sábado, 12 de setembro de 2009

KELLY BROOK


Ela é como se fosse um equivalente britânico da Maria Menounos. E, por incrível que pareça, ela nada tem de boazuda ou vulgar, apesar de ser bastante conhecida pelo seu corpão fornido cheio de curvas.

Kelly Brook, modelo, atriz e apresentadora de TV, eleita em 2005 a mulher mais sexy segundo a revista FHM, no entanto é essa gracinha de garota primaveril que vemos passeando de bicicleta.

Sua aparência sensual engana um pouco, porque ela é bem graciosa. Ela é inteligente, simpática e esforçada, como atriz e apresentadora, embora ela tenha sido expulsa de uma série, The Big Breakfast, por alguma desavença ou dificuldade que os tablóides entenderam maldosamente como "burrice" por parte dela. Conforme uma declaração de Kelly: "O problema é esse - e isso é algo que realmente me aborrece - , é que muitas pessoas confundem descontração com estupidez. Se você é frio e envergonhado e depressivo, você é inteligente. Se você é doce e charmoso e age assim com as pessoas, então você não é inteligente. Então você é um...bobão".

Vendo os vídeos do You Tube, dá para reconhecer que Kelly Brook é uma celebridade esforçada, como a Maria Menounos também é, em desenvolver seus talentos. Unem simpatia e inteligência com profissionalismo. E são lindíssimas, estonteantes, encantadoras, fascinantes.

Kelly chegou a namorar o ator de filmes violentos Jason Stratham e outro ator, Billy Zane. Hoje namora um esportista bem mais novo que ela.

DEZ PROVÉRBIOS DO "LÍDER DE OPINIÃO"


1. ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ SEMPRE ÁGUA FERVENDO PARA UM GOSTOSO CAFEZINHO.

2. DEFENDO OS FRACOS E OS OPRIMIDOS, MAS, NA HORA DO APERTO, FICO COM OS PODEROSOS.

3. SOU DE ESQUERDA, COM HÁBITOS NEOLIBERAIS.

4. A OPINIÃO QUE OS GRANDES JORNALISTAS TRANSMITEM NÃO É DELES, É MINHA, E O RACIOCÍNIO QUE EU FAÇO É BASEADO NO QUE ELES PENSAM.

5. ODEIO A REDE GLOBO, MAS AGRADEÇO A ELA POR TUDO.

6. ODEIO A MÍDIA GORDA, PREFIRO UMA MÍDIA MAIS FOFINHA.

7. APOIO O MOVIMENTO DOS SEM TERRA, DESDE QUE NÃO INTERFIRA NOS INTERESSES DOS RURALISTAS.

8. OPINIÃO É UM BEM PRIVADO DOS GRANDES JORNALISTAS QUE O POVO DEVE TOMAR COMO PÚBLICO.

9. OVERDOSE DE INFORMAÇÃO É DESCULPA DE INTELECTUAIS EUROPEUS FRUSTRADOS.

10. SOU A FAVOR DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE PÚBLICAS, DESDE QUE TENHAM PARTICIPAÇÃO DO CAPITAL PRIVADO.

PEDANTISMO NEO-BREGA APROVEITA ELEMENTOS DA "MPB PASTEURIZADA"


O pedantismo dos ídolos neo-bregas tem dessas manobras. Para esses ídolos serem considerados "verdadeiros artistas populares", tem que apelar para uma pseudo-sofisticação dentro dos padrões da elegância burguesa. Usam de orquestras, de superprodução, de muitos paletós, banho de loja e tecnologia, tudo para dizer que são "música verdadeiramente popular".

É risível quando certos intelectuais vendidos e outras pessoas do gênero falam muito mal da MPB autêntica, porque ela ficou "burguesa", "elitista" e coisa e tal, porque essas pessoas sentem nojo de ver Tom Jobim em Nova Iorque, atribuindo a ele um suposto desprezo ao Brasil, e, por outro lado, aplaudem quando cantores ou grupos de música brega ou neo-brega fazem discos pseudo-sofisticados, que "parecem MPB".

Essa horda ranzinza, inimiga da MPB autêntica, mal sabe que as próprias manobras do mercado em pasteurizar a MPB, reduzindo-a a canções românticas e a um esquema burguês de produção, representam justamente O MESMO MODELO adotado pelos ídolos bregas em busca de uma suposta sofisticação artística.

Cantores como Dalto, Ritchie, Tavito e Biafra foram lançados nessa fase de pressões comerciais sobre a MPB. Foram classificados, erroneamente, como bregas. Mas nomes como José Augusto e Fábio Jr. foram seguir a mesma cartilha da tal "MPB burguesa" e se tornaram "respeitáveis nomes da MPB". Um absurdo!!

