quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ELLEN PAGE FARÁ ROTEIRO DE COMÉDIA!! UAU!!


A gatinha do filme Juno está a todo vapor. Ela e outros dois atores farão roteiro e produção executiva de uma comédia para o canal pago HBO, Stitch'N'Bitch, que será rodado em câmera única.

O trio atuou em Whip It, filme dirigido pela atriz Drew Barrymore (que deu um delicioso beijo nos lábios de Ellen), e pode também atuar na nova série.

Com 22 anos de idade, a belíssima Ellen Page mostra que tem um grande potencial, não só para o trabalho de atriz como para outras atividades.

QUE "AUDIÊNCIA ENORME" TÊM AS "RÁDIOS AM EM FM"?


Anúncio da Infra Rádio Tupi em ônibus "Leopoldina-Central" no Rio de Janeiro.

Todos juram que as "rádios AM em FM" têm audiência gigantesca.

Mas eu vou pelas ruas, passo pelas repartições e lojas, e o que se vê, no máximo, são audiências "organizadas" de porteiros de prédios, donos de botecos, frentistas de postos de combustíveis, audiências puramente individuais sintonizadas, em plena poluição sonora, em ambientes coletivos. Fora eles, não vejo viva alma que sintonize tais rádios, seja no comércio popular, seja entre os transeuntes, seja na maior parte dos cidadãos comuns.

Onde está mesmo a "gigantesca audiência", a "entusiasmada multidão" que sintoniza tais rádios e que só os colunistas chapa-branca e burocratas ligados ao rádio enxergam? Gente que acha que motorista de carro é público mais sofisticado do rádio merece crédito assim?

É uma pessoa que ouve, às vezes com o apoio de dois ou três amiguinhos, a tal "rádio AM em FM", seja em Salvador, no Rio de Janeiro, em Brasília, São Paulo ou Rio Branco, e por aí vai. Mal dá para colocar a tal FM numa posição equivalente ao 10º lugar entre 14 FMs ou em 16º entre 30 FMs.

Pior é que nesse mercado jabazeiro impera a "lei do fumante". Quem está ao lado, "fuma" junto. Você, pobre cidadão, se for para um quiosque cujo dono sintoniza a tal "rádio AM em FM", só para comprar uma coxinha de frango para lanchar, você automaticamente é registrado como "ouvinte" dessa emissora de rádio. Você nada tem a ver com isso, mas contribui sempre para o mito da "audiência enoooooorrrrrrrrme" dessas FMs sem pé nem cabeça.

PREFEITURA CARIOCA LANÇA "TRANSPARÊNCIA OLÍMPICA"


Agora que o Rio de Janeiro foi escolhido para ser sede das Olímpiadas de 2016, o governo estadual e a prefeitura carioca terão que enfrentar uma verdadeira corrida de obstáculos para deixar a cidade um pouco mais organizada para receber jornalistas, autoridades, atletas e até turistas, entre outras pessoas, nessa época em que a Cidade Maravilhosa será o centro de atenções do mundo inteiro.

O site Transparência Olímpica promete divulgar cronograma de obras e informar o dinheiro gasto nas mesmas. É bom que tudo esteja na linha e que as obras sejam realizadas de forma ágil, para assim justificar toda a vitória da campanha Rio 2016. Até porque Madri já tinha 70% de sua estrutura pronta para as Olimpíadas de 2016 e mesmo assim não foi aprovada.

GAÚCHOS, TREMAM - YEDA CRUSIUS CONTINUA NO CARGO


A base aliada da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, conseguiu arquivar o pedido de impedimento com 16 votos pela permanência da economista no cargo.

Com isso, os gaúchos terão que aguentar mais um ano com Yeda no comando. O consolo é o pessoal do Rio Grande do Sul não eleger mais um tucano para o governo estadual. Não sei se Yeda quer se reeleger, mas em todo caso tucano por tucano, a orientação ideológica é a mesma.

CHE GUEVARA


Em 08 de outubro de 1967, o guerrilheiro e político argentino Ernesto Che Guevara foi morto numa emboscada na Bolívia. Tinha 39 anos.

