segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


O eminente poeta, escritor e cronista mineiro, que foi chefe de gabinete do Ministério da Educação e Saúde na gestão de Gustavo Capanema, durante a Era Vargas, e foi símbolo de uma geração influenciada pelo Modernismo, faleceu há 22 anos.

Infelizmente, os mais jovens só conhecem ele por umas frases soltas - "E agora, José?" "Há uma pedra no meio do caminho" - e pela estátua localizada na Zona Sul carioca. Mal conhecem sua grande e significativa obra e biografia.

Drummond precisa renascer na mente desta rapaziada. Vale a pena.

ELVIS PRESLEY


Eu estava ocupado para escrever sobre o falecimento de Elvis Presley, em 16 de agosto de 1977.

Elvis foi uma das vítimas das pressões do show business, tal foram Carmen Miranda, a ex-princesa Diana Spencer, Kurt Cobain e Michael Jackson. Todos de uma forma ou de outra pagando o preço da fama, falecendo precocemente por conta das armadilhas e acidentes do mundo do espetáculo.

Elvis era talentoso. A ponto dele, um jovem rapaz que só queria gravar um disco para presentear a sua mãe, ser contratado por uma gravadora e virar um dos mais populares cantores de rock do mundo. Mas, pouco depois, foi domesticado pelo empresário Tom Parker (pseudônimo de um degredado holandês), fazendo músicas românticas e filmes tolos que fizeram a festa dos canastrões que vieram na sua cola.

Por isso a domesticação de Elvis Presley, junto ao desgaste de roqueiros antigos (Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Bill Haley) e o falecimento prematuro de novos talentos (Buddy Holly, Eddie Cochran, Richie Valens), fez os EUA deixarem de reinar no mapa roqueiro, deixando o ritmo de lado em nome de outros estilos como o twist e a soul music. Os ingleses tomaram a dianteira, naquele início dos anos 60.

Não vou falar muito de Elvis, aqui, por questões de tempo e espaço, mas ele é um exemplo de como o controle empresarial é nocivo ao artista ou à celebridade. Além dos ídolos acima citados, podemos também citar Frank Sinatra e Roberto Carlos, também pressionados pelo mundo do espetáculo, mas puderam manter a longevidade (Roberto ainda mantém), apesar dos altos e baixos nas carreiras.

CAROS AMIGOS - Agosto de 2009


Folheei a Caros Amigos e não vi carta alguma elogiando a reportagem sobre o "funk carioca", tido como "perseguido" e "discriminado pela mídia" (apesar do portal Ego, das Organizações Globo, ser todo amores com Mr. Catra e o portal G1, também da mesma corporação, fazer reportagens positivas sobre MC Leonardo - isso derruba a tese de que os funkeiros "excluídos" são tratados pela mídia gorda tal qual Edir pelas Organizações Globo).

Será que a minha publicação de um artigo de José Arbex Jr., um dos membros da cúpula editorial da casa, repercutiu tanto assim na redação do jornal? Não sei. Acho até que outros blogueiros que não fazem parte do banquete dos "líderes de opinião" - que, sabemos, incluem também antigos jornalistas de esquerda que, assim como os baianos, são capazes de apoiar políticos ou ex-políticos corruptos em nome da "visibilidade" (ou seja, o "cartaz na grande mídia") - tenham dado um "pito" na Caros Amigos, lembrando o que Arbex Jr. escreveu há oito anos.

MPB AUTÊNTICA É DEFENDIDA PELAS CAROS AMIGOS

Mas a Caros Amigos, pela primeira vez, publica um texto sobre a MPB autêntica, nesses tempos de golpismo brega-popularesco.

A reportagem cita as novas cantoras brasileiras, num texto bem bacana. E, o que é melhor, nada de citar as duas mega-musas da axé-music, que aqui chamo de Mulher Gigante (IS) e Garota Gigantinha (CL) para dificultar um pouco aos fãs delas na pesquisa de textos relacionados no Google. E também nada de citar as MC's do "funk", felizmente, até porque comparar Roberta Sá com Tati Quebra-Barraco não dá para admitir, tal o perfil grotesco da funkeira, que nenhuma apologia "militante" ou "sem preconceitos" consegue promovê-la ao grande time da MPB (desculpe, Fernanda Abreu, Hermano Vianna e simpatizantes, mas "funk" NÃO É MPB).

