terça-feira, 10 de março de 2009

Por hoje é só


Até a próxima!!

Praça XV em 1976


Praça XV, Rio de Janeiro, 1976. Essa foto é do tempo de minha infância, e eu andei muito por lá nessa época. Parte da praça estava em obras, mas a Av. Alfred Agache, embora com seu movimento caótico de gente, era bem mais imponente do que a praça "mastodôntica" de hoje e o atual ambiente sombrio do "mergulhão".

Tinha a passarela que ligava o lado das Barcas ao antigo Paço que dá na Rua Primeiro de Março. E a Av. Alfred Agache era bem movimentada, com gente esperando ônibus de um lado e de outro, mas hoje o cenário pomposo bolado por César Maia conta com muitos mendigos, nos finais de semana tem uma feira mal-situada que complica a passagem dos cidadãos para a Rua da Misericórdia e o acesso ao "mergulhão" tem até escada rolante que enguiçou há anos. E as linhas do Terminal Alfred Agache sofrendo humilhação no escuro, e não são poucos os motoristas que gostariam que, com um ambiente desses, as linhas de ônibus aí estacionadas migrem para o bairro do Castelo.

Dakota Fanning

Não é meu forte curtir mulheres bem mais novas, mas não dá para negar que Dakota Fanning é de uma beleza surpreendente. Simplesmente lindíssima. E isso é só o começo, pois ela só tem 15 anos de idade.

Filosofia da casa


"Já não está aqui quem não estava". (Alexandre Figueiredo)

A "ditabranda" de Paulo César Araújo


Mês passado o editorial da Folha de São Paulo afirmando que a ditadura brasileira foi "suave" através do neologismo "ditabranda", irritou muita gente.

Mas, no ramo do entretenimento, fato semelhante aconteceu em relação à música brega, beneficiada por outra distorção "revisionista" cuja gravidade muita gente não percebeu.

Em 2001, Paulo César Araújo, historiador de pouco crédito, passou a ser o queridinho da mídia gorda quando afirmou, no livro Eu não sou cachorro, não, que os ídolos bregas foram "vítimas" da ditadura, enquanto a MPB autêntica - que PC Araújo chama pejorativamente de "MPBzona" - teria se "beneficiado" com os anos de chumbo.

A distorção, como se sabe, não chegou a aliviar a má imagem da ditadura, mas, no melhor estilo Chavez (o personagem cômico, não o presidente venezuelano), do bordão "Foi sem querer, querendo", Araújo, mesmo "admitindo" que os ídolos cafonas eram despolitizados, insistiu numa "militância" política que, segundo o historiador, estava "implícita" nas músicas desses ídolos. Num dos trechos do livro, Araújo chegou a fazer uma impensável comparação entre a música "Eu não sou cachorro, não", sucesso de Waldick Soriano, com a canção "Opinião", de Zé Keti, tema da peça do mesmo nome encenada em 1964.

A tese conspiratória, de crédito duvidoso mas verossímil, funcionou por tocar tanto no sentimentalismo do grande público quanto aos interesses da grande mídia na exploração da música brega e seus derivados. Afinal, são ídolos como Waldick Soriano e Odair José os ancestrais dos atuais ídolos "populares" de hoje, como Alexandre Pires, Ivete Sangalo, É O Tchan, Zezé Di Camargo & Luciano, Banda Calypso e DJ Marlboro, todos de uma forma ou de outra seguidores da cartilha brega.

Desse modo, o brega antigo ajudou o brega contemporâneo a perpetuar seu sucesso e a mesma campanha de defesa de Waldick Soriano se vê, com semelhança fiel, nas campanhas de defesa do "funk carioca" e dos ídolos breganejos como Zezé Di Camargo & Luciano e Daniel.

Só que a tese de Paulo César Araújo, até pelo apoio escancarado da mídia gorda, e por alguns fatores históricos não reconhecidos pelo autor, estranham bastante. Afinal, a música brega tornou-se popular não porque desafiava a ditadura militar. É estranho que, com o AI-5, a música brega automaticamente seja jogada ao sucesso popular assim de bandeja.

Pelo contrário, a música brega passou a ser mais difundida pelas emissoras de rádio ligadas a lideranças coronelistas do interior do país e seus aliados de São Paulo. A historiografia da música brasileira enfoca apenas os grandes centros, e não reconhece que muito do sucesso de Waldick Soriano & companhia se deve muito aos "coronéis". A ideologia brega tem muito do conformismo social que a direita deseja do povo.

E, finalmente, os ídolos cafonas - que só foram censurados por pecados menores - estavam completamente ausentes de toda e qualquer campanha pela redemocratização do Brasil.

Jazz e Standards


As gerações mais recentes não viveram a fase áurea do jazz e, acostumadas com o ecletismo musical, confundem as coisas.

Assim, imaginam que música caribenha instrumental, Bossa Nova, Standards e jazz são a mesma coisa. Para elas, é tudo jazz. Além disso, elas confundem jazz clássico com jazz fusion, o que poderia exigir muita paciência para um especialista de jazz explicar o gênero para a rapaziada que só conhece jazz pelos sucessos mais manjados de Ella Fitzgerald, Louis Armstrong (aliás através de uma balada, "What a Wonderful World", e não do repertório jazzístico) e Sarah Vaughan, para não dizer dos elementos jazzísticos dos sucessos de Frank Sinatra (que só foi cantor de jazz no distante começo de carreira como crooner de uma big band).