A juventude pseudo-esquerdista diz admirar o guerrilheiro, mas no fundo dá graças a Deus por ele ter morrido. Se vivo estivesse, Che Guevara, hoje teria 81 anos e, apoiando não somente Fidel e Raul Castro, mas também Hugo Chavez e Evo Moralez, seria dado como "velho gagá" pela mídia mais gorda.

Guevara foi uma personalidade controversa, porque uns vêem ele como um poeta sonhador, outras como um soldado sanguinário. No fundo, foi apenas um indivíduo com altos e baixos que marcou a esquerda mundial.

A questão da direita ideológica


Eu sou esquerdista. Mas sou um esquerdista realista, afinal vivo num país que é considerado capitalista até pela Constituição Federal.

Realista, não posso ficar passivo com os erros que a esquerda faz, seja no Brasil, seja no mundo. Por isso não fico com medo de criticar a esquerda, não fico cultuando totens. Eu questiono os projetos de justiça social defendidos pelo establishment esquerdista, que não obstante adota um comportamento esquizofrênico no Brasil capitalista, perdido entre os ideais da Rússia de 1917, de Cuba de 1959 e do neoliberalismo ocidental dos dias atuais.

Não ponho a mão no fogo pelo Movimento dos Sem-Terra, sei que dentro do rótulo MST existem vândalos, arruaceiros, corruptos. Afinal, é tanta gente envolvida que não dá para crer que o movimento em si seja íntegro, reconhece-se que existem picaretas e aproveitadores. O problema é que a grande mídia vê o MST como se fosse tão somente essa horda do mal. Isso enquanto adota postura cautelosa até demais com o "funk carioca" mesmo com a pornografia explícita das mulheres-frutas (discípulas das antigas dançarinas do É O Tchan) e a pedofilia livremente praticada nos "bailes funk".

A direita ideológica, por outro lado, é uma ideologia das elites. Geralmente são ideais desenvolvidos sob o ponto de vista dos grupos sociais dominantes e privilegiados. Raramente aparecem pessoas sensatas na direita, mas reconheço que elas existem. E às vezes o pensamento de direita acerta em algumas coisas, sobretudo na frouxidão de muitos esquerdistas.

Vi a Mídia Sem Máscara, comentada pelo meu amigo Marcelo Delfino, algumas vezes. As críticas à grande mídia, em muitos casos, são pertinentes, mas o ponto de vista é inverso. Para esses direitistas, a "mídia fofa", por exemplo, é voltada para a esquerda. É um ponto de vista discutível, fantasioso, mas acerta quando questiona o pseudo-heroísmo de veículos de imprensa como o Grupo Bandeirantes, que acha que vai fazer Revolução Francesa no Brasil através do jornalismo.

Devemos enfatizar que a direita acredita na resolução dos problemas sociais desde que haja divisão de classes. Seguindo uma tradição ligada ao protestantismo calvinista e luterano, a direita acredita que as elites detém privilégios por mérito, e que o povo sofre miséria porque quer. Pequenas adaptações ideológicas, ao curso do tempo, apenas permitiram adotar paliativos à miséria, sempre mantendo o sistema de dominação dos ricos sobre os pobres.

Na cultura brasileira, evidentemente a direita não aprecia o brega-popularesco. Os direitistas parecem se voltar para um gosto musical mais ortodoxo possível, de preferência música clássica. Mas ainda deve-se fazer um estudo a respeito disso.

Mas a direita brasileira, a título de dominação sobre as classes pobres, investe na música brega-popularesca baseando-se no princípio de que um povo culturalmente fraco é facilmente manipulável. Daí TODA essa suposta "música popular", de Waldick Soriano ao MC Créu, passando por chitões, chicletões, zezés, tchans, gretchens, calcinhas, latinos, mulheres-frutas e tudo mais, é patrocinada, com gosto, pela direita brasileira, sobretudo aquela dotada de instintos populistas de cunho conservador (como o falecido baiano Antônio Carlos Magalhães).

