sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TREM DO "FUNK"


O "funk" carioca, que ia muito de "bonde", agora também vai de trem.

É a hegemonia do "funk" sem freios, atropelando quem estiver na frente. Tirando vantagem até do pobre do Zumbi dos Palmares!!

Mais uma voz contra a padronização visual dos ônibus cariocas


Aqui vai a lição de sabedoria do experiente busólogo e empresário de ônibus do interior de Minas Gerais, Luiz Bareza, dono da excelente empresa Bareza, quanto ao projeto de padronização visual imposto pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes:

"Lamento profundamente a medida do Prefeito do Rio de Janeiro, acaba aqui toda a criatividade de pintura em ônibus na cidade maravilhosa." (LUIZ BAREZA)

Falou e disse!!

ANTIGUIDADES NOS ANOS 80 - Anos 60 vistos pelo Brasil


Sim, os anos 80 representaram o fim da ditadura militar. Eu, um adolescente, pude vivenciar esse período e, pouco depois do Rock In Rio de 1985, eu já fazia meus 14 anos de idade num país oficialmente democrático. Mas, certamente, cético diante de um país em crise, que estava longe de ter atingido a prosperidade. No entanto, havia retomado a esperança, que os tempos neoliberais dos anos 90 ameaçaram estragar.

E, como a hora era de fazer a faxina, muita gente acertou o relógio democrático pifado em 1964. Ou seja, o revival dos anos 60 era inevitável, mais no Brasil do que em qualquer outro lugar, apesar da década de 60 significar a revalorização de nomes esquecidos como Velvet Underground, Byrds e Doors, que influenciaram as bandas alternativas da época, dos Smiths aos Weather Prophets. Teve até o regressive rock dos Housemartins (banda que teve como baixista Norman Cook, o mesmo DJ Fatboy Slim) e do Wedding Present (a banda que, se os emos conhecessem, sonhariam copiar).

No Brasil, por isso mesmo, a revalorização dos anos 60 foi especial. Em vários dos aspectos. O Rock Brasil foi, na prática, uma continuidade das lições do rock brasileiro de 1967-1968, eliminando as complicações hard e progressivas dos anos 70. Paula Toller, por exemplo, se lançou como uma discípula de Cely Campello. Os Paralamas do Sucesso eram uma espécie de Beatles misturado com o 2-Tone inglês e o tropicalismo brasileiro. Os Titãs também tiveram um quê de tropicalistas, tirando do esquecimento um poema de Torquato Neto, "Go Back".

Até em relação aos estrangeiros, o sessentismo remetia como referência nas lembranças das pessoas. Os B-52's tiveram uma popularidade própria no Brasil, e quem foi ao Rock In Rio pôde ver o fundador Ricky Wilson numa de suas últimas apresentações, pois ele morreria doente meses depois. O grupo teve a dolorosa missão de seguir sem ele, e conseguiu.

Os B-52's, junto ao Devo, monopolizaram a ideia de new wave que os brasileiros tiveram na época. Claro que, nos EUA, new wave não eram só eles e eles até eram menos representativos (embora fossem bandas bem bacanas). Isso porque quando se fala em new wave nos EUA e Reino Unido, a ideia que vem primeiro são as bandas que tocaram no clube CBGB's de Nova Iorque: Blondie, Talking Heads, Television. Bandas até conhecidas dos roqueiros brasileiros, mas das três o Talking Heads é de forma especial. O vocalista-guitarrista, escocês naturalizado ianque Byrne, é fã de música brasileira e teve a façanha de tirar o tropicalista baiano Tom Zé do ostracismo.

Por isso a antiga banda de David Byrne foi a única da cena CBGB que rigoramente entrou ao lado dos B52's e Devo na lembrança dos jovens brasileiros. Até porque grupos como Gang 90 e Titãs eram fortemente influenciados por eles. E, antes do próprio TH, o casal-cozinha Chris Frantz e Tina Weymouth havia feito sucesso nas rádios brasileiras com o projeto paralelo Tom Tom Club, através da música "Genius of Love".

