domingo, 27 de dezembro de 2009

MENSAGENS SUBLIMINARES II - SAMBREGA (Ingênuo Raggi Parte 4)


Agora, a última parte. Abaixo vocês verão como foi a resposta do sr. Eugênio Raggi.

É verdade que a Música Popular Brasileira, como ela se concebeu a partir da fusão dos grupos ideológicos da Bossa Nova e dos Centros Populares de Cultura nos festivais da canção em 1965, se tornou predominantemente de classe média, universitária etc..

Mas vejo muita demagogia e muita hipocrisia quando as pessoas chamam de "verdadeira música popular" essas coisas grosseiras como Exaltasamba, Bruno¨& Marrone, Daniel, Tati Quebra-Barraco, Asa de Águia, Banda Calypso, só porque seus membros tiveram, em tese, origem pobre, ou porque caem mais facilmente na "boca do povo".

Primeiro, isso é uma visão elitista, que ganha facilmente o apoio dos veículos da grande mídia, que é associar a idéia de "cultura popular" ao grosseiro, ao pitoresco, ao aberrante. A história de nossa cultura comprova, em dados concretos, que a cultura popular nunca esteve associada ao grotesco. O sambe de roda que os escravos faziam tinha inteligência, espontaneidade, arte, dignidade, mesmo quando fazia brincadeiras maliciosas. Já o "pagodão" pós-Tchan, que tenta se vincular à falsa idéia de um "novo samba de roda", é milimetricamente calculado pelos seus empresários.

Muito dessa música brega-popularesca que está aí, associada à "verdadeira cultura popular" de que falam Hermano Vianna, Paulo César Araújo, Milton Moura (UFBA), Regina Casé, Patrícia Pillar e outros entre ingênuos ou oportunistas, na verdade pouco têm a ver com a verdadeira cultura popular. Sejam os bregas "de raiz" tipo Waldick Soriano e Odair José, sejam os grotescos explícitos tipo Banda Calypso
e Tati Quebra-Barraco, sejam os pedantes pseudo-MPB e altamente canastrões tipo Chitãozinho & Xororó, Alexandre Pires, Zezé Di Camargo & Luciano e Grupo Revelação, todos eles não passam de pupilos dos executivos da grande mídia, símbolos desse populismo televisivo e radiofônico que contou com o apoio mais do que explícito dos mais reacionários políticos de direita, como Fernando Collor, Renan Calheiros, Antônio Carlos Magalhães, etc..

Isso sem falar que o sucesso "espontâneo" dessa "verdadeira música popular" se deveu, e muito, pela decisiva farra de concessões de rádio e TV de ACM e Sarney para políticos e empresários aliados aos dois, nos anos 80. Se não fosse essa falcatrua toda, ao invés de termos Alexandre Pires e Belo como grandes ídolos, teríamos Wilson Simoninha e Pedro Luís. Ao invés de termos Ivete Sangalo ou Cláudia Leitte, teríamos, por exemplo, Roberta Sá como nossa diva maior.

EUGÊNIO RAGGI: Nenhum comentário foi feito por ele.

EUGÊNIO RAGGI (Subliminar): Droga. Tremo de medo. Não é que o cara argumenta bem? Meus argumentos tão frágeis perderam a força de continuar a réplica. #$%#$%!!

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