terça-feira, 1 de setembro de 2009

MACAULAY CULKIN: QUE MICHAEL JACKSON QUE NADA!!


A mídia sensacionalista queria transformar Macaulay Culkin no "viúvo" de Michael Jackson e atribuir a ele a paternidade de um filho caçula do "rei do pop". Macaulay Culkin, o astro de Esqueceram de Mim (Home Alone), roteirizado pelo recém-falecido cineasta John Hughes, há depois deixou de ser um ator mirim.

Macaulay andou fazendo filmes independentes - um deles eu vi e é sobre uma seita evangélica para jovens cuja vilã é a bela Mandy Moore - e, além do mais, ele é marido da maravilhosa Mila Kunis, a lindíssima beldade de That 70's Show.

Macaulay Culkin é batalhador e é um cara legal. Ele merece viver com uma mulheraça tipo a Mila Kunis.

"FUNK" QUER SER A AXÉ-MUSIC DO RIO DE JANEIRO


Toda a retórica trabalhada pelo "funk carioca" e por todos os seus defensores, que surpreende pela diversidade do discurso falacioso, pronto para as mais delirantes alegações e comparações, só tem um único objetivo: transformar o ritmo carioca em mais uma facção imperialista da Música de Cabresto Brasileira.

É a mesma história que ocorreu, há cerca de dez anos atrás, com a axé-music, hoje o ritmo mais imperialista do brega-popularesco, a se julgar dono do país, dono da cultura brasileira, a se apropriar gratuitamente de áreas e estilos musicais divergentes do universo axezeiro.

Pois a axé-music cresceu usando esse mesmo discurso de "vítima de preconceito", "movimento cultural", "cultura regional" etc, fazendo a mesma ladainha de que era "rejeitado pelo Sul" ("Sul", no caso, é o eixo Rio-São Paulo).

Só que, por trás da "inocente alegria" da axé-music, houve a máquina política de Antônio Carlos Magalhães, mais poderoso político da direita baiana até hoje, mesmo depois de falecido (ninguém até agora o superou). As vezes em que a axé-music fez sucesso nacionalmente coincidem com ações decisivas do "Toninho Malvadeza": na segunda metade dos anos 80, sendo ele Ministro das Comunicações e tendo feito ele e o presidente Sarney as concessões de rádio e TV para políticos e empresários simpatizantes (mesmo os "idôneos" e "apartidários"). Nos anos 90, a axé-music também virou "mania nacional" quando ACM era senador e mandava nos bastidores do governo Fernando Henrique Cardoso.

Nessa época, a axé-music cobrava caro em eventos para jovens abastados, fazendo com que o empresariado envolvido se enriquecesse de forma impressionante. Viraram os "donos" do país, conforme os padrões do poderio econômico brasileiro. O carlismo musical da axé-music, às custas de mensalidades exorbitantes para os ricos, de muito jabaculê na mídia e no apoio do "painho" ACM, fizeram com que este estilo ganhasse mercados nacionais antes nunca sonhados nem cogitados.

A obsessão do "funk" é a mesma, e, apesar das diferenças de contexto e de certos aspectos específicos, o objetivo também é criar um mercado imperialista nacional. Algo como os axezeiros fazem, se os axezeiros bolam uma micareta em Porto Alegre ou em Niterói, por exemplo, não há obstáculo que impeça, salvo exceções (a gripe A inviabilizou a edição 2009 do Niterói Folia).

E o próprio "funk" cria todo um discurso para atrair os mais abastados. E ela paga caro. Uma apresentação de DJ Marlboro em São Paulo teve ingresso caríssimo, mas no momento não me lembro que quantia foi. Mas, certamente, foi preço para gente com alto poder aquisitivo.

Com a aprovação do projeto que supostamente transforma o "funk" em "movimento cultural", o "funk" poderá se tornar a axé-music do Rio de Janeiro, com toda a sua ganância imperialista de invadir tudo quanto é mercado. Onde der lucro, vale tudo. Lamentavelmente.

CARA-DE-PAU: DJS QUEREM ASSOCIAR "FUNK" À EDUCAÇÃO


A cara é de pau. A atitude, de puro cinismo. O discurso, demagógico como sempre. Pois o lobby do "funk carioca" quer porque quer associar o ritmo popularesco à idéia de educação e cidadania, em total desprezo à coerência e à ética. O "funk" é tão somente um ritmo dançante, meramente comercial e sem qualquer valor artístico, mas seus defensores, desesperadamente, querem associar o "funk" a qualquer pretexto que for vantajoso.

O "funk" não tem a menor relação com educação. E isso é evidente. O ritmo é de baixa qualidade artística, e valor musical duvidoso. As letras, de péssimo gosto, sendo de que tema for, seja proibidão, seja malicioso ou panfletário. E de um português errado que arranha os ouvidos.

O DJ Marlboro, que, juntamente com Zezé Di Camargo e aquela cantora baiana megalomaníaca, são da turma dos que gostam de falar besteira nas entrevistas, teve a CARA-DE-PAU de dizer que "os alunos poderiam criar um funk em vez de escrever uma redação".

