sexta-feira, 6 de novembro de 2009

AÇÃO POPULAR PERMITE BANIR "UNIFORMIZAÇÃO VISUAL" NOS ÔNIBUS CARIOCAS


A lei de "uniformização visual" dos ônibus cariocas pode ser revogada se qualquer pessoa se empenhar em mover uma ação popular. A ação popular é um instrumento previsto pela Constituição Federal que permite anular atos lesivos ao patrimônio público.

O ônibus é um patrimônio público e a cidade do Rio de Janeiro, famosa pela diversidade visual dos ônibus não só da cidade como do resto do Estado (como as empresas de Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense), que não somente encanta os busólogos como facilita a identificação pelos passageiros sobre que ônibus pegar.

Só para ver o sentido do ato, lesivo ao patrimônio público, do prefeito Dudu Paes e sua lei que só agrada os tecnocratas do transporte coletivo devido a um pastiche do transporte curitibano, imagine a seguinte situação.

João da Silva está na Praça 15, indo para o ponto do Mergulhão pegar um ônibus para visitar um amigo no Maracanã. Ele quer pegar, evidentemente, o 455, que vai na rua desejada. Mas com a uniformização visual, provavelmente o ônibus da 455 tem a mesma cor do ônibus da linha 474, e, para o azar de João, ele viu um ônibus da 474 e, na pressa, entrou nele. Ao ver que o ônibus, em vez de ir para a Praça da Bandeira, pegou a Avenida Francisco Bicalho, o que deixou João em pânico, se levarmos em conta que se trata do final da tarde de um sábado, quando não dá sequer para ele saltar em São Cristóvão e caminhar até o Maracanã, pois percorre ruas bastante perigosas. Ele terá que gastar mais passagens.

Não adianta simplificar o complicado, essa situação mostra claramente o EQUÍVOCO da padronização visual proposta pelo prefeito Eduardo Paes. O sujeito confundiu os ônibus por causa da mesma cor, pegou o ônibus errado, gastou tempo e dinheiro. Ou seja, foi lesado, de toda forma, no seu direito de ir e vir, já que a "uniformização visual" não corresponde à realidade cotidiana dos cariocas.

Este projeto de Dudu Paes é um projeto claramente para turista ver, sem consultar a sociedade, feito realmente à revelia, na surdina. E claramente REPUDIADO pela maior parte dos admiradores e especialistas em ônibus no Rio.

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Segue a parte da Constituição Federal de 1988 que cita a ação popular:

Título II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
Capítulo I
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;

LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.

Quase homônimos, nunca parecidos


RICHIE VALENS (1941-1959), cantor, compositor e guitarrista norte-americano, morreu muito cedo, mas sua música continua viva e lembrada até hoje.


RICKY VALLEN é um crooner de música brega que hoje está em moda, mas que, por sua mediocridade artística, será jogado ao esquecimento pelo juízo do Tempo.

VOCALISTA DO COUNTING CROWS DEVERIA NAMORAR A LADY GAGA


O cantor Adam Duritz, da chatíssima banda Counting Crows - que só gerou um hit, "Mrs. Jones", nos chatíssimos anos 90 - não deveria namorar uma mulher sofisticada como a Emmy Rossum, que soa como uma Enya mais alternativa.

Adam Duritz deveria namorar a Lady Gaga.

Lady Gaga, assim como o Counting Crows, segue o espírito dos anos 90. Lady Gaga faz dance music baba, é uma versão pedante daqueles CDs As Sete Melhores da Pan (tempos inesquecíveis, né Alexandre Hovoruski?) personificada numa garota sem graça dada a ter "atitude" (palavrinha que tanta gente adora mas ninguém consegue dizer o que significa).

Puxa vida, o Counting Crows anda muito sumido, já que seu folk farofa, tipo um Matchbox 20 mais "roqueiro", não conseguiu emplacar mais deu um hit.

Por isso Adam Duritz deveria correr logo para os braços de Lady Gaga porque ela, que é o hype do momento, poderia muito bem ajudar na recuperação comercial da banda. Dessa forma todos irão juntos ao revival dos anos 90, com Fernando Collor, Tiririca, Carlos "Ratinho" Massa, Walter Mercado, É O Tchan, Teletubbies, Backstreet Boys, Tchakabum, Latino e outras pragas.

