sexta-feira, 1 de maio de 2009

A INGENUIDADE DOS "LÍDERES DE OPINIÃO" DA BAHIA


Os chamados "líderes de opinião", cujos blogs que valem não pelas ideias transmitidas, mas pelo status dos que os escrevem, têm similares em Salvador dotados de ingenuidade e jeitão de cornos-mansos.

É só perceber como certos intelectuais de esquerda da capital baiana tem uma visão míope do que conhecemos como mídia gorda. Para eles, a ideia de grande mídia que conhecem é aquela que é muito manjada, que somente se refere à Rede Globo, Veja, Estadão, e agora Folha de São Paulo, ex-vedete da "mídia fofa".

Pois, com essa visão limitada, que apenas imita, feito papagaio, o ponto de vista dos críticos paulistanos da mídia, os "líderes de opinião" baianos, ingênuos, pensam que mídia gorda, na Bahia, é tão somente a mídia vinculada ao complexo Rede Bahia, de propriedade dos herdeiros do senador Antônio Carlos Magalhães.

A ingenuidade dessas pessoas é tão grande, mas tão grande, que desconhecem todo o passado sombrio que ronda a Rádio Metrópole e seu astro, o pseudo-jornalista Mário Kertèsz, que foi político corrupto, é péssimo jornalista e radialista e, segundo lembra o professor Fernando Conceição, usa até "gato" de energia elétrica. Até parece que os esquerdistas baianos mais frouxos tomaram um pileque e confundiram o Kertèsz errado, porque este também é o sobrenome do escritor Imre Kertèsz, que ganhou um prêmio Nobel por sua obra.

Pois a mídia gorda não só existe na capital da Bahia como ela é dominante. No rádio FM, tem aquelas ridículas emissoras sem identidade que querem passar programação tipo "rádio AM", seja Piatã, Salvador, Metrópole (que no seu todo equivale, em programação, a uma AM de baixíssimo escalão) e até a sonolenta Band News, enquanto ao mesmo tempo seus proprietários têm muito medo - porque dinheiro derramando por dentro dos cofres eles têm, de sobra - de investir em emissoras AM e concorrer com cara e coragem com a vitoriosa Rádio Sociedade. Essas FMs, juntas, não chegam a ter metade do que a Sociedade AM tem em audiência na capital baiana.

Pois a Aemização das FMs é uma (re)criação de ACM, a partir da antiga fórmula das FMs coronelistas dos anos 70, durante a ditadura. Foi relançada pela farra de concessões politiqueiras de rádio FM, nos anos 80, e pelos conchavos do governo FHC (apoiado por ACM) em 2000. E praticamente TODAS as FMs com roupagem de AM de Salvador, mesmo as franquias da Band News e Transamérica, só atingiram o poder de "mídia gordíssima" (mas com pose de "mídia gordinha") com muito, mas muito apoio do "painho" ACM. A Rádio Metrópole, então, nem se fala, seu dono foi afilhado político de ACM e anda muitíssimo direitista ultimamente.

É bom que os blogueiros de esquerda baianos estejam atentos, porque, se a Folha "vejou", a CBN "vejou" e a RBS também "vejou", a Rádio Metrópole vai "vejar" a qualquer momento. Lembrando que o verbo "vejar", neológista, alude à revista Veja. Esses blogueiros vão continuar se comportando como cornos-mansos, até quando?