sexta-feira, 18 de setembro de 2009

HOJE É DIA DO ROCK


Aliás, hoje é O DIA DO ROCK.

O dia de pensarmos a falta que Jimi Hendrix faz entre nós, já que ele se foi no dia 18 de setembro de 1970.

Jimi Hendrix fundiu rock, soul, psicodelia, jazz, folk, blues e progressivo. Tocou com vários músicos e cantores de soul antes de ser descoberto por Chaz Chandler, baixista dos Animals, e ser levado para a Inglaterra iniciar carreira musical.

Não vou detalhar aqui a carreira de Hendrix, para vocês serem estimulados a pesquisar sobre este grande músico, cuja importância é muito maior do que sugere aquele incêndio na guitarra que o fez famoso entre os leigos, mas é um fato insignificante diante da rica produção musical do guitarrista.

Dos fãs de blues aos seguidores do heavy metal, a importância de Jimi Hendrix deve ser reconhecida, porque ele era um guitarrista com talento inigualável e insuperado até hoje, cuja agilidade fazia ele parecer que tocava duas guitarras ao mesmo tempo, transitando da guitarra-base para a guitarra-solo (e que solo!) sem escalas. Era também um excelente compositor, um inspirado vocalista e, nas suas sessões de estúdio, ele até chegou a tocar baixo.

Por isso hoje é o Dia do Rock, porque é o dia em que se lembra da perda prematura de um grande músico, que deixou uma lacuna que não deve ser esquecida.

Às vezes tragédias devem ser lembradas em efemérides, como o Dia do Trabalho, 01º de Maio, lembrado por duas tragédias, as de Chicago, não no dia primeiro de maio de 1886 (início da greve geral na cidade dos EUA), mas em dias posteriores, e no primeiro de maio de 1891, no norte da França, ambas pela repressão policial. O Dia das Mulheres, 08 de Março, foi em homenagem às 130 tecelãs mortas em um incêndio em Nova Iorque, cometido pela polícia para reprimir o protesto das operárias contra as péssimas condições de trabalho, em 08 de março de 1857.

Por isso, o Dia do Rock não deveria ser comemorado num dia em que se lembra um evento filantrópico do pop convencional (que não tinha só roqueiros), mas por um dia em que, perdendo um grande músico de rock, criou-se uma lacuna irreparável. Se Hendrix tivesse vivo, até hoje, talvez o rock não teria mergulhado em tantos caminhos de diluição e pasteurização que fizeram o estilo estar hoje em baixa entre os jovens do mundo inteiro.

CASOS DE CEGUEIRA E RAIVA SÃO CURADOS


Esta semana teve dois casos de cura em doenças incuráveis. O que mostra que a ciência deveria ter mais apoio das autoridades do mundo inteiro, diante de tantos atos de coragem e de verdadeira generosidade humana por parte dos cientistas, que não poupam esforços para buscar a cura de doenças diversas e preocupantes.

Um caso aconteceu nos EUA, em Miami, Flórida, quando o cirurgião-oftalmologista Victor Perez, observando a cegueira da paciente Sharon Kay Thornton, portadora do mal de Steven e Johnson, um problema grave na córnea que, no olho, funciona como a lente em uma câmera. Ela estava cega há nove anos.

Depois de tratamentos e até um transplante, Perez, pesquisando estudos realizados por cientistas italianos nos anos 60, decidiu extrair um dente da paciente e colocar nele uma lente de plástico. Em seguida, colocou o dente no olho da paciente. A primeira impressão de Sharon Kay foi de espanto ao ver o marido dela grisalho.

Outro caso foi em Recife, Pernambuco. O jovem Marciano Menezes da Silva, de 16 anos, portador de raiva humana, contraída pela mordida de um morcego, em Floresta, no interior pernambucano. A raiva, que pode ser transmitida também por cães e gatos, é uma doença considerada incurável e mortal, com índices de óbito de praticamente 100%.