Mas a direita investe, inventa e sustenta o brega-popularesco - que chamo de Música de Cabresto Brasileira porque ela se impõe ao gosto popular como o velho "voto de cabresto" ao eleitorado da República Velha - com a mesma perspectiva que, na comédia brasileira, vemos no personagem de Chico Anísio, Justo Veríssimo, que queria que o povo se explodisse.

Por isso é que, no fundo, não é contraditória a atitude de Olavo Bruno ou de um membro da APAFUNK, que defendem a guarita da mídia conservadora a breganejos e funqueiros, e a de Olavo de Carvalho, que condena a "cultura popular" que rola hoje nas rádios. A aristocracia quer o brega-popularesco não para si, mas para o povo manter-se domesticado e conformista.


CARLOS LACERDA

Um dos poucos direitistas cuja trajetória foi marcada até pelo seu alto reacionarismo, mas também por uma rara sensatez, foi o político e jornalista Carlos Lacerda (1914-1977).

Ele foi filho de comunista (o também jornalista Maurício de Lacerda), e chegou mesmo a ser esquerdista. Mas um incidente entre Lacerda e os comunistas, provavelmente ligado aos bastidores do jornal para o qual Lacerda era redator, o fez mudar de lado radicalmente.

Mas Carlos Lacerda, se veio a se transformar em direitista, transformou-se de uma maneira que assustou até a direita política. Era um membro peculiar dentro da União Democrática Nacional (UDN - atual DEM, Democratas).

Lacerda era brilhante orador, escrevia ótimos textos, era muito inteligente e de uma cultura refinada. Opôs-se com tal fúria ao segundo governo de Getúlio Vargas que descobriu-se que o segurança do líder gaúcho, o negro Gregório Fortunato, contratou os pistoleiros que tentaram matar o jornalista, mas acabaram tirando a vida do segurança de Lacerda, o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, em agosto de 1954. Mas, dias depois, o atentado provocou uma séria crise política que resultou no suicídio de Vargas.

O perfil direitista de Lacerda o fazia se opor à esquerda com energia. Ele defendeu o Golpe de 1964. Mas sua personalidade original o fez também um excelente governador para o Estado da Guanabara, com uma administração transparente e até ousada, construindo conjuntos habitacionais para transferir a população das favelas que seriam depois destruídas. A Vila Kennedy e a Cidade de Deus surgiram na administração Lacerda.

Mas até que ponto Lacerda era de direita, não se sabe. Uma atitude de seu governo era, curiosamente, típica de esquerda. Para combater a irregularidade administrativa da empresa estrangeira Light, operadora dos bondes cariocas, Carlos Lacerda criou uma estatal, a Companhia de Transportes Coletivos (empresa que ainda existiu durante minha adolescência), extinguindo a concessão da Light e substituindo os velhos bondes pelos trolebuses e, depois, pelos ônibus.

Falta até banheiro em escola no interior do Maranhão


No interior do Brasil, há miséria, opressão, analfabetismo, descaso, abandono.

É justamente nestas regiões que há o domínio de fazendeiros e políticos que fizeram horrores com a Amazônia, promoveram a pistolagem que dizimou militantes sociais, incluindo gente do nível de Chico Mendes e Dorothy Stang. Contribuíram, desde décadas, para o agravamento da miséria, do analfabetismo, para o emburrecimento cultural, para o sufocamento das manifestações populares autênticas através da música brega, engodo financiado, com gosto, pelo poder latifundiário brasileiro.

Nestes lugares, há também corrupção política e desprezo à sociedade. Daí o exemplo da cidade de Arame, no interior do Maranhão, onde estudantes chegam ao ponto de não saberem sequer a série em que cursam. A escola mostrada na reportagem do Bom Dia Brasil tem instalações péssimas e falta até banheiro.

Onde estão os estudiosos e militantes da Educação em nosso país? Será que eles também sucumbiram à ilusão de que Educação se limita a praticar esporte e aprender Português e Matemática?