terça-feira, 15 de setembro de 2009

MAIS UMA CASADA


MORE OTHER WOMAN MARRIED

Está na Caras. A atriz Daniela Escobar se casou com o empresário Marcelo Woellner.
It's published on Caras magazine. Actress Daniela Escobar married executive Marcelo Woellner.

Estou testando uma edição bilíngue, para treinar meu idioma estrangeiro, porque se eu quiser ter uma namorada decente, terei que recorrer ao exterior.
I am testing a two-tongued post, for my foreign language training, cos if I want to have a decent girlfriend, I must to appeal for foreign countries help.

FRANJINHA E BIDU FAZEM 50 ANOS






Maurício de Souza, atuante desenhista, produtor e empresário de histórias em quadrinhos, tem 50 anos de carreira. Era repórter policial quando, para se distrair, desenhava histórias infantis. É conhecido pela sua maior criação, a Turma da Mônica, que tem até versão adolescente, com estilo influenciado pelos mangás (desenhos japoneses cujos personagens têm olhos grandes e bocas pequenas).

Mas os primeiros personagens publicados por Maurício foram o cientista mirim Franjinha e seu cachorro Bidu - que, em sua série solo, enfrenta as gozações de outro cachorro, o amarelo e metido Bugu - , lançados em 1959 nos jornais e tendo sua primeira revista própria logo em 1960, como vemos na primeira foto, no alto. Os personagens hoje são integrantes da Turma da Mônica (cujos personagens principais são Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, sendo as meninas inspiradas em duas filhas do desenhista, que tem estes nomes).

Logo abaixo da foto do alto, vemos a tirinha do Franjinha e Bidu de 1999, com as caraterísticas atuais dos traços dos personagens. Em seguida, Franjinha em versão adolescente-mangá e, nesta mesma versão, os cachorros Bidu e Bugu.

Como outros desenhistas parabenizaram Maurício de Souza pelo meio-século de carreira, eles desenharam suas próprias tiras com os personagens do incansável desenhista. Aqui vemos Laerte homenageando Maurício de Souza com uma tirinha, logo abaixo.

ALHOS COM BUGALHOS


Juntar bregas e neo-bregas com MPB é, para muitos, um delírio. É uma brincadeira pós-moderna que os defensores da "cultura de massa" brasileira acham divertida.

No último sábado, a TVE do Rio de Janeiro exibiu um programa com o compositor de música caipira autêntica, Renato Teixeira. Nele, apareceu uma cena de reunião que incluiu o tropicalista Jorge Mautner, ícone da MPB autêntica, e o cantor de axé-music Luís Caldas, ícone do neo-brega. Antes, havia uma apresentação de "Romaria", música de Renato Teixeira consagrada por Elis Regina, em que o autor aparece acompanhado de outros cantores, incluindo os penetras Chitãozinho & Xororó, pioneiros do neo-brega brasileiro.

Não é preciso dizer o quanto Chitãozinho & Xororó aparecem deslocados na apresentação, limitando-se, com suas vozes estridentes, a fazerem acompanhamento vocal (que, em inglês, se conhece como backing vocal.

A própria dupla Chitãozinho & Xororó - claramente associada ao latifúndio paulista-paranaense - dá um exemplo de como juntar brega com MPB dá "chabu". A música "Sinônimos", de Zé Ramalho, mostra o contraste da boa voz do cantor e compositor paraibano com as vozes histéricas da dupla paranaense. Mesmo caso é com "Minha História", versão de Chico Buarque de uma canção italiana, em que o cantor carioca, para duetar com as vozes irritantemente chorosas de Zezé Di Camargo & Luciano, teve até que mudar o seu timbre.

Juntar brega e MPB pode soar, no Brasil politicamente correto, supostamente saudável e solidário. Mas o verniz de "diversidade" acaba na medida em que o brega, assim como seu derivado neo-brega (cruzamento do brega original com a MPB pasteurizada pelas gravadoras), mostra sua qualidade duvidosa e sua caraterística esquizofrênica.

Afinal, o brega-popularesco não representa transmissão de conhecimento. Seus ídolos muitas vezes nem tem idéia do que realmente estão fazendo. E, sem vontade própria, seguem a onda do momento. Para o breganejo, se uma época é imitar o som de Nashville, noutra é fazer uma caricatura do Clube da Esquina. Para o axezeiro, se uma onda é fazer um falso frevo, noutra é fazer uma caricatura engraçadinha de reggae. Sem falar que seus intérpretes não são dotados de opinião própria, nem de senso crítico, sendo mais submissos ao mercado. Não adianta os defensores desses ídolos desmentirem isso, porque está a olhos vistos. É só ler uma entrevista com Alexandre Pires ou com Zezé Di Camargo & Luciano, ou então uma entrevista com Xanddy que dá a impressão de que ele acabou de fazer um curso de "como dar entrevistas em público".

Juntar alhos com bugalhos, misturar o joio com o trigo, tudo isso inevitavelmente causa uma comparação incômoda. Mesmo para quem é bondoso com o popularesco, fica a impressão de juntar o bom com o "não tão bom assim", na visão desse bondoso. Para quem não gosta de brega-popularesco, fica a impressão desagradável de que a música de qualidade é contaminada pelo oportunismo da mediocridade musical dos neo-bregas, sempre dispostos a tirar vantagem às custas do ouro alheio.