quinta-feira, 2 de abril de 2009

SE OS PSEUDO-ESQUERDISTAS PINTASSEM O SETE...




















Certamente os jovens pseudo-esquerdistas fariam uma grande homenagem ao economista que seus pais conheceram e admiraram por muito tempo.

Vale lembrar que eles fariam isso não por sacanagem, mas por causa do esquerdismo torto e falso deles, que só acreditam nos símbolos socialistas, mas seguem rigorosamente os valores neoliberais.

POSERS DE LÁ, POSERS DAQUI













A música "farofa" dos EUA e do Brasil vive de um pretensiosismo muito grande.

Quem entende de música sabe que tanto o poser metal e o sambrega são sons fajutos, caricaturas bastante estereotipadas do rock pesado e do samba, respectivamente. Mas, infelizmente, seus nomes andam tendo uma baita repercussão, graças a uma "humilde" ajuda da mídia ultra-obesa, quando esta dá uma folga dos seus costumeiros ataques contra MST, movimento estudantil, tribos indígenas, classe operária, etc..

A mídia gordíssima - sobretudo o portal Ego, Quem Acontece, Época, todas das Organizações Globo, mais a Contigo, da mesma Abril que edita Veja, da Ilustrada da Folha de São Paulo (que sonha ver o termo "ditabranda" citado no Aurélio), e outros satélites pequenos do planeta MIDIOCRIDADE - anda elogiando os medalhões desses dois estilos-pastiche, principalmente Guns N'Roses, Bon Jovi e Mötley Crüe, do lado dos ianques, e Só Pra Contrariar, Exaltasamba e Grupo Revelação, do lado dos brazucas. Figuras como Axl Rose e Jon Bon Jovi, assim como Alexandre Pires e Belo, passam a ser "carismáticas".

Aí vem aquele típico jovem pseudo-esquerdista, que se comporta feito líder fascista no Orkut, mas com jeitão de demagogo popular, e espalha nos blogs e fóruns da Internet (sejam os fóruns dentro e fora do Orkut) que o poser metal é "rock'n'roll de verdade" e o sambrega é "samba de qualidade". Lorota pouca é anedota.

Pois essa patota toda nasceu com o Trem da História tendo percorrido um longuíssimo caminho, não acompanhou sequer o apogeu do punk rock. Daí não entender coisa com coisa sobre os fatos e fenômenos da vida, e muito menos pode entender de música. Creditar o poser e o sambrega como "música de verdade" é superestimar seu subjetivismo míope como se fosse "lição de sabedoria".

Mas aí surge um bom samaritano e diz que até aquele intelectual que entende de rock e MPB dá crédito a esses fajutos, principalmente com aquela desculpa de que eles "são mais pop". Só que nessa armadilha nós não caímos, pois certamente este intelectual ou tem uma boa-fé diante das tendências traiçoeiras da música comercial, ou então ele quer algum lugar na mídia, seja uma coluna numa revista sobre TV (tipo Contigo), seja uma cadeira no júri de um programa de auditórios (tipo Raul Gil).

Para quem quer música de qualidade, eu aconselho simplesmente: fuja de qualquer poser. Ouça os sons mais autênticos, que estão acima de qualquer badalação. Os autênticos falam pela sua própria obra. Já os picaretas precisam que os outros falem deles. E se ninguém falar, os picaretas desaparecem.