quinta-feira, 26 de novembro de 2009

MAIS REACIONÁRIO DEFENDENDO O "FUNK"


Quando se quer hegemonia, investe em todo discurso. Posa-se de vítima, escreve-se um texto nervoso e mal escrito, tenta-se colocar argumentos verossímeis mas no fundo pouco convincentes.

Vendo esse fragmento do longo "manifesto" do reacionário DJ Flavinho, que também patrulha o blog Anti-Funk, sabe-se o quanto a prepotência funqueira não tolera críticas, tal como nas piores facções reacionárias. Volta e meia reacionários falam em "liberdade", "povo", "cidadania" e outras palavras bonitas para manter seu domínio.

Como DJ, Flavinho - que se define como O Poder do Som, mal disfarçando o jogo de poder que existe nos bastidores do "funk" - está sem dúvida alguma a serviço dos empresários de "funk", que lançam todo esse discurso de "manifestação da favela", "cultura de periferia" e outros clichês. Tudo para manter o faturamento astronômico desses empresários.

O texto é longo mas é cheio de clichês e acusações indevidas. Diz que não tenho lógica, acha que o "funk" só vai melhorar quando acabarem as desigualdades sociais - as mesmas que garantem esse mercado dos empresários de "funk" - , e outras baboseiras. Nem vou me ater no texto todo, aqui está um fragmento, na foto acima, para dar uma noção da mensagem desesperada do DJ.

O discurso de que o "funk" veio das favelas é falso. Se observarmos bem, em 1990 os empresários-DJs de "funk" começaram a recrutar gente para fazer papel de MC's nos "bailes". O processo todo se assemelha ao das armações do showbis. Além disso, a música "funk" é toda igual, do contrário que o DJ Flavinho diz. Tudo se resume a uma única batida e um vocal canhestro, parodiando cantigas de roda.

O próprio DJ Flavinho veio com a ideia de que o "funk" é ruim porque o povo é assim. Puro argumento elitista, que justifica a mediocridade musical pela miséria. Em outros tempos, a miséria não impedia que existissem artistas grandiosos como Ataulfo Alves, Cartola, João do Vale etc.

Se é para o "funk" existir, que exista. Mas que assuma ser um mero pop dançante comercial e fique nos seus "bailes". E pare de fazer esse discurso "militante" porque isso não vai beneficiar o "funk" em coisa alguma. Só vai dar em pretensiosismo grosso e chato. Façam os "bailes funk" quietos e fiquem na sua!!

Texto do Valor Econômico também critica transporte em Curitiba


Reproduzido do Blog do Favre/ Seção Curitiba

Cidade que foi modelo tem recorde de carros por habitante

VALOR – Marli Lima, de Curitiba

Cidade referência em mobilidade urbana, Curitiba terá um intenso debate sobre o tema na campanha municipal. A cidade inovou em soluções para o transporte público e exportou idéias para outros municípios brasileiros e até para o exterior. Mas, nos últimos meses, convive com engarrafamentos e reclamações tanto de usuários de ônibus como daqueles que transitam de automóvel. Obras ajudam a complicar o tráfego no centro e não dão a certeza de que a situação irá melhorar no futuro, quando estiverem concluídas. Por isso, os pré-candidatos ao cargo ocupado pelo tucano Beto Richa preparam suas propostas para que a capital do Paraná “descongestione”.

A implantação de linhas de metrô voltará a ser debatida ao lado de outras soluções. “Nos últimos quatro anos não foi feita uma única obra estrutural em Curitiba”, comenta o pré-candidato do PMDB e reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Augusto Moreira Júnior. Diz que o metrô é necessário, mas, se não houver dinheiro para fazê-lo, é preciso melhorar o transporte de superfície. “Era previsível o colapso e não foi feito o dever de casa”, afirma. Para o presidente do PMDB municipal, Doático Santos, faltam trincheiras (pequenos túneis) e viadutos.

Na visão do deputado estadual Osmar Bertoldi, pré-candidato pelo DEM, “é preciso trazer para o transporte de massa quem tem carro”. Segundo o democrata, viadutos e trincheiras só transferem o problema para a esquina seguinte. Conciliar moradia com trabalho próximo e dar preferência ao pedestre com calçadas e iluminação de qualidade, para que ele deixe o carro na garagem, são algumas de suas sugestões. Também cita rotas estruturais para bicicletas, a extensão de ciclovias a terminais de ônibus e a necessidade de pesquisar a origem e o destino das pessoas para oferecer a elas conforto e rapidez no sistema público.

A implantação do metrô será uma das bandeiras do pré-candidato do PSC, o deputado federal Ratinho Júnior. “Não se concebe o aumento das frotas convencionais de transporte coletivo, especialmente em um município de vanguarda como Curitiba, quando há alternativa mais avançada”, disse, recentemente, em discurso em Brasília.

A pré-candidata do PT, Gleisi Hoffmann, diz que faltou planejamento nos últimos anos e que a abertura e alargamento de ruas não resolverá o problema. “Nós nos deparamos com os mesmos problemas de outras metrópoles”, afirma. Para ela, o metrô é uma das soluções, mas por ser demorado, a administração precisa de imediato tornar atraente o transporte público.

O prefeito Beto Richa ainda não oficializou a candidatura à reeleição e, nos últimos dias, viu crescer o número de críticas ao trânsito e ao transporte. Seu braço direito na área de Urbanismo, o diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, Augusto Canto Neto, defende que tanto o sistema viário como o transporte coletivo têm recebido o maior volume de investimentos na atual gestão. Segundo ele, de janeiro de 2007 até agora, dos R$ 250 milhões em obras, R$ 195 milhões foram destinadas a essas áreas.

