terça-feira, 2 de junho de 2009

NOSSA SOLIDARIEDADE À MARÍLIA PERA


Aqui manifestamos nossa solidariedade à atriz Marília Pera, bela na sua idade e notável pelo seu grande talento de interpretar papéis no cinema, teatro e TV.

Pois ela tornou-se vítima de certa mídia desprezível, famosa pelo sensacionalismo e pelo mais vago culto às celebridades mais banais, que não gostou quando Marília, que tem uma grande história e um grande currículo, esnobou duas cantoras de axé-music, a Mulher Gigante e a Garota Gigantinha, como se quisesse defini-las como medíocres.

A saia-justa se deu quando um repórter da Rede TV! - veículo dessa desprezível mídia gorda de brega - perguntou a Marília, que também faz vezes de cantora nos palcos, o que ela achou de cantar com Roberto Carlos ao lado de "grandes nomes" (como a Mulher Gigante e a Garota Gigantinha), e Marília respondeu que quem a intimidou foram as cantoras Zizi Possi e a filha desta, Luíza Possi. Marília deu a entender que não sente apreço pelas axézeiras.

Fica aqui nossa manifestação de apoio a uma das grandes atrizes do país e seu zelo pela verdadeira cultura nacional, acima da pretensa unanimidade de "ídolos de massa".

RECADO ÀS MULHERES SOLTEIRAS QUE CURTEM BREGA-POPULARESCO


Garotas que curtem nomes da Música de Cabresto Brasileira como Alexandre Pires, Exaltasamba, Bruno & Marrone, Latino, DJ Marlboro, É O Tchan, Psirico, Zezé Di Camargo & Luciano, Calcinha Preta, Banda Calypso, (Mulher Gigante*), Leonardo, Daniel etc., etc., etc., faço um pedido: ESQUEÇAM RAPAZES DE BEM COMO EU.

Esqueçam nerds, intelectuais, alternativos, roqueiros radicais, bossa-novistas, existencialistas etc.. Homens assim não são feitos para vocês.

NÃO finjam de falsa modéstia, porque sei muito bem que vocês, no fundo de suas almas, só preferem três tipos de homens: o fazendeiro, ou ao menos o peão-valentão atleta de vaquejadas, o jogador de futebol ou o grande empresário sisudo.

NÃO aleguem que são sem preconceitos, como forma de assediar homens pouco ou nada convencionais, até porque vocês são convencionais até a medula.

Ao invés de ficarem plantadas no Orkut à procura de um nerd para fazer galanteios, por que vocês, garotas bregas, não vão para uma vaquejada, para um estádio de futebol ou para um simpósio de empresários ou profissionais liberais para arrumar seus maridos? É lá que tem, aos montes, homens que pensam e apreciam as mesmas coisas que vocês. E nada de ir a esses eventos só para comer um lanchinho e voltar de mãos vazias. Voltem de lá com seus futuros maridos, nunca digam não a eles.

NÃO digam que estão à procura de homens "diferentes", porque vocês, escravas da mesmice cultural e midiática de nosso país, não são de forma alguma diferentes.

POR FAVOR, parem de choramingar a falta de um "homem legal". Chorar vocês ja choram demais ouvindo Leonardo, Daniel ou Alexandre Pires, ou até o velho Fábio Jr.. Na hora de procurar homens, sejam frias, não procurem homens que estejam além do perfil dos seus ídolos popularescos ou de homens como Ronaldo Caiado, o "imperador" Adriano ou o Roberto Justus.

Parem de fazer gracinhas, por favor. Vocês são bregas, prefiram homens bregas. Nem eu, nem outros homens diferenciados, estamos a fim de vocês. E nada de falar em "superação das diferenças", "magia do amor", "almas-gêmeas" e outras choradeiras porque essa malandragem não cola. Vão procurar os homens que têm a ver com vocês. Saiam de seus quartos e vão á luta.

*Cantora muito conhecida, aliás conhecida até demais do grande público, mas cujo nome não é mais citado neste blog para evitar a ira de fanáticos reacionários.

