sexta-feira, 17 de abril de 2009

KRISTEN BELL


E Deus criou Kristen Bell. Este rosto diz tudo: encanto, beleza, charme, doçura, sensualidade.

COMO OS PSEUDO-ESQUERDISTAS HOMENAGEARIAM O DIOGO MAINARDI


Os pseudo-esquerdistas, que existem aos montes por aí, desde a comunidade EU ODEIO ACORDAR CEDO do Orkut até a boate mais próxima de sua casa, caro leitor, têm um Diogo Mainardi morando confortavelmente em seus corações.

Claro, como pseudo-esquerdistas, eles têm que manter as aparências, fingir que adoram o comunismo e dar a falsa impressão de que só criticam o governo Lula porque viraram trotskistas.

Pois essa juventude, que estranhamente sente uma profunda admiração por Fernando Collor, Roberto Campos e Diogo Mainardi - só odiavam o George W. Bush mais por ele ser patético e nem sabem explicar direito porque "odeiam" o FMI - , é direitista até a medula, e aqui imaginamos como esses jovens homenageariam o Diogo Mainardi, travestindo-o de "esquerdista" para seus deleites e para profundo escárnio com Che Guevara, que dizem "admirar muito" (claro, Che está morto; se estivesse vivo, essa "galera irada" o odiaria tal como Veja odiaria o Hugo Chaves).

CLUBE DA ESQUINA CUMPRE TUDO O QUE OS MODERNOS "SERTANEJOS" SÓ PROMETEM


No ano de 1968, vários universitários de Belo Horizonte, amantes dos Beatles, dos Byrds e do rock progressivo, além da música rural autêntica e da MPB que vibrava nos festivais musicais, resolveram formar um movimento que, ao lado da Bossa Nova, é um dos mais sofisticados da MPB autêntica: o Clube da Esquina.

São vários cantores, músicos e até poetas, que integraram o movimento desde então: Milton Nascimento (que havia lançado um surpreendente primeiro LP em 1967 e era apadrinhado pelo grande Agostinho dos Santos), Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, os letristas Fernando Brant e Ronaldo Bastos, entre outros.

Musicalmente, a influência varia da música rural mineira ao rock progressivo de grupos como Yes e Gentle Giant. No canto, as influências de Beatles e Byrds são nítidas. A poesia, influenciada pela melhor poesia mineira (não precisamos dizer quais poetas). Os temas variam de letras de amor, temas ecológicos e letras sobre fraternidade.

Enfim, o Clube da Esquina é uma espécie de dream team da moderna música brasileira. Assume sua regionalidade, pois tem um sabor mineiro evidente, embora tenha tido discípulos no Rio de Janeiro como Sá & Guarabira, Guilherme Arantes, Boca Livre e a fase inicial do Roupa Nova. Tem influências estrangeiras que não ofuscam a brasilidade. Tem boas melodias e bons vocais, e são a música ideal para solteiras em tempo de fossa.

Então, para que ouvir a tal "música sertaneja" desses ídolos neo-bregas que aparecem na televisão? Grande perda de tempo.

Também não adianta "também gostar" de Clube da Esquina e mesmo assim preferir os breganejos, esperando que um Leonardo da vida grave "Sol de Primavera" certamente triturando a música, que na sua versão original é de uma beleza ímpar. Também para que esperar que um sambrega da vida grava "Noites com Sol" de Flávio Venturini com um vocalista ruim abusando dos vibratos?

O Clube da Esquina faz o que breganejos (e, junto a eles, os sambregas) apenas prometem. Certamente breganejos e similares têm mais pompa, tem mais marketing e, para quem está acostumado em ser manipulado pela mídia gorda, "mais divertido". Mas, no final das contas, são gente como Milton Nascimento, Flávio Venturini, Lô Borges e outros que dão o tom da beleza musical.

Os breganejos, aliás, sentem muita inveja do Clube da Esquina, porque não surgiram em Minas Gerais (só tardiamente surgiram duplas breganejas mineiras, e ainda assim elas não emplacam), não contam com bons letristas como Fernando Brant e nem trabalham boas melodias, de tão medíocres e incompetentes os "sertanejos" atuais são. Os breganejos só ganham do Clube da Esquina porque possuem uma máquina de mídia poderosa, além do "despretensioso" apoio dos grandes proprietários de terras, que hospedam as duplas breganejas como se fossem seus parentes mais queridos.

No final das contas, porém, os mineiros do Clube da Esquina prevalecerão, por causa de seu talento, de sua integridade, de sua musicalidade verdadeira, sem a ilusão do marketing. É hora do pessoal tirar seus discos de breganejos de suas coleções e substituí-los pelos artistas mineiros que são sinceros quando falam de amor, natureza, amizade, vida. Sem pieguices.