sábado, 7 de novembro de 2009

BUSÓLOGOS JÁ EXPRESSAM SEU REPÚDIO À "UNIFORMIZAÇÃO VISUAL" DOS ÔNIBUS CARIOCAS


A nação busóloga brasileira já começa a expressar seu mais enérgico REPÚDIO contra o projeto de "uniformização visual" dos ônibus cariocas outorgado pelo prefeito Dudu Paes em nome dos tecnocratas do transporte público e dos fisio-burocratas do PMDB e do COB.

Leonardo Ivo já mostrou o seu repúdio, como já sabemos.

Reginaldo e seu parceiro Rafael Xarão, do Petrobus, também protestaram.

Marcelo Pereira, meu irmão, do blog Planeta Laranja e de fotologs busólogos como Ultrabus e Niterói Coletivo, também redigiu seu protesto.

Outros Marcelos, Marcelo Malaquias e Marcelo Lucas, junto aos seus amigos do Paratodos, também demonstraram repúdio total à padronização de cores.

Mas também Thiago Barboza Crespo, do site TB Crespo, na ironia de ser de Curitiba, pioneira na padronização de ônibus e já com seu sistema "futurista" em processo de desgaste, TAMBÉM REPUDIA a padronização visual dos ônibus cariocas.

A turma do Clube do Trecho, que envolve vários Estados, vários colaboradores (como Michel Soares, Adriano Minervino, Valter Mendonça e outros), registrou o seu protesto. O pessoal é ligado à Revista do Ônibus.

A equipe do Ônibus da Cidade - Gabriel Gomes, Luiz Ferro e Carla Aparecida - também manifestou repúdio à padronização visual dos ônibus cariocas.

Em vários outros fóruns e comunidades relacionados a ônibus, a proporção de pessoas que são CONTRA a padronização visual dos ônibus cariocas é de 95%, diante de 5% A FAVOR. Ou seja, se for pelos busólogos, o projeto de Dudu Paes está DEFINITIVAMENTE VETADO.

Eu mesmo, Alexandre Figueiredo, sou busólogo e tenho sites sobre ônibus, como o Grande Niterói e Classical Buses. Evidentemente, sou RADICALMENTE CONTRA a padronização dos ônibus cariocas.


O BUSÓLOGO MINEIRO BRUNO FREITAS (E) E O ÔNIBUS-MUSEU DA EMPRESA PARANAENSE VIAÇÃO COLOMBO, COM PINTURA ANTERIOR À PADRONIZAÇÃO VISUAL DA GRANDE CURITIBA.

SINTOMÁTICO - Observando o caso das duas cidades cujos sistemas de ônibus são visualmente padronizados, nota-se que a contemplação dos ônibus se torna até menos interessante.

Entre os busólogos paranaenses, os ônibus de Curitiba até são bem fotografados. Mas o gosto de mesmice torna-se evidente. Por isso, quando há eventos de exposição de ônibus, vários busólogos, de diversas partes do país, vão correndo para fotografar o veículo da Nimbus 1975 da Viação Colombo, da cidade de Colombo, na Grande Curitiba, com a pintura da época, antes da padronização visual dos ônibus curitibanos, cujo sistema antes futurista já mostra sinais de desgaste, ao lado do sistema de ônibus da cidade de São Paulo.

Já Bruno Freitas, busólogo ligado à AMIBus, Associação Mineira de Busologia, possui um site chamado Viação Gerais, que até mostra ônibus de Belo Horizonte, mas até pela pouca variação dos ônibus - a atual concepção visual, de Armando Villela, é até bonita, mas no atual padrão visual, a BHTrans subtraiu uma cor, unificando o visual de dois serviços do sistema - , Bruno prefere dar ênfase em fotografar ônibus rodoviários e empresas do interior de Minas Gerais.

PRISCILA PIRES - BIG BOSTA BITOLADA


As boazudas são comparadas a aviões em pleno voo, mas do jeito que elas se comportam estão mais para navio fora de atividade, ou seja, encalhadas.

