segunda-feira, 10 de agosto de 2009

ROSANNA ARQUETTE


A adorável atriz Rosanna Arquette, uma das mais belas musas do cinema dos EUA, completa 50 anos, sempre lindíssima e combinando sensualidade e graciosidade.

Longa vida, saúde e felicidades a essa fascinante atriz, que já foi musa de duas músicas ("Rosanna", do Toto, e "In Your Eyes", do Peter Gabriel, que já namorou ela).

TELECINE CULT COMETE ERRO E NINGUÉM PERCEBE


Essa os "líderes de opinião" se comportaram da forma mais relapsa possível, e a platéia toda comeu sua pipoca sem perceber que erro o Telecine Cult cometeu. Feito "descolados" embasbacados - expressão difícil esta, não é mesmo? Mas o pessoal mais culto dos anos 50/60 ainda usava esta palavra - , acham natural um canal dedicado, em tese, ao cinema "alternativo", passar até Robocop.

Todos vendo bangue-bangue num canal dedicado a filmes alternativos e ninguém estranhando. Todos felizes, felizes, porque agora John Wayne e Alain Delon "têm agora" o mesmo status. Será que ninguém percebeu o grande erro, a grande falha do Telecine Cult?

É um erro que poderia contar de um texto próprio no site Falha Nossa. Posso dizer isso com segurança.

Mas aí o rapagão numa comunidade do Orkut escreveu um comentário cujo sentido se resume a isto: "Ah, mas com tanto filme de violência e sexo por aí, chamar até bangue-bangue de 'alternativo' tem tudo a ver".

Ah, mas se até os filmes de Stallone, Van Damme, Charles Bronson etc. agora também viraram "cult", então o Brasil é mesmo o FEBEAPÁ que nosso grande mestre Sérgio Porto, e que é impossível dizer que "alguma coisa está errada", já que não se trata mais de "alguma coisa", mas de MUITA COISA, mesmo.

Quem conhece a história do cinema, e a luta dos especialistas em cinema no Brasil - entre eles gente como Alex Viany, Jean-Claude Bernardet e Walter da Silveira - , sabe muito bem que o erro do Telecine Cult é creditar o cinema comercial dos EUA e produções similares como "cinema alternativo".

No final dos anos 50, havia cineclubes e cinematecas que exibiram filmes anti-comerciais, que hoje conhecemos como o verdadeiro cinema alternativo. As tendências principais são o neorealismo italiano e a nouvelle vague francesa. Esses filmes surgiram para expressar valores que eram desprezados pelo mundo da fantasia de Hollywood, o cinema dominante desde então.

A partir dessa mentalidade alternativa, compartilhada também na época por poucos cineastas audaciosos dos EUA (Orson Welles é seu exemplo maior, já que Hollywood desprezou seus projetos audaciosos, "It's all true" abalaria todas as estruturas do cinema mundial e a indústria não queria correr riscos).

O cinema alternativo criou então um novo mercado, que não era o de Hollywood, e a partir daí vieram vários movimentos de cinema independente, como o cinema independente iraniano, o Cinema Novo brasileiro, o cinema independente americano e por aí vai. Por favor, não creditar assim o cinema comercial produzido fora dos EUA. Bollywood não é necessariamente cinema alternativo, por favor!!

Mas o pessoal "descolado", que dormiu ouvindo Menudo para acordar tentando decifrar o som do Velvet Underground, quer consumir alta cultura sem raciocinar. E aí acham que o cinema comercial dos EUA é "alternativo" porque o cinema atual "caiu" em qualidade. Mas vejo os filmes recentes dos EUA e eles não são diferentes dos que foram feitos há 50, 60 anos atrás.

Histórias bem feitas? Sim, Hollywood, na sua fase áurea, produzia boas histórias. Mas era tudo ficção, um mundo de ilusão, fantasia, que não correspondia aos valores e perspectivas do público alternativo de cinema. Chamar o cinema comercial dos EUA de alternativo porque tem boas histórias é como dizer que o Big Mac do McDonalds é comida vegetariana só porque tem salada. Tenha santa paciência!!

O melhor que a rede Telecine deverá fazer é retomar o nome Telecine Classic. Esqueçam as desculpas utilizadas para o Telecine Cult. Chega de lero-lero. Queremos coerência. Coerência acima de pretensiosismos, de rótulos de mercado "mais atraentes" porém menos lógicos.

Para quem acha que bangue-bangue também é "cinema alternativo", é bom prestar muita atenção às reprises do desenho do Pica-Pau. Em alguns episódios, há uma gozação explícita com a mania do "povão" estadunidense de assistir ao faroeste da TV, ou seja, Walter Lantz tratava o bangue-bangue como sinônimo de "baixa cultura".

ANGIE HARMON


Angie Harmon faz hoje 37 anos. Ela é linda e estonteante, sexy, formosa, a mulher dos sonhos.

Só tem um problema: é casada, há oito anos, com um ex-jogador de futebol americano. E, mesmo assim, seguindo tranquilamente sua carreira de atriz.