Pois vejamos o caso dos ídolos do sambrega, aquela pasteurização do samba que descaraterizava completamente o ritmo carioca em prol de uma imitação barata e sem imaginação de soul music ou do bom pop romântico de nomes como Gino Vanelli (quem ouviu Antena Um sabe quem é ele).

Os ídolos solo de sambrega, Belo e Alexandre Pires, são típicos exemplos de como é o pedantismo dos sambregas. Pretensamente sofisticados, eles pensam que se afastaram da inicial imagem brega que, mesmo merecida e real, eles classificam de "injusta".

Grande engano. Ávidos em regravar sucessos da MPB autêntica, como alunos medíocres copiando textos dos livros didáticos em tarefas de casa, Belo e Alexandre Pires, no repertório autoral, não disseram a que vieram. E, a exemplo de Chitãozinho & Xororó, cujo "maior sucesso" foi uma apropriação de uma antiga música de Ari Barroso e Lamartine Babo, e o breganejo Daniel, que nunca teve sequer um grande sucesso próprio, Belo e Alexandre Pires não vão além de seguir as mesmíssimas lições mercadológicas de Fábio Jr., sua maior e explícita inspiração (Alexandre Pires chegou a duetar com o cantor/autor de "Pai").

Mas como gravar música romântica virou, para a música brasileira, o mesmo que, na política, significa um candidato em campanha distribuir cestas básicas para o povo pobre, antigos breganejos e sambregas recorrem ao rótulo de "românticos" para entrar na festa da MPB pela porta dos fundos. Ou então por alguma condescendência de um grande nome da MPB mais ingênuo.

Mas aí entra a farsa. Os críticos da MPB autêntica, que se enojam de ver nomes como Zizi Possi, Djavan, João Bosco (o autêntico) e até Tom Jobim e Chico Buarque, associados a canções românticas (mas com claros elementos criativos da MPB autêntica; o João Bosco de "Papel Marchê", por exemplo, é fortemente influenciado por Dorival Caymi), mas aplaudem quando Alexandre Pires, Belo, Roberta Miranda, Leonardo, Daniel e Zezé Di Camargo & Luciano gravam canções românticas (estas com forte acento brega), deveriam calar a boca e repensar seu raciocínio falho e seu verdadeiro preconceito, que é aquele que violenta a coerência dos fatos.

A pasteurização da MPB autêntica não agradou seus artistas. Foi uma imposição da indústria fonográfica no final dos anos 70. Fez grandes artistas gravarem LPs não necessariamente ruins, mas inferiores aos que os consagraram. Os abusos foram notados na cantora Simone, que a CBS (atual Sony) queria transformar numa versão feminina do Roberto Carlos (por sua vez amestrado pela Rede Globo, feito Elvis pelo "coronel" Tom Parker). E, quando muitos jovens se irritaram com os abusos da MPB pasteurizada, veio Simone gravando Sullivan & Massadas e José Augusto e ela se apagou anos depois, mudando de gravadora e abandonando os excessos e a pompa.

Só que as regras da MPB pasteurizada que fez os artistas se demitirem das grandes gravadoras são as mesmas que fazem a festa dos ídolos popularescos em busca de algum pedantismo que engane as platéias mais seletas. A esquizofrenia artística acaba se tornando inevitável, pois ver Alexandre Pires virando uma imitação mista de Bobby Brown com Alejandro Sanz e defender isso como se fosse uma suposta fusão de samba com Bossa Nova é muito patético. Tal como é Belo se enchendo de muita pompa, até em excesso para afastar a reputação suspeita que assombra o cantor.

Mas Chitãozinho & Xororó, pioneiros do pedantismo neo-brega, também fizeram cruzamento de mariachis caricatos, boleros fajutos, country estereotipado e botavam elementos de Bee Gees em cima, e vendiam tudo isso como se fosse "a mais genuina moda-de-viola".

O marketing dos neo-bregas engana muita gente ligada à MPB autêntica, corrompida pelo paternalismo burguês (que trata os ídolos bregas como se fossem filhos bastardos mas "simpáticos") e pelos delírios pós-modernos, desses que culturalmente tentam ver bigode em ovo.

Mas, no que se refere ao brega-popularesco, a audição é que importa. A mediocridade está ali, nos CDs, nos DVDs. Nenhuma apologia a eles é justificável. Mesmo no jogo das aparências pseudo-sofisticado dos pedantes neo-bregas. Eles não são MPB autêntica, nem que a vaca tussa. São apenas cantores bregas que, com medo de desaparecerem com o tempo, dão um banho de tecnologia, marketing e de aparato visual para dissimular suas canções inegavelmente fracas, frouxas e tediosas.