O médico Gustavo Trindade decidiu usar um método criado nos Estados Unidos e que realizou a cura de uma adolescente de 14 anos, que, com Marciano, são duas das três pessoas que sobreviveram à doença. Foi adotado um suporte de UTI reservado a todo paciente grave com lesão neurológica, depois Marciano foi profundamente sedado, em seguida ele foi deixado em coma induzido durante um mês e finalmente foi dado um remédio contra o vírus da raiva.

Marciano ficou com sequelas, como a limitação em alguns movimentos, como a capacidade de andar. Mesmo assim, a cura foi considerada uma grande vitória, e em breve Marciano se submetará a uma cirurgia ortopédica no mesmo hospital Osvaldo Cruz.

JOSÉ SERRA NÃO É ESQUERDISTA FAZ MUITO TEMPO


JOSÉ SERRA em dois tempos: durante discurso na Central do Brasil (E), em 1964, e em foto como governador de São Paulo.

Recentemente, Lula disse que não havia direitista entre todos os pré-candidatos à presidência da República para a campanha de 2010. Inclusive o tucano José Serra, governador de São Paulo.

Já ouvimos a mesma lorota outras vezes antes.

Jovens reacionários do Orkut, submissos aos valores da mídia mais gorda, se autoproclamando "esquerdistas".

Pessoas que acham que o mercado governa todas as coisas da vida humana mas que, por dizer que "odeiam" o neoliberalismo, se autodefinem como "esquerdistas".

Houve quem achasse que a mídia gordinha (Isto É, Jornal do Brasil, Grupo Bandeirantes) era de "esquerda".(Se nem a revista Piauí é...)

Houve, na Bahia, quem achasse que a Rádio Metrópole FM era "mídia de esquerda" e seu dono Mário Kertèsz (o Sílvio Berlusconi com dendê), figura ultra-conservadora mas direitista enrustido, que iniciou carreira política na ARENA, como "intelectual de esquerda" (ele nunca foi intelectual nem esquerdista, nem os é).

Houve até fãs de axé-music (ritmo totalmente de direita) se autoproclamando "esquerdistas". Houve até comunidade de "chicleteiros esquerdistas" no Orkut. Quanta mentira...

Há o caso do "funk carioca" - ritmo apadrinhado pelas Organizações Globo, detalhe que está cada vez mais difícil os defensores so ritmo esconderem - fazendo lobby com o PSOL, partido em tese ligado ao trotskismo, ou seja, dito "esquerdista".

Há 45 anos, houve certos embriagados que achavam que a "Bossa Nova" da UDN (os jovens políticos do partido na época), entre eles o famigerado José Sarney, eram "de esquerda".

Sem falar que, com tanta gente se dizendo "esquerdista", o Brasil, aparentemente, seria o maior país comunista das Américas, superando Cuba, Equador, Venezuela e Bolívia juntos. Mas, na essência, o Brasil continua tão predominantemente direitista quanto os EUA.

Como diz o ditado cantado: "Que mentira, que lorota boa, que mentira, que lorota boa..."

JOSÉ SERRA - José Serra só foi esquerdista num passado já remoto. Ele era filiado à União Nacional dos Estudantes e foi presidente da entidade entre 1963 e 1964. Fez discurso durante o comício do presidente João Goulart na Central do Brasil, em 13 de março de 1964. Ficou exilado no Chile entre 1965 e 1973 (quando ocorreu o golpe militar do general Pinochet).

No exílio chileno, José Serra conviveu com Fernando Henrique Cardoso e César Maia, que, ironicamente, estão com o paulista nos quadros da direita brasileira, sendo Serra e FHC no PSDB e Maia no partido-irmão dos tucanos, o DEM (a antiga UDN repaginada).

ELES TÊM PINTA DE INTEGRANTES DO RIDE


Dois famosos brasileiros têm curiosamente aparência do mesmo estilo da que tiveram os integrantes da banda inglesa Ride.

Na primeira foto, vemos o roteirista e diretor de TV Tiago Worcman, marido da atriz Carolina Dieckman. Na segunda foto, vemos o ator da Rede Globo Gustavo Leão, que cometeu o equívoco de aceitar fazer o papel do cantor de forró-brega Frank Aguiar no cinema.

