sábado, 15 de agosto de 2009

DANIELLA CICARELLI VIROU UMA GAROTA LEGAL


Estou adorando a atual fase da Daniella Cicarelli. Felizmente ela pôde mudar e superar aquela fase hype que não me agradava.

Escrevi textos criticando a Daniella Cicarelli por ela simbolizar, anos atrás, um ideal alienado de juventude, fazendo o jovem ficar com obsessão por agitos noturnos, desfiles de moda, cerveja, praia, telefones celulares, tudo compulsivamente, sem dar tempo ao prazer.

Daniella Cicarelli é linda, sim, mas naquela época toda a badalação em torno dela a fazia cansar. Ela monopolizava o espaço com outras musas que, então, simbolizavam a idéia da mídia jovem e da mídia de celebridades de que o valor da mulher se limitava ao uso de biquíni. Elas então impediam que outras musas, mais sofisticadas, tivessem espaço. Cheguei a polarizar com a jornalista Elaine Bast, com sua beleza ultra-requintada, mas que era o oposto da Daniella Cicarelli em espaço na mídia. Fiz até uma crítica levando em conta isso no e-mail para o Joaquim Ferreira dos Santos - jornalista de bons livros, li o 1958 e a biografia da Leila Diniz - , e ele comparou minha admiração pela Elaine Bast à admiração do escritor Fernando Sabino à Zélia Cardoso de Mello (nada a ver, Elaine não tem a feiura da Zélia, Elaine é LINDÍSSIMA).

Mas depois Daniella Cicarelli fez aquelas cenas de "amor" na praia, aquele "casamento" ultra-badalado com o craque Ronaldinho, e todo o hype perdeu o sentido. A badalação era tão exagerada que o adjetivo "bela" para a Daniella mais parecia uma função a ser descrita em um crachá do que uma qualidade propriamente dita.

Mas, felizmente, Daniella Cicarelli mudou radicalmente e hoje ela está entre as famosas mais legais do país. E está bem mais bonita e graciosa.

Os tempos mudam. A essas alturas, a deusa Elaine Bast casou-se com um economista do Itaú/Unibanco e já espera o segundo filho. E Daniella Cicarelli, depois daquele caso com o Ronaldinho, retirou-se para uma reflexão autocrítica e voltou mais modesta, porém mais humana e por isso mais agradável.

O que me fez mudar a opinião sobre a srta. Cicarelli, e o que me fez admirá-la, e muito, foi que ela soube mudar. Teve autocrítica e humildade para deixar de ser mito e tornar-se mais bacana e simples. Era algo até latente quando ela começou a aparecer nos comerciais da Pepsi, mas que a badalação de Caras, Quem Acontece, Exame VIP e afins não deixou mostrar. Para essa mídia, Daniella Cicarelli foi promovida como se fosse um mito do Olimpo, e isso fez com que ela fosse valorizada acima do que realmente era, e isso até atrapalhou sua carreira, pois foi até jogada para ser atriz de novela sem ter qualquer treinamento para isso.

Hoje Daniella Cicarelli, mais bonita, mais graciosa e mostrando ser inteligente, simpática, deliciosamente bem humorada. A MTV, em parte, ajudou a lapidar a Daniella Cicarelli, dando chance para ela ser apresentadora. E se deu bem. Mostrou desenvoltura, e é a partir daí que ela resolveu seguir seus projetos, não como uma estrela badalada pela grande mídia, mas como uma moça em busca de seu trabalho e de seus méritos. No momento, ela está na "geladeira" da TV Bandeirantes, mas estuda jornalismo e segue sua carreira de modelo.

Daniella Cicarelli não tem uma beleza sofisticada, mas sempre foi bonita e agora, mais ainda, com seus traços de trintona, sua beleza se moldou de forma brilhante. É um exagero compará-la à Audrey Hepburn (deixemos essa comparação para a Elaine Bast), tal qual fez o Arnaldo Jabor, mas Daniella Cicarelli tornou-se adorável à sua maneira. Pelo menos a atitude da Daniella foi bem mais nobre que a Sheila Mello, que hesita entre ser "atriz séria" e musa popularesca, e ainda afirmou ter muito orgulho de ter participado do grupo É O Tchan, de triste lembrança como um dos símbolos das baixarias gratuitamente veiculadas pela mídia gorda nos anos 90.

Daniella teve coragem de mostrar seus talentos, que estavam latentes durante sua fase de hype, e ela até como cantora foi razoável, tem até uma boa voz, como mostrou num programa da MTV. Se ela quiser ser atriz, ela pode, basta estudar, treinar, coisa que até os atores mais talentosos fazem (ser ator é aprender sempre).

