reed acredita que a cena atual deixa a desejar em relação à dos tempos áureos do Velvet Underground. "Até agora, não acho que tem rolado muita coisa que chegue perto ao que o Velvet fez.

A reunião dos ex-colegas de banda aconteceu por conta do recém-lançado The Velvet Underground: New York Art, livro que traz uma compilação de fotografias, capas de disco, reportagens, pôsteres, manuscritos e mais memorabilia relacionada ao grupo, com ênfase na segunda metade dos anos 60.

A conversa aconteceu com presença de plateia e incluiu afagos, como quando Reed declarou que Tucker foi o melhor baterista com quem ele já trabalhou. Apesar de Nico ser o primeiro nome que salta à mente quando se fala da voz feminina do Velvet, Tucker chegou a assumir o vocal principal em algumas poucas faixas, como "After Hours".

"Eu desde então tentei arranjar um baterista que fizesse o que ela fazia, e é impossível. Eles não conseguem", disse o ex-frontman do grupo, em relato reproduzido por um programa da BBC Radio 4. "Se nós aceleramos, ela acelera. Em vez de ter um baterista que vai sentar lá e tentar segurar a batida, a nossa música ia mais rápido e freava a toda hora."

John Cale, um dos membros fundadores do Velvet Underground e substituído por Yule em 1968, foi ausência sentida no encontro.

O guitarrista Sterling Morrison, outro membro original, morreu em 1995, após perder batalha contra um linfoma. Sua viúva, Martha, e o filho Thomas estavam na plateia.

A modelo e cantora Nico morreu em 1988, por conta de um acidente de bicicleta em Ibiza, ilha espanhola.

Luana Piovani compara Dado Dolabella a Collor e Maluf


Na entrevista para o número 10 da revista Living Alone, segundo informa a colunista da Folha, Mônica Bergamo, a atriz Luana Piovani comparou o ex-noivo Dado Dolabella (que acaba de se tornar pai, junto a Viviane Sarahyba) aos políticos Fernando Collor e Paulo Maluf.

Ela disse que muitas coisas no Brasil não a surpreendem mais, citando a vitória de Dolabella na primeira edição do programa A Fazenda, da Rede Record.

Disse Luana: "Não liguei. Tem coisas no Brasil que não me surpreendem mais. Ninguém viu a cor do dinheiro do Maluf! O Collor foi reeleito, é senador agora, cara! É inacreditável! As pessoas foram pras ruas por causa daquela vergonha da casa [da Dinda, onde o ex-presidente vivia], com aquela cachoeira, e neguinho depois vai na urna e anota o nome dele! É um troço muito maluco".

O "líder de opinião", que não tem Luana em boa conta, deve ficar chateado, apesar dele ainda estar em estado de choque pelos escândalos que envolveram o ex-presidente e hoje senador (pelo moribundo PTB!) Fernando Collor de Mello e o ex-prefeito paulistano, ex-governador paulista e deputado (e, há 45 anos, colaborador do IPES!) Paulo Maluf.

"Coitados. Como a centro-esquerda socialista sofre neste país", escreveria tolamente o "líder de opinião" no seu milionário blog sobre Collor e Maluf, desconhecendo o verdadeiro plano ideológico dos dois canalhas.

Billboard enche a bola do canastrão Alexandre Pires


ALEXANDRE PIRES em dois tempos: em 1990, quando era descaradamente sambrega nos primeiros anos do Só Pra Contrariar, e hoje, quando tenta vender a imagem de "sofisticado" e entrar no primeiro time da MPB na marra.

Segundo informa a Ilustrada, da Folha de São Paulo, a revista Billboard elegeu o cantor Alexandre Pires como o único brasileiro na lista das músicas latinas mais populares desta década.

Antes de darmos os comentários e as informações adicionais, é bom deixar claro do seguinte.

1. A Folha de São Paulo não é um jornalzinho mimeografado por nerds esquerdistas de uma organização esquerdista-filantrópica de Santo André, ABC paulista.

2. A Billboard não é um zine de cultura alternativa e sofisticada editado por nerds intelectualizados do Rodo de São Gonçalo, Estado do RJ.

Para quem não sabe, a mesma FOLHA DE SÃO PAULO - já apelidada de FALHA DE SÃO PAULO - que apoia a axé-music, o "funk" e canastrões como Alexandre Pires e Chitãozinho & Xororó é a mesma FOLHA DE SÃO PAULO que persegue blogueiros e tenta minimizar a histórica triste imagem da ditadura militar sob o apelido atenuante de "ditabranda".

Consta-se, portanto, que a mesma FOLHA DE SÃO PAULO que apoia a axé-music, o "funk" e canastrões como Alexandre Pires e Chitãozinho & Xororó é a mesma FOLHA DE SÃO PAULO que é símbolo do Partido da Imprensa Golpista, PiG.

Mas o "líder de opinião", que franze o cenho diante da dolorosa verdade dos parágrafos acima - em outros momentos, ele dizia "nada a ver", mas hoje tem vergonha disso - , parece se consolar achando que "pelo menos" a Billboard faz parte da ala paradisíaca da mídia mundial.

Grande engano.

A BILLBOARD, para quem não sabe, é uma revista de hit-parade. Ou seja, de MÚSICA COMERCIAL, que considera o DINHEIRO como uma causa em si própria. Que NÃO tem propósitos artísticos, que NÃO tem compromisso com a cultura.

A Billboard é quase que uma Forbes da música, uma revista que fala de cantores e conjuntos musicais que se enriquecem com o sucesso. Se há algum grande artista de sucesso, é coincidência, mas o que a Billboard exaltar quase sempre tem validade artística discutível.

Além disso, as façanhas de Alexandre Pires não foram tantas assim. Primeiro, porque o critério é tão somente a execução de rádios, o que não garante em si prestígio natural. E também não tem garantia de que tocar em rádios dá em popularidade, muitas vezes não passa de uma questão de mero jabaculê. Afinal, quais são os "grandes clássicos" do Alexandre Pires? Não me lembro de um sequer.

Segundo, diz o texto da FALHA DE SÃO PAULO: "Pires aparece na 51ª posição, com a música "Usted se me Llevó la Vida", do disco 'É Por Amor', de 2001. Internacionalmente, o álbum foi lançado com o nome 'Alexandre Pires'". Ou seja, não é uma posição tão privilegiada assim.

Terceiro, Alexandre Pires é creditado dentro do mercado latino em que se inseriu com a ajuda do casal Gloria Estefan e Emílio Estefan Jr., seus padrinhos na carreira estrangeira e com influência entre os executivos do meio do hit-parade estadunidense que envolve a Billboard. Não se fala aqui em gênios da MPB, até porque não foi encontrado algum.

Se a FALHA DE SÃO PAULO e a PITBULLBOARD queriam elevar o Alexandre Pires a "gênio da MPB", dando sequência a uma campanha marqueteira tendenciosa que incluiu até participações em evento da MPB FM e no tributo a Wilson Simonal, falharam mais uma vez.

Afinal, nada tem de preconceituoso dizer que Alexandre Pires NÃO É MPB. Ele nem é sambista. Tapear um repertório chinfrim, influenciado por Sullivan & Massadas, José Augusto e Wando, gravando covers de MPB não resolve coisa alguma, se o repertório autoral é ruim de doer e o talento vocal de Alexandre Pires, com sua canastrice explícita, é sofrível de tão péssimo.