ESSES SÃO OS PIORES INIMIGOS DA ANTENA 1


Agora que os 103,7 mhz do Rio de Janeiro se transformaram no novo latifúndio eletrônico dos paulistas da Nativa FM (cujos donos, os mesmos da "roqueira-poser" 89 FM, devem estar assim, assim, com os grandes proprietários de terras que acumulam zilhões de reais em seu patrimônio pessoal), a Música de Cabresto Brasileira passa a rolar solta nessa rádio para os ouvintes-carneirinhos escutarem e aplaudirem feito fantoches.

É bom avisar que o infortúnio dos ouvintes da saudosa Antena 1 não acabou, e que está previsto, nos próximos cinco anos, um verdadeiro massacre cultural promovido pela Nativa FM.

Um dos astros da medonha emissora é o igualmente medonho grupo Calcinha Preta, que é especializado em massacrar, sem o menor pingo de dó, o repertório pop adulto, a ponto de ter estragado até a linda canção "The Unforgettable Fire", do U2. O que Bono Vox fez para merecer tamanha tortura é uma incógnita, porque o cantor do U2 é conhecido pelo caráter grandioso, pela integridade moral e pelo seu talento notável de cantor e músico de uma das melhores bandas do mundo. Acho que é porque o Calcinha Preta odeia mesmo o U2.

Mas outras músicas do cancioneiro pop adulto foram massacradas, e não é preciso aqui citar. Quem se interessar, é só consultar o Google para ver qual música veiculada pela Antena 1 que o grupo de forró-brega (estilo da Música de Cabresto Brasileira) massacrou ou irá massacrar (aí, neste caso, talvez os sites Futrico, Fuxico e similares dêem uma prévia).

Pane elétrica


A sátira pode ter sido muito forte, mas é em lamentação a fatos horríveis relacionados a transportes e comunicações: a tragédia com o vôo 447 da Air France, na noite do dia 31 de maio de 2009, e, no mesmo dia, o fim da rádio Antena 1 FM, do Rio de Janeiro, uma das poucas rádios com referência em música de qualidade, e os preparativos para a entrada no rádio FM de uma desnecessária repetidora da Super Rádio Tupi AM, que apelidamos de Infra Rádio Tupi, que provocará o mesmo colapso (ou melhor, uma verdadeira pane elétrica) no rádio carioca que a Rádio Metrópole FM (rádio com programação tipo "emissora AM de último escalão") causou no sistema de rádio de Salvador, Bahia.

Às vítimas do vôo 447, fica aqui o sentimento de muito pesar e tristeza.

"FUNK CARIOCA" NUNCA FOI E NEM É MOVIMENTO POPULAR


Uma das maiores fraudes da Música de Cabresto Brasileira, o "funk carioca", anunciado como um "movimento popular das periferias", na verdade nunca foi um movimento popular de fato. Sua retórica "socializante" se tornou uma das maiores mentiras de todos os tempos, mas, a exemplo do que pregou o publicitário nazista Josef Goëbbels, essa mentira conseguiu convencer na medida em que foi veiculada milhares de vezes para milhares de pessoas.

O discurso convenceu de tal forma que até um funkeiro foi contratado pela revista Caros Amigos, manchando parte do prestígio do periódico esquerdista, uma vez que esse funkeiro, esquecido da mídia, voltou a estar em evidência graças às Organizações Globo, parte da mesma mídia gorda que Caros Amigos se empenha em atacar.

Pois a fraude do discurso funkeiro se dá pela maneira que esse discurso é trabalhado. É um discurso que tenta forjar uma "linda realidade" ao "funk", um discurso feito para enganar todo mundo, de crianças a cientistas sociais, de favelados a turistas (sobretudo europeus, tal é a obsessão da indústria funkeira em empurrar o ritmo para o público europeu, através de turnês pretensiosas e milionárias que geram em fracasso que a mídia gorda não quer admitir).

Por isso é que o discurso mostra uma coisa, a realidade mostra outra. O discurso de defesa ao "funk carioca" tentou comparar o horrendo ritmo a movimentos tão diversos como a Semana de Arte Moderna de 1922, a Revolta de Canudos, o punk rock, o Tropicalismo, além de fazer aquela pregação falaciosa de "música dos excluídos", "movimento dos sem-mídia (sic)", "cultura da periferia" etc.. Sem falar que o marketing da rejeição, que é aquele truque de transformar ídolos medíocres em coitadinhos e supostas vítimas de preconceito, é um dos recursos frequentemente usados pelos defensores do "funk". Se for pelo discurso, tudo é tão lindo e maravilhoso, mas ouvindo os "artistas" de "funk carioca", é difícil não deixar de reconhecer uma péssima qualidade artística, das mais baixas, chulas e sem a menor serventia como cultura autêntica.

