segunda-feira, 6 de abril de 2009

MAIORIA DAS MULHERES SOLTEIRAS TÊM PÉSSIMO GOSTO MUSICAL


Pesquisas em torno do Orkut, dos fóruns e blogs da Internet e até mesmo nas ruas apontam que a maioria das mulheres solteiras, no Brasil, têm péssimo gosto musical e referenciais duvidosos. Apenas 30% das solteiras brasileiras correspondem ao perfil considerado inteligente, enquanto as demais seguem critérios que variam da submissão aos valores da grande mídia ou ao fanatismo à religião e ao futebol.

Os critérios de inteligência, embora muitos ignorem, correspondem, entre outras coisas, à apreciação de música de qualidade - quando o sucesso comercial não é o critério adotado, e sim os valores artístico e cultural autênticos - , além de uma apreciação crítica do entretenimento sem exageros ou fanatismos.

Infelizmente, a maioria das solteiras brasileiras é apegada a um gosto musical considerado cafona, seja a pieguice da dita música "sertaneja" (breganejo), do suposto "samba romântico" (sambrega), seja o grosseiro do "funk carioca" e do "pagodão erótico". Os referenciais dessas mulheres envolvem, entre outras coisas, o vício em assistir às novelas da televisão, a leitura de livros limitada aos best-sellers, sobretudo auto-ajudas, esotéricos ou religiosos, um misticismo caricato e exagerado e um romantismo piegas e extremamente ingênuo. O Domingão do Faustão costuma ser o programa favorito de televisão delas.

Outro detalhe é que elas se apegam muito ao som do forró-brega, ou oxente music, de nomes como Calcinha Preta (nome tenebroso!), Banda Calypso, Caviar Com Rapadura e Aviões do Forró, mas também a nomes que de tão veteranos se tornaram até pedantes, como Mastruz Com Leite. A adoração de muitas dessas solteiras a esse som lamentável chega ao nível da histeria, ao deslumbramento infantil que se observa quando elas aparecem em eventos de agronegócio ou de festas juninas, onde esses grupos mais se apresentam.

Essas mulheres costumam deixar a MPB em segundo plano, embora pareçam receptivas a qualquer música da MPB autêntica que supostamente conheçam. Geralmente o que motiva elas a "também gostarem de MPB" é a inclusão das músicas em trilhas de novelas ou algum modismo puxado por um fenômeno de TV, como o seriado Maysa. Apesar dessa receptividade aparente, elas se impacientam com artistas da MPB autêntica mais "difíceis" (como Baden Powell, por exemplo), e dão preferência para artistas de brega-popularesco na apreciação musical.

A maioria das solteiras com péssimo gosto musical e péssimos referenciais se encontra na região Nordeste, mas elas existem em quase todo o país, com menor incidência na região Sul (menor, mas não nula). As mulheres do gênero, em Minas Gerais, chegam a abrir mão do Clube da Esquina (sofisticada tendência da MPB autêntica) para ouvir o breganejo de Goiás (como Zezé Di Camargo & Luciano, Leonardo) ou do interior paulista-paranaense (como Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone e Daniel).

Mas há também as que preferem axé-music, sobretudo Chiclete Com Banana e Ivete Sangalo, e, quanto a esta, essas solteiras não abrem mão da idolatria mais fanática, ao mesmo tempo em que desprezam cantoras bem mais talentosas que a enternainer baiana, como Marisa Monte e Roberta Sá.

A personalidade insegura dessas mulheres faz com que elas se acanhem em relação aos homens que elas desejam se casar, mas não se intimidem em assediar aqueles que não se afinam com elas. Por exemplo, elas sonham com um homem como Fábio Jr., Alexandre Pires ou Zezé Di Camargo - as "funkeiras" talvez sonhem com Latino ou MC Leozinho - , mas, estranhamente, recuam diante da oportunidade de pegar homens similares a seus ídolos.

No entanto, elas não medem escrúpulos em assediar rapazes do tipo nerd, ou então jovens do perfil alternativo de qualquer espécie. O pretexto que elas usam é a suposta ruptura de preconceitos e o desapego aos padrões estéticos. Acham que, só porque nerds, alternativos e outros tipos menos badalados de homens são considerados pacatos e de boa índole, eles poderiam se submeter a elas e todas as suas referências. Grande engano, tais homens são justamente os que mais rejeitam mulheres deste tipo.

No entanto, isso esconde uma insegurança em pegar homens que são afins a elas, mas que potencialmente se envolvem em confusões nas noites do final de semana, enquanto os homens que não se afinam com elas (e nem se interessam em tê-las sequer para um contato mais íntimo) parecem mais pacatos.

Só que essa insegurança acaba piorando para o lado delas, que não percebem cuidadosamente o que é uma relação sem afinidade, o que poderá ter problemas futuros de conflitos conjugais.