“O planeta sofre com o excesso de carros nas ruas”, argumenta Canto Neto. Cita, entre as medidas adotadas recentemente para uma das mais motorizadas cidades do país, o estímulo ao uso consciente do carro, carona solidária, restrições a estacionamentos no centro e criação de binários (vias paralelas com tráfego em sentidos opostos).

Canto Neto promete outras melhorias, como o desalinhamento de estações que ficam em canaletas de ônibus, para permitir ultrapassagem. A intenção é fazer a velocidade média subir de 15 km/h para 24 km/h. Veículos batizados de “ligeirões” entrarão nessas vias para levar quem vai do centro aos bairros, sem paradas. O metrô também deverá sair do papel em 2009 e sua construção levará de seis a oito anos.

Segundo a prefeitura, o congelamento da tarifa de ônibus por três anos e o atual preço de R$ 1,90 ajudou a reduzir a queda de usuários. Em uma década, a redução foi de 18%, e nos últimos três anos 11% teriam sido recuperados. Após protestos e sugestões de ciclistas, também está em estudo um projeto que resultará na instalação de bicicletários com serviços de locação.


Minha resposta para o texto, publicada no citado blog:

Não seria melhor mudar algumas coisas, como extinguir a padronização visual – cuja identificação seria substituída por um sistema de numeração de linhas – e colocar bancos estofados nos ônibus? O modelo curitibano já começa a se desgastar, essa é a realidade.

Curitibano confirma desgaste do sistema de ônibus da cidade


Recebi uma resposta de um rapaz que vive em Curitiba, que atende pelo nome de Henriquen, cujo depoimento vale muito mais do que o otimismo fictício dos tecnocratas do transporte coletivo.

Só para lembrar ao Henriquen, o também curitibano Thiago Barboza Crespo, do site TB Crespo, é CONTRA a padronização visual dos ônibus do Rio de Janeiro.

Cara, eu vivo em Curitiba. E Curitiba NÃO TEM DE FATO O MELHOR SISTEMA DE TRANSPORTE DO MUNDO.
PAREM DE IMITAR CURITIBA! Vocês estão loucos?!

Sim, articulados vivem absurdamente lotados, são lentos e depreciam com o tempo. A frota precisa ser renovada, sem falar que a integração é imperfeita: os terminais vivem lotados - pouco espaço - além de serem, em grande maíoria, cubículos fechados em que tem uns anóides que insistem em fumar habitualmente...

Enfim, com 1,7 milhões de habitantes já é um caos, calcule com 10! Sério, a melhor saída é investir em metrôs e em integração mais eficientes. Além de linhas adequadamente eficientes - um programa de qualidade iria muito bem, reduzindo os atrasos acerca de ZERO, já seria uma grande ajuda.

Bem, ainda não é ponto, mas um grande amigo meu adoraria ver as pessoas andando de tirolezas... hauhauahuahauhauahuah

Mediocridade lapidada: "funk" carioca tem versão paulista


Ah, tudo é tão lindo. Tudo são flores, tudo é mel. O vômito tem cor verde ou amarela fosforescente, lembra os shortinhos das dançarinas do Tchan e das mulheres-frutas. As fezes são o novo caviar, deve avisar um etnógrafo chapa-branca. O fedor soltado pelo peido das calipígias agora é o novo perfume.

Pois agora o "funk carioca" tem sua resposta paulista, com letrinhas comportadas e às vezes uma inclinação para o "funk melody". E ganhou o apelido de "permitidão". Até o DJ Marlboro, cuja ob$e$$ão pela hegemonia do "funk" é tamanha que ele até fala muitas besteiras para defender o estilo, não deixou de ver algo positivo no "movimento paulista".

A reportagem foi publicada pela Folha de São Paulo, o mesmo jornal que lançou o termo "ditabranda" para amenizar a imagem depreciativa da ditadura militar.

O discurso "cultural" foi herdado da multi-demagogia carioca, tudo corretinho, certinho, asséptico. Como se o "funk", despojando-se de letras chulas, alusões a sexo e violência etc, fosse se tornar "maravilhoso". Isso não é verdade.

Mesmo com letrinhas corretinhas, o "funk" sempre se tornará uma idiotice, uma mediocridade. E nada garante que a postura "certinha" durará por um tempo. Porque, a qualquer momento, a título de "emancipação sexual" e "liberdade de expressão", voltam as letras chulas, pornográficas, violentas e por aí vai. Empurraram Tati Quebra-Barraco para as crianças, não é mesmo? Podem empurrar coisas piores.

Menina recebe ameaça de morte de colegas


Uma aluna da Escola Estadual Pacheco Prates, do bairro de Belém Velho, em Porto Alegre, recebeu ontem uma carta contendo um questionário feito por colegas em que uma das questões apresenta como opção matar a garota.

A mãe ficou chocada com o conteúdo da carta, enviada dias depois da menina ter levado um tapa de uma colega. Assustada, a menina se recusa a voltar à escola e pediu até para a mãe transferi-la para outro colégio. A menina, ao ser entrevistada, afirmou que nunca agrediu as colegas, o que agrava mais a situação dos agressores dela.

Este é o ponto em que chegamos, quando a responsabilidade de parte dos pais em educar os filhos é menosprezada. Estes pais parece que produzem filhos só para ter status na sociedade, mas não se preocupam em educá-los, transmitir valores sociais positivos. Isso acaba produzindo crianças agressivas que, no futuro, se tornarão adultos violentos.