quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MATERIAL EDUCATIVO FOI JOGADO NO LIXO



Milhares de livros foram encontrados no lixo próximo à escola Eugênia Vilhena, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Boa parte do material ainda não havia sido utilizada pelos alunos, havendo até livros ainda embalados. A diretora e vice-diretora da escola foram afastadas por decisão da Secretaria de Educação de São Paulo.

Triste situação, essa. Desperdício de material educativo é crime contra o patrimônio.

Mas deve haver idiotas que adoram. A turma do mal, de clubbers compulsivos e hackers caipiras, infiltrada nos "cantos escuros" das comunidades mais populares do Orkut, deve dizer assim:

"Naum vj nd mau nisso galera. Eh soh reciclar o papel pra coisas mais importantes cm panfleto de baile funk. Vai ser déis galera."

Já os militantes do "funk", já que este ritmo foi citado na tal frase, devem também comemorar:

"Livro é desnecessário. É só ensinar a criançada um funk que ninguém precisa ler. Só precisa assinar o nome. O resto o funk resolve".

Tem louco para tudo.

TCHÊ-MUSIC: BREGA ÀS PAMPAS


Já havia me alertado ao ver o programa televisivo Central da Periferia falar em tchê-music. Pelo nome, derivativo de axé-music e oxente-music, a desconfiança era inevitável. Além disso, o próprio deslumbramento do antropólogo Hermano Vianna é sintomático: ele anda gostando de muita porcaria rotulada de "popular", do Oiapoque ao Chuí.

A tchê-music é um estilo que tenta combinar a "atitude" dos axezeiros baianos com o som e a roupagem dos breganejos e do forró-brega. No plano nacional, deve pegar carona com o breganejo, mas por enquanto é um estilo com repercussão apenas local, no seu Estado de origem, o Rio Grande do Sul, com reflexos apenas em Santa Caratina, Paraná e, talvez, no interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais, isso se ultrapassar as fronteiras sulinas. O apelo da tchê-music se aproxima do tal "sertanejo universitário" que ludibria os jovens de todo o Brasil. Não por acaso, já existe também o "bailão universitário", outra enganação que seduz os sulistas. Coitados dos meus conterrâneos de Floripa, tão empurrados a consumir tanta porcaria...

Segue aqui uma mensagem oportuna de um rapaz creditado como André R. J., que fez um comentário sobre o ritmo gaúcho da Música de Cabresto Brasileira. Agradeço ao André por esta mensagem. Aqui vai:

"Já fiz um comentário parecido no blog Planeta Laranja. Aqui no Rio Grande do Sul, também há tentáculos do brega-popularesco: a 'tchê-music', com forte influência do 'sertanejo de asfalto', o gênero dito gauchesco, com ritmo mais tradicional, mas com letras de uma grosseria e "chuleza" sem igual, e o 'bailão universitário', que vem tomando o lugar da tradicional música de bandas, oriunda da imigração alemã. Ou seja, a tendência brega é hoje algo universal dentro da música brasileira." (André R. J.)