quinta-feira, 24 de setembro de 2009

JESSICA LUCAS FAZ ANIVERSÁRIO


Vamos desejar tudo de bom para essa doce e lindíssima mulher, a atriz de Melrose Place Jessica Lucas, que completa 24 anos neste dia 24. Parabéns, bela gata!!

LINHA CARIOCA 397 CONTINUA DESATIVADA


Enquanto a ridícula gíria "balada" continua em circulação no jargão das emissoras de rádio e TV, da Energia 97 à Band News, da Rede TV! à MTV, arranhando nossos ouvidos que são incomodados pelo cuspe dos clubbers de plantão (que falam "balada" e "galera" cuspindo arrogância e saliva), esperando o reboque de algum entendido em português e na boa fala, a linha carioca 397 (Campo Grande / Largo da Carioca) continua desativada por decisão da Justiça do Rio de Janeiro.

A linha foi desativada porque a empresa Ocidental - Transportes Oeste Ocidental Ltda. - tem sua frota totalmente de ônibus velhos e de segunda mão. Não sou contra empresa comprar ônibus usados, em muitos casos isso até ajuda, mas é necessário uma boa manutenção desses carros. O que não é o caso da Ocidental, que até tentou alguma melhoria colocando carros com ar condicionado pegos da associada Amigos Unidos. Mas, não deu jeito. A Ocidental causou vergonha com tantos ônibus enguiçados nas ruas - vários na Av. Brasil - e até um ônibus caído de um viaduto, causando três mortes e vários feridos.


A 397 foi até usada numa malandragem, pois para "salvar" a Ocidental, seus empresários usaram o serviço da empresa associada, a Amigos Unidos, para supostamente resolver o problema da 397. Aí há um caso insólito. A Amigos Unidos surgiu isolada na Zona Sul, entre São Conrado e Botafogo, a partir dos anos 80 passou a servir o Centro e nos últimos anos é vista até em Manguinhos e na região do Méier por conta da Linha Amarela. E há alguns meses passou a ser vista por quase toda a Av. Brasil e no terminal de Campo Grande por conta dessa "ajuda" que carateriza uma das "maravilhas" do sistema de pool (armação que só favorece empresários e aliados, iludindo busólogos e passageiros com seus paliativos falsamente "salvadores").

Com essa malandragem descoberta, veio a proibição da Ocidental de operar a 397, até que prove por A mais B que é capaz de investir em frota renovada e bem cuidada. Como a empresa não conseguiu provar isso, a linha continua suspensa, obrigando os passageiros a optar por outras linhas, até pegando mais de um ônibus ou indo de trem.


Ônibus da Auto Viação Jabour servindo a linha 854 na Barra da Tijuca. A linha tem como destino o terminal rodoviário do Campo Grande, o mesmo ponto final da linha 397.

Sugerimos, no entanto, que a Auto Viação Jabour assuma a 397, porque é dentro de sua área e a Jabour, traidicional empresa carioca, investe constantemente em renovação de frota. A Jabour já tem linhas operando no ramal Centro-Zona Oeste via Av. Brasil, assumindo a 397 ela certamente fará um bom trabalho.

PALHAÇADA: "BALADA" EM IBIZA


Está rolando na MTV um comercial do tal "Balada em Ibiza" em que um cara, com aquela típica voz de playboy enrustido, fala dos prazeres de encontrar mulheres e se divertir na "balada". Até o título de "capital mundial da balada" para a cidade espanhola de Ibiza é evocado. Enfim, todo o ideal clubber é exaltado sob o ponto de vista do clubber brasileiro.

Sim, porque lá fora não existe esse papo de "vou pra balada c'a galera" (sim, com todo o direito ao cacófato mais escatológico). Lá impera o bom "I'm going to the party with my friends". Um dos sucessos do grupo eletrônico Groovy Armada se chama "My friends", que um clubber idiota traduziria como "Minha galera" (nada a ver com o título da música de Manu Chao, que tem um sentido pertinente e apropriado que mistura amigos e futebol).

Mas aqui tem uma juventude retrógrada que quer encher de gírias modernas, para compensar a falta de idéias relevantes, de ideais novos. Por isso preferem virar a língua portuguesa de cabeça para baixo, com a obsessão por gírias que já causa chacota por parte de gente do resto do mundo. Mas essa juventude brasileira, arrogante, brada furiosamente que essas chacotas nada têm a ver, só são de gente invejosa com a "curtição da galera". Então tá.

Pois não dá para entender que as tais "baladas" não têm música lenta e praticamente é proibido um homem dançar romanticamente abraçado a uma mulher - é comum até moças normalmente heterossexuais preferirem beijar as bocas das amigas do que dançarem coladas com os homens - , os abraços se resumem aos "amassos" sexuais ao som do mais monótono "téquino".

Também não dá para entender por que uma gíria tão artificial, fabricada no escritório de empresários da "náite", que é a tal gíria "balada", insiste tanto em permanecer na memória coletiva, quando na verdade atua como uma anti-gíria, paranóica por um lugar no "Aurélio" e por uma longevidade típica do Terceiro Reich.

Uma gíria de verdade não agiria assim, querendo prolongar demais a vida útil feito um ônibus em estado de perecimento adiantado, com motor queimado e ao mesmo tempo cansado. A gíria "balada" parece até um ônibus da empresa carioca Ocidental, que, de tão fajuta e irregular, insiste em permanecer em circulação na sociedade.

Pois fica aqui a minha NOTA ZERO para a MTV, por insistir nessa gíria tão decadente, sem fundo nem serventia social, sem pé nem cabeça, jargão de DJs provincianos de "poperó" e de playboys arrogantes e alienados.

Certamente os DJs estrangeiros devem torcer a cara dos brasileiros, vistos como um bando de caipiras querendo subverter a língua portuguesa, na falta de outra coisa para fazer.

E as tais "baladas" que acontecem no Brasil, no fundo, são apenas as "primas pobres" das raves que outrora marcaram as festas noturnas do Reino Unido de 1988 a 2001. O que prova que, até para ser moderno, o brasileiro continua atrasado.