quinta-feira, 2 de julho de 2009

INFORMANDO OS "DESCOLADOS"


Foto de Miriam Faleiros

Nem tudo é Disneylândia ou aquilo que a mídia gorda-fashion chama de "balada".

A FLIP, Feira Literária de Paraty (f0to), é um evento sobre literatura. Para o pessoal estimular-se a ler livros.

O Fórum Social Mundial é um evento sobre política. Para o pessoal desenvolver uma visão crítica sobre a crise político-econômica mundial e suas reflexões na sociedade.

Já o São Paulo Fashion Week é um simples evento de moda. Não substitui, de forma alguma, os eventos de artes plásticas, e não pode ser levado demasiadamente a sério.

HOJE É DIA 02 DE JULHO, DIA DE LUTA DO POVO BAIANO



Em 1823, os baianos fizeram sua parte, se livrando do poder dos dominadores portugueses.

Agora será a vez deles lutarem para se livrar da camisa-de-força da axé-music, ritmo brega-popularesco conhecido por sua megalomania.

Para se ter uma idéia, a axé-music invade outros mercados sem pedir licença alguma. Invade áreas que não se identificam naturalmente com sua "alegria" viciada e querem ter sua reserva de mercado nesses lugares.

Por outro lado, a axé-music não deixa que outros estilos e tendências tenham presença de mercado em Salvador (Bahia), a não ser que eles sejam cooptados pelo esquemão axezeiro (que, para quem não sabe, é herança explícita do carlismo).

Axé-music é uma grande farsa.

PRÊMIO DE MÚSICA BRASILEIRA: DECLÍNIO DOS BREGA-POPULARESCOS?



Ontem à noite aconteceu o 22º Prêmio de Música Brasileira, que foi patrocinado pela Sharp e pelo TIM, e hoje correu sem um grande nome como patrocinador.

O evento aponta para um desgaste da chamada Música de Cabresto Brasileira, uma vez que a festa foi toda da MPB autêntica. A Rede Globo noticiou o evento e não citou qualquer ídolo brega-popularesco, dando destaque ao tributo dos cantores da MPB autêntica à cantora Clara Nunes, falecidaem 1983. A revista Caras, por sua vez, deu destaque, entre os artistas que se apresentaram no evento, apenas à MPB autêntica: Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Alessandra Maestrini, Ney Latorraca, Zélia Duncan e João Bosco.

Os brega-popularescos só aparecem nas categorias "Regional - Melhor dupla" e "Popular - Melhor dupla", respectivamente Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano, mas isso pelo simples motivo de hoje não haver um grande nome novo na verdadeira música caipira brasileira. Por isso, escolhem-se os bastardos, os bregas-canastrões mais antigos.

Mas o evento marca que a música brega-popularesca começa a cansar e não convencer mais a intelectualidade. Mostra que a MPB verdadeira não vive de meros lotadores de platéias de rodeios, micaretas ou "bailes funk". A MPB verdadeira não vive de marketing, mas de música.

Atores a serviço da campanha "cultural" da mídia gorda


A culpa não é nossa, não é invenção nossa, a responsabilidade é toda da Samara Felippo, que deixou vazar a informação de que atores de TV são contratados para eventos popularescos, no caso a axé-music. Mas o breganejo e o "funk carioca" também contratam atores para se passarem por fãs do estilo.

A mais nova vítima é a atriz Stephany Brito, que, talvez visando um futuro bom papel numa novela da Rede Globo, incluirá o medonho "funk carioca" na festa de seu casamento com o jogador Alexandre Pato.

Juliana Paes também andou se passando por "funkeira" devido a essas clausulas contratuais em que todo jovem ator terá que aderir aos ritmos da Música de Cabresto Brasileira se quiser manter os compromissos profissionais em dia.

Como prêmio por Juliana Paes ter incluído "funk" na festa de casamento com seu hoje marido Carlos Eduardo Baptista, a atriz ganhou papel de protagonista na novela Caminho das Índias, atualmente no ar na Rede Globo.

E tem gente que não acredita que os ritmos brega-popularescos são associados à mídia gorda...

VÍDEO SATIRIZA POLISHOP E PSEUDO-ESQUERDISTAS

Esse vídeo eu dedico para os delinquentes que quiseram invadir meu antigo perfil no Orkut e que se alojam em comunidades como ODEIO ACORDAR CEDO. Esse pessoal todo é pseudo-esquerdista, pois posa de esquerda mas no fundo é tão reacionário quanto os políticos do DEM.

Os universitários desse vídeo também sacaram a onda do pseudo-esquerdismo que toma conta da juventude de nosso país. Pelo menos em outros tempos os jovens direitistas eram mais sinceros e organizavam o Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Hoje os filhos da geração CCC preferem se filiar aos partidos de esquerda para depois apunhalar a esquerda pelas costas.

O vídeo é bem divertido.

