domingo, 10 de maio de 2009

POR QUE O GUARANÁ EM PÓ É MAIS CARO QUE O COMPOSTO ENERGÉTICO?


Vejam que absurdo. Um saquinho de guaraná em pó hoje está entre R$ 5,50 e R$ 7,00 (aqui descrito com o "simpático" valor de R$ 6,99), numa carestia completamente estranha.

Em Salvador, o saquinho de 100g de guaraná em pó aumentou, num prazo de pouquíssimos meses, de R$ 2,75 para R$ 5,60, e isso não deu sequer meio ano. Já em Niterói, o guaraná em pó já custa, pelo menos, R$ 5,70.

Enquanto isso, compostos energéticos, em saquinhos de 100g, custam cerca de R$ 4,20. Contém guaraná, mas misturado com outros energéticos como ginseng ou catuaba, açaí e outros. Não é a mesma coisa, afinal quem quer tomar guaraná puro não sentirá o mesmo sabor com guaraná misturado. E várias pessoas dizem que ginseng não é muito gostoso, eu não provei, mas também não vou gastar R$ 4,20 só para dar uma provadinha porque, se não gostar, vou ter que aguentar o energético por cerca de dois meses até acabar.

Os produtores de guaraná em pó devem desejar um lucro exorbitante por suas safras da planta. Em contrapartida, será que os compostos energéticos em pó são feitos de restos não aproveitados que são misturados para formar um "novo produto"?

JILL HENNESSY


Qual ex-dançarina de pagode, mulher-fruta ou boazuda do BBB vai colocar a camisa abotoada para dentro da calça? Mas a classuda Jill Hennessy, a bela atriz norte-americana do seriado Crossing Jordan, faz a sua parte. Ficou charmosa e nem por isso deixou de ser sexy.

MÚSICA DE CABRESTO BRASILEIRA E A MÍDIA


Sabemos que o brega-popularesco, a Música de Cabresto Brasileira, não é a "verdadeira cultura popular" que muitos acreditam. E sabemos que, para que se promova um Alexandre Pires ou Zezé Di Camargo aqui, um DJ Marlboro ali, um Chiclete Com Banana acolá e uma Banda Calypso mais além, quantias astronômicas são investidas na mídia grande para manter esses ídolos de proveta sempre em alta. Vale tudo, afinal, pois não há conceito de ética, nem de estética, nem de coisa alguma. Os ídolos têm que fazer sucesso, ganhar dinheiro suficiente para que eles sejam tão ricos quanto os empresários que estão por trás deles.

Pois a mídia criou um discurso, há um bom tempo, querendo promovê-los até como se fossem "a nova MPB", idéia muito falsa mas que, como todo discurso demagogico, comove as massas ingênuas e desinformadas, já marginalizadas da Educação, da Cidadania e do Bem-Estar Social para caírem feito patos a tudo o que a mídia gorda determina como sendo a "vontade do povo".

Vieram então seus ideólogos: Hermano Vianna, Paulo César Araújo, o baiano Milton Moura... Vieram celebridades adotando sempre um ou dois ídolos cafonas como "mascotes". Veio o establishment de Caetano Veloso adular a cafonice dominante. E há quem diga que o establishment neo-brega de axézeiros, breganejos, pagodeiros, funkeiros etc. não é establishment e que os grandes ídolos da dita "música popular" ainda não fazem sucesso e sofrem discriminação. Vá dizer que Zezé Di Camargo & Luciano "não" fazem sucesso, com toda a mídia gorda aos pés da dupla.

Pois a mídia tem participação decisiva deste establishment brega-popularesco, completando o que latifundiários, empresários e políticos fazem para promover os ídolos bregas e neo-bregas. Vejamos alguns exemplos do que a mídia grande, a mídia de direita, faz para promover os ídolos popularescos:

ORGANIZAÇÕES GLOBO - A Rede Globo apoia todas as tendências neo-bregas. Foi responsável por toda uma recauchutagem visual dos breganejos que exibiam sua cafonice explícita no SBT e na Rede Record, nos anos 80. Também fez o mesmo com o sambrega e é o principal carro-chefe de toda a falácia que envolve o "funk carioca". Também transformou a axé-music num ritmo nacional e até com sérias intenções imperialistas. Toda a programação conta com um pouco da apologia ao brega e ao neo-brega, e conta com os demais veículos das Organizações Globo. Quem pensa que a máquina "global" parou com a morte de Roberto Marinho, é bom se atentar para essa armadilha brega-popularesca da Vênus Platinada.

