domingo, 15 de novembro de 2009

Eu não fui beneficiado pela Era Collor


Fernando Collor fez estragos sociais e culturais que de certa forma prejudicam cidadãos como eu.

89 FM TAMBÉM FOI FAVORECIDA PELA ERA COLLOR


Durante a Era Collor, a rádio pseudo-roqueira 89 FM, de São Paulo, recebeu muitos incentivos financeiros. Os irmãos Neneto Camargo e José de Camargo Jr., donos da antiga emissora, apoiaram com gosto o governo neoliberal de Fernando Collor.

Atualmente eles investem prioritariamente na Nativa FM, cujo carro-chefe é o mesmo breganejo que Fernando Collor de Mello ajudou a crescer.

Já as rádios de rock originais, como emissoras alternativas, foram prejudicadas pelo Fernandinho Engomadinho.

CHITÃOZINHO & XORORÓ DEVEM SEU SUCESSO À ERA COLLOR


Eles comandaram a festa toda na Casa da Dinda.

FERNANDO COLLOR DANÇA O "FUNK CARIOCA"



O "funk carioca" é o que é hoje graças ao Marajá das Alagoas.

FERNANDO COLLOR E O "SERTANEJO UNIVERSITÁRIO"





Não vão dizer que isso não é verdade porque é mesmo.

FERNANDO COLLOR DEU GRANDE APOIO AO BREGA-POPULARESCO


Que não venham os defensores de "sertanejos universitários", da axé-music e do "funk de raiz" falarem que nada tem a ver. Pois se eles disserem que odeiam Collor, estão cometendo uma ingratidão, porque Fernando Collor de Mello patrocinou, apoiou, deu respaldo moral a todos os ídolos popularescos lançados em 1989 e 1990.

Quem não se lembra das festas da vitória eleitoral de Collor, que tiveram a presença, mais do que explícita, de Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano. São fatos que muita gente comprova, não pode vir algum defensor destas duplas e cantar que nem débil-mental "Ô despudorado, uouô, vc está louco uouô..." que não vai convencer.

Pois até mesmo o "funk de raiz", que hoje posa como se fosse "a facção revolucionária do funk carioca", foi sustentado, com gosto, por políticos que, naqueles idos de 1989-1990, apoiaram entusiasticamente o governo Collor.

Todo o brega-popularesco, toda a Música de Cabresto Brasileira, foi respaldado por Collor. Enquanto isso, a MPB autêntica estava com Lula, anos antes deste virar fisiológico e neo-liberal enrustido.

Vejam os estilos que eram trabalhados pela mídia que apoiava Collor e que eram sustentados por políticos e empresários que também apoiaram Collor. A história registra fatos, não pode haver um Paulo César Araújo para fazer a história que bem entender, mexendo nos fatos passados como se fosse massinha de modelar e julgar o passado ao seu bel prazer, com teses fictícias.

BREGANEJO - As duplas "sertanejas" Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano e outras participaram da comemoração eleitoral de Fernando Collor como presidente da República, em 1989. Era muito comum essas duplas se apresentarem, com gosto, na Casa da Dinda. Fernando Collor é um entusiasmado fã dessa "música sertaneja".

LAMBADA - Ritmo para turista ver que na verdade foi inspirado na diluição de ritmos caribenhos no Norte brasileiro. Um discípulo do cantor e político Carlos Santos, Beto Barbosa (por sua vez precursor do Frank Aguiar, que agora tenta uma cinebiografia), era o maior sucesso nacional. Mas, naquela linha "brega exportação", houve também o grupo Kaoma, investido por empresários brasileiros e franceses, trabalhando em estereótipos tropicais brasileiros, piores do que os que Carmen Miranda foi obrigada a trabalhar, na década de 1940. Consta-se que o forró-brega não passa da mesma lambada

"FUNK CARIOCA" - Foi na Era Collor que o funk eletrônico de Afrika Bambataa, mal assimilado no Brasil (quiseram trabalhar o ritmo com elementos de Jovem Guarda), foi deixado para trás em lugar do mafioso miami bass. O que hoje conhecemos como "funk carioca" surgiu nessa época, com toda a sua tosqueira no pior sentido da palavra. E isso inclui até mesmo o "funk de raiz", muito tolo e ingênuo, mas hoje vende uma falsa imagem de "militante socialista". O que hoje se vende como "movimento popular carioca" foi tramado e armado pelos empresários-DJs, já ricos em dinheiro, e eles passaram a recrutar pessoas para formar intérpretes ou grupos de "funk" totalmente estereotipados, tolos, patéticos e manipulados a gosto pelos seus empresários.

