segunda-feira, 27 de julho de 2009

O adeus a Sky Saxon, vocalista dos Seeds



De fato um roqueiro faleceu no dia 25 de junho passado. Soube disso só hoje, mas não custa lembrar. Mas, antes que os leigos e poucos iniciados em música venham com esse papo de "eu te disse, eu te disse", estou falando do cantor e baixista dos Seeds - das músicas "Pushin' too hard", "It's a hard life" e "Can't seem to make you mine" - , Sky Saxon, aos 71 anos

Nos últimos anos Saxon até se apresentava, não mais com os Seeds mas com uma outra banda, mas dava para perceber a voz frágil e a aparência idosa, consequência daqueles tempos de drogas e farras dos anos 60 que contagiava todo mundo, até os Beatles. Os Seeds eram uma das mais prestigiadas bandas de rock psicodélico, embora pouco tocadas nas rádios brasileiras. Apesar disso, Wanderléia, a Ternurinha, chegou a gravar uma versão de "Pushin' too hard".

Ouvi a música "It's a hard life", bem eletrizante, eu ouvi pela primeira vez no programa "Let's Rock", da Rede Transamérica, apresentado pelo roqueiro baiano, radicado em São Paulo, Marcelo Nova.

Eu mesmo peguei recentemente uma versão mp3 da música e, editando com a imagem de capa de um disco do grupo, coloquei o vídeo no You Tube. Ouçam a música. O vídeo não vale pela imagem, mas pelo áudio.

CAMILA BELLE


Sim, isso mesmo, a mais nova solteira famosa do pedaço, a lindíssima atriz Camila Belle (na foto com seu então namorado Joe Jonas), de ascendência brasileira, também é adepta de usar camisas abotoadas para dentro da calça, a coqueluche das mulheres classudas que ainda não pegou por aqui entre as garotas comuns.

ÔNIBUS BLANCO NÃO É IGUAL A ÔNIBUS BRANCO







Vejam só que absurdo. Ônibus com nome de Blanco ("branco", em espanhol) que não são brancos. E ônibus com nome de Verdemar que não é verde, mas branco.

Será que ninguém vai acabar com o "vitiligo visual" dos ônibus de Salvador, Bahia? Gente, acione o Ministério Público da Bahia, o Ministério Público Federal, a Assembléia Legislativa da Bahia, o Raimundo Varela, os jornais comunitários. Tudo, menos a Rádio Metrópole de Mário Kertèsz, porque é "171".

Vamos acabar com essa pouca vergonha dos ônibus de Salvador ficarem na maioria com o visual fantasmagórico do "branquinho básico". Isso, repito, é um desrespeito ao passageiro de ônibus baiano, obrigado em média a pagar R$ 132,00 por mês para os empresários de ônibus baianos, que se escondem no sindicato patronal com sigla esquisita (SETPS) e pronúncia mais esquisita ainda ("Setépis" - socorro, Pasquale!!).

E os "líderes de opinião" de Salvador, frouxos, nem estão aí para reclamar. Se comportam como meros aluninhos aplicados da mídia gordinha. Devem estar olhando para o coqueiro para ver se cai dali uma morena bem bonita, sem se dar conta que mulher interessante e solteira, em Salvador, está se tornando cada vez mais raro de haver.

Comparem então o ônibus branco da Transportes Verdemar, de Salvador (Bahia), com os dois da Transportes Blanco, de Nova Iguaçu (RJ), da Baixada Fluminense. E olha que a Baixada Fluminense tem uma estrutura urbana que lembra as regiões de São Caetano, Pirajá, Cajazeiras e Paripe da capital baiana.

Mas o pessoal da Baixada Fluminense pelo menos tem ônibus de verdade.

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO: VERDADEIROS "ONE HIT WONDER"



Mediocridade musical é isso aí.

Em entrevista recente, Zezé Di Camargo, o cara que aparece aqui esbanjando os cafoníssimos mullets, se queixou de ser reconhecido apenas pela música "É o amor", hit do cancioneiro brega que teve a sorte de aparecer em antologias de MPB feitas por pesquisadores de olho talvez em algum lugar na grande mídia, seja como colunista de O Globo ou, pelo menos, como um jurado do Fausto Silva ou como um entrevistado de sábado do Jornal Hoje.

É certo que Zezé Di Camargo foi responsável até pelos sucessos da dupla Leandro & Leonardo, mas "É o amor" lhe assombra, assim como assombra o seu parceiro Luciano - na verdade Zezé e Luciano se chamam Mirosmar & Welson - , e por mais que haja outros "sucessos" da dupla goiana, eles não passam de meras músicas de trabalho das rádios de MCB - Música de Cabresto Brasileira, que são emissoras como Nativa FM (SP/RJ), Transcontinental (SP), Piatã (BA), 102 (MG), Mania FM (MG/GO/RJ), entre tantas outras.

