sábado, 16 de maio de 2009

RARIDADES DE SOLTEIRAS


As lindíssimas Paola Oliveira (E) e Camila Rodrigues estão solteiríssimas. Notícia por demais excelente, num país de poucas solteiras interessantes que é o Brasil. Até quando?

KALEY CUOCO


Há quem diga que a atriz do seriado norte-americano The Big Bang Theory - seriado tipicamente nerd - é feia. Dá para acreditar nisso?

Kaley Cuoco é um sonho de mulher. Só que ela segue o padrão de linda nerd que os marmanjões em busca de musas mais "badaladas" não gostam. Eu gosto da Kaley Cuoco. Docinho de cuoco. Se ela aparecer na próxima passeata dos sem-namoro aqui no Brasil, corro para ela.

Para os desavisados: não há parentesco algum entre ela e um veterano ator brasileiro.

CRISE DO RADIALISMO ROCK - II


Foi o início dos anos 90 e o poder de influência do radialismo rock escapou das mãos das emissoras originais e autênticas e passou para o controle oportunista de emissoras supostamente "simpatizantes".

A partir de 1989, emissoras pop ou popularescas passaram a ser "converter" para o formato rock, sem fazer qualquer tipo de adaptação real ao formato. Elas, no máximo, contratavam dois ou três produtores roqueiros ou algo parecido, e o repertório era bancado todo pelas gravadoras, pela MTV e pela Billboard.

Algumas emissoras do Brasil podem ser citadas: RPC FM (Rio de Janeiro), 98 FM (Belo Horizonte), 96 FM (Salvador), Atalaia FM (Aracaju), 100 FM (Fortaleza), JC FM (Recife). E ainda havia a afiliada da paulista 89 FM de Recife.

A visão míope dos diretores dessas FMs, ao assimilar as novidades do Sudeste, cometiam sérias confusões. Em suma, não discerniam as novidades lançadas pela Rádio Cidade carioca em 1977 e pela Rádio Fluminense de Niterói em 1982. Juntando alhos com bugalhos, as "rádios rock" faziam seu caminho de pedras sem muito rock'n'roll.

Muitas dessas rádios começavam com o repertório gororoba, misturando nomes do pop erroneamente chamados de "roqueiros", como Michael Jackson, Madonna, Roxette, Mc Hammer e Black Box, com alguns nomes mais acessíveis como Oingo Boingo, Midnight Oil, Outfields, os medalhões do Rock Brasil, e nomes do "metal farofa" como Bon Jovi e Guns N'Roses. Às vezes se colocava um Lloyd Cole, um Clash, um Smiths, um Ira!, um Violeta de Outono (este, muito raro de ocorrer), na programação, mas somente era a música de trabalho. Em 199o foram introduzidas bandas de funk metal e uns poucos grupos ingleses associados ao indie dance.

A estrutura era igualzinha das rádios de hit-parade: locução em cima das músicas, vinheta entre uma música e outra, cardápio musical muito limitado (não mais do que 60 músicas por dia),e toda uma filosofia de rádio pop: promoção para namorados, propagandas de lojas infantis alternando com as de motéis, sem falar da própria linguagem dos locutores, que variavam apenas entre clones piorados dos locutores originais da Rádio Cidade e versões esquizofrênicas dos locutores da Jovem Pan 2. Isto é, ou era uma cópia debilóide do Fernando Mansur, ou era um arremedo mal-assombrado do Emílio Zurita.

O FENÔMENO GRUNGE - Com a onda grunge, todo um simulacro de "cultura alternativa" foi armado pela grande mídia. As gravadoras multinacionais armaram selos pseudo-independentes (Banguela, Radical, etc.), as grandes editoras bancavam zines, as rádios comerciais se fantasiavam de "rádios rock", mega-grupos musicais tentavam fazer "rock mais sujo", mega-produtoras de eventos armavam "pequenos" festivais de rock em busca do equivalente brasileiro do Nirvana. Houve até tentativa de "parada indie" bancada pelo Estadão.