Além disso, as rádios de rock autênticas tocavam músicas dos anos 60 para inserir um referencial na moçada. Seja para mostrar o "lado B" dos Beatles, Rolling Stones e The Who, seja para mostrar a importância inegável de Jimi Hendrix, seja para mostrar que o Pink Floyd já teve uma fase de muito lirismo e senso de humor com Syd Barrett.

HISTÓRIA DO BRASIL - Evidentemente, o fim da ditadura militar que havia se iniciado em 1964 transportou a memória brasileira para os anos 60 nos aspectos sócio-políticos.

A abordagem dos anos 60 pela maioria dos historiadores brasileiros dos anos 60 só peca por ser muito apressada. Vai a mil km por hora de 1961 a 1964, só tendo tempo para dizer os principais personagens dos Centros Populares de Cultura da UNE (incluindo o falecido dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha, mentor do humorístico de TV A Grande Família). Nem todos os primeiros-ministros da fase parlamentarista brasileira eram sempre citados (o jurista gaúcho de sobrenome engraçado Brochado da Rocha e o jurista baiano Hermes de Lima) e há quem omitisse até mesmo a apresentação dos bossa-novistas no Carnegie Hall em Nova Iorque.

Depois, segue a 300 km pelo Golpe de 1964, citando vagamente o acordo MEC-Usaid do ministro Suplicy de Lacerda (nada a ver com a família de Eduardo Suplicy), e os primeiros protestos estudantis. A velocidade cai um pouco em 1968, mas um desavisado pode confundir a Rua Maria Antônia paulista, onde ocorreu o confronto dos reacionários do CCC e os esquerdistas da USP (que causou a morte do secundarista José Guimarães) com a Rua Maria Antônia carioca (no Méier, a caminho da Av. Mal. Rondon, que dá no campus da UERJ), só porque no Rio de Janeiro ocorreu a morte de um estudante, Edson Luís de Lima Souto, no restaurante Calabouço, no Castelo. E, mais uma vez, o desavisado pode derrapar: do contrário que disseram alguns estudiosos de 1968, Edson Luís não era universitário, era secundarista, e não fazia militância estudantil, era funcionário do próprio restaurante onde morreu baleado no confronto entre outros estudantes e a polícia da ditadura.

Esse revival dos anos 60, honesto mas superficial, se deve pelo fato de suas testemunhas terem pertencido ao movimento estudantil da época, e por isso mesmo não iriam dedicar pormenorizadamente ao período 1961-1964. Essa época foi até fartamente estudada, mas os livros e teses resultantes não se tornaram acessíveis para o público leigo, que teve que se contentar em entender a memória dos anos 60 restrita a festivais da canção, Tropicalismo, filme Terra em Transe e as revoltas estudantis de 1968.

ANOS 80 NÃO SÃO OS ANOS 60 - Hoje parte da juventude ingenuamente vê a década de 80 brasileira como se fossem os "seus anos 60", mas é bom avisar que um dos personagens e, ao mesmo tempo, estudioso da época, o jornalista e diretor teatral Luiz Carlos Maciel, publicou em 1987 um livro chamado Os Anos 60, pela editora L&PM.

Maciel, no final do livro, apresenta uma visão cética dos anos 80, que ele define como a época da diluição. Ele reclama do conformismo e da alienação a que se submeteram os jovens na década oitentista, em detrimento do idealismo e da mobilização das "crianças" dos anos 60.

Certamente, o mainstream dos anos 80 foi lamentável. No underground, no entanto, os anos 80 conseguiram beber nas fontes dos anos 60 e no Brasil os universitários debatiam e questionavam as coisas. Palhaçadas como "sertanejo universitário" eram impensáveis, creio que nos anos 60 ela seria uma hipótese apenas para a "galera" ligada ao Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Mas o Brasil redemocratizante dos anos 80 se questionava até o Tropicalismo, havia uma fome de debate e discussões que o circo dos anos 90 infelizmente fez enfraquecer.

