quarta-feira, 3 de junho de 2009

REVISTA PIAUÍ NÃO É MÍDIA DE ESQUERDA


Por mais que se esforce em parecer uma Caros Amigos mais "cultural", a revista Piauí não pode ser considerada mídia de esquerda, apesar de um leitor já ter definido a revista dessa forma, numa missiva serelepe e deslumbrada.

Vendo a revista Piauí, posso garantir que a revista, por seus textos sobre o marxismo e derivados, parece ver o esquerdismo de binóculo, sempre à distância. Certamente não tem a veia direitista de Veja, mas como a maioria das pessoas que consomem a mídia gordinha veem as coisas como se estivessem à esquerda de onde elas realmente estão, Piauí é festejada como se fosse "mídia de esquerda". Como certos tolos já festejaram, de forma semelhante, em relação à TV Bandeirantes, Band News FM e até a Rádio Metrópole FM de Salvador e, pasmem, a Rede CBN, cada vez mais direitista.

Piauí é uma filha bastarda do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, de uma inseminação artificial com o esperma da fase decadente do jornal Pasquim. Seus colaboradores possuem variado leque de visão e ideologia, mas a equipe editorial, em si, parece se inclinar à centro-direita, devido a pelo menos dois notáveis episódios:

1 - Segundo alertou a revista Carta Capital (mídia de centro-esquerda), a Piauí fez uma reportagem que subentendia algum sentimento de pena com o banqueiro Daniel Dantas, alvo de escandalosas denúncias.

2 - A Piauí fez uma reportagem entusiasmada com ACM Neto, o neto do homem.

Enquanto isso, a Piauí fala de comunismo, marxismo, socialismo etc. com muita frequência, mas sempre de binóculo, olhando de longe, como se todos esses temas não fossem da natureza ideológica da revista.

TIM LOPES


Há sete anos, no dia 02 de junho de 2002, Tim Lopes foi covardemente detido e morto por um grupo de traficantes (dos quais dois também estão falecidos), da Vila Cruzeiro, região da Penha, no Rio de Janeiro.

Era um jornalista sem pretensões heróicas mas que punha na prática a função social tão atribuída em tese aos jornalistas, servindo a sociedade com mais presteza do que muito colunista político bem engravatado, que só faz falar em prol da sociedade.

Sabemos da história de sua tragédia, mas ela conta com um ingrediente mais vergonhoso, vindo, ironicamente, da mesma emissora de televisão que o contratou, a Rede Globo.

Sabemos que a Rede Globo é patrocinadora e mentora do mais novo modismo do "funk carioca", e nos últimos dias a emissora mudou o discurso quando relembra da morte de Tim Lopes.

Antes, noticiava-se que Tim foi detido pelos traficantes quando investigava a prostituição infantil em "bailes funk". Hoje, limita-se a dizer que ele investigava a prostituição infantil em "bailes do subúrbio" ou em "bailes do Rio".

Enquanto isso, a prostituição infantil rola solta nos "bailes funk", sob as bênçãos da mídia gorda, e, tal qual uma tradução do fenômeno do É O Tchan, mostra também suas dançarinas popozudas peidando na cara de crianças inocentes, sob os aplausos de pais embasbacados. E o MC Leonardo tentando criar um discurso "social" do "funk", como se o "pancadão" não fizesse parte da "mídia gorda". Fala sério!!

PRESIDENTE LULA NÃO ENTENDE DE RÁDIO FM


Certamente, o presidente Lula não entende de rádio FM. Segundo informou o Fanático Rádio - não confundir com "fanático modulado" - , Lula disse que a clone da Super Rádio Tupi em FM, mais conhecida como INFRA RÁDIO TUPI, seria uma "grande FM no Rio de Janeiro".

Esse mico é comparável ao mico de uma entidade que premiou a Rede CBN no quesito "melhor FM".

Ora, todos nós sabemos, até mesmo o mundo mineral que, mais uma vez, derruba os maiores blogueiros "líderes de opinião" no que se refere à sensatez e visão de mundo, que essas rádios fazem PROGRAMAÇÃO RÁDIO AM, e, como emissoras FM, não contam com pé, nem cabeça, nem neurônios (apesar do eventual pavio curto que deve haver por parte de alguns profissionais e vários ouvintes).

Aqui só temos que lamentar a declaração de Vossa Excelência, que na sua formação de origem pobre e interiorana, não deve entender muito de rádio FM. E nem exigimos que ele entendesse, mas que pelo menos não cometesse essa asneira de dizer que uma mera repetidora de emissora AM será "uma grande emissora FM".