É verdade que tudo isso não passava de fachada, afinal o tal "rock sujo" era super bem-mixado demais para ser "sujo" feito fitas-demo, e que era nojento o André Forastieri transformar a Bizz na versão diogo-mainardiana da Melody Maker ou na versão roberto-campista do lendário zine punk Sniffin' Glue.

As rádios, então, nem se fala. Os locutores e diretores puxavam o saco dos roqueiros locais ou dos roqueiros do Sul e Sudeste que apareciam nas referidas regiões e deles retiravam algum "palpite" sobre uma banda mais "difícil" para ser tocada. O lobby tentava ser feito até nas lojas de rock locais, que recebiam um adesivo da emissora e, às vezes, deixavam o rádio ligado na mesma, sendo uma grande estranheza você entrar numa dessas lojas independentes e ouvir o rádio rolando "You belong to the city" do Glenn Frey e "Invisible Touch" do Genesis, músicas pasteurizadas de antigos ícones do rock e que eram figuras fáceis nas rádios nada roqueiras.

Com o grunge, o repertório deixou de ser gororoba, mas continuava restritivo. Continuavam as 60 músicas diariamente tocadas, só que com as mesmas bandas grunge como Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains e Soundgarden. Só Nirvana e Pearl Jam conseguiam comparecer com mais de duas músicas na programação.

Nesta fase, a programação tentava ser correta, até porque a rádio paulista 89 FM - cujos donos eram favorecidos politicamente por aliados de Fernando Collor - era protegida da Editora Abril e Grupo Folha da Manhã, e era vendida como "referência" de radialismo rock ante a crise financeira que abalou a Fluminense FM.

Mesmo assim, alguns "micos" poderiam ser notados. Em Salvador, a 96 FM colocava música de Ave-Maria, algo inadmissível em rádio de rock não porque seu pessoal é contra religião ou algo relacionado, mas porque é forçar a barra com algo que nada tinha a ver com a filosofia roqueira. Além disso, nem todos os roqueiros eram receptivos ao cantor soul Stevie Wonder, intérprete da versão da música de Schubert. A 96 ainda tinha um programa de música romântica e outro de pop dançante, e nem as tentativas de colocar algo mais próximo do rock nesses programas, como baladas do cantor Sting (admirado pelos roqueiros como membro do Police, mas abominado por sua carreira-solo ser marcada por baladas - músicas lentas, atenção moçada!!) ou alguma remix do New Order.

Outros pecados que as supostas "rádios rock" dessa época cometiam era evitar tocar músicas que não eram indicadas pelas gravadoras, que assinalavam até a música determinada no vinil, com um traço escrito a caneta. Não era raro as rádios tocarem músicas mais obscuras e, bem antes do primeiro refrão, pararem de tocar e substituir pela música de trabalho.

Essas rádios tentavam lançar novas bandas, e quase sempre era um desgaste, porque elas sempre imitavam, de uma forma ou de outra, os "medalhões" do rock nacional e internacional. Muitas dessas bandas, por mais badaladas que fossem, desapareceram no tempo.

Com a crise do grunge - cuja mesmice musical irritava os alternativos autênticos, que eram bem diferentes dos "alternativos" estereotipados pela moda grunge - , as rádios começaram a viver sua crise, apesar da suposta perseverança das mesmas. Nas faculdades, defensores e detratores se irritavam uns com os outros. Nos zines e jornais locais de surf, colunistas espinafravam quem falasse mal das ditas "rádios rock" alegando que elas contribuíam para divulgar a cena musical local.

Mas tanta choradeira não foi suficiente para evitar o desfecho final. Todas essas rádios que, entre 1989 e 1993, tentaram explorar (mal) o segmento rock, abandonaram definitivamente o estilo, indo para outros caminhos. Até a afiliada pernambucana da 89 FM acabou, encerrando o primeiro projeto de rede da emissora paulista.

No entanto, a crise também afetou as rádios originais de rock, que na virada dos anos 80 e 90 viveram outra crise, a financeira, que as fizeram impotentes diante da máquina publicitária da 89 FM.