terça-feira, 5 de maio de 2009

Para relaxar, a beleza de Halle Berry


Linda demais. 43 anos com corpinho de 25. A mulata mais sexy de Hollywood é encantadora, classuda, inteligente, lindíssima e formosa. Uma das mais admiráveis e fascinantes atrizes do mundo, sem exageros.

VIAÇÃO FLUMINENSE


Alguém poderia garimpar fotos de jornais antigos ou de fotos de colecionadores para ver se tem mais fotos da extinta Viação Fluminense, de Niterói? A única foto na Internet, esta que se vê acima, eu montei a partir do desenho de uma miniatura, fazendo uma montagem reconstitutiva que compensa a lacuna de fotos.

O mesmo se pede em relação a outra lendária empresa de Niterói, a Coletivos Rio do Ouro Ltda., conhecida como CROL.

QUE FRIO!!!!


BRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!

MC LEONARDO AFINADO COM A MÍDIA GORDA


Até quando as pessoas vão ignorar que o discurso do funkeiro MC Leonardo é o mesmo que as Organizações Globo e o Grupo Folha / Abril fazem a favor do ritmo carioca?

Atores a serviço da campanha "cultural" da mídia gorda


O que se faz para evitar a "geladeira". Como disse a Samara Felippo, os atores são contratados para determinados eventos "culturais", que, sabemos bem, são ligados ao brega-popularesco. Seja axé-music, "funk", breganejo ou o que vier na onda.

Há fortes rumores, como muita gente já começa a comentar, que o "gosto musical" popularesco dos atores não passa de encenação feita por motivos contratuais. Afinal atores são bem informados o suficiente para achar que rebolar ao som do "funk carioca" é o mesmo que pagar mico, mas, como a mídia gorda faz pressão sobre eles e ator que não dança o "funk" ganha fama de "difícil", isso pode representar sérios problemas para a carreira de atores que não atingiram o status pleno de um Tony Ramos ou de uma Nívea Maria. E tem muito ator ou atriz de "Malhação" cobiçando o lugar de um Malvino Salvador, de uma Juliana Paes.

Por isso é que se dança conforme o figurino. Se é para rebolar o "funk" para não perder contratos publicitários nem deixar fugir a chance de protagonizar a novela do próximo semestre, então é como diz o famoso programa do Sílvio Santos: TUDO POR DINHEIRO.

As recentes vítimas são dois atores até com papéis em novelas correntes da Rede Globo: Bruno Gagliasso, ator de Caminho das Índias, e Fernanda Paes Leme, atriz de Paraíso. Apesar da posição aparentemente confortável na Globo, os dois apareceram em eventos "funk", segundo uma nota de um portal de celebridades na Internet, porque dependem da mídia gorda e seus ditames, antes que um dia eles tenham que bater, sem sucesso, às portas da Rede Record, que talvez não seja receptiva a atores "difíceis". Por isso, bota-se "funk", axé e qualquer porcaria que esteja na moda para assim manter a boa relação com os chefões da mídia grande que patrocinam explicitamente os ritmos brega-popularescos.

BREGA-POPULARESCO = MÚSICA DE CABRESTO BRASILEIRA


Aquilo que a mídia gorda, os donos do poder e simpatizantes definem como a "verdadeira música popular brasileira" é o brega-popularesco, que busca lotar micaretas, "bailes funk", vaquejadas ou mesmo bordéis com seus ídolos patrocinados por eles.

Pois o brega-popularesco, na verdade, é a Música de Cabresto Brasileira, ditada pelas rádios controladas por empresários inescrupulosos ou políticos corruptos (e seus "laranjas" que dão um tom "apolítico" a certas emissoras) e difundidas pela mídia mais convencional, de forma tão insistente que faz com que o hábito popular a esses ídolos seja assustador. Daí a falsa impressão dos incautos de que isso é a "verdadeira música popular".