Pois a farsa desse discurso é derrubada se soubermos da mais dolorosa verdade: o mito do "funk carioca" foi armado TÃO SOMENTE pelos empresários e DJs que controlam o estilo e praticamente fabricam seus ídolos.

A origem dessa armação e de toda a falácia é que os empresários e DJs de "funk" (aliás, vários desses DJs também são empresários) recrutavam frequentadores de "bailes funk" para fazer karaokê no final dos anos 80 e início dos 90, geralmente cantarolando um arremedo jocoso de cantiga de roda - que durante anos foi chamado no Brasil, erroneamente, de "rap" - com alguma letra geralmente maliciosa ou agressiva.

Em outras palavras, a periferia entrou no "funk carioca" não porque quis ou decidiu por conta própria, mas induzida pelos chefões do "funk" - os empresários e DJs - , que na terceira investida de transformar o "funk" novamente em modismo nacional, criou o discurso mentiroso de "cultura da periferia".

Fica parecendo que ao povo das favelas se atribui sempre a música de baixa qualidade, cuja ruindade apenas é disfarçada pelos defensores que, no mais típico estilo "faça o que eu digo, não faça o que eu faço", recomendam o "funk" mas na sua intimidade nunca consumiriam a droga que fingem que "adoram sinceramente".

Em outros tempos, a favela fazia cultura de qualidade, num tempo em que as informações nem eram tão acessíveis assim. Por que agora se fala que essas músicas chulas, que nem merecem o nome de "músicas", de tão baixo teor artístico-cultural que apresentam, são a "pura expressão das favelas", seja o "funk carioca" ou o porno-pagode de Psirico, Pagodart e companhia? É porque a mídia gorda, cujos ezecutivos entendem tanto de cultura popular quanto um estilista de moda entende de engenharia química, assim quer. Aí, arma todo um discurso para convencer o maior número de trouxas, de preferência pessoas que não pareceriam ser tão trouxas assim.

Afinal, vocês acham que aquela atriz que foi casada com um músico vai botar MC Créu, DJ Marlboro, Tati Quebra-Barraco e Bonde das Gostosas no seu I-Pod? Não, nada disso, DE JEITO NENHUM. Na intimidade, o funk que ela põe no seu I-Pod é outro, o funk autêntico, de Tim Maia, James Brown, Earth Wind & Fire, Chic, KC & The Sunshine Band e Kool & The Gang. Só que ela não vai detalhar isso para a mídia gorda, que aliás edita a entrevista para dar a impressão que a bem-informada atriz adora o "pancadão".

Venda de creme dental sofre oligopólio


Essa denúncia é séria e deveria ser apreciada pelo CADE. A concentração, na venda de cremes dentais em supermercados e farmácias do país, de apenas duas indústrias multinacionais, a Colgate-Palmolive e a Unilever, é um assunto que deveria render debates e investigação constantes.

Na maioria dos supermercados e farmácias de todo o país, o que se vê nas prateleiras de cremes dentais são apenas os produtos das duas indústrias, como Sorriso e Colgate e a marca Close Up, que recentemente tornou-se a única marca de creme dental da Unilever, já que a Gessy original se transformou no sabor hortelã de Close Up e o Signal original hoje é também outro sabor da Close Up que, ironicamente, fez desaparecer seus sabores originais.

Há outras indústrias de creme dental, inclusive nacionais, mas sua penetração no mercado é difícil. A Procter & Gamble, estrangeira como a Colgate e a Unilever, também tem marcas de cremes dentais, mas elas geralmente são especializadas em dentes sensíveis e seus produtos são caros. Os supermercados também fazem parcerias com indústrias nacionais para lançar produtos com os nomes desses estabelecimentos.

Das marcas brasileiras, destaca-se a Contente, da indústria Suavetex, cuja qualidade surpreende de tal forma que o creme dental convencional, vendido a um preço relativamente acessível, atua com eficácia em dentes sensíveis. A marca chegou a fazer parcerias promocionais com o programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. Mesmo assim, ela tem dificuldade em entrar nos supermercados populares, assim como não é encontrada com facilidade em farmácias.