Mas não são somente os mais jovens que confundem as coisas. Há, entre os adultos, até mesmo os cinquentões, uma enorme confusão a respeito do jazz. Os mais granfinos, sobretudo, acham que tudo que envolver orquestra de metais, homens vestidos de black tie e um certo ar pomposo e chique, é considerado "jazz". Pura incoerência com a origem bem popular do estilo.

A confusão mais comum envolve o jazz e os standards, que é a música popular norte-americana. Só por esta envolver elementos do jazz, não significa que ela seja o estilo propriamente dito. Como no pop dançante de Michael Jackson, que adota elementos de rock (como em "Beat it" e "Black And White"), e não é rock. Até porque o aproveitamento parcial de elementos de um estilo não indica de modo algum a identificação com ele como um todo.

Os standards, aliás, são herdeiros da fusão do Dixieland (jazz tocado pelos brancos na década de 1920) com a música das peças da Broadway, avenida dos teatros de Nova York, acrescidos também dos elementos da música orquestrada "ligeira", que era uma variante da música clássica em composições curtas e acessíveis, antecessora do musak.

Os standards foram a trilha-sonora da fase áurea de Hollywood, e não é preciso detalhar seus principais compositores, como Cole Porter, Rodgers & Hammerstein, Irving Berlin, os irmãos Gershwin etc.. Alguns deles originários da Broadway.

No período 1920-1935, o jazz era considerado uma música das classes populares, situação que mudou muito na década seguinte, quando a Era do Swing dava lugar à Era do Be-Bop. O jazz, para sobreviver à exploração comercial de Hollywood (que com seu standard sugava algum elemento original do jazz), tornou-se mais sofisticado. Até ser, no mainstream, substituído pela Era do Rock

Recentemente, o rock também perde sua força no mainstream e aos poucos passa o bastão para o pop eclético atual.

Cuidado com os pseudo-esquerdistas


País estranho, o Brasil.

Se depender das pessoas que se dizem "de esquerda", o Brasil seria uma das maiores potências comunistas do mundo e a maior da América Latina.

Neste caso, juntos, Venezuela, Equador, Bolívia e Cuba não conseguiriam chegar sequer à metade do Brasil, nem mesmo com o reforço da centro-esquerdista Argentina. E, além disso, a julgar pela oposição sócio-política dos quatro países radical-esquerdistas, o poder de fogo deles seria reduzido drasticamente.

Só que essa vocação esquerdista do Brasil é só aparência. Lamentavelmente, uma maioria relativa de esquerdistas declarados, na verdade, não passam de uma bem enrustida patota de centro-direita.

Em primeiro lugar, porque existe um "protocolo" entre as pessoas mais jovens que os obriga a ser "de esquerda". Só poucos se recusam a esse teatro. Segundo, porque ser "esquerdista" soa mais simpático.

E, por mais que um típico jovem de centro-direita (que ouve Transamérica, Jovem Pan 2 e similares, frequenta o Carnaval baiano e os bailes "funk" e gosta de presentear quem não concorda com o que eles pensam com "vírus" por e-mail) tenha um Olavo de Carvalho dentro de seu coração, pega muito mal para a "galera" ele assumir logo de vez seu reacionarismo. Por isso, ele geralmente deixa para os 45 anos a missão de vestir a camisa da direita.

O pseudo-esquerdista, jovem ou adulto, é muito mais perigoso que o direitista assumido. Isso porque o falso esquerdista pode apunhalar a esquerda pelas costas. É ele que dilui qualquer ideal socialista com concessões mais "conservadoras", alegando ser mais vantajoso, e muitos falsos esquerdistas, donos de um bom papo, destroem instituições de esquerda pela corrupção e pela perda dos ideais originais.

Os pseudo-esquerdistas jovens são muito mais perigosos porque vestem o verniz da rebeldia. Disfarçam o reacionarismo e as idéias conservadoras com muito palavrão, comportamento grosseiro e roupas "arrojadas".

Mas, como diz Renato Russo, "é só questão de idade, passando dessa fase, tanto fez, tanto faz".

Praça Mauá, sem a Perimetral


Eu pessoalmente não vejo problema com o Viaduto da Perimetral, que até ajuda a reduzir, ou pelo menos tenta reduzir, o trânsito caótico do centro do Rio de Janeiro. Mas não deixa de ser belíssima esta foto, de um cartão postal de 1961, da Praça Mauá sem o viaduto.

E olha que nesse local já havia muito movimento, porque, quatro anos antes da inauguração da Rodoviária Novo Rio, o Terminal Rodoviário Mariano Procópio abrigava pontos de linhas interestaduais.

SHARON STONE

Ela faz 51 anos hoje e, mesmo com as rugas, continua irresistivelmente linda.

Escolhi uma das melhores fotos dela para ilustrar este post.

Este é meu blog


Começou o meu blog, para dar novos ares à blogosfera. Espero que gostem.