JABACULÊ

Há rumores de que a INFRA RÁDIO TUPI esteja pensando em "alugar" ouvintes, a exemplo do que fazem as "rádios AM em FM" de Salvador, Bahia, para disfarçar o IBOPE decadente que tais emissoras tendem a possuir.

BAND NEWS FLUMINENSE TEM FRACA AUDIÊNCIA



A Band News Fluminense, a um ano do término do seu primeiro contrato de transmissão, está causando problemas, nos bastidores do Grupo Fluminense de Comunicação, tirando o sono do empresário Alexandre Torres Amora, vice-presidente do GFC.

A rádio noticiosa não consegue sair da média de audiência alcançada pela Rádio Fluminense FM entre 1991 e 1994. Quando muito, a rádio só consegue alcançar índices entre a 15ª e 16ª colocações no ranking de FM, mas há desempenhos piores na audiência da emissora.

Vale lembrar que, com essa performance nos índices de audiência, a antiga "Maldita", há quinze anos atrás, saiu do ar, e já fazem exatos quinze anos que o projeto rock da Flu FM começou a ruir pela primeira vez, com o início das negociações com o grupo Jovem Pan Sat.

Virando Jovem Pan Rio nos 94,9 mhz, a performance na audiência também não foi das mais felizes, tendo sido necessário negociar a saída de concorrentes do segmento dance music - Rádio Cidade, Transamérica e RPC - para a JP2 tentar, pelo menos, fazer seu nome no mercado pop dançante do Grande Rio. Apesar disso, não deu certo. Mais tarde, a JP2 teve melhor sorte nos 102,1 mhz, pouco antes de sair do dial carioca. Recentemente, a rede, como um todo, está caquética, pois aderiu ao mesmo formato "AeMão" da Rede Transamérica (rede cuja decadência atinge níveis galopantes que nem seus fanáticos conseguem conter).

Apesar de ser uma rede "só FM", todos nós sabemos, eu, você, Marcelo Delfino, a opinião realmente pública e o mundo mineral que raciocina melhor que muito "líder de opinião" que faz superblogs ultrabadalados, que a Band News usa a fórmula "rádio AM" de programação. E que, apesar de meus pais ouvirem a rádio e eu ser jornalista, acho programação de FM all news um saco. Sou jornalista, mas não sou fanático por jornalismo. Entre viver, amar e sentir prazer e ficar só consumindo notícia, eu prefiro viver, amar e sentir prazer.

Voltando ao Ibope anoréxico da Band News Fluminense, em comparação ao da Fluminense FM de 1991-1994 - que já não fazia juz aos tempos de "Maldita" - , o mais grave disso tudo é que a Band News conta com os principais astros da grande mídia paulista, e que, no conjunto de sua equipe, a Rede Band News FM é uma mistura de TV Bandeirantes com Folha de São Paulo (e aí, "líder de opinião", você continua achando que a Band News não é mídia gorda?).

A Fluminense FM de 1991-1994 só tinha pessoas conhecidas de um público mais específico, o público de rock: Monika Venerabile, Tom Leão, Carlos Albuquerque (Calbuque), Rodrigo Lariú e José Roberto Mahr. Fora eles, apenas radialistas conhecidos por gente mais restrita ainda, o pessoal que ouve rádio, curte rock e mora no Grande Rio.

A Band News tem de José Simão a Bóris Casoy, de Ricardo Boechat a Ruy Castro, entre tantos outros, mas sofre a mesma audiência apática daquela Fluminense FM que nem Luiz Antônio Mello aguentava mais ouvir falar, enquanto Maurício Valladares, a exemplo do Confuso (a pequena moto do grupo de vilões do seriado "Carangos e Motocas" da Hanna-Barbera), deveria ter dito "Eu te disse, eu te disse", diante da intransigência "roqueira" da Flu FM (eu pessoalmente não concordo com a abordagem do Mal Val, que queria ver a Flu FM como rádio de black music, mas isso eu escrevo noutra oportunidade).

Nem aquela série de anúncios yuppies da Band News, que mostrava seus profissionais posando feito modelos de grife de moda adulta num cenário glacial diante da escultura de vidro com o número da frequência de uma afiliada da Rede Band News, conseguiu salvar a situação, ao menos no Rio de Janeiro.

E depois falam que o mercado de fazer "rádio AM" em FM está em alta. Não está, mesmo, a não ser na imaginação esquizofrênica dos "fanáticos modulados", dos colunistas de rádio e dos "líderes de opinião".