A Priscila Pires, que se diz jornalista, é do clube daquelas "musas" que só mostram o corpo e nada mais. Tornam-se vazias, ocas, superficiais, difíceis de se conviver de tão tolas.

Sabe a "maior novidade" da ex-BBB? Ela passou a fazer ginástica para entrar naquilo que ela chama de "projeto toda boa" (inspirado no horrendo Psirico?), para encarar o Carnaval. Não é o máximo? Para mim, é evidente que NÃO.

Morrissey é o melhor letrista britânico, diz estudioso


Da BBC Brasil

Um acadêmico escocês lançou um livro em que afirma que o cantor Morrissey, ex-vocalista da banda The Smiths, é o maior letrista da história da música popular britânica.

Gavin Hopps, palestrante da Universidade St Andrews, é especialista em romantismo britânico e escreveu o livro Morrissey: The Pageant of His Bleeding Heart ("Morrissey: A encenação de seu Coração que Sangra", em tradução livre).

Hopps acredita que o trabalho de Morrissey pode ser comparado à obra de grandes nomes da literatura como Samuel Beckett e Oscar Wilde e também a grandes nomes da comédia britânica como Frankie Howerd e George Formby.

O livro do acadêmico escocês explora todos os grandes assuntos das letras do compositor como amor, melancolia, e alienação.

Hopps já escreveu vários ensaios sobre poesia e música pop.

Morrissey, cujo nome verdadeiro é Steven Patrick Morrissey, nasceu na cidade de Manchester em 1959.

Sua carreira musical começou na década de 70, mas foi apenas na década de 80, quando ele conheceu o guitarrista Johnny Marr, que o cantor e compositor começou a fazer sucesso.

Marr e Morrissey criaram a banda The Smiths juntamente com Mike Joyce e Andy Rourke e fizeram sucesso com músicas como Panic, Big Mouth Strikes Again, How Soon is Now? e The Boy With the Torn in His Side.

No final dos anos 80 a banda se separou e Morrissey iniciou sua carreira solo, produzindo seu primeiro álbum, Viva Hate. O cantor lançou seu trabalho mais recente, Years of Refusal, em fevereiro deste ano.

Mais uma voz contra a padronização visual dos ônibus cariocas


O amigo Leonardo Ivo escreveu, no blog Fatos Gerais, um texto muito interessante com base na nossa campanha contra a padronização visual dos ônibus cariocas. Ele já havia mandado uma mensagem de apoio no tópico original deste tema, e aí escreveu o texto que reproduziremos. O único problema foi o texto estar todo num único parágrafo, mas está tudo bem. A mensagem é excelente e a reprodução dela é a multiplicação deste protesto nas buscas da Internet. Editamos a distribuição dos parágrafos, para facilitar a leitura.

Sobre a possibilidade de padronização da frota de onibus do Rio

Por Leonardo Ivo

Segundo o site O Kilocyclo, o prefeito Eduardo Paes quer colocar aquele projeto horrendo de padronizar com uma cor só toda a frota de onibus da cidade do Rio de Janeiro repetindo o exemplo de São Paulo, Belo Horizonte, Brasilia, Aracaju e Curitiba.

Tal projeto será uma afronta aos cariocas como foi para os moradores das cidades citadas.Isso porque a pintura individual da frota de cada empresa facilita não só a identificação da linha como também da propria empresa e a qualidade do serviço que presta de forma agil e direta, além de embelezar as cidades onde operam. Com a unificação das pinturas não só isso vai ficar prejudicado como também criará meios de disciminação das pessoas que moram no suburbio ou na verdadeira Zona Oeste com as pessoas que moram na Zona Sul ou na Zona Leste(Barra e Jacarepaguá).


COM A PADRONIZAÇÃO VISUAL, ESSE BELO DESENHO DA AUTO VIAÇÃO BANGU, FEITO PELO PRESTIGIADO BATALHADOR, BUSÓLOGO ÁLVARO GONZALEZ (D), IRÁ DESAPARECER.

