segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O Kylocyclo apoia protesto contra a Folha de São Paulo


Nós nos solidarizamos contra as pessoas que protestam contra os abusos da mídia golpista, principalmente a Folha de São Paulo, que lançou o termo "ditabranda" e que no passado havia apoiado o Golpe de 1964. Além disso, a Folha faz uma campanha contra os blogs, fazendo perseguição e censura contra certos blogueiros, sobretudo uma notificação extra-judicial contra o blogueiro Antônio Arles.

Isso mostra o quanto a grande imprensa, a mídia gorda, está com muito medo da revolução informativa causada pelos atuais blogueiros, que fogem, em léguas de distância, do padrão dos "líderes de opinião" que só fazem o dever de casa da grande mídia.

O protesto, em São Paulo, teve cerca de 100 pessoas e contou com o apoio até de jornalistas como Paulo Henrique Amorim. Detalhes desse protesto foram publicados no blog do Tsavkko.

A Folha de São Paulo ganhou até um apelido "carinhoso e simpático" de FALHA DE SÃO PAULO.

João Pedro Stedile afirma que, com mais reforma agrária, o MST desaparece


Em entrevista ao jornalista da Folha de São Paulo, Kennedy Alencar, durante um programa da Rede TV!, o líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), João Pedro Stedile, afirmou que o governo Lula deveria ter sido, desde o começo do mandato, mais ousado no programa de reforma agrária. Stedile acrescentou que os atos de vandalismo do MST são casos pontuais e que se a política fosse estimular a violência, "o país já teria pegado fogo".

Além disso, Stedile disse que, se a reforma agrária for feita, o MST desaparece.

Não é preciso dizer que a Folha de São Paulo engoliu seco as declarações, como alguém que não gostou de ouvir tais declarações.

Nossa postura não é sectária quanto ao MST. Acreditamos que existem sem-terra e "sem-terra", existem manifestantes rurais pacíficos e baderneiros oportunistas. E que existe também quem se enriqueça ou explore politicamente o movimento. Mas condenamos a campanha que, generalizando os aspectos negativos do MST, tentam desmoralizar até mesmo quem sinceramente luta por um pedaço de terra e contra a concentração de poder político e econômico dos grandes proprietários de terras do país.

Sistema de ônibus de Curitiba é desvalorizado até na busca pela Internet


Não é só no futebol que Curitiba, a famosa capital paranaense, viu seu time cair para a segunda divisão. O transporte coletivo já naufragou antes do Coritiba Futebol Clube, com sua padronização visual (que não diferencia sequer linhas intermunicipais e municipais) e tudo.

Definitivamente, Curitiba perdeu o título de "melhor transporte coletivo do Brasil". Muitos passageiros, raivosos, já dizem até que o sistema de lá está um horror, está decadente, e isso pode ser até pior, porque a imprensa não publica todas as queixas nem todos os problemas do transporte coletivo no país. Há quem aposte em equiparar o sistema de Curitiba com o desastroso transporte de Salvador. Bem, não chega a tanto, assim, é verdade, mas tanto Curitiba e Salvador apostam no desconforto dos bancos de plástico, que causam até problemas de coluna.

A decadência do transporte de Curitiba e seu insosso padrão visual é tanta que na primeira página da busca do Google, que reproduzimos nesta figura, ao citar as palavras-chave Curitiba e ônibus não se vê ônibus novos, e o que se vê são somente ônibus antigos - até os articulados já são velhos - , um corredor com bancos de plástico e várias fotos apenas com abrigos "futuristas" de ônibus. Muito humilhante para um transporte que os tecnocratas ainda julgam como "ideal" e "moderno".

A primeira página de uma busca por palavra-chave é meio que um cartão de visitas dos seus resultados. Se nada importante aparece sobre ônibus de Curitiba, é sinal que algo está errado, muito errado.

Tudo por dinheiro: Andreas Kisser toca no novo disco de Chitãozinho & Xororó


Depois de João Gordo se converter em empregado de Edir Macedo e ter chances de encarar o desafeto Dado Dolabella nos corredores da TV Record, agora é Andreas Kisser que dá sua contribuição para o FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que Assola o País) que, como a velha UDN, continua firme e forte, neste caso depois de 41 anos da morte de Sérgio Porto.

Andreas deve estar precisando de alguma grana, ou então os filhos dele é que encheram o saco do pai para cortejar Sandy & Júnior e, por conseguinte, a infame dupla breganeja Chitãozinho & Xororó, nomes máximos da MCB - que, no caso, tanto pode ser Música Comercial Brasileira, Música de Cabresto Brasileira, Música Cafona Brasileira e Música Canastrona Brasileira - junto ao também canastrão Alexandre Pires.