Que seja benvinda esta nova fase da Daniella Cicarelli, que ela tenha boa sorte, muito sucesso e, mantendo a simplicidade e a simpatia, aliadas ao talento, ela irá longe.

HOJE É O DIA DO SOLTEIRO



Portanto, hoje também é o meu dia.

Estou solteiro, ainda.

REVISTA ISTO É COMEU O PÃO QUE O DIABO AMASSOU


Agora é que a revista Isto É, uma das vedetes da midia rechochudinha, voltou a criticar o senador Fernando Collor de Mello.

Pois a revista comeu o pão que o diabo amassou, uma vez que, em 2005 e 2006, a revista fazia campanha para ter Collor, amigo do empresário da Editora Três, Domingos Alzugaray, no Senado. A revista defendeu Collor a ponto de inclui-lo na lista das 100 pessoas mais influentes no Brasil segundo a Isto É.

Agora, a Isto É paga o caro preço da propaganda "collorida", cujo caráter tendencioso recebeu vista grossa dos "líderes de opinião" e da patota que fazia comunidades pró-Collor no Orkut, uma delas comparando ele a Juscelino Kubitschek (?!). Ora, ora, quem é inteligente sabe que Collor foi o anti-JK. O JK queria substituir produtos importados por aqueles produzidos no Brasil (ainda que, em parte, nas filiais de empresas estrangeiras instaladas no país). Collor fez o inverso, injetou mais produtos importados para "aquecer" a economia. JK foi o presidente da boa música caipira, da Bossa Nova e do samba autêntico. Collor foi o presidente do breganejo, do "funk carioca", da axé-music, da lambada e do sambrega.

Collor apóia Sarney. Aliás os fãs de Vítor & Leo, João Bosco & Vinícius, Belo, Alexandre Pires, Chiclete Com Banana etc deveriam ser solidários com José Sarney, porque, sem ele, esses nomes da música brega não estariam fazendo sucesso e nem sequer existido no mercado.

OS 40 ANOS DE WOODSTOCK


Há 40 anos, foi realizado um festival de rock e música folk que representou o auge de um período de idealismo juvenil chamado Contracultura.

Sabemos que a Contracultura não ocorreu somente em 1968 e 1969. Na verdade, ela ocorreu desde o ano de 1960, era só ver as mobilizações estudantis já fervilhando nessa época. E no Brasil, também se mobilizou muito, vide os Centros Populares de Cultura, que começaram a ser pensados logo no "amanhecer" dos anos 60.

Eram sonhos de mobilização, de transformação de mentes, de solidariedade, de respeito, de coragem, de senso crítico. E, acima de tudo, criatividade. A inteligência não surgiu do acaso e nem era defendida na pose, mas surgiu da curiosidade dos jovens na busca pelo conhecimento, principal arma para combater a caretice moral dos mais velhos, e era defendida na essência, através do debate, da expressão do pensamento, da criação.

Não vou aqui detalhar muito como foram os anos 60, uma década muito rica para ser resumida de forma adequada num tópico como este. Mas dá para dizer algumas coisas. O rock, desgastado nos EUA, foi revitalizado pelos ingleses e por californianos na primeira metade da década. Vieram as diversas novidades da moda, artes plásticas, filosofia, comportamento etc.. Um período fértil de criatividade se viu. Grandes músicos, inúmeros, numa só época. E muitas idéias, novas atitudes, que pareciam anunciar uma verdadeira revolução humana.

Woodstock nem foi o primeiro e nem mais significativo festival de rock da década. O Festival de Monterey, de 1967, foi mais ousado. Mas Woodstock causou mais repercussão, pelas caraterísticas próprias: festival ao ar livre, com enorme capacidade de público, e uma platéia que parecia estar no paraíso, com seu comportamento ao mesmo tempo inocente e alucinado.

Nem todos aderiram ao Woodstock. Beatles, Bob Dylan e o emergente Led Zeppelin, que havia lançado seus primeiros dois LPs em 1969, não foram ao festival. Mas o Who foi. E tinha de Jimi Hendrix e Janis Joplin, ambos em plena ascensão, a Incredible String Band, uma excelente banda folk. Também não vou citar todo o elenco, que é uma lista enorme. E quem entende de cultura rock sabe muito bem.

É claro que Woodstock foi um divisor de águas. Para o bem e para o mal. O sucesso do evento banalizou de tal forma o ideal hippie - melhor representado pelo comportamento porralouca do militante Abbie Hoffman - que até os jovens mais caretas pegaram carona no estilo flower power, a mesma facção careta que havia boicotado a segunda fase dos Beatles.