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI

Tive um episódio com José Sérgio Gabrielli, muito breve. Foi em 1998. Eu, que era muito tímido, mas leitor dos Cadernos CEAS, tentei bolar um texto para colaboração no periódico, e fui à busca de material para fontes bibliográficas. Estava terminando o curso de Comunicação na UFBA e queria lançar um ensaio intelectual.

Entrei em contato com Gabrielli, então professor na Faculdade de Economia, e ele me deu cópias de textos seus para eu ler. Foi um contato rápido, meio atrapalhado por minha timidez, mas peguei os textos. Até hoje eles estão comigo.

Tentei escrever o ensaio e até ficou pronto e enviado para o CEAS (Centro de Estudos e Ação Social), mas eles não aprovaram o texto porque era um ensaio imaturo, sem alguma proposta para o problema apresentado, que era a Tecnocracia.

Nessa época, vários transtornos pessoais e várias circunstâncias me fizeram deixar o ensaio de lado, que está comigo até hoje mas nunca foi publicado. Mas valeu o brevíssimo contato com o hoje presidente da Petrobras, para a qual tentei ingressar num concurso público em 2008, mas não consegui ser aprovado.

COITADA DA VOLKSWAGEN



A montadora alemã que nasceu por encomenda do nazismo e que se livrou da sombra de Adolf Hitler, vindo como uma empresa estrangeira comum para criar filial brasileira, já havia sido vítima da música brega através da música "Fuscão Preto".

Conforme advertimos, o "Fuscão Preto" agora tem seu neto, o "Cross Fox", e, o que é pior, sem determinar que tipo de cor.

Por muito pouco, a cantora de forró-brega Stéfany, que massacrou uma linda canção da Vanessa Carlton, não aparece, na foto abaixo, com um Cross Fox preto. O Cross Fox é azul, bem escuro, mas é azul.

É bom também lembrar que Stéfany é menor de idade, ainda, e só poderá dirigir carro no ano que vem. Não pode fazer esta pose na foto, pois, ainda que não vá dirigir o coitado do carrinho, está estimulando os menores de idade a encararem o volante antes da idade legal. O que pode causar acidentes sérios, até com mortos.

NATIVA FM É UM LIXO


Quem ainda sente tristeza pelo fim da Antena Um no Rio de Janeiro deve ficar mais fulo da vida com a programação da Nativa FM.

Em uma hora e meia de audição, não voluntária, é claro, mas porque o ônibus da linha 100D Niterói / Praça XV, da Viação Mauá, tinha o rádio sintonizado na Nativa FM - dos mesmos donos da rádio pseudo-roqueira 89 FM, Neneto e Júnior Camargo, filhos do proprietário-mor José Camargo, que foi político da ARENA/PDS - , a única coisa próxima da antiga Antena Um que foi tocada foi uma versão, não sei com que intérprete, da música "Alone Again", do Gilbert O'Sullivan.

Fora isso, teve de tudo, sobretudo os PIORES cantores brasileiros, gente que canta mal, muito mal mesmo, seja o Grupo Pixote (com aquele vocalista que canta feito criancinha e seu coro igualmente infantil e esganiçado), seja o cantor Belo (que parece cantar de pileque), Alexandre Pires e sua voz fanha e o breganejo Daniel que, com seu timbre de Barney Rubble (o famoso vizinho do Fred Flintstone), massacrando "Tocando em Frente", canção caipira de Almir Sater e Renato Teixeira.

Saí estressado do ônibus de tanto ouvir as porcarias tocadas pela latifundiária Nativa FM. Uma rádio que deveria estar apoiando José Sarney e Fernando Collor, que fizeram de tudo para favorecer rádios deste tipo.