Pois é, o guitarrista do Sepultura, remanescente da formação original do grupo de thrash metal mineiro, vai participar do novo disco de Chitãozinho & Xororó, que, caprichando na canastrice e no pedantismo, vai mais uma vez descaraterizar seu disco, a exemplo do que fizeram os amigos Zezé Di Camargo & Luciano, já que as duas duplas, que não conseguiam fazer uma música caipira de verdade, agora é que se perdem num ecletismo urbanóide sem pé nem cabeça.

Um parêntesis: se vier alguém para espinafrar nosso blog em defesa dessas duplas, vai ganhar o carimbo de REACIONÁRIO na testa e um tópico exclusivo para tal defensor ser espinafrado. Quem mandou se preocupar com quem não gosta de seus ídolos?

Voltando. O disco terá a participação da Mulher Gigante - aquela que não esperou completar dois anos depois do nascimento do filho e mergulhou novamente na superexposição da mídia - , sempre a socorrer bregas e neo-bregas em curva descendente, além de contar com a participação dos emos do Fresno e também da orquestra regida por João Carlos Martins, também em seus momentos de querer arrecadar mais dinheiro em prol de projetos assistenciais.

Quanto à participação de Andreas Kisser no disco de Chitãozinho & Xororó, isso era impensável há 20 anos atrás, quando a dupla paranaense integrava com gosto o establishment brega-popularesco, enquanto o Sepultura estava no underground brasileiro a caminho do sucesso no circuito headbanger mundial. Não por acaso, é nessa época que o Sepultura começou a fazer amizade com os membros dos Ratos do Porão, e os dois grupos praticamente fizeram parcerias em excursões no exterior, apesar de aparentemente serem de estilos diferentes.

Que o Sepultura fosse rolar naquela "Jovem Pan 2 com guitarras" chamada 89 FM, dava para compreender. Mas gravar com Chitãozinho & Xororó?... Qual é a próxima, desta vez? Um músico punk paulista gravando no próximo volume de Tudo Junto e Misturado do Latino?

Francamente. João Gordo na rede televisiva de Edir Macedo. Andreas Kisser no disco de Chitãozinho & Xororó. No país do dólar na cueca, vale tudo.

Tudo, não. Eu não vou namorar a Sheila Mello, nem a Valesca Popozuda, nem a Priscila Pires e nem mesmo a Nana Gouveia (depois daquela com o José Augusto...). Eu tenho coerência, pessoal.

PARA REFRESCAR A MEMÓRIA DE ANDREAS KISSER

O título desta música seria uma boa sugestão para ele, diante do establishment popularesco - recusar/resistir:

DEM: a UDN continua firme e forte


Quem entende de política, e não é preciso ser cientista político para isso, sabe. Enquanto o histórico Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mesmo mantendo sua sigla, hoje não passa de uma múmia partidária que hoje abriga Fernando Collor e Roberto Jefferson, a União Democrática Nacional, aparentemente extinta pelo AI-2 da ditadura militar, continua existindo firme e forte na vida política nacional.

É só ver para onde foram as principais lideranças da UDN e seus descendentes para percebermos que, na prática, a velha UDN sempre existiu e até hoje faz parte do cotidiano político brasileiro. O que desapareceu foi o PTB, velho partido de Getúlio Vargas e João Goulart, que hoje é um partido-cadáver totalmente embalsamado e sem alma.

Os udenistas se transferiram com gosto, em 1964, para a Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Com a volta do pluripartidarismo, eles foram para o Partido Democrático Social (PDS), junto com seus filhos. Terminada a ditadura, todos estavam acomodados no Partido da Frente Liberal (PFL), que, para celebrar sua oposição política ao governo Lula, os remanescentes udenistas deram para seus netos o recauchutado DEMOCRATAS, novo nome do PFL, com sua nova sigla, DEM.

É a velha, a mesmíssima UDN (União DEMOCRÁTICA Nacional - compare com DEM, DEMOCRATAS) que sempre existiu sob outros nomes. Foi o princípio de, assim como se trocam os anéis para salvar os dedos, se troca o nome para manter os princípios, que apenas são adaptados no decorrer do tempo.

Portanto, a mesma UDN que lançou Antônio Carlos Magalhães e teve Irineu Bornhausen é a mesma ARENA/PDS/PFL do mesmo ACM e Jorge Bornhausen (filho de Irineu) e a mesma DEM de ACM Neto e Paulo Bornhausen (filho de Jorge e neto de Irineu).