Quando falo em discriminação, falo isso,pois as pinturas irão identificar de que local a linha e a empresa é coisa que não acontece hoje ja que eles querem colocar as pinturas e acordo com a região, tamanho do onibus e tipo e serviço prestado, que falititará o preconceito, pois quem for de regiões mais abastadas irá olhar para onibus com pintura padronizada com o maior preconceito do mundo, pois facilitará a identificação onibus daquela região da qual hostilizam, no caso as mais pobres. Por exemplo se a linha for da Zona Sul ela será verde, se for da Zona Oeste ela será vermelha, se for micrão será cinza e por ai vai.

Vai ser péssimo e tudo isso por causa das olimpiadas. Dava perfeitamente para organizar o transporte por onibus sem fazer isso. Tudo isso para imitar péssimos exemplos de outras cidades onde o serviço por conta unificação de pinturas só prejudica o turista e o morador da cidade e vai ser piór ainda no Rio onde ha possibilidade maior de se pegar um onibus errado e parar num lugar violento. E olha que exaltei a variação de pinturas das empresas do Rio num texto anterior a pouco mais de dois meses citando como exemplo para o pais e dizendo que tal situação ainda persistia, dando a entender de que um dia pudesse acabar.

Torço sinceramente que a Rio Onibus se oponha a isso, ja que para ela isso vai gerar um custo muito alto em pintura das frotas de suas associadas, embora ela possa se beneficiar disso de forma excusa ja que para punir motoristas e suas associadas vai ficar bem mais dificil.

Espero também que tal aberração não passe na Câmara de Vereadores. Nos busólogos e moradores agradeceremos muito a estes dois entes se lutarem contra este projeto. Até porque foi por causa das pinturas que eu e dezenas de crianças, hoje adultos, se encantaram e se encantam ainda hoje com hobby da Busologia. E só!

Minha solidariedade ao Bruno Melo e ao Led Zeppelin


Talvez por Bruno Melo, o amigo blogueiro de Cultura Alternativa, ser muito jovem, ele é espinafrado por marmanjões invejosos da dedicação e inteligência do rapaz. Rapagões de vinte e tantos anos, incapazes de ter o senso crítico de Bruno Melo, chamam ele de "poser", "alienado", "desinformado" e coisas parecidas.

Mas vê-se que Bruno se esforça com seu blog, e a coerência de seus textos surpreende. Do contrário que se vê no Orkut, com tanto carinha de vinte e tantos anos escrevendo mal, rasgando seus próprios diplomas universitários com a estupidez acumulada por rodadas de muita birita e "baseado", falando que nem um débil-mental mas, mesmo com tudo isso, se achando "super inteligente" a ponto de presentear os discordantes com mensagens "amistosas" infectadas pelo vírus da moda.

Que eu já sabia que esses caras cometiam o asneirol de achar que a ridícula banda poser Guns N'Roses é "classic rock", isso era evidente. Gente que nasceu ontem e não viu metade do trem da História fica tratando suas mediocridades como preciosidades.

Mas o que não sabia é que tinha gente espinafrando o Led Zeppelin, que na verdade é a maior fonte de plágio da banda de Axl Rose. Até sabia que um produtorzinho esquentadinho da antiga "rádio roque" carioca, a Rádio Cidade FM, meteu o cacete em The Who e Led Zeppelin, enquanto defendia as porcarias dos anos 90, como Guns N'Roses e Limp Biskit.

Pois apareceu, numa comunidade do Orkut, um cara conhecido apenas como Pedro, um lunático reacionário que tratou o Led Zeppelin como uma banda fraudulenta, e disparou baixarias contra Bruno Melo. Vejam as "pérolas" do tal "Pedro", talvez uma "viuvinha" da dupla emoneja 89 FM A Rádio Rock (SP) / Rádio Cidade (RJ):

Sem querer defender alguma banda, caro amigo pseudo-cult, pesquise no google 'plágios Led Zeppelin'. Acho que tu devia dar uma olhada, rapaz. Mas olhe mesmo, não seja que nem os emos de hoje em dia, que não aceitam que todos os sucessos do Nx Zero são plágios. Eu gostava de Led, até descobrir os seus 'retrabalhos'. Mas, se tu quiser continuar a ser mais um alienado poser fodão que se acha pra caralho paga pau pro Led, continue.Ah, li suas postagens e tenho uma crítica construtiva... não é só porque você conhece coisas que os outros não conheçam (alternativo, duh), você é melhor do que os outros, ok? Teu ego está muito elevado. Se tu continuar assim, meu caro amigo, vai ficar frustrado, gay e morando com a mamãe até os 50. Seja humilde, por favor, é uma dica. Seique o espaço é seu, que você faz o que quiser, posta o que quiser... Só tente maneirar, mulecote.