Aliás, usa-se "verdadeira", por atrevimento, mas não se usa "autêntica", porque seria covardia. Ídolos que lotam vaquejadas, micaretas, "bailes funk", que estão em cartaz na mídia gorda, não podem ser considerados "cultura autêntica" porque o que eles fazem não é arte, é mero entretenimento, de gosto bastante duvidoso, e de baixa qualidade. E esses ídolos, apesar de serem de origem pobre, estão a serviço dos grandes detentores do poder econômico e político, na "missão" de entreter as massas para evitar grandes revoltas populares.

A Música de Cabresto Brasileira segue a mesma lógica do voto de cabresto do coronelismo de cem anos atrás. Se é para um Calcinha Preta fazer sucesso, se investe pesado para que isso ocorra. Se um Alexandre Pires ameaça cair no ostracismo (sua música, digamos, é de baixíssima qualidade e ele canta mal), os detentores de poder injetam uma grana enorme em notas pagas para recolocar o cantor em "alta" novamente. Investe-se em tudo, até no marketing da rejeição que transforma os ídolos bregas e neo-bregas em "vítimas de preconceito", induzindo as pessoas a se sentirem pena desses ídolos da mediocridade musical brasileira.

BOA PAUTA PARA JORNALISTAS REALMENTE INVESTIGATIVOS

Os prováveis patrocinadores dos ídolos do brega-popularesco indicam que estes não correspondem à "verdadeira cultura popular" que comumente se atribui a eles. Se a cultura popular, para muitos, não deve ser representada prioritariamente por ídolos de classe média como Chico Buarque e Tom Jobim, não serão ídolos como Alexandre Pires, DJ Marlboro, Waldick Soriano, Banda Calypso e Zezé Di Camargo que terão a dignidade de representá-la.

As tendências do brega-popularesco, todas elas, sempre contam com uma tutela de grupos detentores de poder, principalmente políticos de direita, que patrocinam de eventos de axé-music a festivais de pagodão (tipo Psirico e os primórdios do Harmonia do Samba, hoje mais próximo do sambrega paulista) e de óxente-music (ou forró-brega).

É tanto dinheiro, de políticos, fazendeiros, empresários, comerciantes etc., que é bom um jornalista mais atento investigar todo o esquema financeiro que está por trás desses ídolos postiços. Não adianta chorar feito menino malcriado dizendo que a baixa qualidade dos ídolos brega-popularescos não passa de "frescura estética dos intelectuais" porque essa choradeira não vai levar a lugar algum. Por isso questionar e investigar é indispensável, deixando os medinhos para trás.

Os prováveis patrocinadores, quase que tutores dos estilos brega-popularescos, podem ser enumerados a seguir. Leve-se em conta que todos os estilos brega-popularescos também contam com investimentos maciços dos empresários de redes de supermercados, varejo, eletrodomésticos e materiais de construção, cuja divulgação muitas vezes maquia a pseudo-exclusão de certos ídolos das rádios, numa "anti-divulgação" estratégica para não levar os ídolos ao sucesso meteórico de imediato:

BREGA "DE RAIZ" - Os primeiros ídolos bregas teriam sido apadrinhados por fazendeiros dominantes em sua região de origem. Fazendeiros de Minas Gerais e Bahia estariam por trás do sucesso de ídolos como Waldick Soriano e Nelson Ned. O cantor Orlando Dias, lançado em 1958, foi protegido do poderoso empresário Abraão Medina, que bolou um esquema "informal" de divulgação que tomou os executivos da EMI-Odeon, gravadora que contratou o cantor, de surpresa. Daí André Midani, que trabalhava lá, ter acreditado ingenuamente que o sucesso de Dias foi "sem esquema de divulgação", porque este esquema não partiu da EMI, partiu de Medina.

BREGANEJO - A diluição da música caipira brasileira, nos anos 70, a subordinou tanto aos elementos bregas de Waldick Soriano quanto à pieguice chorosa dos Bee Gees. Nesta fase, a música dita "sertaneja" já tinha como padrinhos os grandes fazendeiros do interior de São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais, mas desde os anos 80 ganhou o apoio também dos fazendeiros-empresários do agronegócio, que se ascenderam a partir de incentivos do programa agropecuário promovido pela ditadura militar durante o "milagre brasileiro". Considerado um dos ritmos mais conservadores do neo-brega, a suposta "música sertaneja", ou o breganejo, foi a trilha sonora das comemorações eleitorais de Fernando Collor em 1989, candidato a presidente apoiado por latifundiários e direitistas em geral.