Marlboro também tentou convencer a opinião pública que o "funk" não depende de política. Como, se o que vemos no evento da ALERJ (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) foi justamente o apelo da classe funqueira à política? Quem o sr. Fernando Mattos da Mata quer enganar, com suas asneiras politicamente corretas? A mim o DJ Marlboro não consegue enganar, não.

O "funk carioca" deveria ficar nos seus "bailes funk", sem essa de apelar para a escola. Atrapalhar os trabalhos das ONG's, que ensinam MÚSICA BRASILEIRA DE QUALIDADE para crianças pobres, desviando a atenção dos pobres meninos para a "bunda music" carioca que significa o "funk", é rir da cidadania, é tratar a educação como se fosse lixo.

Já basta a crise de nossa educação. Já basta a alta reputação dos professores ser coisa de passado distante. Já basta uma professora baiana ter sido flagrada dançando o porno-pagode baiano, que é o similar soteropolitano do "funk".

Por isso, pedimos aos srs. Marlboro e Rômulo Costa para maneirarem na sua canalhice discursiva, e se limitem a defender o "funk" dentro de seus próprios clubes.

FRENTE ÚNICA

Será que ninguém percebeu que, em nome dos interesses pessoais, os funqueiros mais "divergentes" se unem todos? DJ Marlboro se recusou, uma vez, a fazer um programa junto com Rômulo Costa, durante anos seu "rival". E a reunião da ALERJ também teve a presença do MC Leonardo, ligado à APAFUNK. MC Leonardo havia criticado o "funk despolitizado" de Marlboro e Rômulo Costa, em reportagem da Caros Amigos. Mas agora todos estão juntos. Parece Lula com Fernando Collor e José Sarney.

O "funk carioca" é tudo igual. Seja proibidão, pornográfico ou panfletário - todos com "p" de porcaria - , o "funk" não tem a menor qualidade artística.

"FUNK CARIOCA" QUER ATRAPALHAR TRABALHO DE ONG'S


O lobby político em torno do "funk carioca" e todo o discurso enganador que envolve o ritmo, que, sabemos, inclui delirantes alusões, pretextos e comparações, poderá sair fortalecido com a votação na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.

O discurso mudou um pouco, pois falava-se em transformar o "funk" em "patrimônio cultural", mas como isso poderia entrar em choque com instituições relacionadas com o patrimônio (IPHAN e Inepac, por exemplo), agora fala-se apenas em "transformar" o ritmo em "movimento cultural de caráter popular". Mas isso é suficiente para ativar todo o esquema 171 que envolve o "funk carioca" que, assim, poderá representar um enriquecimento astronômico de seus empresários. Falarei disso num próximo tópico.

O que está em risco, com a pretensa conversão do "funk" em "movimento cultural" - falácia que a mídia gorda não cansa de veicular - , é o trabalho de organizações não-governamentais sérias, cuja influência na melhoria social das classes pobres, na veiculação de valores dignos, sejam sociais, morais, culturais, musicais etc, que estará ameaçado na medida em que haverá a concorrência de falsas ONG's, alimentadas por várias fontes de "lavagem" de dinheiro, que irão "ensinar" o "funk carioca" para alunos indefesos, que, pobres e sub-alfabetizados, não têm capacidade de discernimento.

É um grande perigo que ameaça a tão sofrida educação de futuras gerações. O lobby do "funk", que não encontra limites para seu império mercadológico, quer atrapalhar a boa formação de nossos futuros cidadãos, empurrando a "bunda music" carioca a todo custo, com toda sua grosseria, com toda sua ruindade, com toda a baixaria que se acha por direito.

O problema não é o espaço que o "funk" tem. São os espaços que não são próprios do "funk" que o ritmo carioca quer conquistar na marra. Seja com poluição sonora, "lavagem" de dinheiro, retórica demagógica e outras armadilhas.

Se não nos alertarmos do perigo, o Brasil será refém do império do "funk carioca". E aí nosso patrimônio cultural, nossa verdadeira diversidade cultural, será prisionieira da ganância dos empresários de "funk", a cada dia mais ricos.

FARSA DO "FUNK" PODE SER PROMOVIDA OFICIALMENTE COMO "MOVIMENTO CULTURAL"


"Funk carioca", um dos ritmos mais corrompidos da Música de Cabresto Brasileira, ganhará o rótulo de "movimento cultural" para garantir mais lucro para seus empresários e DJs, em detrimento da sociedade, que será ludibriada com o discurso "social" acerca do ritmo.

Hoje a Assembléia Legislativa vai votar o projeto que transforma o "funk carioca" em "movimento cultural e musical de caráter popular", com o objetivo de incluir o ritmo popularesco no ensino nas escolas e comunidades.

Juntamente a isso, pode ser revogada a lei que estabelece restrições aos "bailes funk", mas nenhuma medida alternativa está prevista para evitar poluição sonora desses eventos.

Tudo isso é uma farsa - é a sociedade baixando as calças e cagando para a cultura brasileira - , pois o rótulo favorece tão somente os empresários do gênero, que terão mais lucro e não dependerão da reputação provisória do modismo. Com o rótulo de "movimento cultural", o "funk carioca" terá mais sobrevida na mídia.

A propósito, MC Leonardo e Mr. Catra parecem não depender mais da mídia de esquerda para se autopromoverem. Eles foram citados positivamente em reportagem da Revista do Globo do último dia 30 de agosto.