FOLHA DE SÃO PAULO - O mesmo jornal que chamou a ditadura militar brasileira de "ditabranda" também esnobou a preocupação de intelectuais sérios com a decadência em qualidade da música brasileira. Pioneira do marketing da exclusão, a Folha foi pioneira em criar um discurso "favorável" para a música brega, mas como esse discurso foi feito quando a Folha não tinha alcançado a fama de reacionária dos últimos anos, o pessoal acreditou nesse discurso, pensando que ele era "transparente" e "democrático".

EDITORA ABRIL - A editora da família Civita costuma cortejar a axé-music, e a revista Contigo tem um camarote próprio no Carnaval da Bahia. A Contigo vive de braços abertos para o brega-popularesco, mas aparentemente Veja só corteja a axé-music. Mas Veja tem uma atitude ambígua com o brega-popularesco: aparentemente o rejeita*, mas reconhece seu "sucesso". Há uma simpatia maior com os ídolos da axé-music e os cantores religiosos (como Aline Barros, Padre Marcelo Rossi, Padre Fábio de Melo e Régis Danese).

SBT - O SBT não inventou a "cultura" brega, que vem sendo concebida pelas emissoras AM controladas por latifundiários e, na televisão, moldada nos anos 70 pelas redes Record e Bandeirantes. Mas o SBT foi responsável, em parte, pela construção da hegemonia dos bregas e neo-bregas no Brasil. Esse poder massificante foi complementado depois pela Rede Globo, que deu um tratamento kitsch** aos neo-bregas (axé-music, breganejo, "funk", oxente-music, sambrega, pagodão etc.).

RÁDIOS POPULARESCAS - A princípio, foram as AMs do interior do país controladas por fazendeiros ou políticos direitistas (sobretudo UDN). Depois, vieram as FMs que apoiaram a ditadura militar ou que foram batizadas por Antônio Carlos Magalhães quando este era Ministro das Comunicações do governo José Sarney. Essas rádios, de perfil "popular", na verdade se enquadram em projetos populistas das oligarquias conservadoras, que querem manter seus ricos privilégios às custas da imbecilização popular. Elas é que fizeram com que o brega-popularesco, no seu todo, pegasse em todo o Brasil.

* A Veja, sendo uma mídia de direita reacionária, expressa os interesses da burguesia conservadora. Ela, em si, odeia o brega-popularesco, porque ela não quer apreciar a mediocridade musical, ela é investida mais para imbecilizar o povo pobre e a classe média baixa.

** A expressão kitsch não está no sentido popularmente conhecido, o do grotesco propriamente dito, mas sim na abordagem dada por Umberto Eco, no livro Apocalípticos e Integrados, lançado há 40 anos.

CHAPEUZINHO VERMELHO (DE SOCIALISMO)


Suponhamos que a Chapeuzinho Vermelho adotou a cor deste chapéu porque a menina é socialista, e de repente ela se encontra com o Lobo Mau pseudo-esquerdista, que se comporta como um lobo feroz perante o povo, mas é feito um doce carneirinho diante dos grandes investidores a serviço do neoliberalismo mundial.

Chapeuzinho Vermelho, vendo o ar pseudo-esquerdista do Lobo Mau, pergunta, a respeito de informações que ela obteve sobre ele:

- Se você é de esquerda, por que só usa produtos de marcas estrangeiras?

- Ora, Chapeuzinho, é para me manter conectado com o mundo que eu vejo na TV.

- Se você é de esquerda, por que diz que a cultura é sempre comercial?

- Porque tudo o que todos nós queremos é dinheiro*.

- Se você é de esquerda, por que você não fala mal do Roberto Campos nem do Fernando Collor?

- É porque sei respeitar as pessoas diferentes.

- E por que você se tornou um pretenso esquerdista?

- Ora, Chapeuzinho, é para devorar você!!! Ha-ha-ha...

A menina, assustada, correu como pôde, evitando assim ser devorada pelo Lobo Mau. Este, cansado diante da rapidez da menina, preferiu viajar para São Paulo para, secretamente, falar com Diogo Mainardi, seu ídolo(mas o Lobo nunca admite isso e até se irrita quando descobrem tal idolatria - para "todos os efeitos", o Lobo "idolatra" Che Guevara). Animado, Diogo Mainardi foi logo ao seu computador escrevendo um novo artigo para Veja, intitulado "Chapeuzinho Vermelho é mau exemplo para as crianças".

* Neoliberais costumam colocar o dinheiro acima da dignidade humana. Não rejeitam a dignidade, mas a colocam subordinada num plano secundário de um mundo movido pelo dinheiro.