Na próxima oportunidade, bem que Gustavo pudesse fazer a biografia do Ride, se algum cineasta independente abraçar a causa. Seria uma forma de afastar os fantasmas bregas do jovem ator.

Eu disse AFASTAR, no sentido de separar o brega do alternativo, por mais que as "marias-coitadas" acreditem ser possível misturar os discos do Frank Aguiar delas com os discos do Ride dos pobres nerds assediados por elas (e que delas não estão eles a fim).

Pois aqui eu mostro a foto da banda Ride, uma das mais conceituadas da história do rock alternativo inglês, que integrou a cena de Oxford.

LULA AUMENTA PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL ESTRANGEIRO NO BANCO DO BRASIL


Diz a nota do portal G1 (Globo):

"O Banco do Brasil poderá aumentar de 12,5% para 20% a participação de capital estrangeiro na instituição. A autorização foi dada pelo presidente Lula. Para atrair investidores lá de fora, o banco poderá ainda lançar papéis negociados na Bolsa de Nova York. São papéis lastreados em ações com direito a voto do Banco do Brasil."

Beleza. Então Lula também aumentou a quota de neoliberalismo no seu programa. Então tá. Em nome da "competitividade", o nosso BB não é 100% nacional, e se em breve 1/5 das ações serão de estrangeiros, isso não significa que eles não tenham poder de voz ou decisão.

Mas, por trás da tal competitividade no mercado internacional, a soberania brasileira já foi prejudicada porque o banco, que é sociedade de economia mista, já tem 12,5% (1/8) de participação de capital estrangeiro.

Portanto, o nome "Banco do Brasil", na prática, não é totalmente honrado. Soberania com 87,5% (ou, depois, com 80%), não é soberania.

O Banco do Brasil deveria se chamar Banco Não Totalmente do Brasil.

"FUNK" NAS ESCOLAS? MESMO?


"Funk" não é modismo? "Funk" é cultura? "Funk" é cidadania?

Os funkeiros apelam muito, porque sabem que não têm luz própria. Não têm força própria, mas querem insistir. Daí a foto que publicamos, da última reunião dos funqueiros na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ - essa sigla pode dar trocadilho maldoso, hein? Tipo "ALERJ à cidadania"), em que os milionários mega-empresários do "funk carioca" botaram faixas pretensiosas com as mais demagógicas frases do tipo "Funk não é modismo, é necessidade", "Funk é arte", "Não ao preconceito". Tudo lorota, tudo conversa para boi da Baixada Fluminense dormir.

Imaginemos então o tal "funk nas escolas" que os DJs Marlboro e Rômulo Costa, antes "rivais" um do outro e ambos do "esquerdista" MC Leonardo, mas todos unidos diante do carnaval político-fisiológico da ALERJ, no bairro carioca do Castelo.

Falam que ensinar o "funk" vai trazer cidadania, esclarecimento, cultura, arte, etc. Evidentemente nós, eu e vocês, leitores, duvidam muito dessa conversa que, de tão mentirosa, envergonharia até o Pinóquio, aquele boneco de madeira que era considerado mentiroso, até surgirem os absurdos existentes no Brasil.

Vamos exemplificar a situação com o ensino gramatical daquela música do MC Créu. Dizem os defensores do "funk" que isso é poesia. Então tá. Vamos ver:

Créééééuuuu (8x)
Créu. Créu. Créu. Créu. (bis)
Créu, créu, créu, créu, créu, créu, créu, créu. (bis)
Cré-é-é-é-é-é-éuuuuuuuuu (bis)
CCCCCCCCCRRRRRRRRRRRÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉUUUUUUUUUUU (bis)

Então, defensores do "funk", gostaram da "rica mensagem" contida na letra? Vão agora dizer que isso é um poema concreto feito nas favelas, não é?

Deixem de palhaçada!! Os poetas concretos não fariam um asneirol desses, mesmo limitando seus poemas a um jogo de palavras, sílabas ou mesmo formas gráficas.

Isso tudo é apenas IMBECILIDADE. É o RÍDÍCULO, o ABJETO, o CRETINO.

"Funk", definitivamente, NÃO É CULTURA.