OS SAPATOS SISUDOS DE EDUARDO MENGA



Escrevemos um texto sobre os cinquentões empresários e profissionais liberais que são casados com mulheres bem mais jovens. Citamos o pai da tenista Vanessa Menga, Eduardo Menga, empresário, diretor de elenco da Rede Record e produtor cultural, que hoje é casado com a atriz Bianca Rinaldi e já tem filhas com ela.

Citamos que o mal desses cinquentões é o comportamento sisudo, como se estivessem com muita má vontade em se adaptarem ao estilo de vida de suas esposas. Aproveitando que a mídia fala da morte de Michael Jackson, que simbolizou a obsessão pela "juventude eterna", nosso texto falou da obsessão da geração de Almir Ghiaroni e Roberto Justus pela "maturidade antecipada", um drama tão grave quanto o do "rei do pop". Apesar de casados com mulheres mais jovens, esses homens insistem no grave defeito de serem prisioneiros de referenciais antigos, do vestuário ao gosto musical. Veja o texto "ELES NÃO QUISERAM SABER DE FERRIS BUELLER" para saber mais detalhes.

Pois uma foto da revista Caras mostra Eduardo Menga e Bianca Rinaldi passeando no shopping center, um evento informal, leve, ainda que o casal tivesse como objetivo comprar o enxoval para os novos bebês. Mas Menga cometeu o ERRO de usar sapatos de couro, quando num momento como esse poderia estar calçando tênis (olha o trocadilho com o esporte da filha Vanessa, aliás também esporte da juventude de Eduardo), bem mais confortáveis para momentos de lazer.

Mas como O Kylocyclo zela pela utilidade pública, damos uma pequena ajuda ao marido de Bianca Rinaldi para usar os calçados certos para situações certas. O grande mal para ele e seus contemporâneos Ghiaroni e Justus é que eles pensam a vida como se ela fosse, por si só, um grande seminário empresarial, onde o uso de sapatos de couro e sapatos de verniz, de preferência bem engraxados, se torna uma obrigação forçosa. Sabemos que esses tipos de calçados são muito mais apropriados para eventos rigorosamente formais, como seminários para empresários ou profissionais liberais, ou para eventos de gala. Mas só falta eles caminharem no calçadão do Leblon usando sapatos de vernis, aí seria o cúmulo da sisudez.

Bem, como dissemos, vamos dar uma ajudinha digital, sempre em consonância com as evoluções do mundo técnico-tecnológico, bem no agrado desses homens, antiquados na hora do lazer, mas profissionais muito bem atualizados. Adaptamos a foto em questão para trocamos o sisudíssimo sapato de Eduardo Menga por um tênis Nike, através da montagem digital.

Se caso Eduardo Menga soubesse da montagem digital e não gostasse, alegando que isso "vai contra os princípios do bem vestir" e que "é vergonhoso um homem de 56 anos passear pelo shopping usando tênis", soltamos imediatamente a réplica de que um homem de 56 anos ou mais usando tênis não é de forma alguma vergonhoso, até porque existem homens com mais de 70 anos que usam tênis para ir a qualquer lugar, reservando os sapatos de verniz e couro para situações extremamente formais.

Querem uma prova? Vejamos então o nosso célebre ex-beatle, Paul McCartney, que tem 67 anos de idade, passeando com sua nova namorada. McCartney, cujas composições como "The long and winding road", "Yesterday" e "My love" são aceitas pelos cinquentões sisudos, aparece com traje de terno (ele tirou o paletó), mas calçando um par de tênis. Uma coisa que Roberto Justus e companhia ainda têm muito, muito medo de fazer, combinar ternos com tênis, porque é "adolescente demais".

Pois vejam a foto abaixo. E, caro DJ, toque uns rockões na voz de Paul, como "She's a Woman", "Can't buy me Love", "Helker Skelter" e até "Lovely Rita", para quebrar o astral black tie da rapaziada cinquentona de esposas trintonas (mas bem mais próximas das "Garôtas" de Alceu Penna, adaptadas para nossos dias, do que da "Mulher de 30" cantada por Miltinho).

OS LEONARDOS DA MÚSICA BREGA BRASILEIRA



A Música de Cabresto Brasileira tem dessas coisas.

Primeiro, veio o Leonardo, hoje Leonardo Sullivan, cantor e compositor da safra brega dos anos 70, irmão do Michael Sullivan da dupla Sullivan & Massadas.

Depois, veio o Leonardo, da dupla Leandro & Leonardo, ícone da música breganeja dos anos 90.

Quase junto com o Leonardo breganejo, veio outro Leonardo, MC Leonardo, do risível (de tão ridículo) "funk carioca de raiz" - na verdade um dos primeiros da safra dos anos 90 - , que engana toda a mídia de esquerda com seu discurso "socializante".

Todos os Leonardos dizem defender a cultura brasileira de verdade.

Mas José Sarney também diz defender a democracia cidadã de verdade.

Qual é a diferença?