domingo, 2 de agosto de 2009

JULIANA DIDONE: MAIS UMA COM NAMORADO



Juliana Didone foi apontada como um suposto affair do ator Eri Johnson. Ela negou a relação. Depois de um tempo sozinha, a bela atriz já curte seu atual namorado.

E outro suposto affair do ator Eri Johnson, a também atriz Sheila Mello, quando ela vai namorar algum empresário?

FANI PACHECO, EX-BBB, LANÇA LIVRO



Não, meus amigos, não se trata de um livro sobre assuntos controversos da Teoria da Comunicação. Também não é um livro histórico sobre a política brasileira dos anos 60. Nem é um livro sobre movimentos culturais de vanguarda, muito menos um histórico sobre artes plásticas.

É apenas um relato desnecessário de uma ex-BBB quando participava do Big Brother Brasil.

Moço, quanto custa mesmo o novo livro do Noam Chomsky?

KLEITON & KLEDIR LANÇAM NOVO CD COM INÉDITAS



A dupla Kleiton & Kledir já havia retomado sua trajetória para salvar a MPB autêntica da ameaça de desaparecimento. Famosa por sucessos como "Deu pra ti" e "Nem Pensar", a dupla gaúcha dos irmãos Ramil tem ainda outro irmão cantor, Vítor Ramil, que segue carreira à parte.

Pelo menos é mais complicado um empresário montar uma nova dupla breganeja que se chame "Kleiton & Kledir". É processo judicial na certa, os irmãos Ramil certamente não são bobos.

Agora, fica uma pergunta para Caetano Veloso e Gilberto Gil: e se um empresário da dita "música sertaneja" montar uma nova dupla chamada "Gilberto Gil & Caetano", como é que os baianos reagiriam?

DISCO RISCADO: NOTICIÁRIOS "SÉRIOS" INSISTEM NA DECADENTE GÍRIA "BALADA"



A gíria "balada" era para ter caído em desuso por não ter pé nem cabeça.

Sabemos que nenhuma hipótese cogitada para entender o porquê desta gíria tornou-se sequer plausível. Corruptela de "badala"? Não, não seria possível um rapagão influente entre os jovens cometer tal "escorregada". Derivativo da gíria "bala"? Esta gíria nem é das mais usadas entre os jovens. Derivativo de "baile"? Não, a palavra nem é tão forte no vocabulário dos jovens e "bailada" nem sequer deu "olá" no colóquio juvenil.

Portanto, a gíria "balada" não passa de um jargão artificial inventado nos escritórios por DJs, publicitários, empresários da "noite" e gente ligada ao mercado clubber. Esta gíria, aliás, teima em não ser gíria, contrariando a natural vida fugaz que as verdadeiras gírias possuem. A gíria "balada" tem até departamento comercial, esquema de marketing e até de mershandising, e conta até com adeptos da pesada, como vi no Orkut, com uma agressividade e um reacionarismo dignos do Comando de Caça aos Comunistas.

Pois se a gíria sobrevive nos sites sobre celebridades, ainda vai. Esses sites são o paraíso astral da burrice, do sensacionalismo, da futilidade, e sobretudo dos textos muito mal escritos. Sites que chamam grupos vocais, sem instrumentista algum, como "bandas", e ficam bajulando calamidades musicais tipo Calcinha Preta, Chiclete Com Banana e Alexandre Pires, não podem ser levados a sério.

Mas daí para a gíria "balada" sobreviver até em telejornais considerados "sérios", simplesmente é INACEITÁVEL.

Nas últimas semanas, os telejornais da Rede Record e até o Hoje, da Rede Globo, não pronunciam mais as palavras "festas", "boates", "agitos noturnos", tudo ficando na preguiçosa gíria "balada", que já vem das ordens editoriais.

Fica muito desagradável ver notícias assim. Porque sabe-se que a gíria "balada" é tão ridícula que muitos jovens a pronunciam como se quisessem cuspir saliva de repente. Virou gíria de panaca, aliás, só trocando as letras "l" e "d" de "balada" pelo "b" e "c" respectivamente para ver o real sentido da gíria.

Não custa um telejornal falar coisas do tipo: "a dica de beleza vai para a moça que irá a uma festa na danceteria", "os jovens se reúnem na boate para tomar cerveja", "nos agitos noturnos os jovens consomem várias calorias". Mas, nada disso ocorre, e tudo vira "balada".

Por isso desligar a televisão é uma grande pedida para evitar coloquialismos excessivos e desnecessários nos noticiários. Nem adianta o pessoal dos noticiários arrumarem desculpas como "queremos usar uma linguagem mais simples", "os jovens também assistem os (sic) telejornais", que essas desculpas são inúteis. Um vocabulário bem cuidado não é bicho de sete cabeças para as mentes juvenis.

PARNASIANISMO ÀS AVESSAS

Aliás, esse uso obsessivo das gírias "balada" e "galera", ambas desgastadíssimas, significa um parnasianismo às avessas.