AXÉ-MUSIC - Surgida como um braço musical do projeto populista de Antônio Carlos Magalhães, dentro de um plano de incrementação turística da Bahia, a axé-music também é conhecida pela fortuna astronômica dos empresários de blocos carnavalescos, que cobram pesadas taxas para levar seus sócios para a folia. A axé-music é apoiada por políticos de direita da Bahia, mesmo os que, depois do início do governo Lula e da morte de ACM, tornaram-se direitistas enrustidos, uns infiltrados em partidos de oposição (PMDB, PDT, PTB). Os ritmos derivados do esquema axézeiro, como o pagodão e o arrocha, também contam com a mesma base de apoio. Dos empresários axézeiros, poucos são os próprios músicos, como é o caso da banda Chiclete Com Banana.

SAMBREGA - Equivalente sambista do breganejo, o ritmo, marcado pelo conteúdo meloso e pela imitação caricata de elementos da soul music com instrumentos de samba, conta com o apoio de fazendeiros do interior paulista e fluminense que exerçam tráfico de influência na mídia televisiva paulista. No entanto, parte dos fazendeiros de Minas Gerais que apoiam o breganejo também apoiam o sambrega.

"FUNK CARIOCA" - No que diz ao poderio econômico, é a axé-music do Rio de Janeiro. Também é marcado pelos empresários donos dos "artistas" do gênero, o que acontece com a axé-music. Ou seja, os ídolos são praticamente tutelados e controlados por empresários. Mas o empresariado do "funk" não controla blocos carnavalescos, e sim equipes de som, faturando em cima de eventos por eles promovidos, os "bailes funk". Os empresários do "funk", em parte, também exercem a atividade de DJs, como é o caso de Marlboro e Rômulo Costa. A base de apoio do "funk carioca", no entanto, se aproxima do sambrega, sustentado por latifundiários paulistas e fluminenses.

ÓXENTE-MUSIC - Versão "forrozeira" da axé-music. Enquanto a axé-music se concentra na Bahia (Estado nordestino com caraterísticas peculiares que o separam dos demais Estados), a óxente-music se concentra no resto do Nordeste, mas também possui mercado forte na Região Norte. Musicalmente, soa como um breganejo mais dançante e "sensual", pela presença de cantoras e dançarinas, mas seus grupos são liderados por empresários, como na axé-music. Sua base de apoio está, evidentemente, nos latifundiários nordestinos e nortistas, mas também contam com o apoio dos latifundiários que patrocinam o breganejo, que colocam a óxente-music no mercado do Sul e Sudeste. O apoio latifundiário permite que os grupos sejam lançados por gravadoras pequenas - erroneamente chamadas de "independentes" - cujos donos são "laranjas" dos donos do poder do Norte / Nordeste. Daí ser puro mito o sucesso "espontâneo" da Banda Calypso, que contou sempre com uma "ajudinha" do coronelismo nortista e nordestino.

OS HERDEIROS DO CORONELISMO INVESTEM EM BREGA-POPULARESCO


Infelizmente, o coronelismo e sua triste história de violência no campo, lei do cabresto, concentração de terras e de poder, possui herdeiros até hoje.

Os "coronéis" eram aqueles que foram premiados pelo Império com o título de Coronéis da Guarda Nacional, por fornecerem capatazes e soldados para lutar contra o Paraguai, entre 1865 e 1870.

Pois, com o passar do tempo, os descendentes dos coronéis combateram o nacionalismo e ajudaram na implantação e manutenção dos "institutos" IPES e IBAD, cuja campanha contribuiu para o golpe e a ditadura militar no país.

Já os netos desses, vendo que não se pode manipular o povo pela via política ou econômica, o manipula pela via cultural, através do brega-popularesco que nos trouxe desde os primeiros ídolos cafonas até os atuais grupos e cantores de breganejo, sambrega, "funk", óxente-music e axé-music.