PRESSÕES DO MUNDO DA FAMA


Infelizmente o mundo da fama é cruel, muito cruel. Requer sobrecarga de compromissos, superexposição, factóides e muitos sacrifícios. E muito, muito fanatismo, a ponto de haver gente disposta a espinafrar até mesmo as críticas mais construtivas.

Uma cantora baiana cujo nome não podemos pronunciar, para não atrair a ira de fanáticos intolerantes, é famosa por sua megalomania, pelos factóides mais ridículos e até mesmo pelo sacrifício da gravidez. Pois, nem no oitavo mês de gravidez, essa cantora se retirou para descansar, e só recentemente fez sua última apresentação.

A carreira dela requer um ritmo intenso, pois sua atividade envolve muito gasto de energia física e o melhor teria sido a cantora se retirar logo no sexto mês da gravidez. Deveria descansar mais, seja para reciclar sua imagem pública, seja para não sacrificar o bebê. Ao invés disso, ela foi quase até o fim, numa maratona pela visibilidade e pelo sucesso que indica o mesmo drama que já vimos antes, e custou a vida de outras celebridades.

Mal a humanidade se recupera do falecimento de Michael Jackson, parece que o mundo da fama não aprendeu as duras lições que a pressão da fama representa. Tem que manter a agenda pesada de compromissos, não se pode descansar, não se pode retirar para a privacidade, pois a fama não requer descanso sequer de imagem. A fama quer superexposição, a todo preço.

Aí eu critico a superexposição da cantora baiana e os "fãs" (ou funcionários de fãs-clubes ou assessorias?) me chamam de invejoso, preconceituoso, ignorante etc. Eu sugiro para ela ter se retirado antes para garantir uma gravidez mais descansada e segura, e sou chamado de desinformado só porque a lei da licença-maternidade prevê a concessão de licença a partir do oitavo mês de gravidez.

Só que, mesmo que a licença seja oficialmente no oitavo mês, a cantora baiana deveria ter se retirado antes, porque seu trabalho envolve maratona pesada de apresentações e gasto de energia física. Não dá para comparar o trabalho de cantora de axé-music com a de uma secretária ou professora, por exemplo.

Lembremos o que a pressão da fama fez com personalidades diversas como Michael Jackson, Diana Spencer, Kurt Cobain, Elvis Presley, Marilyn Monroe e Carmen Miranda. Todos de alguma forma sofreram as pressões do sucesso, da fama, da vida de celebridades. Seja a ingestão de comprimidos para manter o pique das apresentações com menos horas de sono (que arrasou fisicamente Carmen Miranda e Elvis Presley), os calmantes que Marilyn Monroe e Michael Jackson tinham que tomar, o estresse de Kurt Cobain, a fuga desesperada e mortal de Diana Spencer dos fotógrafos em 1997, tudo isso mostra o mundo cruel da indústria da fama.

Sei que, no caso da cantora baiana, não há relações com uso de comprimidos, perseguição de fotógrafos ou escândalos graves. Mas a própria pressão da fama influi em declarações tolas da cantora - como aquela de que teve que dançar feito maluca em Madri para chamar a atenção das pessoas - e, agora, na sacrificada maratona de apresentações, a pretexto de "agradar os fãs".

A cantora baiana é um ser humano, passível de críticas, mas também necessitada de privacidade quando as circunstâncias determinam. Sua superexposição e o sacrifício de não descansar durante a gravidez, ainda que não provoquem algum dano sério, já indicam algum risco. Não é preciso dizer que esta é a segunda tentativa de gravidez da cantora, que na tentativa anterior perdeu o bebê.

Além disso, para um estilo como a axé-music, que se utiliza de metáforas macabras (como comparar seu sucesso a catástrofes meteorológicas, tipo "a terra tremer", "furacão da Bahia", e usar expressões como "sair do chão", que, num trocadilho subliminar, significa "morrer"), brincar com as limitações físicas não é boa idéia.

Espera-se que a cantora baiana saia-se bem nessa e seu bebê nasça forte e saudável. Mas fica a advertência de não se recomendar a ela todo sacrifício em nome da fama, do sucesso e da visibilidade. Se for necessário, ela terá que se retirar dos holofotes para manter sua privacidade ou reciclar sua imagem pública. É bom lembrar que o mundo da fama não é somente o doce mundo das multidões adorando uma celebridade.

Chega um ponto que essa adoração, na medida em que é explorada pela indústria do entretenimento, pode indicar um sério risco à pessoa famosa, e aí toda cautela é necessária, exigindo moderação na busca de sucesso e visibilidade. É como dirigir um trio elétrico e saber a hora certa de frear, não ir com muita velocidade pela avenida, senão pode dar desastre.