Talvez comparando com a onda de conformismo e anti-intelectualismo dos anos 90 - que apresenta reflexos fortes até hoje, com seus novos CCC's defendendo até os BBB's - , os anos 80 pareciam mesmo com os anos 60, em certos aspectos, desde que fora do mainstream risível da década oitentista.

MORRE O PRODUTOR HERBERT RICHERS


Da Folha On Line

O produtor de cinema Herbert Richers, dono da empresa que leva o seu nome e foi uma das pioneiras no ramo de dublagens no Brasil, morreu hoje aos 86 no Rio.

Richers estava internado na Clínica São Vicente desde o último dia 8 e morreu em consequência de um problema renal.

O velório acontece hoje, a partir das 14h, na capela 1 do cemitério Memorial do Carmo, no Rio.

Richers nasceu em Araraquara, interior de São Paulo, em 11 de março de 1923 e se mudou para o Rio em 1942, onde fundou, em 1950, a companhia que leva seu nome.

Atualmente, a empresa possui um dos maiores estúdios de dublagem da América Latina e é responsável por grande parte dos filmes exibidos em português no país.

Os filmes dublados pela empresa são conhecidos pelo anúncio que diz "versão brasileira, Herbert Richers" ao início.

A aluna da UNIBREGA


Clarissa Veiga, de 23 anos, chega à Universidade Breno Galhardo (UNIBREGA) usando uma camisa abotoada branca para dentro de uma calça justa também branca, com cinto e sandalhas de salto médio.

A estudante de Jornalismo, ao passar pelo pátio da UNIBREGA, foi logo vaiada pelos colegas, que esperavam uma colega com trajes bastante generosos, pelo menos um top que mostrasse o umbigo (que pode ser tapado por um piercing).

Mas Clarissa nem gosta de piercing e a barriga estava protegida pela camisa, que apenas discretamente exibia o reflexo do sutiã sob a mesma. No entanto, os colegas, indignados e sarcásticos, não perdoavam, e gritavam:

- PU-DI-CA!!! PU-DI-CA!!!

- Olha a recatada entrando no recinto. Deve ser secretária de uma seita de mórmons! Há, há, há!

- Você vai ser jornalista, mesmo, é? Vai trabalhar para quem, para o Vaticano? - gritava um com risadas histéricas.

- Se você fosse de biquíni, a "galera" toda gostava. Mas com esse jeitão de freira, não sei não... - falava outro, mais tarado.

Clarissa, coitada, não pode se vestir de forma decente. Assustada com as gozações dos colegas, ela se retirou para uma sala vazia, e sentou numa carteira, a chorar. Com o incidente, os funcionários da UNIBREGA chamaram a polícia para escoltar a jovem humilhada.

Quando chegou a imprensa, Clarissa, que na ocasião não queria ser identificada, falou entre prantos, sem no entanto gravar o som do seu depoimento:

- Eu até estou usando uma roupa um tanto sensual... Não sei por que os colegas me chamaram de "pudica" ou de "freira"e riram do meu traje. Era só uma blusa abotoada, de manga comprida, enfiada dentro da calça branca com cinto... E usando uma sandália discreta, de salto não muito alto. Puxa, eu até combinei sensualidade e discrição, não entendo por que fui tão humilhada. Eu me preparava para ir a uma exposição de artes plásticas com meus amigos depois de sair da faculdade... Realmente, sofro muito. Sinto muito medo.

CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA - II


A também atriz Gisele Fraga também põe a camisa abotoada para dentro da calça, um sacrilégio para as boazudas que têm medo de se vestir com classe.

CAMISA PRA DENTRO DA CALÇA - I


A atriz de Viver a Vida, da Rede Globo, Christine Fernandes, casada com o gente boa Floriano Peixoto, mostra o figurino de uma camisa florida para dentro da calça. Só que este traje causa indiferença à moçada porque não é tão "polêmico" quanto o vestido da Geysi (agora Geisy) Arruda.

O VOVÔ E A NETINHA


Yuppies também chegam à velhice.