domingo, 13 de dezembro de 2009

Leonardo Ivo faz uma campanha interessante


Leonardo Ivo, que se junta a eu, Marcelo Pereira, Marcelo Delfino, Bruno Melo e outros na humilde missão de despertar uma consciência crítica nas pessoas, faz o blog Fatos Gerais elançou uma campanha interessante. Favor ver a figura.

Ele quer que nós deixemos de referir o ridículo ritmo carioca, que chamávamos de "funk", com este nome, em respeito ao FUNK AUTÊNTICO de nomes como Tim Maia e James Brown. Ele propõe que chamemos o ridículo ritmo carioca da Música de Cabresto Brasileira de FAVELA BASS.

Eu já colocava o termo funk entre aspas, quando me referia ao ritmo influenciado pelo miami bass. Até para diferir do verdadeiro funk, que acrescia o termo autêntico para reforçar o sentido, já que poucos conseguem distinguir palavra com aspas com palavra sem aspas.

Vou procurar seguir a sugestão de Leonardo Ivo. Ele fez esse pedido com a mais nobre das intenções, em memória a uma facção dançante da soul music que contou com a adesão de quase todos os soulmen conhecidos (só Sam Cooke e Otis Redding não aderiram, porque morreram antes; nos 70, eles teriam mergulhado fundo no funk, o autêntico).

A princípio, porém, a atitude de Leonardo Ivo não resolverá o problema. Isso a curto prazo. A maior parte da sociedade ainda vai creditar como "funk" todas essas bobagens dançantes e de péssima qualidade artística - seja falando de "cidadania", seja de sexo ou criminalidade - que se apoia numa retórica tão engenhosa que chega a ser delirante de tão desesperada, em comparações que, indevidamente, vão do punk rock e do samba-de-roda à Semana de Arte Moderna e Revolta de Canudos.

No entanto, Leonardo Ivo lançou uma semente. A curto prazo seu esforço parece inútil e ineficaz, mas a longo prazo renderá um bom debate e um grandioso despertar de mentes.

Cabe apoiarmos a sugestão de Leonardo Ivo. O Kylocyclo então passa a chamar o "funk carioca" de FAVELA BASS.

Um comentário:

M.V "Shogun" disse...

Estou dentro, sempre me incomodou o fat de chamarem "isto" de funk.

Sempre questionei os poucos funkeiros que conheci se alguma vez na vida já tinham ouvido James Brown. E sobre o fato de que o que eles ouvem é um arremedo do miami bass.