Enquanto isso, no Brasil, uma outra atriz leonina, outrora dançarina de "bunda music", havia recusado namorar com um jogador de futebol brasileiro que atua na Alemanha. Quem deveria estar casada (com empresário, jogador de futebol, executivo de TV etc.), nem namorado tem. Que país é este?

CINQUENTÕES SISUDOS, SEGUNDO OS MAIS JOVENS E OS MAIS VELHOS



A geração de Roberto Justus, Almir Ghiaroni, Malcolm Montgomery e companhia, segundo a maioria das pessoas na faixa dos 30 e 40 anos:

São pessoas muito experientes. Retrato da sabedoria, do bom gosto, da perfeição masculina e da sofisticação. São os tipos ideais de homens no Brasil.

A geração de Roberto Justus, Almir Ghiaroni, Malcolm Montgomery e companhia, segundo a maioria das pessoas na faixa dos 70 e 80 anos:

Coitados. São bons meninos, muito simpáticos, são esforçados e excelentes profissionais. Mas eles são muito ingênuos, achando que basta ter um cabelo grisalho para se tornarem velhos e maduros. Querem nos imitar nos gestos, nos gostos, nos valores, nas poses, nas suas últimas reservas de imaturidade querem brincar de "idosos". No fundo querem apressar a aposentadoria, às custas de uma elegância forçada e defasada em mais de 30 anos.

HELENA IGNEZ CRITICA SORDIDEZ DA ALTA SOCIEDADE BAIANA



Helena Ignez é uma das grandes figuras do cinema brasileiro, tendo participado de inúmeros filmes, como "A Grande Feira"(1961), de Roberto Pires, "Terra em Transe" (1967), de Glauber Rocha e "O Bandido da Luz Vermelha" (1968) e "A Mulher de Todos" (1969), estes de Rogério Sganzerla. Foi casada com Glauber e Rogério, e tem uma filha atriz, Djin Sganzerla, que lembra muito a Helena Ignez nos anos 60.

A atriz baiana lança hoje seu primeiro longa-metragem como diretora, "Canção de Baal", baseada em peça de Bertolt Brecht, em exibição hoje no 37º Festival de Cinema de Gramado (RS). No elenco, além da Djin, tem também outras belas atrizes, Simone Spoladore e Beth Goulart.

Helena vivenciou um triste episódio em 2003, numa mostra de cinema, quando ela, representando Rogério Sganzerla, então doente (ele faleceu no começo de 2004), apresentou a exibição do último filme dele, "O Signo do Caos", no evento. A platéia de "descolados", que havia aplaudido no evento uma homenagem a Glauber Rocha, simplesmente foi embora durante a exibição do filme de Sganzerla, dando prova de que essa "galera" tenta gostar de cultura, mas nem tanto assim. Foi constrangedor para Helena Ignez, na situação.

Na entrevista de hoje ao portal G1, Helena fez críticas à alta sociedade baiana: “Fiz as pazes com Salvador. Mas a alta sociedade baiana, no tempo da minha juventude, era de uma sordidez inacreditável. E não mudou muita coisa. Talvez, o problema seja essa herança coronelista que se estendeu até o último instante, com o maior coronel da Bahia, que foi o Antonio Carlos Magalhães”.

Dá para perceber que Helena Ignez tem razão. E não é só a alta sociedade soteropolitana propriamente dita, não. Os "líderes de opinião", a intelectualidade e os políticos esquerdistas (salvo honrosas exceções, como o grandioso historiador Cid Teixeira), também jantam do mesmo caviar da alta sociedade, todos reunidos com gosto na rádio mais "171" do país, a Rádio Metrópole FM.

É lamentável a sordidez da burguesia e da "intelligentzia" soteropolitanas, que são capazes de sentar nos primeiros lugares para ver qualquer evento no Teatro Castro Alves, correm para comprar o novo disco da Maria Bethânia, o novo livro sobre Glauber Rocha, mas pouco se preocupam em saber qual o mais recente trabalho não só da Helena Ignez, mas de outros cineastas underground baianos, ou como vão a carreira de nomes da verdadeira MPB baiana que não faz pactos com a axé-music.

É esse pessoal que, em nome da visibilidade fácil, agora elege o empresário e dublê de radiojornalista Mário Kertèsz como "grande nome da mídia baiana". É a única forma dessa burguesia e pequeno-burguesia bronzeada de Salvador ir para o bairro popular do Pernambués, de preferência dentro de um carrão com vidro fumê.

Sem saber, no entanto, esse pessoal acaba pagando o preço caro da bajulação a um político direitista e reacionário convertido em "radialista". Emiliano José e Oldack Miranda foram espinafrados no ar pelo "gentil radialista" que os dois ingenuamente apoiaram. Esqueceram as diferenças históricas entre eles e o empresário-radialista, ex-prefeito de Salvador, lançado na política pela ARENA.

Graças a esta alta sociedade e pequeno-burguesia omissas, Salvador mergulha no caos. Comemoraram o precipitado "fim" do carlismo sem lutar para melhorar a capital baiana. A violência lá aumenta seriamente, e eu e minha família pudemos sair de lá a tempo.