Led Zeppelin, plagiador? Em que planeta esse tal de Pedro vive? O Planeta Mico?

Também é muito ridículo o "Pedro" atacar o Bruno com tais baixarias. Ele gasta suas palavras fazendo ataques morais, com texto muito mal escrito embora fugindo um pouco do internetês, até porque ficou muito visado. Pelo texto, dá para perceber que quem tem o ego muito elevado é esse Pedro, que demonstrou sua falta de humildade, a ponto de dizer que sua crítica é "construtiva" (há, há, há!! fala sério...).

Quanto ao Led Zeppelin, trata-se de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. E o grupo nem é tão associado meramente ao rock pesado, mas ao rock em geral. Jimmy Page é do mesmo círculo social dos Beatles e Rolling Stones. Veja o CD Their Satanic Majesties Request, dos Rolling Stones. Lá participou John Paul Jones, que fez os arranjos orquestrais para "She's a Rainbow". Jimmy Page também é amigo dos integrantes dos Stones e formou o Willie & The Poor Boys com Bill Wyman e Charlie Watts, mais Paul Rodgers nos vocais.

O Led Zeppelin é, em si, um supergrupo. Um super cantor, Robert Plant, que não se intimidou quando perdeu a capacidade de fazer agudos devido a ferimentos de um acidente de moto, adaptando o seu talento e mantendo a rouquidão que cai bem na música rock. Um super guitarrista, Jimmy Page, de formação clássica, conhecedor de blues e skiffle, ritmo irlandês, além do próprio rock'n'roll dos anos 50 e 60. Um super baixista, John Paul Jones, também maestro e arranjador. E um super baterista, John Bonham, com sua agilidade e ritmo incomparáveis.

Como é que o Led vai plagiar alguma coisa? Será que o pastiche é mais original que o original, e que o original é mais pastiche que o pastiche? Isto é um GRANDE ABSURDO!! Guns N'Roses, não bastasse ser vendido como "coisa autêntica", agora pode também ser "mais autêntico" que o Led Zeppelin? Isto é MAIS ABSURDO ainda!!

Fica aqui minha solidariedade ao Bruno Melo e ao Led Zeppelin que ele humildemente defendeu na comunidade roqueira do Orkut.

JABÁ SOCIAL CLUBE


Não é de hoje que existem temores de que uma das poucas rádios de MPB do país esteja se rendendo aos poucos à breguice reinante nas demais rádios brasileiras.

Sabíamos que Alexandre Pires e Péricles, do Exaltasamba, dois cantores de neo-brega, ligados ao ridículo sambrega que fez muito sucesso nas rádios popularescas do começo dos anos 90, apareceram na festa do programa Samba Social Clube, da rádio MPB FM, para puxar o saco dos sambistas. Mas não imaginava-se que eles gravariam participações no evento. E participaram. Isso é para nos fazer arrancar os cabelos.

Existem poucas rádios de MPB no Brasil, pouquíssimas. Fora isso, há inserções de MPB em rádios alternativas, educativas e de pop adulto. Muito pouco, diante da avalanche popularesca da maioria das rádios, e da obsessão dos ídolos popularescos em não ficarem apenas nos seus já imensos espaços na grande mídia, mas também em invadir espaços criados justamente para fugir da mesmice que esses mesmos ídolos representam.

Por isso é estarrecedor a MPB FM tocar Odair José, Benito di Paula e Vanusa, enquanto deixa que Alexandre Pires e Péricles do Exalta participarem de tributo. Lembra aqueles especiais caça-níqueis da Rede Globo, em que artistas de MPB se misturavam com ídolos popularescos. Recentemente, o especial Casa do Samba, do canal pago Multishow, também apostou na mistura de alhos com bugalhos.