AXÉ-MUSIC - A axé-music tentou seu primeiro sucesso nacional quando seu padrinho Antônio Carlos Magalhães tornou-se ministro das Comunicações do governo José Sarney e com o presidente distribuíram concessões de rádio e TV para políticos e empresários simpatizantes. Pois o sucesso se prosseguiu na Era Collor, e Luiz Caldas ganhou da Rede Globo (de Roberto Marinho, outro aliado de ACM) um tema de novela. Regionalmente, a axé-music viu na Era Collor uma chance de chegarem mais dinheiro para os blocos carnavalescos baianos, tutores dos ídolos axezeiros. O Chiclete Com Banana, por exemplo, começou a se enriquecer a partir daí.

SAMBREGA - Cansados de obrigarem os sambistas autênticos a gravarem canções melosas da linha Sullivan & Massadas, que são caricatura da soul music dos EUA, os executivos das gravadoras passaram a contratar grupos que, imitando muito mal o Fundo de Quintal, passaram a fazer o que esses executivos queriam. Aí vieram nomes que a memória curta credita como "samba pop de qualidade", mas que eram coisas risíveis de tão ridículas: Raça Negra, Só Pra Contrariar, Katinguelê, Karametade, Exaltasamba, Negritude Jr., Grupo Molejo, Os Morenos, Soweto, entre outros. Todo mundo fazendo um som brega disfarçado de samba, macaqueando até o Jackson Five com passos de malandro carioca estereotipado. Não é preciso dizer que os pseudo-gênios Alexandre Pires (Só Pra Contrariar) e Belo (Soweto) vieram dessa cena. O ritmo, pela parceria midiática com o breganejo, também é conhecido pejorativamente como "sambanejo" e é herdeiro do "sambão-jóia" que fez sucesso durante o governo Médici (1969-1974).

Sindicato dos radialistas gaúchos ganha processo contra Rádio Gaúcha e abre precedente


Fonte: Blog Rádio Base.

Sindicato dos radialistas gaúchos ganha processo contra Rádio Gaúcha e abre precedente

Essa sexta-feira, 13 de outubro, não foi de azar para o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Radiodifusão e Televisão do Rio Grande do Sul. Nesta data saiu a decisão do Tribunal Regional do Trabalho sobre o processo que a instituição abriu contra a Rádio Gaúcha, pelo fato de a emissora retransmitir, integralmente, o conteúdo do AM na sua frequência FM. Com o parecer, os funcionários da emissora devem receber o dobro por trabalharem, teoricamente, em duas rádios diferentes ao mesmo tempo (os CNPJs são diferentes). A causa tem o valor de R$ 30 mil.

A decisão foi em primeira instância e ainda cabe recurso por parte da emissora do sul. Mas, em seu site, o sindicato já afirma que vai abrir outros processos: "A partir desta primeira vitória vamos também entrar com idêntica ação contra a Rádio Guaíba, a Rede Pampa e a Rádio Bandeirantes".

Vale lembrar que esse modus operandi - de transmitir o AM no FM - vem de 1996, quando a CBN passou a ocupar os 90,5 Mhz, uma frequência que pertence às Organizações Globo e era da Rádio X. Desde então, diversas outras redes de rádio, Brasil afora, adotaram o mesmo procedimento e simplesmente duplicaram sua transmissão nessa outra faixa, até então apenas com rádios musicais. Como o AM sendo esquecido pela maioria dos fabricantes de eletrônicos (principalmente os portáteis), essa é uma forma de não perder tanta audiência e ainda transmitir um som mais limpo para o ouvinte.

A decisão do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul é importante e abre um precedente para o resto do país. Cabe esperar e ver se outros sindicatos terão a mesma coragem dos colegas gaúchos ou se vão deixar por isso mesmo. E vamos esperar também para ver se as emissoras já vão tomar alguma atitude, antes que o processo bata à sua porta.

sábado, 14 de novembro de 2009 Enviado por Marcos Lauro às 16:37

Anônimo disse...

Você esqueceu de dizer, caro Marcos, por conta da "dupla transmissão", algumas emissoras cobram o dobro pelo valor das inserções, alegando que a audiência dos programas é AM + FM. Até aí, tudo bem. Mas, sendo justo e seguindo o raciocínio lógico, os funcionários que põe as duas rádios no ar tem que ganhar em dobro, não é?

POSSÍVEL FRASE DO DIA


"Meu Deus, eu criei um monstro".
DOMINGOS ALZUGARAY, empresário da Editora Três, sobre a campanha que seus veículos fizeram para eleger o ex-presidente Fernando Collor de Mello para o Senado, em 2006.

QUEM DIRIA!!


Há 20 anos, eles eram adversários. Hoje são aliados. Tudo pelo fisiologismo.