quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sambista Monarco defende qualidade artística do samba tradicional


Na reportagem do Jornal Nacional sobre o Dia do Samba, comemorado hoje, o veterano sambista Monarco defendeu a qualidade do ritmo e a tradição representada pelos sambistas antigos como ele próprio, em detrimento ao que ele chamou de "samba com agrotóxico", termo que sem dúvida deve estar relacionado com o sambrega (Alexandre Pires, Belo, Grupo Molejo, Raça Negra, Exaltasamba etc).

Afinal, neste dia em que se comemora um ritmo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com sua história e suas raízes afro-brasileiras, não se pode admitir que falsos sambistas avacalhem o legado africano, seja fazendo imitações baratas de soul americano, seja fazendo "bunda music", seja fazendo samba mesmo, só que de forma fajuta e tendenciosa.

Felizmente, o Brasil tem uma cultura negra valiosa, com sua história dolorosa mas dotada de muita experiência e êxitos. Sendo patrimônio cultural de fato - conforme avaliações técnicas, e não por lobby político como é o caso do "funk" - , o samba merece respeito, e na festa democrática do samba não deve haver aproveitadores.

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