segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acabou-se o que era doce


Como as mulheres REALMENTE INTERESSANTES não existem aos montes no Brasil, significa que o mercado anda mesmo apertado. E as poucas solteiras que haviam já arrumaram namorado. Cynthia Benini, Bruna di Tulio, Maria Rita Mariano, Paola Oliveira, Juliana Didone, só para citar algumas mais recentes, eram solteiras que de repente passaram a ser comprometidas.

Agora mais uma se torna comprometida, depois de um bom tempo de solteirice: Priscila Fantin, que agora arrumou novo namorado.

Enquanto isso, ex-dançarinas de pagode, dançarinas de "funk" e as ex-BBB, se têm namorado, dissolvem a relação com muita facilidade. Como disse o meu irmão no blog Planeta Laranja, essas musas de araque "insistem em permanecer disponíveis sabe-se lá pra quem". Acham que vão ganhar o Nobel da Paz porque recusaram pedido de noivado de empresários, jogadores de futebol e pagodeiros. Argh! Eu é que não estou a fim dessas musas popularescas.

Para a mídia, "Anos Dourados" foram a Era Geisel


A julgar pelo comportamento que toda a grande mídia - a "mídia gorda" e a "mídia fofa" - exerce no âmbito sócio-cultural do Brasil, a conclusão que se tem é que, segundo seus executivos e gerentes, a Era Geisel representou, para eles, os "verdadeiros Anos Dourados" do país.

Nem de longe os elementos relacionados aos "Anos Dourados" oficiais - a Era Kubitschek - são defendidos ou revalorizados pela mídia. Empregadas domésticas ouvindo samba de gafieira? Para a mídia, nem pensar!

É só notar o âmbito da cultura e do entretenimento trabalhado pelos diversos veículos da grande mídia que se verá que o quadro sócio-cultural da Era Geisel é tomado como referencial.

Naquela época, passado o impacto do Tropicalismo e quando até mesmo a geração mais recente da MPB (Ivan Lins, Novos Baianos, Belchior, Gonzaguinha) se tornou relativamente rotineira no mercado fonográfico, o contexto político-econômico prometia uma democracia relativa, onde as elites e os detentores de poder teriam privilégio no quadro decisório e na prevalência de valores e interesses.

Nessa época, enquanto a MPB autêntica, que já não dialogava com a sociedade por causa da linguagem metafórica - que no entanto era uma necessidade natural de expressão de seus artistas - , tornou-se praticamente um patrimônio da classe média, a música brega, lançada pelo poder latifundiário dominante em rádios e redes de atacado e varejo, crescia no gosto popular.

Nessa época (1974-1979), as elites que, uma década antes, faziam passeatas religiosas para pedir a deposição do presidente João Goulart, permitiram que o chamado "povão" consumisse mensagens de conteúdo malicioso no chamado entretenimento brega. É a partir dessa época que o humorismo televisivo "popular" juntava os velhos clichês radiofônicos com referenciais pornográficos ou depreciativos. Ou era isso ou eram os camponeses invadindo Brasília e ameaçando os privilégios dos grandes proprietários de terras.

Por isso mesmo é que a música brega, assim como todos os seus derivativos atuais, se propagou por causa do patrocínio explícito, embora não assumido no discurso, dos grandes proprietários de terras e de todos os empresários aliados, das redes de supermercados às redes de televisão.

Entre o êxito dos ídolos cafonas do "milagre brasileiro" - Dom & Ravel, Benito di Paula e os já então veteranos Odair José e Waldick Soriano - e a ascensão de ídolos emergentes do período Geisel - Gretchen, Sidney Magal, Nahim, Sílvio Brito, Sérgio Mallandro - , a música cafona tornou-se, para as elites, um ótimo mercado, que permite aos detentores do poder baixo investimento em "artistas" submissos e de talento duvidoso, mas com forte apelo popular. E, sobretudo, que garantam enriquecimento maior para os investidores desse universo musical.

Por isso mesmo é que, desde a Era Collor, a grande mídia atual, mesmo em aparente contexto democrático, continua empurrando a música brega nas suas variantes. É porque, durante a Era Geisel, os empresários e investidores diretos e indiretos da música brega faturaram muito. Muitos até hoje estão no poderio político-econômico, e por isso mesmo não interessa a eles permitir que o povo tenha uma cultura musical de qualidade.

Por isso mesmo é que hoje o contexto da MPB autêntica contra o brega-popularesco é o mesmo de 35 anos atrás. Enquanto a classe média tem pleno acesso à MPB autêntica, o grande público - e isso inclui também a classe média baixa - é obrigado a consumir os ídolos popularescos que aparecem na mídia. Com muito marketing e muita persuasão, as elites conseguem êxito nessa manobra.

Atualmente, a situação é até pior do que hoje, quando a MPB autêntica começa a desaparecer das rádios e o marketing obsessivo dos ídolos popularescos começa a invadir redutos de público outrora qualificado, como as universidades, as rádios e TVs educativas e alguns eventos considerados de vanguarda cultural.

É o massacre cultural sem precedentes de que nos falou Mauro Dias há 10 anos.

Procura por curso de jornalismo cai em faculdades



Relação candidato por vaga diminui na USP, Unesp e Federal do Paraná; uma das possíveis causas é o fim da obrigatoriedade do diploma

Luciana Sarmento e Rafael Sampaio, do R7

O número de candidatos ao curso de jornalismo caiu na USP, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFPR (Universidade Federal do Paraná). Outras faculdades como PUC-SP, Cáper Líbero e Mackenzie estão na expectativa, já que as inscrições para seus vestibulares ainda estão abertas. Uma das possíveis causas da diminuição da busca dos vestibulandos pelo curso é o fim da obrigatoriedade do diploma.

Este ano, a USP teve uma queda de 12% na procura pelo curso de jornalismo. Foi a primeira vez em dez anos que menos de 2 mil vestibulandos se candidataram a uma das 60 vagas da graduação. O número de candidatos passou de de 2.197, na edição da prova do ano passado, para 1.941 no vestibular deste ano.

Para José Coelho Sobrinho, professor do curso de jornalismo da USP, dois fatores influenciaram a queda. Um deles, possivelmente, é a decisão do Supremo Tribunal Federal de abolir o diploma de jornalismo como uma obrigação para exercer a profissão.

- O jornalismo esteve na berlinda este ano. [O fim do diploma] Pode ter feito algumas pessoas pensarem: “Por que eu vou fazer este curso?”.

Outra razão é a queda do número de candidatos na própria Fuvest. O vestibular teve 128 mil inscritos em 2009 ante 138 mil no ano passado. Segundo Coelho, a queda foi influenciada por fatores como o aumento de vagas nas universidades federais paulistas e o aumento da adesão dos alunos ao ProUni.

Na Unesp, o número de candidatos ao curso de jornalismo caiu 10% de 2008 para 2009 (de 1.513 candidatos para 1.365). Já a Federal do Paraná registrou queda de 20% (de 591 inscritos para 474).

Para o coordenador do curso de jornalismo da Unesp, Pedro Celso Campos, a mudança em relação ao diploma ainda não foi assimilada pelos jovens que prestam vestibular.

- Algumas pessoas acharam que a queda poderia ser maior. O importante é que a faculdade melhore o curso e tenha um currículo atualizado. Ficará difícil para as particulares que não têm um bom programa.