BANDEIRAS DE LUTA FALSAMENTE ESQUERDISTAS


Os pseudo-esquerdistas, surgidos ainda na Era FHC, são uma das maiores farsas sociais e se tornam muito mais perigosos do que a pior das direitas, porque se disfarçam, usam o esquerdismo como mimetismo. São playboys que se dizem esquerdistas para não ficar fora da turma jovem. São jornalistas e radialistas neoliberais querendo se apossar da opinião pública, forjando falso esquerdismo. São ídolos de massa querendo soar moderninhos com uma postura "socialista". São antigos direitistas querendo explorar a boa-fé dos cidadãos com uma "nova atitude".

E as "bandeiras de luta" pseudo-esquerdistas? Elas existem? O pseudo-esquerdismo não é apenas uma pose? É pose, sim, mas tem que ter um discurso e uma plataforma. Essas "causas de luta" não trazem qualidade de vida, não resolvem as desigualdades sociais e podem ser defendidas até por direitistas moderninhos. Por isso, seu caráter "socialista" é muito falso.

Aqui escolhemos esta última. Há causas pseudo-esquerdistas no Brasil, causas que de socialismo não tem senão a "imagem publicitária", porque nem sentido socialista chegam a ter. Vamos apresentar essas causas:

ABORTO - Dizer que defender o aborto é "causa esquerdista" é o mesmo que achar que fulano é comunista porque se divorciou da primeira esposa. É certo que militantes da Contracultura, em parte, saíram em defesa do aborto, mas isso nada tem a ver com esquerda. Na salada social dos anos 60, nem todo rebelde era de esquerda (a "revolucionária" Família Manson que "matou" a Contracultura era de direita). Embora não seja uma sugestão esquerdista, é mais prudente pensar em controlar o apetite sexual do que "assassinar" um filho que já está se formando dentro do útero da mãe.

PORTE DE ARMAS - Essa certamente o saudoso Sérgio Porto, na sua identidade de Stanislaw Ponte Preta, colocaria no seu enésimo FEBEAPÁ. Em 2006, houve um plebiscito relacionado ao desarmamento, que perguntou ao povo se aceitaria as restrições pesadas ao porte de armas de pessoas comuns. Os pseudo-esquerdistas, alegando sofrerem com a insegurança, saíram em defesa do porte de armas, como se isso fosse a "causa socialista". Só que essa mesma defesa de cidadãos usarem armas é a "menina dos olhos" da National Rifle Association, dos EUA, entidade EXPLICITAMENTE DE DIREITA que teve como membro principal o falecido ator Charlton Heston. Seus membros defendiam até o patético George W. Bush, de triste lembrança.

FIM DO POLICIAMENTO DAS FAVELAS - Alegando que os policiais, quando entram nas favelas, é para violentar ou matar cidadãos de bem, certos almofadinhas de pseudo-esquerda bradam pelo fim do policiamento nos morros. É essa lorota que permitiu que surgissem as "milícias", uma polícia ilegal porque é paramilitar (tipo de organização vetado pela Constituição Federal), composta sobretudo por ex-policiais envolvidos em crimes. Evidentemente é equivocada a violência de certos policiais, mas isso se deve não à instituição polícia em si, mas pelo despreparo de alguns policiais.

LIBERAÇÃO DO USO DE DROGAS - Sob o pretexto de que usuário não é criminoso, os pseudo-esquerdistas, na falta do que defenderem, usam a liberação do uso de drogas como "causa socialista". A única relação de esquerda com drogas que existe é através das FARC, que usam o comércio de drogas como atividade paralela. Mas, se percebermos bem, o tráfico de drogas, ideologicamente falando, é um cruzamento da economia neoliberal com política fascista, e isso é um fato que os mais conceituados cientistas sociais reconhecem. Sem falar que a direita mais convicta também consome drogas, e muito, porque tem dinheiro de sobra para comprar seu "baseado". Nas bolsas de valores, consome-se mais "loló" do que em festivais de rock, tendo um nível de consumo só comparável ao dos eventos de axé-music e "bailes funk" no Brasil.

FECHAMENTO DO CONGRESSO NACIONAL - O Poder Legislativo brasileiro é marcado pela corrupção, mas isso não quer dizer que o Legislativo deva ser extinto. Alguns jovens "ixpertos" acham que fechar o Congresso Nacional e outras casas legislativas vai moralizar a política de nosso país. Mas é com esse mesmo papo que os generais da ditadura impuseram o AI-5. O grande problema da corrupção política é que o povo vota sempre nos políticos errados, numa adesão semelhante aos ídolos da "cultura de massa".