Há poucos dias, uma jovem médica, ao sair de um shopping na capital baiana, foi sequestrada e depois morta por um grupo de bandidos. E as autoridades ainda com medo, tentando dizer que a violência em Salvador está em "níveis normais aos de qualquer cidade do mundo". Preferem adotar esta atitude covarde ao invés de investir em medidas sérias não só para combater a criminalidade, mas de investir em educação (atenção, pessoal - educação NÃO É IGUAL a futebol), na habitação, saúde e na diminuição das desigualdades sócio-econômicas.

Depois não gostam quando o Sul/Sudeste faz críticas aos baianos.

JOSÉ SARNEY ABANDONADO ATÉ POR QUEM DEVERIA APOIÁ-LO


Quanta "injustiça". O pessoal que deveria apoiar o senador José Sarney nos seus momentos mais difíceis, hoje se faz de ingrato e quer repudiá-lo.

Os empresários das "rádios AM em FM" e das FMs popularescas deveriam ser solidários ao senador. Foi José Sarney que favoreceu esses empresários através das farras de concessões de rádios FM nos anos 80. A partir dessas concessões, vieram as redes de rádio nos governos Collor e FHC que, dizimando emissoras regionais, aumentou o poder das oligarquias paulistas de radiodifusão (Jovem Pan, Transamérica, Bandeirantes etc.). E os políticos regionais que controlavam essas rádios podiam optar entre usar "laranjas" para representá-los no quadro proprietário ou então esses próprios políticos poderiam encerrar a carreira partidária e se passarem por "radiojornalistas", fazendo curso de locução às pressas em última hora e aprendendo macetes de radiojornalismo e jornalismo em geral (claro, não iriam mesmo enfrentar uma Faculdade de Comunicação).

Os produtores e empresários ligados a ídolos popularescos também deveriam agradecer ao José Sarney. Foi ele, junto com Antônio Carlos Magalhães, o inventor da axé-music, que lançou o ritmo baiano em território nacional, empurrando o indigesto ritmo até em Florianópolis e Belo Horizonte. A dita "música sertaneja" também deveria agradecer ao José Sarney tanto pelas FMs que, com a farra de concessões, ele incentivou, junto a latifundiários e empresários do agronegócio, que, assim, poderiam montar qualquer dupla breganeja, desde as que usam nomes simples para disfarçar nomes de batismo esquisitos (tipo batizar de José & João para irmãos que se chamam Euzaquiel & Geronemias) até duplas novas cujos nomes plagiam artistas de MPB (como uma possível vindoura dupla goiana Gilberto Gil & Caetano).

As vaquejadas, micaretas, "bailes funk", o futebol brasileiro, as "rádios AM em FM", os cientistas sociais adeptos do brega, os "Olavo Bruno" e "Eugênio Raggi" da vida, todos deveriam estar rezando pela permanência de Sarney no Senado. Tudo que eles vivem, pensam e acreditam eles devem muito ao hoje senador, quando ele era presidente da República.

Não adianta dizer que isso nada tem a ver, porque tem, e muito.

ATENÇÃO MOÇAS SOLTEIRAS QUE CURTEM AXÉ-MUSIC, "SERTANEJO", "FORRÓ", "PAGODE ROMÂNTICO" E AFINS, QUE MORAM NO ESTADO DO RIO DE JANERIO.

DEIXEM DE PROCURAR NERDS NO ORKUT E VÃO PARA A VAQUEJADA FEST PROCURAR OS HOMENS DOS SEUS SONHOS.

É DESACONSELHÁVEL ESSAS MOÇAS VOLTAREM PARA CASA SEM UM NOVO NAMORADO. ESTÁ ASSIM DE HOMEM DANDO SOPA PARA ESSAS MULHERES EM EVENTOS COMO ESTE.

O "LÍDER DE OPINIÃO" E O SAMBREGA


O "líder de opinião", aquele que faz blogs que logo na inauguração já tem mais de mil visitantes e, pelo menos, quarenta seguidores, fez um elogio entusiasmado ao novo disco de um grupo de sambrega, chamado Delícia do Meu Bem Querer.

O grupo, apelidado pelo público e pela mídia de Delícias, lançou seu quinto LP, trocando a postura de "mexedores de pezinhos" dos álbuns anteriores para uma postura de todo mundo sentado com seu instrumento (pandeiro, cavaquinho, violão, banjo, tambor etc.). E, em vez da imitação de soul music em ritmo de samba, o grupo passou a imitar o som do Zeca Pagodinho, sambista de maior sucesso no país atualmente.

Pois o "líder de opinião", para quem não se esperaria elogios entusiasmados a neo-bregas (dez anos atrás ele mandaria farpas justamente contra os "mexedores de pezinhos"), disse que o disco do Delícias era maravilhoso, "descobriu" que eles eram "bons sambistas" (sic) e ainda enumerou quatro faixas "mais legais" do disco.

Só que o grande problema é que, num olhar mais atento, as quatro faixas "legais" levam as assinaturas de Ataulfo Alves, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho e a antiga dupla Arlindo Cruz e Sombrinha.

Vá entender o "líder de opinião", presente nos blogs mais badalados da Internet...