Hoje Alexandre Pires e Exaltasamba parecem, à primeira vista mais apressada, nomes do "samba de verdade" (embora, numa observação mais cuidada, se conclua que isso não passa de puro marketing), mas eles se consagraram fazendo um sambrega dos mais constrangedores. Geralmente imitando Lionel Richie ou fazendo músicas do mesmo estilo meloso-irritante de Sullivan & Massadas. Hoje Alexandre Pires faz uma música brega que mistura Alejandro Sanz com Bobby Brown, enquanto o Exaltasamba faz um sambrega politicamente correto que copia, por pastiche, os clichês popularizados por Zeca Pagodinho.

A atitude do Samba Social Clube se compara com um evento comemorativo do punk rock que incluiu dois artistas de emo. Por sorte (ou pelo azar do pedantismo?), Alexandre Pires e Péricles não gravaram músicas próprias, mas, respectivamente, uma canção de Marquinhos Satã e outra de Nei Lopes, dois sambistas autênticos. Mas a mediocridade musical de Pires e Péricles, mesmo domada pelos arranjadores do evento, torna-se evidente. Num país que teve Agostinho dos Santos e Wilson Simonal, um Alexandre Pires não passa de uma pálida caricatura. Da mesma forma que um país que teve o Bando dos Tangarás, os Oito Batutas, os Originais do Samba e ainda tem o Fundo de Quintal, um Exaltasamba não é mais do que uma piada sem graça.

A MPB FM não precisa do brega-popularesco. Ela surgiu como um diferencial, surgiu para sair da mesmice popularesca, e não para servir-se a essa mesmice, até porque o jabaculê brega-popularesco pode render dinheiro e cartaz na mídia para a MPB FM, mas a longo prazo o preço da baixa credibilidade poderá ser alto.

Alexandre Pires e Exaltasamba já são tocados constantemente em outras rádios. E a gente ainda tem que aguentar uma patética Nativa FM irradiando no antigo espaço da Antena Um.

Morre o ator e diretor Anselmo Duarte


Faleceu, na madrugada de hoje, o ator e diretor Anselmo Duarte. Tinha 89 anos. Nos últimos anos vivia doente e desde o último dia 27 de outubro ele estava internado em consequência de um grave acidente vascular cerebral.

Galã de chanchadas brasileiras, Anselmo Duarte começou a dirigir com o filme Absolutamente Certo (1957), filme que mostra a realidade da televisão, para quem quer conhecer um pouco da linguagem televisiva da época, já que pouco resta do seu acervo e antes de 1960 não existia vídeoteipe. Neste filme, mostrou-se um dos primeiros sucessos de rock, "Enrolando o Rock", com Betinho e Seu Conjunto.

Mas seu filme mais famoso foi O Pagador de Promessas - com Leonardo Villar e Glória Menezes - , de 1962, único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes. A produção também concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro naquele mesmo ano. A obra é baseada num livro do escritor Alfredo Dias Gomes, o mesmo de Roque Santeiro.

O sucesso de O Pagador de Promessas fez com que Anselmo Duarte entrasse em divergência com o grupo do Cinema Novo, que fazia um cinema com temática social, sobretudo nordestina, e Anselmo não era ligado a esse grupo de cineastas. Outra curiosidade é que meu pai chegou a ver os atores gravando o filme, em Salvador.

Além de chanchadas (foi marcado pelo filme Tico-Tico no Fubá, de 1952), Anselmo Duarte atuou também em outros filmes, incluindo O Caso dos Irmãos Naves (1967), filme de Luís Sérgio Person (pai de Marina Person, atriz e cineasta que apresenta o programa Top Top). Foi figurante do filme It's All True, genial obra de Orson Welles que nunca foi terminada.

Como ator, o último trabalho foi no filme Brasa Adormecida (1987), de Djalma Limongi Batista. Como diretor, seu último trabalho foi o filme Os Trombadinhas (1979).