Nos últimos anos, a dupla estava desesperada em manter o sucesso comercial ajudado pela estrutura coronelista que envolve rádios, TVs e gravadoras, além das redes de supermercados e de lojas de eletrodomésticos que apoiam esses ídolos popularescos, investidos através de fortunas despejadas por fazendeiros e políticos de direita.

Desde 2004, Zezé Di Camargo & Luciano encomendaram uma biografia cinematográfica narrada em tom de dramalhão, que valeu aos dois irmãos seus "quinze minutos de fama" ao lado de cineastas e até de medalhões da MPB. A trilha foi de um pretensiosismo sem tamanho, onde cantores de MPB foram chamados para duetar ou gravar músicas, enquanto Zezé Di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó representavam a ala brega, posando de reis da cocada preta.

Depois a dupla goiana, que não era grande coisa no seu repertório - "É o amor" é o tipo de música que tenta ser tudo e nada consegue ser, não sendo bolero, nem moda de viola, nem guarânia, nem country, nem seresta, nem mariachi e muito menos MPB e só valeu porque foi gravada por Maria Bethania - , piorou o que havia de ruim na sua música.

Nos álbuns recentes, Zezé Di Camargo & Luciano partiram para um ecletismo sem pé nem cabeça, adotando uma atitude "urbana" (simbolizada sobretudo pelas camisas "havaianas" que Zezé costuma exibir nas fotos) e partindo para investidas idiotas como acordes de reggae e até parodiar o estilo de Zeca Baleiro, como em "Meu país". Não chegaram ainda ao flerte dos compadres Chitãozinho & Xororó com o emo, vide uma apresentação especial junto ao Fresno, mas igualam-se no pretensiosismo dos amigos paranaenses.

Cá para nós, a dupla goiana vai ficar marcada apenas por "É o amor". É sua sina. Zezé Di Camargo & Luciano são os verdadeiros one hit wonders, intérpretes de um sucesso só. E isso porque Maria Bethania gravou essa música. Se não fosse a irmã do Caetano Veloso, nem "É o amor" sobraria. Se bem que o breganejo, como um todo, está longe de sobreviver à posteridade.

ESTÁ TUDO ERRADO



Tinha que se chamar "Está tudo errado" o novo sucessinho da dupla MC Júnior & MC Leonardo, os "gênios" do "funk" panfletário.

Agora o MC Leonardo está muito em cartaz na mídia gorda, a mesma mídia gorda que ele, ingrato, crucifica, quando foi ela que o livrou do (merecido) esquecimento. O G1 e o Segundo Caderno de O Globo já divulgaram notas sobre MC Leonardo, nenhuma falando mal dele, nenhuma chamando ele de "comunista da mídia nanica".

Da mesma forma, a mídia gorda sempre foi gentil com Mr. Catra, o "tutor" da Mulher Filé. Catra, ingrato, posa de "injustiçado", "alternativo", "discriminado pela mídia", mas falta muito pouco para a revista Caras fazer uma reportagem só com ele, posando diante de uma casa chique bem mobiliada. Falta muito pouco, e muito pouco mesmo.

É por estar o Brasil todo errado que tem gente que dá valor a essa mediocridade funkeira que irrita os sensatos e engana os ingênuos.

Ainda sobre o reacionário Olavo Bruno



Observando as "pérolas" do irado (não é gíria) Olavo Bruno, mistura de Diogo Mainardi com Paulo César Araújo:

"mpb vai sair do chão há, há, há!"

"victor e léo é o furação da música sertaneja."

"Todo Mundo fala que o Benito De Paula é brega, mas quando o Roberto Carlos gravou a música quero ver voce de perto de 1974 é cultura é chique quanta bobagem."

A primeira frase faz elogios implícitos à axé-music. Os ídolos baianos da axé-music estão em turnê pelo Sudeste brasileiro.

A segunda frase evoca uma dupla emergente do breganejo brasileiro, divulgada maciçamente pelas rádios (com ajuda dos "coronéis" e empresários do agronegócio), e que está na trilha de uma novela corrente da Rede Globo.

A terceira frase evoca um cantor de brega, algo como um arremedo piegas do Wilson Simonal. Esse cantor brega lança no momento um DVD com seus grandes sucessos.

Já vimos que, com essas três frases, Olavo Bruno falou de intérpretes que no momento investem de qualquer forma no sucesso momentâneo na grande mídia.

Não será coincidência demais uma pessoa "comum" falar de intérpretes com o mesmo tipo de campanha publicitária na grande mídia (e justo ele que acredita que Maria Rita Mariano é "produto de marketing")?

Com tudo isso, podemos inferir que Olavo Bruno pode ser, muito provavelmente, algum funcionário a serviço dos homens da grande mídia brasileira. Produtor do Faustão? Assessor do Gugu Liberato? RP da Central do Carnaval? Redator da Contigo? Estagiário de Caras? Webmaster do portal Fuxico?

As apostas estão lançadas, pessoal!!