Na verdade, Woodstock apenas foi um refresco para o ocaso da Contracultura. Foi seu canto de cisne. Em 1968, a tragédia de Tlatelolco, no México, a invasão soviética em Praga, na antiga Tchecoslováquia, o Chicago Trial nos EUA, o abandono do apoio dos operários aos estudantes de Paris e o AI-5 no Brasil foram fatos que encerraram já em 68 a era da Contracultura. A Família Manson, com sua chacina, faria também sua parte sepultando de vez a Contracultura, estimulando a reação moralista dos anos 70 e seu ideal de badalação, luxo e elegância (que sobretudo educou, no Brasil, a então jovem geração Justus-Ghiaroni-Montgomery).

Mas o fim dos últimos suspiros do idealismo juvenil nos anos 80, a crise de valores agravada nos anos 90, com a tecnologia e o neoliberalismo ditando os padrões sociais, fez desaparecer todo aquele sonho que ainda era evocado em Woodstock, em 1969, mesmo tendo esse sonho se encerrado com as crises de 1968 e com a Família Manson. Os jovens dos anos 90 para cá tornaram-se pragmáticos, individualistas, consumistas, conformistas e conservadores, salvo exceções. Para eles os beatniks, os militantes estudantis, os roqueiros psicodélicos, os intelectuais, ninguém lhes traz algum significado.

E no Brasil onde a juventude atual foi educada à base de Xuxa, Gugu Liberato e Aqui Agora, foi empurrada para o 011 1406 e recebia dos pais, na infância, festinhas todo fim de semana (o que influiu no vício dessa juventude nas noitadas), o idealismo de Woodstock só é lembrado pela mídia, que, na sua missão informativa (nem sempre cumprida adequadamente), não pode menosprezar datas marcantes, enquanto a juventude que acha até Lady Gaga genial e pensa que Michael Jackson foi roqueiro despreza o festival de 1969 como se este tivesse sido um bacanal de hippies e metaleiros (!) antiquados.

Woodstock teve dois festivais-tributo, um em 1994 e outro em 1999. Ambos eram apenas eventos de rock dos anos 90, totalmente convencionais, e, embora as platéias caprichassem no visual bicho-grilo - mas com elementos adicionais lançados pelo grunge - , os dois eventos em nada lembravam da força e da personalidade cultural do original.

Um filme sobre Woodstock está em produção, sob a direção de Ang Lee. Em 1970, Michael Lang já havia produzido o mais famoso documentário sobre o evento.

REACIONARISMO EM EXCESSO FAZ MAL


Não é de hoje que em minhas páginas da Internet recebo mensagens de gente reacionária, geralmente escrevendo muito mal e fazendo comentários e xingações grosseiras contra mim.

Há fortes indícios que se trata de gente que trabalha para a mídia, ou então são os fãs mais fanáticos, mas a primeira hipótese é mais provável. Afinal, um fã que se preza não se preocupa em perseguir quem não gosta do seu ídolo, o fã gosta desse ídolo e ponto final. Pode mandar uma farpa para um e outro, mas não insiste no patrulhamento fascista.

Desde 1964 vemos a ação de reacionários de toda espécie. Recentemente, tive um problema, numa comunidade do Orkut("Eu Odeio Acordar Cedo"), com um bando de internautas que eram adeptos da Rádio Cidade na sua fase pseudo-roqueira e que defendiam a ridícula gíria "balada". Era uma patota que, numa personalidade só, misturava o reacionarismo do Comando de Caça aos Comunistas (apesar da pose pseudo-esquerdista de vários deles) com o senso de humor ao mesmo tempo jocoso e violento dos skinheads (tipo de punk fascista).

Tive que encerrar meu primeiro perfil no Orkut, porque um desses reacionários ameaçou invadir meu perfil. Esse carinha, coitado, escreveu que eu estava ferrado, só que não sou eu quem fica se expondo a todo tipo de encrenca naquilo que ele conhece como "balada". E eu mesmo escrevi para eles que são eles que estão buscando toda sorte de encrencas. Não por acaso, meses depois de terminar este perfil do Orkut, um grupo de jovens ricos da Barra da Tijuca, de perfil bem semelhante ao dos reacionários que vi no Orkut, foi preso por agredir uma empregada doméstica em um ponto de ônibus desse bairro do Rio de Janeiro.

Agora tem o tal carinha que espinafra este blog, ataca a MPB e defende ídolos breganejos, axézeiros e até bregas setentistas. E ainda se acha "dono da razão", "senhor da verdade absoluta". É mais um reacionário que, tal qual os da comunidade do Orkut, investe com arrogância e grosseria extremas. Ele se acha até no direito de espinafrar a cantora Maria Rita, do teor que ele quiser. E quem reprovar o ato dele, esse carinha logo xinga de "viado" e outras barbaridades.

