quinta-feira, 29 de outubro de 2009

EXIBIR O CORPO TEM LIMITES


Os valores estão mudando, não para uma liberalização total, mas para um equilíbrio futuro entre liberdade e disciplina.

O ato da mulher usar roupas "provocantes", antes vista como sinônimo de liberdade, agora se associa ao mau gosto. Daí que as musas vulgares hoje não podem mais escolher homens, e, insatisfeitas e negligentes com os pretendentes que possuem, amargam a solidão e o desconsolo. Porque nem nerds nem losers querem saber dessas moças "liberadas".



Pois na semana passada, dia 22 passado, na Uniban, Universidade Bandeirante de São Paulo, filial de São Bernardo do Campo, ABC paulista, uma moça vestindo uma roupa colante e uma minissaia que mostrava as coxas, foi vaiada por uma multidão de estudantes ao entrar na Faculdade de Turismo. Ela teve que se esconder numa sala e sair de lá coberta por um jaleco e escoltada pela polícia, sob xingações dos colegas. É chamada de "puta", conforme se vê no vídeo.

Embora a revolta dos alunos contra ela seja exagerada, devemos observar os dois lados da questão. Se a raiva dos universitários tem um quê de cruel, a estudante também escolheu a roupa errada para ir à Universidade.

Ela tem que perceber o quanto andam em baixa, hoje, mulheres que mostram demais o corpo, e isso não é um argumento moralista. De jeito nenhum. É questão do grotesco mesmo, do mau gosto. Mesmo quem achou a reação dos estudantes exagerada, não iria também aprovar totalmente a vestimenta da moça, salvo certamente alguns alunos mais "liberais".

Mostrar as formas corporais assim de forma exibicionista não faz a mulher ser atraente. Pelo contrário, em certos casos torna-se repulsivo pela quase pornografia que isso pode insinuar, mesmo sem propósito. E mostra o quanto as Priscila Pires, Nana Gouveia e as dançarinas de pagode e "funk" estão erradas quando apelam para esse exibicionismo corporal.

A jornalista da Rede Globo, Michelle Loreto, também tem um corpo escultural e volumoso, mas não precisa provar essa formosura a toda hora com roupas grudadas no corpo quase sem cobrir as coxas. Pelo contrário, a bela Michelle usa roupas mais discretas, mesmo usando calças justas, e se torna muito mais sexy e gostosa do que todas as pretensas musas do popularesco juntas. Estas, de tanto exibir seus corpos, acabam sendo vistas como "carne de rua", mostram tanto que perdem a graça.

A conclusão que faço é esta. A reação furiosa dos estudantes pode ter sido exagerada e cruel, mas reflete a reação da sociedade com a vulgaridade feminina. Coisa que nenhum pretexto de "preconceito" consegue amenizar nem anular. Até porque, antes de certas mulheres defenderem seus direitos, elas devem primeiro respeitar a si próprias.

ASSOCIE AS IMAGENS AO DISCURSO ABAIXO


Enquanto você vê essas duas fotos, compare-as com o discurso de um típico intelectualóide defensor do "funk" sobre a abordagem da mulher pelo ritmo carioca:

"O funk é a voz do povo. E, como não podia deixar de ser, é a voz da mulher. Com o funk, a mulher busca dignidade, clama por mais direitos, com o funk, a mulher pobre e brasileira mostra sua beleza, seu poder, sua decência. Com graça e ternura, mas também com energia para enfrentar os preconceitos, a mulher funkeira bota a boca no trombone, sem medo. A mulher quer sua vez e tem sua voz. Por isso o funk também tem seu lado feminista, valoriza a mulher mais do que qualquer outra manifestação, é um poderoso instrumento de libertação da mulher da opressão social daqueles que injustamente condenam um dos ritmos mais populares do país e do mundo".

Agora é sério: sapatos de couro e verniz perderão status "social"


Sem brincadeira, agora é sério. Os chamados "sapatos sociais" estão com sua aposentadoria anunciada.

Os sapatos de couro e verniz, juntamente com suas meias de nylon, estão perdendo o seu lugar no lazer social das classes abastadas. Símbolo de um comportamento mais formal de profissionais de status - como empresários e profissionais liberais - , esses tipos de calçados, embora continuem comumente utilizados em ocasiões de lazer, no futuro só serão admitidos em eventos extremamente formais ou ao cotidiano profissional de empresários, executivos e profissionais liberais.

Com as transformações dos valores da sociedade, o uso de sapatos de couro e verniz nas ocasiões de lazer, além de não ser confortável (os calços são incômodos), dá a impressão de que o homem que usa tais calçados passa uma idéia de sisudo, de alguém com pretensão de provar forçadamente alguma coisa, de alguém que não está à vontade nos momentos de lazer.

Entre os mais jovens, o uso excessivo desses sapatos está associado a uma pretensão apressada de ascensão social. Entre os mais maduros, tal uso é associado a valores de maturidade e elegância que estavam em alta há mais de 25 anos, mas que hoje soam antiquados e ineficazes.