O parnasianismo foi um movimento poético do início do século XX que se marcou pelo discurso excessivamente formal, pelos versos calculados à régua, pelo pretenso lirismo sem alma das palavras rebuscadas, do discurso "solene", do helenismo de mármore que em nada lembra o lirismo da poesia helênica da Antiguidade. O parnasianismo foi praticamente sepultado a pá de cal pelo movimento modernista de 1922.

A comparação com o parnasianismo não parece ter sentido, se muitos acham que a mídia adota as gírias "balada" e "galera" para dar um clima de informalidade na dramaturgia e no jornalismo.

No entanto, a obsessão por essas gírias é, sim, um parnasianismo às avessas. Afinal, embora haja o pretexto da informalidade, ele se dá justamente de forma forçada, obsessiva, e não menos calculada do que a métrica dos versos parnasianos.

As duas gírias em nada contribuem para a espontaneidade do discurso, da mesma forma que ninguém, em outros tempos, ia passar a vida toda botando as gírias "bicho" e "chuchu beleza" em dramaturgias e telejornais alegando "um discurso informal".

Essa informalidade aparente esconde uma formalidade, como nos poemas paranasianos, e tanto no caso desse movimento poético quanto no uso da mídia das gírias "balada" e "galera", tudo soa forçado, sem graça, sem vida, sem alma.

Enquanto isso, nos países desenvolvidos, os jovens mais inteligentes, modernos e sensatos possuem um vocabulário mais cuidado. Em inglês, eles continuam falando "I go to the parties with my friends" e não a tradução da patética "Vou pra balada c'a galera" (com direito a cacófato e tudo): "I go to the ballad with my crew". Ser patético, no Primeiro Mundo, é out.

FANÁTICOS MODULADOS SÃO "MACACOS DE AUDITÓRIO" DE FM



Suponhamos que um locutor de uma "rádio AM em FM" tenha, no ar, uma violenta crise de tosse. Ela dura, digamos, um minuto e meio, o que, no caso da tosse, é muito tempo.

O que acontece? As pessoas que apóiam a Aemização das FMs, deslumbradas com tudo - de repente até o "Patrulha da Cidade", jogado para o FM, virou "clássico do rádio" de uma hora para outra - , certamente vão aplaudir a tosse do locutor, já que acham genial comentários econômicos que tais pessoas não entendem e nem querem entender, porque para elas o que importa é elogiar pateticamente o comentarista, falasse o que ele falasse.

O "líder de opinião", então, deverá estar, na ocasião, feliz da vida, e provavelmente comentará assim no seu ultra-badalado blog:

"Santa tosse dos locutores informados, que são como um mel para nossos ouvidos, já que vem de pessoas comprometidas com a cidadania e a prestação de serviço. Ouvi o seu programa e acho que essa tosse deve nos dizer muita coisa, algo que não compreendo no momento, mas assim que eu parar para pensar eu posto no blog dentro de alguns dias".

Já os sites também ultra-badalados sobre rádio - que são chapas-brancas mas antecipam toda a ciranda de "novidades" do rádio brasileiro (leia as artimanhas futuras dos grandes donos de rádio) - devem escrever coisa parecida com isso:

"A rádio FM tal deu um novo sentido para a tosse humana. O jornalista tal, em seu programa tal, em dado horário, teve uma crise de tosse que repercutiu bem no mercado radiofônico, diante da genialidade dos programas informativos e de variedades, sobretudo esportes. Da garganta do radiojornalista, ouvimos uma forma diferente de tosse, uma tosse informativa, uma tosse prestadora de serviço, que fez os ouvintes responderem de forma positiva à rádio e ao programa em particular".

Os internautas, lendo a "sábia" informação no(s) site(s) de rádio, devem comentar assim:

pedrao:
essa crise de tosse salvou minha vida.

Guilherme Mendes:
Certamente foi uma tosse abençoada. Carregada de profundo conteúdo informativo.

zecao2006:
xou de bola.

Sérgio Maciel:
Nota dez. Essa tosse renovou a linguagem radiofônica, quebrando a rotina do diaadia. Gostei.

critico2009:
Será que vocês não se mancam em ficar aplaudindo até tosse de locutor? Eu achei tudo isso ridículo.

(Colunista de Rádio) fala:
Seu critico2009, você está redondamente enganado. São comentários como o seu que me revoltam, diante do profissionalismo do renomado locutor, que conheço pessoalmente e sei que ele é um dos maiores gênios de todos os tempos. Confesso que fiquei indignado com seu comentário, critico2009, pois a tosse do locutor jornalista foi de um excelente grau de profissionalismo.

zecao2006:
critico2009 vacilou. mto bundaum.

João Chapa-Branca:
Grande idiota esse critico2009.

Sérgio Maciel:
O cara não entende de jornalismo, e a tosse é apenas uma forma de linguagem jornalística, que em nada compromete a transmissão da notícia, da opinião e do serviço.