Me lembro então dos tempos da ditadura. Não comente do Cabo Anselmo e do Comando de Caça aos Comunistas. Houve também o DOI-CODI, órgão policial da ditadura surgido de uma reestruturação da OBAN (Operação Bandeirantes), destinada a caçar, julgar, torturar e até matar qualquer pessoa acusada de "subversão". A ditadura militar sempre foi um regime de "caça às bruxas", mas a coisa tornou-se mais comum entre 1968 e 1974, quando centenas de pessoas, de estudantes a líderes sindicais, foram mortos e desaparecidos.

A desculpa, na época, era de que o regime militar necessitava exterminar supostos agentes do comunismo internacional, por isso militares foram treinados por especialistas em tortura estrangeiros, alguns envolvidos com o regime nazista.



Só que a ação do DOI-CODI, usado a princípio para proteger o regime militar e a "democracia" brasileira (segundo o ponto de vista da direita política), começou a ficar abusiva, uma vez que o reacionarismo de certos indivíduos, quando eles tomam o gosto da fúria, passa a ser uma ameaça até para a instituição ou ente que esses mesmos indivíduos afirmam defender.

As mortes do jornalista da TV Cultura, Vladimir Herzog, em 1975, e do líder sindical Manuel Fiel Filho, em 1976, expressaram os excessos da fúria reacionária dos torturadores. Só que a ditadura militar, que os via como guardiões, começou a vê-los como ameaça, uma vez que os torturadores, com sua arrogância, poderiam significar a mesma quebra da hierarquia militar que, através da revolta dos marinheiros comandada por Cabo Anselmo (então tido como esquerdista, bem antes de ter sido descoberto traidor de seus próprios amigos e até da namorada), tornou-se pretexto para o golpe de 1964.

Por isso mesmo é que, quando supostos fãs de ídolos como Vítor & Leo, Chiclete Com Banana e outros, provavelmente colaboradores da mídia ou dos próprios ídolos defendidos, deveriam moderar dos seus comentários, evitando expor seu rancor contra quem discorda de seus pontos de vista.

Um dia, ações como a de um Olavo Bruno poderão causar problemas sérios até para os ídolos que ele defende, que, cedo ou tarde, ficarão incomodados com a atitude furiosa de Olavo, que, ao invés de garantir a pretensa unanimidade desses ídolos, os prejudica com a má fama dos defensores fanáticos, intolerantes e violentos.

Por isso mesmo, é bom Olavo e similares ficarem quietos e na sua. Eles não vão destruir este blog por discordar daquilo que eles pensam. Se insistirem na fúria reacionária, eles simplesmente serão chamados pelos próprios empresários dos ídolos que eles defendem e levarão uma bronca inesperada, porque, a exemplo dos torturadores do DOI-CODI, o reacionarismo que defende, quando em excesso, acaba prejudicando a causa defendida, bem mais do que aqueles que discordam dessa mesma causa.

COMANDO DE CAÇA AOS CONSCIENTIZADOS


O Comando de Caça aos Conscientizados, versão do Comando de Caça aos Comunistas posterior à queda do Leste Europeu, volta a atacar este blog.

Mensagens defendendo os emergentes ídolos breganejos, como Vítor & Leo, João Bosco & Vinícius, partem para baixarias, atirando pedras no escuro contra nosso blog, chamando seu responsável de "viado" e outras grosserias.

Gente assim de baixíssimo nível deveria saber que, se gosta tanto destas duplas, deveria calar a boca e ouvir os CDs desses "sertanejos" e não atacar sites que não tem a obrigação de concordar com essa gente grosseira.

Infelizmente, pessoas assim são muito medrosas, inseguras, paranóicas, e sobretudo reacionárias, tal qual seus titios do Comando de Caça aos Comunistas, que era o grupo de estudantes ultra-direitistas a serviço da ditadura militar e do imperialismo norte-americano.

Ou essas pessoas deveriam parar de atacar O Kylocyclo e seu responsável e ouvir sosseagadas seus CDs "sertanejos", ou então essas pessoas só deixam vasar a informação de que elas não são fãs dessas duplas, e que na verdade elas estão a serviço de latifundiários, da mídia gorda e de outros ícones do entretenimento de extrema-direita.

DESLIZAMENTO DE PEDRA EM MARICÁ



Pedra deslizou e destruiu casas na Estrada de Itaipuaçu, em Maricá, cidade vizinha a Niterói.

Deve ser por raiva da Band News Fluminense FM e da Mania FM, que ocuparam os espaços de antigas rádios de rock.