Defensores de Sarney partem para a truculência


No último dia 04, na noite de lançamento do livro Honoráveis Bandidos - Um retrato do Brasil na Era Sarney, de Palmério Dória, no Sindicato dos Bancários, em São Luiz (MA), um ato de vandalismo tomou conta do evento.

Eram estudantes filiados ao PMDB e ligados ao senador deste partido e personagem enfocado pelo livro, José Sarney, historicamente conhecido como o "coronel" do Maranhão (apesar de estranhamente representar o Estado do Amapá, provavelmente seu segundo quintal político). Os estudantes atiravam cadeiras, livros e agrediam pessoas com socos ou empurrões, além de discutir com os participantes do evento, entre eles os ex-governadores Jackson Lago e Zé Reinaldo.

A truculência dos "fiscais do Sarney" mostra o quanto o reacionarismo juvenil está enorme, o quanto o golpismo de tenra idade é encarado com vista grossa pela maior parte da sociedade. Da mesma forma, os antigos bacharéis da década de 1930, tão moços, botões de flor no pós-nascedouro, eram tão tolerados e apoiados pela sociedade da época que nunca se imaginaria que eles iriam defender e ajudar na realização do Golpe de 1964, que gerou a ditadura que representou um período de glória para o senador que, literariamente, "macaqueava" (e muito mal) o baiano Jorge Amado.

A capa de Honoráveis Bandidos lembra Memórias nas Trevas, sobre o compadre político de Sarney, Antônio Carlos Magalhães.

A minha sugestão é que os autores interessados escrevam livros sobre Paulo Maluf, Fernando Collor, Mário Kertèsz, Joaquim Roriz, Renan Calheiros e outros politicanalhas e enviem material para a Geração Editorial.

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA ("Ingênuo" Raggi Parte 1)


Em 2007, eu participei de um fórum, Samba & Choro, não me lembro de que provedor - o arquivo que gravei transformou todos os links com o endereço da pasta do meu computador pessoal - , e certa vez escrevi uma mensagem contestando o brega-popularesco, sobretudo o sambrega.

Aí, de repente, aparece um sujeito arrogante, já descrito neste blog, que descobri ser um professor de Belo Horizonte, Eugênio Arantes Raggi, ou apenas Eugênio Raggi, ou, melhor ainda, Ingênuo Raggi. O que faz um carinha desses de Belo Horizonte defender o sambrega, é um mistério, pois faz mais sentido um mineiro defender o breganejo.

Em todo caso, Eugênio Raggi é, como o Olavo Bruno, um arrogante que manda mensagens em fóruns da Internet se achando acima do bem e do mal.

Eugênio Raggi tem suas "peculiaridades": diz não gostar de breganejo e "funk", se diz "entendido" de música brasileira, mas sai defendendo ídolos do sambrega, ritmo em processo inicial de perecimento. Ele tentou responder cada trecho de minha humilde mensagem, com toda sua arrogância e pedantismo. Mas vamos colocar um texto subliminar, para mostrar o que ele realmente quis dizer com suas mensagens, e ele aparecerá em negrito.

A mensagem, por ser muito grande, será dividida em várias partes, com o subtítulo de "Ingênuo Raggi". Em tempo: Eugênio Raggi é assumidamente direitista.

AF: Acho muito perigoso esse papo de "verdadeira música popular" como
um recurso apenas para se contrapor ao que a intelectualidade e as
elites nacionalistas apoiam.

EUGÊNIO RAGGI: Quem veio com esse papo aqui?? Só se foi você. Seu discurso é
propositadamente dúbio, camarada? Qual é a sua verdadeira visão a
respeito da "intelectualidade" (de onde?) ou das "elites
nacionalistas" (isso é elogio ou galhofa? Confesso que boiei...)?

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Quem veio com esse senso crítico que me incomoda tanto? Só se foi você. Seu discurso é ameaçador, está ciente, rapaz? Por que não adota uma visão mais submissa à mídia, como eu faço, onde a falsa intelectualidade da qual faço parte se mistura com as elites nacional-entreguistas da Rede Globo, Band e do PMDB (sei que essa visão é bem babaca, porque babaca sou mesmo...)

AF: É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a
partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros
Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou
predominantemente de classe média, universitária etc..

EUGÊNIO RAGGI: O termo MPB contou com a predominância dos setores dito
intelectualizados ou da classe me(r)dia. A música popular, feita pelo
povo, continuou desconhecendo esse rótulo ou sigla. Dori Caymmi faz
música popular, assim como Amilton Lelo, mas só a obra de Dori Caymmi
recebe o rótulo de MPB. O "som" feito por Amilton Lelo ("Eu vou vender
meu coração/ eu vou vender/Eu vou vender pra quem tiver muita coragem
E só assim ninguém irá brigar comigo/Porque vendi pra aquela que me
pagou mais") não pode merecer este rótulo. Curioso? Não acho. Acho
perverso, preconceituoso, apropriativo e canalha.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): O termo MPB veio de subversivos esquerdistas que sempre atrapalham a paz de pessoas burguesas como eu. A música popular, feita pelo povo, não depende desta sigla, mas, infelizmente, escapa ao controle de burgueses como eu, que quero bancar o dono da verdade da cultura popular. Eu sou perverso, preconceituoso, apropriativo da cultura do povo e canalha, a escrever comentários arrogantes e reacionários como esses que você lê.

AF: Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".

EUGÊNIO RAGGI: Não me surpreendo de que você jogue tudo num saco só. Artistas tão
díspares, tão diferentes, todos eles vomitados na mesma sacola de
preconceitos e padronagens estéticas sórdidas.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Não me surpreendo que você queira que NENHUM dos ídolos "populares" da grande mídia faça sucesso. Você quer que seus empresários tenham sempre prejuízo financeiro. Você contesta todos eles, sufocando qualquer chance de novos modismos.

Além disso você comete graves erros nesses generalismos propositais. Quer dizer então que
Daniel é pobre, filho do povo? Você não tem obrigação alguma de saber da vida desse cantor popular. Só é falta de caráter ficar chutando. Ninguém é obrigado a gostar deste ou daquele trabalho, mas o preconceito de origem é abominável. Qualquer pessoa razoavelmente
informada sabe que o Péricles (Exaltasamba) não está aí na mídias às custas de seu corpinho sarado ou por seus lindos olhos azuis.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Além disso, você estraga meu prazer de ver qualquer um deles em cartaz num modismo de temporada. Como sou lunático, vivo delirando, não vejo semelhança entre o "pagode" mauricinho e o "sertanejo" mauricinho. Você não tem o direito de falar coisa alguma, você é subversivo e eu sou golpista mesmo. Não moro em Goiânia, por isso não posso esconder que Daniel é burguês. Mas como viajo para o Rio várias vezes, prefiro fingir que o Péricles do Exaltasamba não faz sucesso na mídia apenas pelo fato dele não ser bonito.

EUGÊNIO RAGGI: Não é necessário gostar. Apenas não formule falsas hipóteses, como achar que o Calypso, que jamais teve uma major por trás de seus trabalhos (o príncipe Paulinho da Viola sempre teve contrato com grandes multinacionais), é um produto da "mass-media". Pode ser de péssima qualidade estética, não estamos aqui para discutir isso, mas não foi
empurrado goela abaixo de ninguém pela Globo, pela Universal ou similares.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Você não gosta dessa "música popular", mas não tem direito de expressar seu senso crítico. A verdade não existe, o que a mídia diz é verdade e ponto final. E, repito, como sou lunático reacionário, prefiro fingir que a banda Calypso nunca teve cartaz na grande mídia, que a gravadora que a lançou não tem latifundiário por trás. A banda Calypso é ruim de doer, mas música do povo hoje em dia tem que ser ruim mesmo, sou discípulo do Justo Veríssimo, e por mais que a banda Calypso tenha sido empurrada goela abaixo pela Rede Globo, ninguém tem o direito de acreditar nesta realidade. Prefiro acreditar que a cultura brasileira não passa de uma sucursal da Disneylândia.

JANINE BORBA


Garota da Lage? Que Garota da Laje?

Aqui vemos a jornalista da Record News, a belíssima Janine Borba, exibindo elegância e graciosidade com sua camisa abotoada para dentro da calça. Um traje discreto que pode ser sexy, e que pode ser muito mais sedutor do que muita boazuda vulgar de pouca roupa.

Detalhe: Janine Borba é uma raridade entre as jornalistas brasileiras: ela é solteira.